ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

domingo, 30 de dezembro de 2012

FELIZ ANO NOVO, AMIGOS!


SAÚDE E PAZ PARA TODOS! MUITO TRABALHO, MUITA ENERGIA POSITIVA. DEUS NA VIDA DE TODOS!
PROMESSAS? SÓ UMA: PROCURAR SEMPRE MELHORAR COMO SER HUMANO.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Pink Floyd - Wish You Where Here - Legendado



Eu não consigo distinguir nem uma prostituta de uma donzela, mas prefiro a sinceridade da primeira ao deboche da segunda.

sábado, 22 de dezembro de 2012

E NÃO É QUE O MUNDO ACABOU MESMO?



Abri os olhos. Não fui despertado pelos passarinhos como de costume, mas talvez por um silêncio perturbador. O relógio na parede marcava 06:15h. Foi aí que me lembrei, era 21 de dezembro. Fui à janela e comprendi porque não ouvi os pássaros, tampouco vi flores. E não é que o mundo acabou mesmo? E não foi preciso nenhuma guerra nuclear. De certa forma, os Maias tinham razão. O mundo acabou sim , dentro de cada um de nós. Matamos o amor, a amizade, o respeito. Destruímos os jardins dentro de nós, provocamos guerras em nosso interior, nos sufocamos no nosso próprio orgulho, fomos engolidos pela nossa própria ganância e vaidade. Saí às ruas para ver pessoas, não encontrei brilho em nenhum olhar, elas viraram zumbis. Gente chique e infeliz. Céu sem cor, as águas do mar estagnadas, sem ondas, como se estivessem congeladas. Não havia mais nada, somente o vento parecia entoar uma cantiga triste, celebrando o suicídio humano. Vi gente com sorrisos no rosto, com punhal nas costas. Tentei chorar, mas chorar pra quê se ninguém vai ouvir, se ninguém vai me amparar? É muito ruim chorar sozinho. Senti no ar um odor fétido de inveja, cobiça, egoísmo, de maldade e rancor. Sim, esse era o ar que respiramos durante toda a história da humanidade, até que um dia ele nos sufocou de vez, morremos um pouco a cada dia, a cada dia fomos acabando com o mundo dentro de nós. Matamos a esperança, o abraço, falamos de paz a vida toda, porém nunca a trouxemos no coração, ela era tão bonita nos slogans, mas seria ainda mais se estivesse no nosso olhar. Será que era assim tão difícil promover a igualdade? Era tão difícil tolerar um pouco mais? Pedir e dar perdão? Largas avenidas, grandes desertos. Vi religiões mortas, nos letreiros JESUS CRISTO S/A... um grande mercado. Já era noite quando desolado, voltei para casa, me recolhi ao meu quarto, e mais uma vez tentei chorar, e mais uma vez não consegui. Não consegui porque vi na silhueta da montanha, três cavaleiros seguindo uma estrela diferente das demais, e pareciam me dizer que é natal, que eu não podia perder a esperança, e que aquela estrela veio para mudar as coisas, atestando que o apocalipse não representa o fim dos tempos, mas o início de uma nova era. E então eu fiz uma oração agradecendo a Deus por enviar aquela estrela... a estrela do maior Homem de todos os tempos, que nos ensinou que humildade não é regressão, mas sinal de grandeza e de evolução. FELIZ NATAL... no melhor e real sentido da palavra.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

2012! UM ANO PERFEITO!


COMO DISSE, UM ANO PERFEITO! NÃO PODIA SER MELHOR! Na peneira do joio e do trigo, ficou o que tinha que ficar, o que me parecia fazer falta, era justamente do que precisava me livrar.

Feliz Natal a todos e um 2013 cheio de realizações !!! Com muita paz interior, sem a qual, nada é possível!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A ESTRELA BRILHOU!

( imagem raizculturalblog.files.blogspot.com )

A estrela brilhou no oriente!
Anunciem à toda a gente
que é uma estrela diferente
tão brilhante, soberana e altiva
que todos podem vê-la.
Vamos seguir a estrela.
É a estrela de um Deus-menino
de um menino-Deus.
É o brilho de um rei manso, sem espadas
que vem irmanar, igualar
carregar pecados e dores, e ainda perdoar.
Rendam homenagens do oriente ao ocidente
tragam perfume e incenso
para celebrar o brilho intenso
o brilho da mais linda estrela.
E ainda que outros reis não queiram,
é a força de um Deus...
ninguém pode detê-la!

sábado, 8 de dezembro de 2012

ERA UM DIA COMO OUTRO QUALQUER...

( imagem Tribunadehoje.com )

Vamos fazer um natal diferente?

( recordando 1985 )
Tudo estava no seu lugar. O asfalto, as árvores, ainda dava para ver alguns passarinhos e borboletas no ar, apesar da fumaça. As pessoas cumpriam a rotina, andando pra lá e pra cá, em busca de não sei o quê. Buzinas e vozes se confundiam. Carrões e mendigos se distinguiam. O luxo e o lixo dividindo a mesma calçada. Nas lojas, liquidações. Nas ruas, a vida também parecia não valer muito, estava em liquidação. De um lado um arranha-céu imponente zombava do barraco do outro lado na favela quase tão alto quanto o edifício. Shopping center lotado. Os botecos também. Num só cenário, o trem e o avião. Gente chegando, gente partindo. Gente chorando, gente sorrindo. Gente amando, gente sozinha. O seguro que garante o carrão do doutor, o gás que acaba na hora do almoço preocupando a dona de casa que espera o seu amor. Rimei sem querer. Mania de poeta ou intuição, sei lá. Tudo isso colorindo e compondo uma selva de concreto, uma selva de contrastes. Uma selva de um animal frio e estranho chamado homo sapiens. É... a lei da selva é dura. Quem tem a boca maior engole o outro. E domingo vão à igreja rezar. No fim do ano trocam até presentes.
De repente, um rapaz, magro, claro, cabelos enrolados (qualquer semelhança com o autor é mera coincidência), destacou-se naquela mesmice selvagem, subindo num pequeno palanque que improvisara. Trajava roupas simples, palavras simples também... e ideias estranhas. Tinha nas mãos um megafone e no peito uma vontade de gritar. Nos olhos parecia carregar um sonho, um brilho diferente. Chamou a todos de irmãos, pedindo atenção aos transeuntes, conseguindo aos poucos reunir um grupo de curiosos à sua volta. E falou muito. Forte e alto. Falou da igualdade entre os homens tão lindamente estabelecida por uma tal de ONU e tão tristemente esquecida pela mesma. Lembrou Luther King e Gandhi. Mas lembrou Hitler também. Citou os heróis como Tiradentes e os covardes também. Mas frisou, não precisamos mais de heróis, precisamos apenas que cada um faça a sua parte. Mandou ver as coisas simples, onde habitam Deus e a felicidade. Mirar o sol, as estrelas, o ar, e sentir DEUS. Pediu respeito às crianças. Mandou desligar somente por um dia as antenas parabólicas e ligar as antenas da sensibilidade. Que as peles são diferentes, mas todo sangue é vermelho. Que pessoas nasceram para brilhar e que o mendigo deitado na esquina é apenas um sintoma de que a sociedade faliu, perdeu para si mesma. Que a paz precisa sair dos slogans e ir direto ao coração, célula-mãe de toda uma sociedade. Que o segredo está no domínio do ego. Falou que a guerra é uma burrice e quem pensa ter vencido também fracassou. Não há paz real se não for geral. E falou, falou e falou... mais e mais. Até ficar rouco.
E tudo permaneceu no seu lugar. O asfalto, as árvores. Os carrões e os mendigos. O shopping estava intacto. O barraco talvez não, porque o barraco morre um pouco a cada dia. Enfim, pessoas "rotinando". Tudo igual.
Ele???
Meia hora depois, estava numa camisa de força, trancado num hospício.
Acharam mais fácil chamá-lo de louco.



domingo, 2 de dezembro de 2012

UMA NOITE DE PETER PAN


Incrível como meus textos e poemas de épocas distintas se encontram.
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Sempre fui maravilhado com mundos encantados das fábulas e historinhas infantis. Adorava o tradicional... “era uma vez num reino distante...”. Eu pensava: “Num reino distante estão acontecendo coisas”. Ou. “O reino é distante, mas lá as coisas são possíveis”. Eu sempre fui um menino diferente. Claro que brincava igual os outros, de bola, de pipa, de bolinha de gude, de pique, mas às vezes no meio da criançada, eu me afastava, sentava numa pedra qualquer e ficava igual gente grande pensando, meditando. Quase sempre algum menino me chamava à atenção: “Tá dormindo, Carlos?”. Lá no meu bairro, bem no fim mesmo, tinha uma espécie de barranco enorme, quase um abismo, onde a gente brincava de escorregador. Já bem longe passava o rio, e depois do rio, a floresta. Gostava de ficar ali sozinho, sentado, contemplando. Passava horas, desenhando e escrevendo frases bonitas na terra. Eu já era um poetinha. Tinha dia que voltava quase de noitinha.
Sobre os mundos encantados, destaco dois em especial. “Alice no país das maravilhas”, o único livro que já li duas vezes, sem contar as vezes que gostava de ler só trechinhos esporadicamente. Gostava de Alice, por causa do espelho. Sempre lidei muito com espelhos, seja nos meus momentos de viagens íntimas, tristonhas e narcisistas, de vaidade, arrumando o cabelo me dizendo que eu era lindo... ou mesmo nos momentos de brigar comigo mesmo quando fazia burradas. Era no espelho que eu me dizia as coisas e era no espelho que eu sonhava também. Eu me imaginava num país de maravilhas, onde as chances fossem iguais e todos os sonhos fossem possíveis. Mas meu preferido era Peter Pan. O menino que se recusava a crescer. Que apenas abria os braços e voava para aonde queria. Quantas vezes me deu vontade de decolar daquele abismo, sobrevoar aquela floresta, fazer plim plim estalando os dedos como meu herói mirim. Uma Sininho do meu lado ( sempre uma presença feminina) jogando em mim o pó mágico da esperança e da ousadia. Eu só não entendia ou não gostava muito é de chamarem de “terra do nunca”. Se tudo era possível por que chamar de “ nunca”? Isso me frustrava um pouco, pois pensava: “Primeiro me deixam sonhar, depois dizem que é nunca”. Felizmente prevalecia o espírito sonhador e aventureiro de Peter Pan. Quanto mais diziam para eu não sonhar, mais eu sonhava. Quem me podava, não sabia que na verdade estava me injetando mais ânimo e força, mas eu sei também que as pessoas nos podam porque gostam da gente, e veem excessos que nós mesmos não percebemos... nem mesmo na frente do espelho. Por isso aprendi a gostar também das pessoas que me podam, de certa forma me sinto guardado, afinal eu mesmo não sei cuidar muito de mim. Como meu heroizinho Peter Pan, acho que eu também não cresci muito, isso às vezes é um pouco triste, mas não foi porque me recusei a crescer, acho que isso já nasceu inserido em mim. E mesmo isso sendo um pouco triste, é quando me sinto maior: quando sou inocente, quando não percebo coisas adultas. Além do mais tem gente que gosta do meu jeito.

