ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

terça-feira, 25 de novembro de 2014

DESENHANDO COM DEUS



Aquele tempo em que a gente desenhava no céu
deitados nas pedras sob o azul do imenso véu.
Coisa boa de brincar...
Incrível como parecia que nossos dedos chegavam lá,
e tocavam a tela.
Carneirinho, coelhinho,
barco à vela;
cada figura bela,
cada figura estranha.
O castelo virava montanha,
o avião virava disco voador,
qualquer nuvem desgarrada parecia uma flor,
uma águia, um colibri.
Tudo se transformava aos olhos meus.
Um dia eu pensei ter visto o rosto de Deus...
mas o que Deus estaria fazendo ali?... perguntei na minha criancice.
Foi aí que um anjo me disse:
- Ora, o céu é Dele,
mas Ele é tão bom que permite que a gente desenhe nele.
Confesso então um dos maiores segredos meus;
eu ainda gosto de brincar,
e vez em quando volto lá
para fazer uns desenhos com Deus.


( imagem gopixpic.com )

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

MEU CORAÇÃO TEM ASAS

( imagem kboing.com.br )

Por tanta inspiração que a mim foi concedida,
por tudo de belo que em mim aconteceu,
afirmo e confirmo,
a poesia para mim não é hobby, nem lobby,
mas um estilo de vida
porque foi Deus Quem me deu...
asas da imaginação,
asas para o meu coração
para que ele voe pelo universo
sustentado pelos ventos de meus versos diversos,
constelações e dimensões atingir
aonde só a poesia pode conduzir.

Mas não fui eu quem escolheu a poesia, foi ela quem me escolheu,
ela já estava no meu berço
quando meu primeiro choro se deu.
Desde então tem sido meu tudo, meu escudo
minha espada do bem, meu momento Zen
meu remédio anti-tédio, anti-mágoa,
e se o planeta tem dois terços d'água,
meu corpo tem dois terços de poesia...
a outra parte não sei,
nunca quis saber,
talvez eu descubra um dia,
por enquanto eu só quero viver
a poesia que sempre amei.

domingo, 9 de novembro de 2014

QUEM VAI PARAR A CHUVA EM MIM?




Não sei por que fico assim,
nesses dias fico a esmo.
Parece que chove dentro de mim.
Escuto  “November rain”,
“Hwo’ll  stop the rain”
e traduzo para mim mesmo
“quem vai parar a chuva”… nesse novembro?
Queria escutar com alguém.
Sol? Já nem me lembro.
Não que eu não goste quando chove,
mas parece que o céu está chorando
meu peito se comove,
eu acabo imitando e fico triste também,
soturno, noturno, vazio.
Hoje o dia está tão frio,
because it's raining again.

É solidão demais.
Tão escuro nunca vi.
Tenho medo de ficar aqui.
Chuva e lágrimas são iguais
embaçam a vidraça, o olhar
deixa o dia sem graça.
A chuva é fria, as lágrimas são cálidas.
A esperanças são muitas, as certezas são pálidas.
Em dias de chuva fico assim.
E torno a cantar...
Quem vai parar a chuva dentro de mim?

===
Pequeno trocadilho em forma de poema com algumas canções que gosto:
November Rain ( Guns N’Roses )
Who’ll stpo the rain? ( Creedence )
It’s Raining Again ( SuperTramp)

