ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

EU SOU UM ÍDOLO ( ANO 1986 )


Sou sim, um ídolo. Não um ídolo das canções ou da tv. Não um ídolo que fica no palco representando e que ao mesmo tempo está isolado dos fãs por uma barreira instransponível chamada fama. Não um ídolo moldado ou fabricado, como um boneco de barro, tão frágil que pode cair e quebrar. Sou um ídolo dos corações. Talvez seja a maior das minhas ambições nesta minha vida agitada: ver o mundo à minha volta sorrindo para mim. Por ter a imaginação fértil, cultivo no meu jardim um desejo simples de ser feliz. E só o mundo me faz feliz. Por isso vou andar por aí, criando espaços à amizade. Isso que é imaginação fértil... o mundo à minha volta sorrindo para mim. Como um verdadeiro ídolo. Feito de um barro especial, que só se encontra no solo fértil dos corações. Puxa, como estou otimista hoje... pela terceira vez falei em fertilidade. Talvez, por isso eu seja um ídolo. Quem pode dizer que não? Quem pode negar que nesse mundão de meu Deus há alguém que se lembra de mim? Alguém que gosta de minha cabeça. Que aprova minhas ideias, que delira quando estou sorrindo e que fica triste quando me vê triste. Alguém me adora. Alguém me ama. Alguém é meu amigo. Alguém gosta da minha voz rouca, do meu cantar, e meu cantar é uma estrada florida onde só se planta amizade. Uma estrada florida onde vivi de perfumes e espinhos. Cheguei a chorar as flores que morreram porque foram minhas mãos que plantaram, e só eu sei o trabalho que deu. Um dia eu disse: Aqui jaz uma flor! Pouca gente entendeu. Eu estava tão sozinho! Um dia eu li que os ídolos nunca serão compreendidos, mas, isso não me faz um ídolo triste. Posso não ser um John Lennon, mas sou muito querido. Sou simplesmente Carlos... e daí? Aquele moleque, aquele poeta. Aquele irritado. Aquele humorado. Mas acima de tudo, um ídolo. Porque alguém gosta de mim. Alguém vai ler isso aqui e dizer: Você é o maior! Sou um ídolo que não se preocupa com beleza física ou status, por saber que estarei estampado sim, mas nas páginas dos corações. Lá sim, quero ser manchete. Esses corações. Essas terras ocultas e misteriosas que tento compreender e desbravar. E foi chegando perto deles que virei ídolo. Alguém reza por mim, torce por mim. Alguém prega o que eu prego. Alguém me põe nas costas se estou cansado. Alguém confia na minha amizade. Alguém acha bonito os anéis dos meus cabelos. Acha bonito meu olhar, mesmo quando está perdido num ponto qualquer, como pedindo uma explicação pra esse piscar de olhos que é a vida. Alguém entre os rostos da multidão vai ser o meu alguém. E eu adoro os “ alguéns” da vida, porque todo mundo veio para ser alguém. E eu nasci para ser ídolo. Entre os rostos da multidão vejo gente que me diz bom dia, que me sorri. Gente que ouve as coisas grandes que digo, e que me perdoa quando digo besteiras também. Gente que me chama de amigo, ou irmão... ou de meu amor. Gente que sente saudades de mim. Às vezes sou ingrato quando reclamo solidão. Há gente que me convida ao instante confortável de um abraço. Gente que me faz ser gente. Que me faz ir para a frente. Pessoas que entendem a minha mentira, minha fantasia de sorrir. Todas as minhas utopias. Que me entendem por eu viver no mundo mágico da poesia que eu tiro do meu baú encantado, vulgo coração. Ainda bem, pois essa é a minha espada contra os dragões desse mundo de terror. Sem ela eu estaria enfraquecido. E foi essa espada que me fez virar ídolo, porque tem muita gente que se inspira quando estou inspirado. Mas, não quero ser um anjo, nem um líder dessa gente. Quero apenas ser um elo, entre os elos da corrente. São pessoas que me entenderam quando eu disse: Eu queria ser uma estrela. Por causa dessa gente a partir de agora, eu vou andar nos trilhos.



4 comentários:

#*Marly Bastos*# disse...

Ah que dizer desse texto buchechudo da mamis? Acho que todos nós temos essa necessidade de aproximação, de carinho, de se sentir amado, admirado.
Pode ter certeza Carlos que você é muito querido sim, e eu falo pelo carinho que vejo em ti, nos que estão à sua volta e por mim!
bjks doces [meu ídolo]

Estrela disse...

Poeta, nunca tive o prazer de escutar sua voz, nem de olhar em seus olhos, mas em cada coisa que escreves tocas profundamente o meu coração. Agora, por exemplo, brotaram lágrimas dos olhos (que redundância!):acho que estou muito sensível, não é?
Bjus!

LUCONI disse...

Um texto que é uma crônica do sentir de tua alma, lindo demais, principalmente o final quando você diz que irá tentar ser melhor por esta gente que te quer tão bem, lindo poeta, beijos Luconi

AFRICA EM POESIA disse...

CARLOS

Amizade




A amizade é uma coisa
Que chega e muitas vezes vai.

É difícil ficar... é difícil estar
Mas... olhamos e sabemos...

Sabemos que o amigo
És mesmo tu...

Que esperas por mim
E me levas contigo...

Não me deixas chorar
Pois choras por mim...

Estás sempre alerta
A qualquer hora me acodes...

E em todo o momento
Mesmo que não estejas...

Eu sei que estás...
Porque te sinto... AQUI!...

LILI LARANJO