UMA FADA PARA O MEU SONHO
Haverá uma fada para cada sonho.
Foi Peter Pan quem me disse.
Nos versos que componho, a ele me assemelho.
Aprendi a enxergar além do espelho,
quem me ensinou foi Alice.
Ah, meus anseios. Devaneios. Afãs e afins.
Zombam de mim porque meus sonhos são mirins.
Ora, e daí, se é neles que me consolo?
Criticam-me porque ainda peço colo,
como se fosse proibido chorar.
O céu também chora em dias cinzentos e nem por isso vai acabar.
Nos campos há tantas flores e essas flores têm espinhos e perfumes,
nem por isso vou matar o jardim.
assim também são os amores que têm alegrias e ciúmes
também não vou matar o sentimento que há em mim.
Aprendi com Peter Pan
na minha Terra do Sempre
a buscar um novo amanhã,
não sei viver sozinho
sem palavra mágica e sem plim plim
ainda encontro minha Sininho.
Acredito no que faço, no que sou, no que componho.
Sei que vai existir uma fada para o meu sonho.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

UM JEITO ESTRANHO DE OLHAR


O que define uma expressão
não está na quantidade de palavras,
mas na emoção do olhar.
Quando quero dizer o que se passa no meu coração,
eu me calo, e mostro meus olhos
que é meu melhor jeito de falar.
Há tantos gritos em mim quando me calo
e mistérios quando falo.
Sei que às vezes, eu demoro,
mas é meu jeito de andar.
Há um sorriso quando choro
e uma lágrima quando gargalho,
com o óbvio me atrapalho.
Ah, se eu arrumasse um jeito
de nunca mais ter que disfarçar
nem o sorriso, nem a dor.
Espinho é espinho, flor é flor,
é assim que eu quero acreditar.
Ah, se eu fosse normal
e não fosse tão dual.
O labirinto é uma aposta
entre mistérios e verdades que minha boca esconde,
e que gritam no olhar,
mas são gritos sem resposta
gritos que o eco não responde.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

EU SOU UM ÍDOLO ( ANO 1986 )


Sou sim, um ídolo. Não um ídolo das canções ou da tv. Não um ídolo que fica no palco representando e que ao mesmo tempo está isolado dos fãs por uma barreira instransponível chamada fama. Não um ídolo moldado ou fabricado, como um boneco de barro, tão frágil que pode cair e quebrar. Sou um ídolo dos corações. Talvez seja a maior das minhas ambições nesta minha vida agitada: ver o mundo à minha volta sorrindo para mim. Por ter a imaginação fértil, cultivo no meu jardim um desejo simples de ser feliz. E só o mundo me faz feliz. Por isso vou andar por aí, criando espaços à amizade. Isso que é imaginação fértil... o mundo à minha volta sorrindo para mim. Como um verdadeiro ídolo. Feito de um barro especial, que só se encontra no solo fértil dos corações. Puxa, como estou otimista hoje... pela terceira vez falei em fertilidade. Talvez, por isso eu seja um ídolo. Quem pode dizer que não? Quem pode negar que nesse mundão de meu Deus há alguém que se lembra de mim? Alguém que gosta de minha cabeça. Que aprova minhas ideias, que delira quando estou sorrindo e que fica triste quando me vê triste. Alguém me adora. Alguém me ama. Alguém é meu amigo. Alguém gosta da minha voz rouca, do meu cantar, e meu cantar é uma estrada florida onde só se planta amizade. Uma estrada florida onde vivi de perfumes e espinhos. Cheguei a chorar as flores que morreram porque foram minhas mãos que plantaram, e só eu sei o trabalho que deu. Um dia eu disse: Aqui jaz uma flor! Pouca gente entendeu. Eu estava tão sozinho! Um dia eu li que os ídolos nunca serão compreendidos, mas, isso não me faz um ídolo triste. Posso não ser um John Lennon, mas sou muito querido. Sou simplesmente Carlos... e daí? Aquele moleque, aquele poeta. Aquele irritado. Aquele humorado. Mas acima de tudo, um ídolo. Porque alguém gosta de mim. Alguém vai ler isso aqui e dizer: Você é o maior! Sou um ídolo que não se preocupa com beleza física ou status, por saber que estarei estampado sim, mas nas páginas dos corações. Lá sim, quero ser manchete. Esses corações. Essas terras ocultas e misteriosas que tento compreender e desbravar. E foi chegando perto deles que virei ídolo. Alguém reza por mim, torce por mim. Alguém prega o que eu prego. Alguém me põe nas costas se estou cansado. Alguém confia na minha amizade. Alguém acha bonito os anéis dos meus cabelos. Acha bonito meu olhar, mesmo quando está perdido num ponto qualquer, como pedindo uma explicação pra esse piscar de olhos que é a vida. Alguém entre os rostos da multidão vai ser o meu alguém. E eu adoro os “ alguéns” da vida, porque todo mundo veio para ser alguém. E eu nasci para ser ídolo. Entre os rostos da multidão vejo gente que me diz bom dia, que me sorri. Gente que ouve as coisas grandes que digo, e que me perdoa quando digo besteiras também. Gente que me chama de amigo, ou irmão... ou de meu amor. Gente que sente saudades de mim. Às vezes sou ingrato quando reclamo solidão. Há gente que me convida ao instante confortável de um abraço. Gente que me faz ser gente. Que me faz ir para a frente. Pessoas que entendem a minha mentira, minha fantasia de sorrir. Todas as minhas utopias. Que me entendem por eu viver no mundo mágico da poesia que eu tiro do meu baú encantado, vulgo coração. Ainda bem, pois essa é a minha espada contra os dragões desse mundo de terror. Sem ela eu estaria enfraquecido. E foi essa espada que me fez virar ídolo, porque tem muita gente que se inspira quando estou inspirado. Mas, não quero ser um anjo, nem um líder dessa gente. Quero apenas ser um elo, entre os elos da corrente. São pessoas que me entenderam quando eu disse: Eu queria ser uma estrela. Por causa dessa gente a partir de agora, eu vou andar nos trilhos.



domingo, 25 de novembro de 2012

VAMOS FAZER AMOR!


Quando Deus fez o planeta, fez o amor,
Ele fez poesia
em forma de paisagens, lindas imagens.
Tentou fazer com o o homem uma parceria.
O que Ele não sabia
era do espírito destruidor
que o homem escondia,
e pela primeira vez no paraíso, morria o amor.
Mas Deus benevolente
como Pai paciente
enviou o Salvador,
e mais uma vez mataram o amor.
Para nossa sorte,
Ele venceu a morte,
e subiu ao céu para a direita do Criador.
Passaram-se dois mil anos
e o homem perdeu-se em desenganos
nos seus tantos planos
planos de matança, planos de guerra.
Mas ainda há esperança de salvar essa terra
pois, continua benevolente e paciente o Criador
que nos dá sempre uma nova chance;
É tão fácil, está ao nosso alcance,
é só fazer com Deus uma parceria
basta praticar o amor,
basta fazer poesia.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O HOMEM OU O POETA? ( ERA UMA VEZ... UM TEXTO SEM FIM )