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

UMA NOITE INESQUECÍVEL


Já passei noites de terror piores do que a de ontem por falta de luz, mas a de ontem também merece ser contada. Nos fundos de minha casa existem apenas a área de serviço e depois muros bem altos de outras casas e pousadas, portanto é seguro, e eu gosto de deixar a porta e janela aberta para ventilar para evitar mofo. Porém ontem durante o dia choveu demais, como nunca tinha visto aqui. Quando cheguei às 18h, a casa estava totalmente alagada, quase levei um tombaço, pois  tirei os sapatos do lado de fora, pisei na água descalço e se não fosse minha companheirinha bicicleta ergométrica para me segurar, teria caído. Engraçado foi meus pés escorregando e eu tentando me firmar nela. Fiz adominal sem querer rs rs. Aí comecei a conversar comigo mesmo, sempre faço isso, para relaxar, dá uma sensação de não estar sozinho... ainda mais no escuro. É meio terapia. “Puxa, logo na hora do Chaves? Bem, fazer o quê? Puxar com o rodo e enxugar”, mas mal comecei, acabou a luz. “E agora? Como puxar essa água toda sem luz?”. Eu tenho um problema sério com falta de luz. “Vou acender vela, claro. Quando a luz voltar eu puxo essa água”. Mas não tinha mais vela. “Vou lá comprar vela... ihhh mas tá chovendo. E daí, que tá chovendo? É só pegar minha sombrinha enfeitada”. Iluminando com o celular que toda hora vinha dizer “estou descarregando”, e eu dizendo “por favor, aguenta mais um pouco, só até eu achar minha sombrinha”... mas cadê a sombrinha? Eu não podia perder tempo, o comércio podia fechar, ia ter que encarar a chuva, e exatamente quando estava a caminho, ela veio torrencial, bem mais forte sobre minha cuquinha. Lá vai um beija-flor molhado para a mercearia, toda cheia de lâmpadas acesas, a luz só acabou no trecho onde moro. Não sei pra quê ainda de óculos, todo embaçado. Inventam até nave para Marte, mas não inventaram ainda um limpador de para-brisas para óculos. Perguntei: “Tem vela, aí?”. Um senhor que parecia ter tomado umas pingas e estava enchendo saco na porta, disse: “Vela pra quê? Hoje nem é sexta-feira pra fazer trabáio rararará”. Olhei pra ele e pensei: “Vê se isso é hora de piada de mau gosto, véi”. Comprei as velas, e aí tive que usar meus dotes de beija-flor; a velocidade... que não é a mesma de quando era pequeno e ouvia as pessoas dizerem: ‘Esse menino não para, parece um beija-flor’... mas deu para correr. Cheguei. “Agora é só acender uma velinha bonitinha e esperar a luz chegar”. Quando fui lá fora, o isqueiro em cima do fogão estava molhado e não acendeu. “Ai, meu Deus. Lá vou eu de novo buscar isqueiro”. Correndo de novo na rua escura porque podia mesmo fechar a mercearia. Pisei num negócio esquisito, mas felizmente era barro rs rs. Quando cheguei, a moça do caixa ficou quase rindo ao me ver naquele estado. Ofegante pedi um isqueiro, paguei e parei na porta da mercearia: “Agora não vou correr mais. Molhado já estou, vou é curtir essa chuva”. Cheguei, e para puxar melhor a água, acendi uma vela em cada cômodo da casa, ficou parecendo um cemitério rs rs... “Creio em Deus Pai”. Puxei a água do jeito que deu, estava cansado. “Ihhh tenho que tomar banho ainda... banho? Que banho? Mais do que já tomei?”. Nem fome me deu, comi uma maçã, um banana, um copo de leite, fiquei sentado esperando até umas 22h se a luz voltava. Mas a boa surpresa foi que uma esperança, aquele bichinho verde que está em casa há vários dias apareceu me dizendo: “Você não está sozinho”. De coração, eu falei assim para ela com gratidão: “Você está aí, amiguinha? Puxa, deixo a porta e janela aberta e você não vai embora”. Fiz minha oração e fui deitar. Quase meia-noite voltou a luz, eu estava deitado, ainda acordado: “Graças a Deus”. Fiz meu shake, tomei meu banho, e quis olhar lá fora. Quando abri a porta, uma pererequinha simpática, bem na entrada: “Oiiiiii.... posso entrar?”. Eu falei: “Não, não pode entrar. Seu lugar é junto com suas coleguinhas”. Fiquei pensando: “Era sapo ou perereca? Não é possível que nessa idade eu não saiba identificar uma perereca.
Era perereca, tenho certeza”. Ninguém pode dizer que não entendo de perereca. Estava tão bom com a luz de volta que fui dormir bem tarde. Eu e a esperança.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

RECITANDO - COISAS TRISTES

video

Coisas tristes...
a cada segundo o mundo oferece a você,
você sabe que não merece, mas precisa ver:
Isso dói e cansa.
Noite sem lua
mendigo na rua
mulher chorando
menino sem esperança
planeta secando
flor pisada, pássaro ferido
guerra declarada, amor escondido
palhaço sem alegria... jardim esquecido
olhar sem brilho
sorriso amarelo
mãe sem filho
Jesus traído... Barrabás escolhido.
a burrice exaltada... gênio esquecido
Homem sem fé... barco sem rumo
Tantas coisas tristes no dia a dia.
Com tudo isso até me acostumo,
só não imagino... Carlos sem poesia..

domingo, 26 de outubro de 2014

DECRETO!!!

Está aprovado, assinado, decretado:
É livre toda criação.
Toda imaginação.
Toda dança.
Tudo que traz esperança, bonança, aventura.
É livre todo desenho ou pintura.
Toda forma de arte.
Todo pensamento.
Toda poesia é livre em toda parte
a todo momento.
Só existe uma lei irrevogável nesse decreto:
Seja qual for a forma de arte,
a regra é a emoção,
tem que ser com o coração, com amor.
E que toda criatura reconheça em Deus, o Criador
que não nos fez desertos, mas jardins libertos
pois, todas as prisões que nos consomem
foram feitas pelo próprio homem.
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( A imaginação é a única coisa que ninguém nos pode tirar - Sendo assim, eu sou livre de qualquer prisão.  Revoguem-se as disposições em contrário )