Esse texto é uma grande indagação resumindo várias outras. Vai ser mais um texto com frases terminando com ponto de interrogação do que com exclamação ou ponto final, eu prefiro reticências, porém mesmo preferindo reticências, prendi-me à algumas perguntas. Bem, pelo menos posso fazer uma afirmação: Ser poeta é muito bom! Isso nos faz não melhores, mas diferentes, diferenciados, e chega a ser um charme. É como ter uma segunda pele, uma segunda identidade. O poeta e o homem em um só. Mas até onde o poeta ajuda o homem? E até onde atrapalha? E pelo outro lado, até onde o homem ajuda o poeta? E até onde atrapalha? Qual deles prevalece? Ou existe um equilíbrio? É possível ser 50% para cada lado, ou de vez em quando um se atreve e passa a linha do outro? Até que para essa pergunta, eu tenho a resposta. O poeta é mais “moleque”, mais ousado, mais desobediente, e ultrapassa quase sempre a linha do homem, e assim, o homem não pode viver uma vida normal, de pés no chão, porque o poeta não deixa. O homem tenta ser como todos os outros que gostam de futebol, de carros, de clube, pagam contas, namoram, casam, trabalham etc etc. Mas não tem jeito, o molequinho do poeta não deixa. Epa! Olhá só eu tomando partido e tentando dizer que o poeta é um grande vilão. Como vilão, se ele é o grande charme do homem? Se o homem não vive sem o poeta? Seria possível ao homem dizer que vai deixar de ser poeta? Meu Deus! Que confusão! Não, não estou tomando partido, talvez seja meu lado poeta tentando invadir a linha do Carlos homem, ou o Carlos homem tentando reprimir o Carlos poeta. E para provar que não estou tomando partido, quero dizer que o homem também invade a linha do poeta, limitando seus voos, seus sonhos, seus passos mais largos. O poeta é o balão, e o homem é a cordinha que segura o balão. Tudo bem que não se pode soltar o balão que ele some no espaço, mas às vezes, a cordinha é bastante chata. Às vezes até chego a pensar que o poeta, nessa junção de identidades, é o que mais sofre, porque a sociedade pensa que precisa somente do homem, que o lado do poeta é até bonitinho, sonhador, mas pouco soma. Mas quem vai dizer as coisas belas à sociedade? Não é o poeta? Quem vai amenizar as coisas ruins desse mundo, duro, calculista, indiferente, surdo e mudo, e que usa viseiras como um burro para enxergar num sentido só? Meu Deus! Que confusão! Parece que estou tomando partido de novo, agora fazendo parecer que o homem é o vilão, e não existe vilão entre as pontas do cordão dessa existência dual, mas um coração buscando o equilíbrio como já foi no passado. Pensando bem, será que algum dia foi? O homem perdeu muitas coisas por causa do poeta... e ganhou também. O poeta perdeu muitas coisas por causa do homem... e ganhou também. Preciso definir melhor o que é perda para mim, e se o homem tiver que invadir a linha do poeta, que não seja empurrado por terceiros, mas naturalmente, como é o poeta quando invade a linha do homem, que deixem o balão voar e escolher o lado para onde o vento estiver melhor. Outra curiosidade desse texto é que ele é um texto sem fim, como um círculo viciado e vicioso. Eu ficaria meses sobre essa mesa, e não o terminaria. Cervantes, disse uma frase interessante: “ A maior loucura que um homem pode cometer, é deixar-se morrer”. Estive por várias semanas tentando escrever esse texto, não conseguia começar, mas acho que essa frase foi o ponto de partida. Parafraseando Cervantes, eu diria: ‘A maior loucura que um homem pode cometer, é deixar morrer em si a poesia’. Porque se o homem morrer fisicamente falando, naturalmente a poesia morre junto, mas se a poesia morrer antes, o homem estará morto em pé. “Você voa demais, parece um balão, se a gente não segurar a cordinha, sai voando pro espaço”. Há muitos anos achei essa frase engraçada... hoje nem tanto. Que me desculpem o Carlos homem e os terceiros que o empurram para o lado de cá, mas não sou louco de deixar morrer a poesia em mim. Alguém pode perguntar: “Qual deles você prefere ser?”. Ah, para essa pergunta eu tenho resposta: Prefiro ser o Carlos poeta.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A LENDA DO PRÍNCIPE QUE QUERIA SER SAPO - PARTE FINAL ( atendendo a milhares de pedidos rs rs )


Vários dias se passaram depois que a fadinha se foi, o brejo voltou ao normal, o coaxar dos sapos, a gruta escura e um príncipe solitário lá dentro. Não, nem tudo estava normal. O príncipe olhou sua imagem no fundo da lagoa e chorou mais uma vez. Sentiu falta dos tempos em que era um rapaz galante, de seus pais, de sua vida comum, incomodado com aquela forma estranha, o instinto humano gritava dentro de si. Estranhamente começou a se lembrar da fadinha também, uma espécie de saudade que não sabia explicar, sentiu falta dela, dos poucos minutos em que se falaram, pode ser que o toque da varinha não tenha surtido efeito, mas o seu toque de mulher parecia ter agido nele, embora imperceptível naqueles momentos. Nem sempre os toques mágicos estão num varinha de condão, às vezes estão no olhar, no jeito de falar, o fato é que o príncipe sentiu vontade que ela voltasse. “Mas ela não vai voltar, fui muito enfático com ela”, pensou em voz alta. “Mas e se eu for atrás dela? Ora, mas nem sei onde ela vive”. Um velho sapo veio do fundo da gruta. “Ouvi toda a tua história, caro amigo. Desde o dia em que apareceste aqui senti algo diferente, vi que não eras um sapo normal, eras um sapo elegante, com requintes de nobreza. Vá... procura a fada! Não és sapo, és homem! Existe todo um reino precisando de ti, estás sendo egoísta, porque não estás proibindo o amor somente a ti mesmo, mas o teu próprio amor àqueles que precisam de ti. Só sapos sabem ser sapos, príncipes sabem ser príncipes”. Ele olhou para o velho e sábio sapo: “ É verdade. Perdi o amor daquela moça antiga, mas não perdi a capacidade de amar. O amor está dentro de mim”. E perguntou: “Mas o amigo sabe onde encontro a fadinha?” O velho sapo respondeu: “Claro que sei! Existe um vale encantado, o vale das fadas. Ande quinze léguas rumo ao nascer do sol, conte sete montanhas, quando estiver no topo da sétima montanha, avistará o vale das fadas. É um lugar lindo!”. O príncipe disse: “Pois sairei amanhã de madrugada”. Virou-se para o velho sapo e novo amigo: “Como você sabe disso tudo?”. Já retornando para a gruta, sem olhar par trás, respondeu: “Porque eu também sou sapo por opção, eu também fui príncipe, hoje estou velho e arrependido. Não roubes de ti a própria juventude. Lembra-te: Não és sapo, és homem!”.
O príncipe saiu logo cedo, andou vários dias, parava pouco para descansar à beira de alguma lagoa ou riacho, e quando estava na terceira montanha, pensou: “Como o amor é difícil!”. Mas a voz do velho sapo ecoando dentro de si... “Não és sapo, és homem!” , o impulsionava a seguir, afinal, é preciso merecer o amor, buscar o amor. Por fim, quando galgou a última montanha, avistou o lindo vale onde várias fadinhas brincavam. Esqueceu-se do cansaço, foi pulando até lá, procurando a fadinha Lili, entre tantas outras, mas nem precisou procurar muito. Ela o avistou e veio ao seu encontro. “Não sabes o quanto estou feliz de te ver, Príncipe! Não imaginas o quanto torci para esse momento, pensei em voltar ao brejo, mas não fui autorizada pela fada mãe, pois acima da mágica tem que estar o desejo, e teu desejo naquele momento era ser sapo”. Olhando a linda fada, ele respondeu: “Pois agora desejo muito ser príncipe!”. Ela se abaixou, pegou-o, dizendo: “Vamos até minha cabana”. Chegando lá, colocou-o num banco, ficou fitando-o, até que ele comentou: “Não vejo sua varinha”. Ao que ela respondeu: “Não preciso de varinha... não para essa mágica. Só preciso de um beijo”. E beijou-o. Fechou os olhos e esperou alguns segundos. Quando abriu, estava à sua frente um belíssimo rapaz ( qualquer semelhança com o autor é mera coincidência rs rs ). Pensou: “Que desperdício, um homem lindo desse virar sapo!”. Com esse pensamento, ela percebeu que estava voltando a ser mulher. Ele a abraçou em gratidão, fitou-a nos olhos, e teve certeza: O amor estava ali. Pediu-a em namoro. Beijaram-se longamente... loucamente. Foram até a fada mãe que abençoou a união, tirou dela os poderes de fada, permitindo-lhe uma última mágica: Foram juntos até o brejo, e transformaram o velho sapo em homem de novo, que se tornou além de grande amigo do Principe Adrian, um dos padrinhos do casamento. E o reino voltou a sorrir.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

A LENDA DO PRÍNCIPE QUE QUERIA SER SAPO


( imagem aintmebabe.tumblr.com )

Havia num reino não muito distante um príncipe. Até aí tudo normal, todo reino tem um príncipe. Acontece que um dia o príncipe desapareceu, e uma grande tristeza se abateu sobre o reino, entre os habitantes, entre os bichos, e claro, entre o rei e a rainha, os pais dele, esses ficaram desolados. Todos se mobilizaram na procura que levou anos e anos, até que desistiram, afinal, a vida precisa seguir, mas o reino com certeza nunca mais foi o mesmo, pois o príncipe, além de ser muito bonito, era também muito querido, por ser um rapaz polido, gentil, nunca maltratava as pessoas por ser príncipe. Tratava bem os soldados, os plebeus, as donzelas e as não donzelas, gostava de cavalgar pelos floridos campos do lugar, colhia frutas do pé, bebia do riacho, enfim, levava uma vida normal, não se importando tanto com o título de nobreza. Perguntas ficaram no ar, mesmo tendo todos desistido da busca. “Será que ele morreu?”. Não, os cães de busca teriam encontrado seu corpo, e todas as pessoas se envolveram na procura, alguém teria encontrado, o reino não era tão grande assim. “Teria abandonado o reino?”. Claro que não. Por que um jovem abdicaria de um título tão nobre, das heranças do reino e da própria possibilidade de ser rei um dia? Além do mais era um rapaz feliz, de bem com a vida, e não teria mínimo de motivo para deixar seus pais. Certa tarde, a mãe amargurada debruçada na janela, ficou esperançosa ao ver chegar uma linda fadinha voando cheia de graça que foi logo se apresentando para procurar seu filho. “Tenho poderes, posso encontrá-lo”. A fadinha sobrevoou todos os lugares do reino, mas nada de encontrar, até que se lembrou de que faltava procurar no brejo, e mais adiante desse brejo havia uma gruta escura. Pensou: “Acho que o príncipe virou um sapo, não tem outra explicação”. Alguma bruxa terrível deve lhe ter jogado uma terrível maldição Ela foi lá e viu dezenas, centenas de sapos, e começou a chamar. “ Adrian... Adrian... estás aí? Sou uma fada, vim salvar-te ”. Mas tudo que ouvia era o coachar chato da ‘sapaiada’ ( existe isso? ). De repente na entrada da gruta, o sapo mais feio de todos, respondeu: “Estou aqui. O que quer de mim?”. A fada se aproximou e foi logo dizendo que chegou para tirá-lo daquele forma estranha, mas também não deixou de perguntar o que teria acontecido para que ele tivesse virado um sapo: “ O que houve para que ficasses assim, Príncipe Adrian? Alguma bruxa o deixaste assim? Alguma praga, uma maldição, tomaste algum veneno? Quem foi tão cruel transformando em sapo o príncipe mais belo de toda a região? Era o mais galante, o mais charmoso, o mais gentil, e agora vives como o sapo mais feio dos sapos?”. Ela percebeu que o sapo chorou. E ficou mudo. Nada de resposta. Compadecida, ela disse: “ Sei que estás triste, Príncipe, mas posso salvar-te com meus dons contidos nessa varinha mágica. É um toque em tua cabeça e serás de novo o Príncipe altivo, amado por todos”. Finalmente uma resposta dele: “Vá embora, por favor”. A fadinha chegou a estranhar, mas pensou que sua repulsa poderia fazer parte do feitiço a que estava submetido. Tocou com a varinha em sua cabeça, e nada de virar príncipe. Surpresa, tocou mais uma vez... e nada “. Mais uma vez. Várias. O sapo estava ali intacto, nada de príncipe. Confusa, perguntou: “Ora, será que o feitiço é assim tão forte que minha poderosa varinha, não funciona?”. O sapo interrompeu: “Não é culpa de sua varinha, fadinha. A culpa é minha. Uma bruxa colocou sim em mim, um feitiço, mas porque eu pedi”. Agora mais confusa ainda, a fadinha quis saber: “Como é isso? Você pediu à bruxa uma feitiço?”. E ele: “ Sim. Há muitos anos amei perdidamente uma moça de um reino vizinho, íamos nos casar e unir os dois reinos, mas um dia, inexplicavemente, ela se foi para terras distantes, nem ao menos se despediu. Montei em meu cavalo, fui atrás, andei vários dias, e quase fui morto pelos soldados que a protegiam, ela nem ao menos me recebeu. Desde então procurei uma poderosa bruxa e pedi que me transformasse em sapo... eu não quero mais ser príncipe. Sou sapo por opção. Por mais que toque em mim com sua varinha, nada vai acontecer, porque a maldição só se quebra com meu consentimento. Realmente estou enfeitiçado... enfeitiçado pelo amor... pior que isso, enfeitiçado pelo amor não correspondido. Olho para dentro de mim e ainda me sinto um príncipe... mas um príncipe que decidiu ser sapo. Os sapos sofrem menos”. A fadinha chorou. Sentada na pedra, disse em soluços: “ Eu também carrego um castigo. Fui condenada a ser fada para sempre, a ajudar as pessoas, a salvar amores, mas sou proibida para o amor. Serei fada para sempre, farei brotar o amor por todos ao lugares, para todos, menos para mim. Nâo nasci para o amor. Enquanto você deixa de ser homem para ser sapo, eu gostaria de voltar a ser mulher”. Passou a mão na cabeça dele, e despediu-se: “Entendo sua decisão, Príncipe. Direi a todos que não o encontrei. Adeus”. E alçou voo. Curiosamente, o brejo todo ficou em silêncio, todos os sapos ficaram calados, em reverência, pois perceberam que ali entre eles, havia um príncipe. Triste... mas era um príncipe.

sábado, 3 de novembro de 2012

AS MURALHAS

( imagem clickhandler.ashx )
AS MURALHAS
Já caíram os dentes de Jó
Já caíram as muralhas de Jericó
desmoronou a Torre de Babel,
elevador errado para chegar ao céu.
Foi abaixo o Muro de Berlim.
Estragamos o início, mas temos meios de melhorar o fim.
Tantas barreiras já caíram, já ruíram,
mas ainda há tantos muros a cair:
Da ignorância, da arrogância
Do egoísmo, do racismo
Da violência física e mental, da palavra banal
Da diferença social
Da paz mal resolvida
Da hipocrisia
E qualquer outra barreira que não deixe florir a vida
que não deixe passar a poesia.
Mas isso é tão fácil, pois esses muros estão dentro de cada um
É tão simples fazer desse mundo um lugar comum... uma casa só
Derrubemos dentro de nós a Torre de Babel
que nos impede de tocar o céu
para que tenha valido toda a paciência de Jó.
Que caiam meus dentes, mas eu sou persistente, e estou crente
de que tudo vai cair
tudo vai passar
tudo vai florir
a vida vai jorrar.















domingo, 14 de outubro de 2012

SER CHIQUE

“Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta”. Essa é uma das definições da famosa socialite Glória Kalil sobre o que é ser chique. Creio que ela, uma mulher tão rica e tão instruída, não citou essa frase para afrontar ninguém, não condiz com ela, porque se fosse, ela não estaria sendo nada chique. Mas vejo pessoas comuns citando essas coisas por aí no intuito de afronta, de não consideração e de descaso às pessoas. Até penso que não fazem por mal, talvez seja gente má informada, ou mal resolvida. Leem qualquer coisa, acham bonito, interpretam de qualquer jeito e saem repetindo. Eu, graças a Deus, tenho opinião própria, não sou caixa de ressonância, e tenho algumas definições sobre ser chique, sendo essa a principal: SER CHIQUE É RESPEITAR AS PESSOAS! Penso que 50% do mal do mundo é causado pelo desrespeito entre as pessoas. SER CHIQUE CONFORME CARLOS SOARES: - Chique é Charles Chaplin - Chique é Mazzaropi - Chique é São Francisco de Assis - Chique é Irmã Dulce - Chique é Padre Marcelo - Chique é Padre Reginaldo Manzotti - Chique é Chico Xavier - Chique é não se apegar às coisas materiais e não usá-las como separador de pessoas. - Chique é ser poeta - Chique é Jesus Cristo - Chique é Gandhi - Chique é Salomão - Chique é ser humilde - Chique é ... Carlos Soares. Poderia citar várias outras definições de “ser chique”, diferentes do que a sociedade escolheu para considerar ou não alguém chique. Mas prefiro deixar um texto bem chique do maior livro do mundo... A BÍBLIA. Copiei sem medo, pois o autor não reclama de plágio porque o nome dele... é Deus. E DEUS É CHIQUE!!! E é para lá que todos, ricos ou não, cultos ou não, bregas ou chiques, vamos um dia, mas saibamos que a peneira utilizada pelo Criador para definir o que presta e o que não presta, é bem diferente da que nós usamos para com nossos semelhantes. Seu orgulho a terra o cobrirá. ///////////////////////////////////// Leitura do Livro da Sabedoria: 7“Orei, e foi-me dada a prudência; supliquei, e veio a mim o espírito da sabedoria. 8Preferi a Sabedoria aos cetros e tronos e, em comparação com ela, julguei sem valor a riqueza; 9a ela não igualei nenhuma pedra preciosa, pois, a seu lado, todo o ouro do mundo é um punhado de areia e, diante dela, a prata será como a lama. 10Amei-a mais que a saúde e a beleza, e quis possuí-la mais que a luz, pois o esplendor que dela irradia não se apaga. 11Todos os bens me vieram com ela, pois uma riqueza incalculável está em suas mãos”. ////////////////////////////////////////////////// Que Deus nunca me deixe faltar sabedoria, porque SABEDORIA É CHIQUE!!!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

NÃO CONTO MAIS ESTRELAS

Ainda criança contava estrelas para brincar. Se passava uma cadente vinha logo na mente um desejo para pensar. Coisas de menino que desde cedo aprende a sonhar. O tempo passou. Meio criança,meio homem, andei contando estrelas pra esquecer anseios e devaneios,afins e afãs. Quantas vezes vi nascer as manhãs contando estrelas pra esquecer! Coisas de homem que não aprendeu a crescer. Mas as lembranças eram tantas que se confundiam com as tais, por isso não conto mais. Se passa uma cadente não olho para o céu. A poesia é meu único véu, talvez resquício de uma infância que insiste à porta bater, é minha redoma contra ilusões. Ilusões... para quê tê-las? Hoje não conto mais estrelas. Nem pra brincar,nem pra esquecer.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

MAIS UM POUCO DE HEBE CAMARGO

Tudo já se falou sobre Hebe Camargo! Eu tenho algo novo a dizer conforme minha modesta, mas honesta, livre e independente visão. Ela merece todos as homenagens recebidas e adjetivos, mas ela merece um “parabéns” especial, porque fazer sucesso no Brasil, sem estar na Rede Globo, não é para qualquer um. Ô país viciado! Como se não tivesse vida inteligente em outras emissoras. E mais... ainda recebeu até homenagem da Rede Globo, logo a Globo que não permite nem comerciais que contenham artistas de outras emissoras. Na verdade, nem sei o porquê desse boicote todo, se ela é a maior, ninguém vai tomar o lugar dela, ela é a maior e pronto, mas métodos são métodos, e vamos respeitar sua política empresarial . Por que estou dizendo isso? Porque alguns artistas são diferenciados, como é o caso da Hebe, transcendem rivalidades entre emissoras, entre partidos políticos, admirada por artistas gerais, de todos os ritmos e gostos. Todo mundo gosta de Hebe Camargo, e assim, acabo me lembrando do Chacrinha, outro artista com essa capacidade, também ímpar naquilo que fazia. Poderia citar outros artistas, embora poucos, que conseguiram e conseguem esse feito. E sabem qual é o segredo desses dois? A simplicidade! Chacrinha não tinha segredos, fazia do programa uma gostosa bagunça. Hebe também era simples, sem invencionices, ao contrário da maioria dos apresentadores atuais em que a gente percebe uma forçação de barra. Já ela não, criou bordões suaves e agradáveis como, “gracinha”... “linda de viver”, e não criou por criar ou por ibope, criou de seu íntimo, de forma natural. A opinião pública precisa mudar, até acho que está mudando, mas é um processo lento, as pessoas ainda gostam de violência e sexo fácil na tevê, mas a própria Rede Globo que é chique, deu uma “bregada” e se deu bem na novela das 7h que acabou um dia desses. Até eu que não sou noveleiro, apesar de ter visto algumas, dessa o pouco que vi, gostei, me diverti. E por quê a emissora se deu bem? Porque o povo até assiste a violência e temas repetidos ao longo dos anos, mas no fundo gosta de coisas simples, coisas do cotidiano, e essa novela me lembrou outras do horário das 7h muito engraçadas como, “Sassaricando”, “O Jogo Da Vida”, “Vereda Tropical”, e faz tempo que esse horário não tinha uma novela agradável como essas. Falando em novela simples, vejam o sucesso de Carrossel do SBT, outra coisa bem simples acontecendo na tevê. Que bom! Parabéns, Hebe Camargo! Você transpôs a barreira do brega e do chique, e olha que você era chique, gostava de joias e belos vestidos, mas no palco era uma apresentadora, lisa, leve e solta, com linguagem bem popular que os outros apresentadores não têm muita coragem de utilizar porque precisam parecer chiques. E que os apresentadores atuais percebam que a televisão pode ser uma “gracinha” e tem que ser “linda de viver”... mas tem que falar a linguagem do povo. E isso é para poucos!

domingo, 23 de setembro de 2012

A BELEZA DE SER

As coisas são como elas são, são seus olhos que as farão belas ou não. Não adianta ter os olhos abertos se não enxerga com o coração. Quem não tem os sentidos despertos jamais verá borboletas e flores, tampouco, amores. Menos ainda, entenderá as dores. A vida é um grande leque, um banquete sobre a mesa A montanha é o grão de areia têm a mesma beleza, aos olhos que sabem ver, que é tudo uma divertida arena onde cada um é o autor e o ator da própria cena do espetáculo que é viver. Eu me equilibro entre as pontas desse cordão nas alternâncias da corda bamba, da roda gigante, do tobogã, se a lua acende a noite, o sol acende a manhã. Metade é luz, metade é escuridão, depende de como se vê, de como se crê. Às vezes, oscilei em dias escuros, e às vezes, em noites claras nem por isso perdi a razão... nem a emoção. Onde ninguém via, encontrei belezas raras. “Viva e deixe viver”... é meu preferido bordão!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

RÉQUIEM PARA UMA SAUDADE



Que saudade daquele tempo em que a gente tinha saudade...
quando tudo que a gente dizia parecia de verdade;
Daquela dança na praça
e a gente achando graça.
O vinho na taça fazendo tim tim no nosso olhar...
Era tão bom a vida brindar!
Ah, se a gente tivesse saudade
de quando contávamos estrelas
até não mais podermos vê-las
porque já vinha o dia
nos derramando poesia.
Ah, se a gente tivesse saudade do amor no espelho,
do batom vermelho...
da timidez da primeira vez.
Se a gente tivesse saudade
tudo que a gente dizia poderia ser mesmo de verdade
Que saudade de ter saudade!
Que pena... não temos mais saudade.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

POETA É O QUE SOU!



Que meu coração seja fértil assim!
Haverá sempre alguém para cuidar de mim
alguém que me regue, que me carregue.
Que do meu coração, brote poesia... uma por dia.
Que elas se espalhem como flores num lindo jardim,
se for para contagiar que seja de alegria.
Que o solo do meu peito seja bom
para o amor, para o perdão, para a amizade,
e sobretudo para a simplicidade, meu maior dom.
Que de minha boca escorra somente mel
derramando palavras boas
para adoçar todos esses jardins
que eu continue acreditando que a terra pode ser o céu
e que eu olhe para as pessoas, e veja,
somente anjos e querubins.
Que eu não perca a minha essência
para muitos, abstrata... para mim, tão concreta.
Nasci assim com tanta querência
e que eu viva e morra assim...
um menino, um homem, um passarinho
reunidos num poeta.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

HIPOCRISIA



Um dia um amigo me falou que não se importa com o que falam dele, mas em tempo corrigiu. “Não dou a mínima, é para pessoas do mal. Se uma pessoa do bem me der um conselho, uma sugestão, eu e dou muito valor. Eu não gosto é de hipócritas, gente cínica”. Eu também não.
Estávamos, ele, sua esposa e eu na frente de sua casa ouvindo umas músicas internacionais e umas mpb também, sempre fomos bem ecléticos, desde que dentro desse ecletismo tenha qualidade. Coisa ruim tem em todos os estilos.
Estava uma tarde bonita, sabadão, sol fraco. Numa dessas músicas, o refrão repetia muito a palavra sol, e esse amigo, de repente abriu os braços e começou a cantar olhando para o sol, acompanhando o disco. As pessoas que passavam e os vizinhos, começaram a rir dele. Ele parou por instantes e me disse. “Veja, Carlos que gente mais idiota. Aposto que estão dizendo que estou bêbado, sendo que tomamos só uma cerveja. As pessoas não podem ver a gente feliz. O que tem demais eu cantar? Vou voltar essa música quinhentas vezes e vou cantar até eles saírem das janelas”. Não foram quinhentas repetições, mas umas vinte foram. E ele cantava alto, tem voz forte e afinada, e é um exímio tocador de violão.
Quando tudo terminou, lembrei uma estorinha do Pateta, que eu sempre comparava com ele, pelo jeitão simplório e despreocupado do personagem. Um dia, Pateta, desligado que é, saiu às ruas com uma meia azul e outra vermelha. Por onde passava, as pessoas riam dele disfarçadamente, ou tentavam disfarçar. Sentindo-se incomodado ele subiu no banco da praça e fez um discurso mais ou menos assim: “Hoje por um mero descuido ou por estar sonolento, saí de meias trocadas, mas não deixei por isso, de ser eu mesmo. Tentei tomar um café na padaria, mas não pude... porque estou de meias trocadas. Tentei cumprimentar pessoas, fazer novos amigos, mas não pude... porque estou de meias trocadas”. Sempre enfatizando a expressão “meias trocadas”. E continuou, a praça foi ficando lotada “Estão rindo de mim por causa das meias trocadas, mas alguém se preocupou comigo, com minha pessoa? Se estou passando bem, se tenho algum problema? Como foi minha noite? Se preciso de algo? Alguém me deu bom dia? O que um par de meias pode alterar no valor de uma pessoa? Será que as pessoas que riram das minhas meias trocadas cuidam bem de suas vidas? Será que não há algo mais importante nessa sociedade do que umas simples meias trocadas?”. Falou mais algumas coisas e encerrou. “Vocês além de tudo estão mal informados. Não sabem que lá no país ............( citou um pais fictício), essa é a última moda? Pois sim. Lá eles usam uma meia de cada cor”. E retirou-se deixando uma platéia entre curiosa, boquiaberta e envergonhada.
No dia seguinte, Pateta levantou-se, agora atento, com muito cuidado calçou as meias certas, e saiu às ruas, e para seu espanto... o que viu?
Todas as pessoas estavam de meias trocadas, menos ele. Depois do susto, no último quadrinho, Pateta abriu os braços, com as mãos espalmadas, como quem diz: “Fazer o quê?”. Ou. “Será que estou errado de novo?”. Quando terminei, o amigo comentou. “É, Carlos. Você não existe. Sempre com suas tiradas. Filosofia em quadrinhos. Agora fiquei fã do Pateta. Eles eram hipócritas e continuaram hipócritas. Passaram a usar as meias trocadas só porque alguém disse que era bonito, que era moda sei lá onde. Sem personalidade, próprio mesmo dos hipócritas”. Não concordei muito e falei. “Sou otimista e penso que talvez eles deixaram de ser convencionais, deixaram de ser chatos”. Ele rebateu.”Vou discordar do meu amigão, coisa rara entre nós dois. Ainda fico com minha opinião. Eles são é idiotas mesmo. Mas isso também é um problema deles, não é? ”.

sábado, 18 de agosto de 2012

CARPE DIEM





Se for para chorar que seja de alegria.
Se for para escrever que seja poesia.
Se for para voar
que seja acima das nuvens para que nada tape meu front,
é tão lindo um pássaro cruzando o horizonte!
Se for para sonhar que seja de olhos abertos
ainda que sejam sonhos incertos.
Olhos fechados só à noite
para suportar no leito o açoite
de recordar,
e tentar consertar o que não pôde ser feito.
Há um labirinto no meu peito.
Se for para cantar que seja um divino cântico,
Ou um canto romântico, lírico, semântico.
Eu sou Carpe Diem
Eu sou sempre Sim,
Não sou exatidão, sou emoção
Sou liberdade e simplicidade
Não sou ciência, sou essência
exalando poesias mundo afora.
Se for para viver que seja agora
nada de antes ou depois.
Solidão...
Só se for a dois.

sábado, 28 de julho de 2012

PEDIDO DE ORAÇÃO PARA MINHA MÃE



Pois é, gente. Minha mãe está doente, teve pneumonia que se agravou levando-a à UTI. Em princípio posso adiantar que segundo a médica é só até amanhã para acelerar o tratamento, o que leva a pensar que não é tão grave assim, embora inspire muitos cuidados. Peço aos amigos e amigas que façam orações por ela. MUITO OBRIGADO!!!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

OBRIGADO, GENTE AMIGA!!!



Ontem foi o DIA DO ESCRITOR e há poucos dias completei 01 ano de lançamento de meu livro. Então quis fazer uma pequena homenagem à algumas pessoas especiais que de uma forma ou de outra vestiram comigo o sonho e a realização do meu livro. Os que não têm a foto aqui, não se sintam excluídos, sabem que não faço distinção de ninguém, mas o aplicativo me parece ter limite de fotos, e também porque algumas pessoas se aproximam mais da gente no dia a dia, o que não quer dizer que os que não têm foto aqui, não tenham colaborado, pois, o fato de lerem minha poesia e textos, elogiarem e criticarem,já é uma grande incentivo. Pessoas que não me abandonaram no meu melhor momento. Pessoas que ficaram felizes por mim. Obrigado a todos!!!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

25 DE JULHO - DIA DO ESCRITOR



É muita responsabilidade dizer "eu sou escritor", não ouso tanto, mas a gente vai tentando levar coisas boas às pessoas, é para isso que a poesia existe, é para isso que Deus a colocou em nós, e é assim que trato a poesia, com muito respeito por saber que é um dom de Deus. Vou repetir algo que sempre disse ao longo de minha vida: A POESIA ME TROUXE ATÉ AQUI.

Parabéns a todos os amigos escritores.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

DIA DO AMIGO - AMIGO, O TESOURO MAIOR.


És meu suporte, contigo sou mais forte.
Presente na festa e na dor
no conselho, na reprimenda
em oferenda te faço versos com amor.
Sossego para minha inquietude
aconchego na minha solicitude
abraças-me com calor
joia de fino valor.
Enxugas minhas lágrimas
antecipa-te a elas
não perrmites que molhem meu rosto.
Se caio em desgosto
por mim, tu zelas.
Acendes velas no meu caminho se me falta o sol.
Estás comigo na boemia, na escola, no futebol.
No início e no fim de cada luta.
Chão firme para meus pés.
Se estou sozinho, és tu quem me escutas
mesmo na angústia mais remota.
Não sei exato dizer o quão importante és,
mas muito mais que na áurea vitória
eis a tua maior glória, não buscas só os louros de momentos belos
és amparo na derrota
Amigos são tesouros.
Amigos são nossos elos.
////////////////////////////////
FELIZ DIA DO AMIGO A TODOS!

terça-feira, 17 de julho de 2012

RETRATO SOCIAL DE UM PAÍS



“Brasil, mostra a sua cara!”. Com certeza, nessa música Cazuza fez uma crítica política, e eu , com todo respeito vou usar essa frase para fazer uma modesta crítica social, não com o mesmo impacto do famoso cantor, mas deixo minha impressões, e assim, me pergunto: Qual é a cara do Brasil? Duas semanas atrás, um fato dominou os noticiários da tevê, do rádio e internet, afinal era algo “raríssimo, “diferente”, “inusitado”. Um casal de moradores de rua encontrou vinte mil reais, e procurou a polícia para devolver, mesmo não sabendo quem eram os donos do dinheiro. Um morador de rua teria mil motivos para ficar com o dinheiro, entre eles, o principal que é a fome, mas um só motivo levou-os a fazer o correto. “Apesar de minha pobreza, minha mãe me ensinou a não ficar com nada de ninguém”, foram as palavras do senhor. A mulher, coitada, nem sabe a própria idade. Por que as palavras acima estão em aspas? São aspas de uma triste constatação. O que virou comentário geral, deixando um país inteiro boquiaberto devido à honestidade dos mendigos, era para ser um ato corriqueiro entre nós: devolver o que não nos pertence, mas como a honestidade e a ética, viraram “fato inusitado”, “diferente”, “raríssimo” no Brasil, não é mesmo de se estranhar tamanho destaque, pois, tornou-se algo cultural, enraizado no povo, tirar vantagem de tudo. Evidentemente, também estou aplaudindo aos moradores pela atitude, e corrijo, eles não teriam só 1.000 motivos para embolsarem os vinte mil, mas 1.001, lembrei-me de mais um agora: A raiva. Poderiam ter raiva da sociedade, pela exclusão e descaso que sofrem nas ruas. Deveriam ter raiva e ficar com o dinheiro, mas não. Falou dentro deles, muito mais que ensinamentos de escola que jamais tiveram, mas sim, ensinamentos de berço. Eles nem sabem o significado literal da palavra “ética”, mas praticaram essa tão falada “ética”. Deveriam ter raiva da sociedade que ateia fogo neles. Deveriam ter raiva por viverem num mundo invisível, no underground, talvez nem tão invisível assim, a sociedade é que vira o rosto para não ver a sua própria falência debaixo das marquises. Sim, um mendigo nas esquinas é sinal gritante de que a sociedade faliu nessa selva de pedra, onde é cada um por si, e não sabe que a falência é para todos. Viramos o rosto não é pelo mau cheiro, ou porque estão mal vestidos, mas por vergonha de nós mesmos. Vergonha de falarmos de liberdade, falarmos de igualdade, falarmos de Deus, enquanto assistimos passivos à degradação humana, o luxo e lixo dividindo as ruas das metrópoles. Citei acima como uma crítica social, porque não vejo só a classe política como responsável por tudo que é ruim, penso que os políticos apenas estão no topo dessa “cadeia alimentar”, onde quem tem a boca maior engole o outro. Eles têm grande culpa? Têm sim. Mas nós também temos porque também engolimos os menores que nós, no dia a dia. Nem sempre um país é uma nação. Um país é apenas um espaço geográfico divido em estados. Nação é muito mais que isso. O sentido de nação inclui, valores morais, ética (olha a palavrinha aí de novo), civismo, religiosidade, história, tradição, cultura, educação etc etc. O que sobrou de bom nisso tudo é que a honestidade foi recompensada, os empresários donos do dinheiro, vão dar àquele senhor um emprego de carteira assinada, e agora ele poderá ser chamado de cidadão brasileiro. Brasil, mostra a sua cara, mas antes disso, mude a sua cara.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

CARLOS NA BALADA



Comecei mal, plagiando o Teló, não que ele seja ruim, é que plagiar é coisa feia, mas o Chacrinha já dizia, “no Brasil nada se cria, tudo se copia”, então resolvi dar uma plagiada também. Tive um sonho engraçado, aliás, sempre tenho sonhos engraçados, já tive até sonho que continuou no outro dia. Já viram isso? Sonho com requintes de novela... “continua no próximo capítulo” rs rs. Sonhei que compus uma música dessas de verão que rodam cinco ou seis semanas, com rimas pobres e previsíveis, e o cara fica milionário. Não sei nem o nome do cantor que estava no sonho, só sei que o cara estourou, vendeu muitos discos, e meu sucesso misturou-se ao dele, todo mundo queria saber quem era o autor do novo hit, e comecei a dar entrevistas nas rádios e nas TVs, gente me parando nas ruas pedindo autógrafos, eu recebia cartas e mais cartas de fãs, as emissoras me disputavam tanto quanto a ele, estava maior briga de audiência. No domingo principalmente, eu passava o dia todo na TV, de emissora em emissora. O engraçado era que meu cachê não era depositado em conta, me davam dinheiro vivo ali na hora, eu saía com um tantão de dinheiro na mão, nem dava conta de carregar, caíam algumas notas pelo chão, e eu nem me importava. Eu não tinha mais onde colocar dinheiro, tinha dinheiro em cima da geladeira, da TV, no fogão, debaixo da cama, na mesa, nas gavetas. E eu pensava. “Preciso trocar de carro, aquele está velho. Vou comprar um jatinho também, agora sou famoso, tenho me locomover com mais rapidez pra atender tantos compromissos. Claro, um iate também para as folgas... quando tiver, né?”. Porém... sempre tem um porém. Apesar de todo o sucesso algo me incomodava por dentro. Se eu dissesse que não gosto de dinheiro, seria mentiroso, dinheiro é necessário, abaixo de Deus, é ele quem nos dá conforto, saúde, viagens etc. O que a gente não pode é se deixar escravizar por ele, colocando-o como centro de tudo. Acontece que a letra vinha de encontro ao que eu sempre falo sobre cultura, que não gosto de banalidades, de futilidades, de mídia forçada etc. Entrei numa crise de consciência, e pensava coisas assim. “Drummond deve estar chateado comigo”. “Se Fernando Pessoa me visse, ia me xingar todo”. “Como vou ter coragem de ler Ariano Suassuna, Jorge Amado, Camões, Saramago, depois disso?”. De antemão, nada tenho contra o artista que ganha dinheiro, se está ganhando é porque estão comprando, então o artista e os marqueteiros têm seus méritos. Mas eu estava justamente praticando o que sempre reneguei, virei um escravo da mídia. Olhei aquele monte de dinheiro à minha volta e fiquei me perguntando se valia a pena tudo aquilo, deixar meu caminho reto de poeta, que eu chamo de meus trilhos dos quais nunca quero me descarrilhar... por causa de dinheiro. Não, a minha poesia não é para isso, ela me alimenta sim, mas ao meu espírito. Acordei quando um empresário chegou e disse. “Você tem que fazer outra música, esta já está acabando”. Amassei uma nota de cem reais na mão, e disse a ele com calma. “Sinto muito, eu não sei compor assim”. Fui feliz pro meu trabalho, dele sim, tiro o dinheiro que preciso para viver. Mas uma coisa eu digo... a letra está todinha na minha cabeça, é bem engraçada com toques leves de sensualidade, e confesso que estou doidinho pra registrar na Biblioteca Nacional e mandar pro Neymar. Já imaginaram... Carlos e Neymar juntos no Programa do Faustão? Por favor, me belisquem, acho que estou sonhando de novo rs rs .

quinta-feira, 28 de junho de 2012

VALSANDO



Antes era escuridão...
E de repente estávamos dançando
rodopiando pela vida como num grande salão.
Sob os olhares da ribalta,
aplausos para o amor em alta.
Felizes são os corações que ao amor exalta.
Naqueles melódicos momentos
éramos nós mesmos os instrumentos
afinados pelo mais mágico diapasão.
Ao som do bandolim e da flauta
éramos par e ao mesmo tempo um
felizes são os corações que ao amor exalta,
pois não veem o mundo como um mero lugar comum.
Não sei se era a canção que nos embalava
ou se éramos nós que embalávamos a canção,
como não sei se era eu quem lhe levava
ou se era você quem me levava,
só sei que a gente bailava.
Era tudo uma grande profusão...
de luzes, de cores, de perfumes, sabores...
e de romance.
A vida sempre dá uma chance
para quem dá chance à vida.
Da escuridão da solidão sofrida às luzes da ribalta.
Felizes são os corações que ao amor exalta
porque para esses, a dança nunca termina,
amor de verdade, sozinho se afina.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

TODO MUNDO QUER SER FREUD



Intelectual ou debiloide,
todo mundo quer ser Freud.
Todo mundo tem a resposta,
mas eu não vivo de perguntas;
tudo o que meu coração gosta
é que as pessoas vivam juntas.

E tome frases de efeito.
Prefiro as que saem do meu peito,
pois delas, conheço a real causa causa e o efeito.
Meu coração não é parachoque de caminhão.

Alienado, alenígena ou androide
zumbi ou humanoide,
todo mundo pensa que é Freud.
Sei que meu coração frágil e sensível
às vezes se ofende, mas não se rende
à essa Torre de Babel invísivel
que leva a lugar nenhum.
Nesse elevador não quero ser mais um,
prefiro ser chamado de moloide,
porque eu não quero ser Freud.

Olho para os lados e vejo pobres Freuds,
meras caixas de ressonância da ignorância.
Nas cabeças desses intelectuoides,
o Id e o Ego travam uma verdadeira guerra.
e quanto mais se explica
mais se complica esse planeta Terra
que para mim não passa de um pequeno asteroide.
Eu vivo e deixo viver,
deixo o mundo acontecer
porque não tenho tempo pra ser Freud.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

“UM PAÍS SE FAZ COM HOMENS E LIVROS”.


( Imagem dicasgrátisnanet.blogspot.com - google )

Essa é uma das frases mais bonitas e inteligentes que já vi. Quem acompanha meu blog sabe que gosto de contar meus casos, já brinquei de fazer novelas, gosto de criar lendas, sempre tentando inserir um toque mágico até mesmo nos meus contos reais, e tudo isso teve a grande influência de Monteiro Lobato, o escritor mais voltado para a educação infantil no Brasil. Quando estou escrevendo esses textos sempre me lembro dele, até me sinto o próprio, não com a pretensão de ser igual, mas numa forma de homenagem mesmo. Dona Jandira professora da 3ª série, gostava de colocar frases bonitas no alto do quadro, e essa era uma de suas prediletas. E minha também, eu lia essa frase e sentia a grandiosidade dela, mesmo eu sendo tão pequeno. Por causa de Monteiro Lobato tomei gosto pela leitura, torcia para que chegasse logo a aula de língua portuguesa porque sabia que tinha fábulas e estorinhas, eu adorava fazer interpretação de texto, e principalmente no final das fábulas, a moral da estória, que era sempre um grande ensinamento de vida. Ah... eu viajava! Entrava dentro da estória, sentia-me o próprio personagem. Como o mundo da leitura é mágico! Monteiro Lobato era mágico. Sua obra principal entre tantas, “O Sítio do PicaPau Amarelo, é uma das coisas mais lindas e inteligentes do mundo, de todos os tempos. Colocar pessoas, personagens do folclore brasileiro e até mitologia, convivendo num só plano, com tanta intimidade, conversando entre si, é para gênio que sabe prender e aguçar a imaginação infantil. No meio de todo o encanto, de toda a magia, de toda a lenda, tinha a doce figura de Dona Benta. Toda criança adora uma vovó. Uma boneca de pano que fala. Um sabugo de milho intelectual. E uma simpática cozinheira chamada Nastácia. E um menino aventureiro chamado Pedrinho. Bem que podia ser eu, é melhor a pureza do sonho que a dureza da realidade. Claro que não era só Monteiro Lobato que escrevia fábulas, mas eu sentia orgulho por ele ser brasileiro, um homem tão importante preocupado com o país e com as crianças, entre elas, eu. Eu achava isso bonito e me sentia até certo ponto protegido por suas frases, como a que deu título a esse texto, e outras como: “Quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê”. “Assim como é de cedo que se torce o pepino, também é trabalhando a criança que se consegue boa safra de adultos”. Por causa de Monteiro Lobato aprendi a respeitar nossa língua. Penso que a língua de um país precisa ser respeitada ao nível de seu próprio hino e de sua própria bandeira. Eu sou um patriota, muito além do futebol e da fórmula 1, patriota culturalmente, de tradição, de costumes, de história, e até isso é por causa de Monteiro Lobato que também era patriota, que nacionalizou a literatura infanto-juvenil. Fundador da primeira editora brasileira, aflorou nosso folclore, para tirar um pouco do foco que era só em publicações estrangeiras, mas sempre respeitando outros gênios como Walt Disney, ele só queria mostrar ao mundo que o Brasil também sabia fazer. E mostrou. Está entre os maiores autores de literatura infanto-juvenil do mundo. Estou emocionado escrevendo esse texto. A nota triste é que Monteiro Lobato não é muito citado nem pela mídia, nem mesmo no meio literário, e não gozava de muita simpatia do governo. Será que é por causa dessa frase?... “UM PAÍS SE FAZ COM HOMENS E LIVROS”. Eu ainda acredito nessa frase, embora pareça que no Brasil, a cultura tenha virado lenda.

sábado, 9 de junho de 2012

EU QUERO É BOTAR MEU BLOCO NA RUA


Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua
(Sérgio Sampaio)

Há quem diga que eu dormi de touca
Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga
Que eu caí do galho e que não vi saída
Que eu morri de medo quando o pau quebrou

Há quem diga que eu não sei de nada
Que eu não sou de nada e não peço desculpas
Que eu não tenho culpa, mas que eu dei bobeira
E que Durango Kid quase me pegou

Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar pra dar e vender

Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar pra dar e vender

Eu, por mim, queria isso e aquilo
Um quilo mais daquilo, um grilo menos nisso
É disso que eu preciso ou não é nada disso
Eu quero todo mundo nesse carnaval...
Eu quero é botar meu bloco na rua

Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar pra dar e vender

Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar pra dar e vender

Há quem diga que eu dormi de touca
Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga
Que eu caí do galho e que não vi saída
Que eu morri de medo quando o pau quebrou

Há quem diga que eu não sei de nada
Que eu não sou de nada e não peço desculpas
Que eu não tenho culpa, mas que eu dei bobeira
E que Durango Kid quase me pegou

Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar pra dar e vender

Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar pra dar e vender


http://www.vagalume.com.br/sergio-sampaio/eu-quero-e-botar-meu-bloco-na-rua.html#ixzz1xKBKQe1a

terça-feira, 5 de junho de 2012

SONHOS E PICOLÉS



Estava esperando o carro do trabalho, vinham dois meninos juntos, cada um com um tabuleiro. Perguntei. “Estão vendendo o quê?”. O maior respondeu. “Sonhos”. Fiz uma brincadeira, mas ele não entendeu. “Sonho a gente não vende, a gente dá de graça”. Retrucou logo. “Ah, de graça? Tá doido? Eu tenho que vender, vivo disso”. Ri e pedi um, estava até gostoso. Virei pro outro. “E você, está vendendo o quê?”. Mais tímido, disse. “Sonho também”. Estranhei. “Ah, um está ajudando o outro e depois dividem o dinheiro?”. “Não, cada um vende o seu”, respondeu o maior. Aconselhei. “Vocês não podem andar juntos, um atrapalha o outro, enquanto isso tem gente em outro bairro querendo comprar sonhos, e vocês aqui, concorrendo um com o outro”. Para ajudar comprei um do menino menor também. Foram embora discutindo minha sugestão, parece que gostaram. Acabei me lembrando de quando Marcelo e eu, fomos vender picolé, mas em parceria, um carregava a caixa e outro gritava. “Olhaêêê o sorveeeteeee”. Um dia o sol estava rachando mamona, e eu tive uma idéia malandrinha. “Minha voz é mais forte que a sua, grito melhor. Eu grito, você carrega”. No princípio ele topou, até porque eu fazia rimas anunciando o sorvete pelas ruas, e isso fazia vender muito. “Ô seu José. Meu sorvete é gostoso, tenha fé”. “Alô Dona Maria, vai um sorvetinho aí pra refrescar o dia?”. Mas com o sol de lascar, caixa super pesada, ele foi desconfiando. “Ah não, Carlos. Esse troço está pesado, e você só aí na boa. Carrego mais não”.Tentei argumentar, de nada adiantou, discutimos feio. “Pois por mim essa caixa fica aí no chão, eu não pego”. “Nem eu”. Saímos um pra cada lado deixando a caixa na calçada. Andei bem uns dois quarteirões, sentei numa esquina, e a consciência e o medo falaram mais alto. “Puxa vida! Se alguém rouba aquela caixa, estamos fritos. O moço da sorveteria tem nosso endereço, vai cobrar de nossos pais, os picolés e a caixa. Além do mais, ele está certo, não pode só ele carregar. Vou voltar lá, pegar a caixa, vendo tudo, depois dou a parte dele”. Quando cheguei perto, Marcelo já estava com a caixa na mão. Perguntei. “Aonde você vai com essa caixa?”. Ele. “Vender picolé, ora”. Falei pegando a caixa de seu ombro. “Eu também vim vender. Eu pensei melhor... eu vou carregar também, assim cansamos por igual”. Vi que ele ficou feliz por eu voltar. “Vamos fazer assim. Eu sei que você grita melhor, a gente vende mais quando você grita. Eu carrego maior parte do tempo, mas quando eu cansar, você carrega só um pouquinho , só até eu ficar menos cansado”. “Combinado... mas vê se faz umas rimas pra alegrar o povo”. Mas pra rima ele não tinha jeito, nem mesmo usando as minhas. Assim sem mais nem menos, a parceria acabou, não vendemos mais picolés juntos. Mas a amizade não. Jogávamos bola juntos todos os dias... e sempre no mesmo time. Na hora de escolher os times, meu nome era o primeiro chamado por ele. “Carlos, vem pra cá”

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A LENDA DO MENINO BEIIJA-FLOR



O menino avistou uma fadinha caída na beira do lago e correu em seu socorro. Ela contou que havia sido ferida por um bruxo terrível, e que só uma florzinha mágica do topo da montanha poderia salvá-la. O menino não poupou esforços, foi em busca da tal flor, a fadinha comeu as pétalas e logo ficou boa. “Salvastes minha vida e posso recompensá-lo com um desejo. Faz teu pedido!”. O menino respondeu. “Tenho vontade de voar”. Ela assegurou. “Será feito. Amanhã quando acordares, terás asas. Serás o único menino com asas, basta pedir e elas brotarão de teu corpo sempre que quiseres. Terás também o dom de alternar, sendo, ora menino beija-flor, ora homem. Voarás tão alto quanto um condor. Tua idade não passará, serás sempre jovem. Mas não esqueças. Jamais poderás revelar tua idade, pois o encanto se quebrará e estarás condenado a arrastar tuas asas por toda a vida, mas sem o dom de voar”. No dia seguinte, ao acordar ele sentiu algo incomodando... eram asas. Não foi um sonho. Subiu na janela e decolou sem medo. Voou alto, soberano, efetuou evoluções no ar, voou de cabeça pra baixo, de ré, mergulhou no espaço, fez o que quis. Alguns passarinhos que passavam, disseram. “Vejam, é um menino passarinho”. Ele cumprimentou acenando com as asas, e seguiu viagem. Ultrapassou até o arco-íris, mas nem quis saber de pote de ouro, o tesouro estava em voar. Voou tão alto que pensou ter visto um anjo. Gostava tanto que passava a maior parte do tempo como menino beija-flor. Todos perguntavam sua idade por vê-lo sempre jovial e feliz, enquanto a idade de todos passava. Ele disfarçava, nunca dizia. Porém um dia, o amor. O amor tem muitas armadilhas. Apaixonou-se por uma passarinha, e inebriado de amor, revelou a ela sua idade. Quando acordou no dia seguinte, tentou voar e caiu ao chão. Lembrou-se do que a fada disse, correu até ela em busca de solução, mas não teve jeito. “Eu não tenho o poder de mudar a magia. Eu mesma sou escrava de um encanto. Pensas que eu gostaria de ser fada o tempo todo? Queria ser uma mulher comum, ou pelo menos poder alternar como tu fazias, mas eu também não obedeci as regras, e agora sou fada para sempre. Uma fada solitária”. E assim, o menino beija-flor ficou condenado a arrastar suas asas pelas ruas. Triste demais... ter asas e não poder voar. A passarinha? Ao ver que o menino beija-flor não podia mais voar, deixou-o para trás, foi voar em outro espaço.
A ele, restou sentar-se na beira do abismo todos os dias, e contemplar o horizonte com saudades no olhar. Saudades de um céu que ele um dia ousou desbravar.

sábado, 26 de maio de 2012

VOU ALI SER FELIZ



Amigo, sol, bom dia.
O dia raia em poesia
que se derrama sobre essa cama
que não me ama, apenas me aceita,
lembranças de um dia longo
suspiros de uma noite estreita.
Passarinhos em si be mol
e em qualquer outro tom
iniciam a orquestra, é mais uma festa
abrindo um dia bom.
Estou indo amigo, sol.
Conhecer a aquarela que me mostras à janela.
Sei que não mereço este quarto
pelo sorriso que me apresentas,
então eu parto
para viver o dia, e até fazer o dia,
pois o que não estiver bom, a gente reinventa.

domingo, 20 de maio de 2012

CAMINHOS E DESCAMINHOS DE UM POETA


(imagem google )

Andei caminhos ermos.
Encontrei sentimentos enfermos
indecisos, imprecisos,
mas com o coração sem meio termos.
Andei caminhos tortos
ressuscitando sonhos mortos
revirando gavetas reescrevi meu rascunho
fiz um mosaico de minha facetas,
a poesia como uma espada em punho.
Andei caminhos tantos
impuros e santos.
Não sei qual dos lados foi o mais importante em minha vivência.
Até jurei a mim mesmo não mais falar de amor... ou de guerra
enquanto vivesse nessa terra,
tratando tudo como um nada.
Mas ficaria vazia a estrada,
pois, nasci para a querência, está na minha essência.
É assim que eu vou!
Afinal, poeta eu sou!

domingo, 13 de maio de 2012

DIVINA



Mãe...

Expressão máxima do amor divino.
Ponte entre Deus e a vida na terra.
Porta da existência humana.
Quando Deus a criou,
os anjos cantaram HOSANA.
Coração que não se cansa e nem liga pra dor
seja do parto ou da vida...só não aceitas a despedida
Até teu tapa tem amor.

Estás em tudo, mãe.
No varal, no quintal
Na roupa da escola, na prece.
O filho que cresce continua a ser menino.
Recebestes o mais belo destino...
sabes dar o castigo e o perdão.
Sintonia entre razão e paixão.

Tens as mãos que arrumam meu cabelo.
que me embalam pra dormir.
És quem, de madrugada atende meu apelo.
Participas do meu chorar e do meu sorrir
Tens beijos e abraços
Tens colo pro meu cansaço... conforto pro meu medo.
Entregas amor sem segredo.
Tens luz para meus olhos e
segurança para meus pés.
Obrigado, mãe, pelo anjo que és!

domingo, 6 de maio de 2012

NEM TUDO É PSEUDO



‘Nessa vida mais abstrata que concreta, fui verdadeiramente poeta’. É assim que encerro meu poema PSEUDO, escrito num momento ruim, alías, ruim não, acho que qualquer momento, ainda que possam ganhar o nome de “ruim”, é útil à nossa autoedificação. Corrijo então dizendo que foi escrito num momento difícil. Nele, eu digo que a vida é um grande faz de conta, um celeiro de ilusões, um banquete de bobagens, uma guerra de egos. Hoje porém, contradigo-me, pois cheguei à conclusão de que nessa grande roda gigante, nem tudo é pseudo, nem tudo é faz de conta. Minha poesia é muito real. Ela que um dia saiu da minha gaveta, do meu quarto, de debaixo do meu travesseiro, foi à rua, foi à escola, foi para a cidade, da minha cidade foi para outras cidades, outros estados... e agora países. Meu Deus! Não é que eu consegui? Através de algumas coletâneas, ela está nas mãos de muitas pessoas de países latinos como Argentina, Chile, Uruguai, esticando um pouquinho mais até Cuba. Ela ousou e agora está na Europa. Sim, Europa: Lisboa, Paris, Berlim. Esse livro que vocês veem na foto é uma coletânea que reuniu 85 poetas premiados de regiões diversas do Brasil, e está nessas cidades lindas e importantes econômica, e principalmente, culturalmente. Não... a felicidade não é PSEUDO. Ela só é simples.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

ECLESIASTES, O TEMPO... E EU



Podem copiar o texto abaixo sem temor. O "Autor" não cobra direitos autorais.

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de se arrancar o que se plantou; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria; tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar; tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora; tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar; tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz. (Eclesiastes 2,3)

Tão bonito quanto verdadeiro. Todos conhecem esse trecho sábio da Bíblia. Eu também conhecia a leitura, mas só hoje eu posso enfim atestar que tudo na vida tem seu tempo.

domingo, 29 de abril de 2012

EU ESTAVA AQUI



Eu estava tão aqui
Tão aí
Tão seu
Tão afim
Tão menino
Tão homem
Tão poeta
Tão feliz.
Tão charmoso.
Eu estava tão lindo...
Só você não viu.