ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

domingo, 25 de setembro de 2016

EU E ALICE...



Eu vi uma menina no espelho...
eu vi uma mulher no espelho .
Eu vi o mundo nos olhos dela,
eu me vi nos olhos dela
ela se viu nos olhos meus...
e tudo então virou espelho;
meus sonhos eram dela
os dela eram meus.
Eu era ela
ela era eu... simples assim.
Tudo em comum,
só podia terminar assim:
dois em um.
É lindo o mundo que descobrimos
Mergulhamos no espelho
e de lá nunca mais saímos.
=
( imagem bibiannateodoricoach.com.br - google )

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Será que ainda teremos livros como "ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS ou  O PEQUENO PRÍNCIPE? 
Infelizmente acho que não, estamos na era da idiotização, parece que ficou bonito parecer idiota.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

MEU AMIGO, O MAR.


Amigo mar...
És tão belo e tão grande,
por mais que eu ande
teu fim não posso encontrar.
Mas posso contemplar tua beleza
entre as tantas que a natureza
todos os dias vem  mostrar.
Gostaria de saber poetar como mereces,
então faço uma prece
a Quem devo reverenciar,
por colocar nos meus olhos
a poesia do mar.
Sei que é redundante
esse poeta andante
dizer que és majestoso, pomposo, gigante,
só vim fazer um poema contigo,
te chamar de amigo
para juntos a gente rimar,
porque eu também tenho ondas inconstantes
variantes,
como as ondas do meu amigo mar.

=
( imagem - foto  tirada na Praia do Mucugê - Arraial D'Ajuda )

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

A VIDA, A ARTE E O MISTICISMO.


Lamentável  a morte do ator, um cara relativamente jovem ainda e que deixa três crianças. Eu gosto de atores diferentes, e eu o via assim. Que Deus o acolha num bom lugar. Eu vi a novela poucas vezes, a maioria só de relance. Um dos motivos que no início me causou interesse é o fato de estar sendo rodada no entorno do São Francisco, um rio grande, bonito e de uma história rica. Eu pensei que o autor ( entre os que estão vivos para mim é o melhor), iria abordar um pouco mais essa história do rio, dos nativos, enfim, que fosse mais centralizado no próprio rio, como a exemplo de O REI DO GADO que tinha um bom enredo, mas não deixavam de focar o rio Araguaia, e aí quando vi que começaram a desvirtuar criando factóides místicos, parei de assistir, embora de vez em quando desse uma olhada. Por que citei factóides místicos?  “A arte imita a vida, mas agora a vida imitou a arte”, é um clichê tão antigo, estão dizendo isso para todo lado. Não tem nada disso, o correto é: A arte provocou  o misticismo e ele aconteceu. Não estou dizendo que o autor fez isso com má intenção, e o ator tem menos culpa ainda, afinal, não passa de uma ferramenta nisso tudo, eu diria, até vítima. Precisamos ter cuidado com o que lançamos, com o que escrevemos, falamos, principalmente os que têm grande alcance na mídia, as forças do mal encontram essas portas abertas e se instalam. Uma floresta tem muita presença espiritual, ainda mais onde tem índios, só que o índio respeita essas forças, mas essa gente de novela não, apenas pensa  que conhece, lidando ou tentando lidar com essas forças sem saber lidar, e o pior, adulterando. A novela toda mexe com rezas e com bruxaria, gente que escuta lamento de mortos, outros fazem pactos e voltam em forma de aves funestas, aborda muito pouco a vida nativa, a medicina das plantas, a cultura indígena. O personagem foi ameaçado de morte várias vezes pelo personagem do Fagundes, tem energia pesada, reflete ódio o tempo todo. O personagem fica vários dias perdido, boiando, se não me engano, com tiro na cabeça, morre e volta a viver, só porque o espírito da namorada sai do corpo dela e  vai até ele. Ressuscitar alguém, somente Jesus fez. Acreditar nisso é o mesmo que acreditar naquela novela em que o boi falava.
Se queriam exaltar a força do amor entre os personagens que o fizessem de uma forma realmente romântica.
E para fechar minha opinião de que a arte provocou o misticismo e ele aconteceu, eu pergunto: Quem estava com o ator quando ele morreu? Justamente a atriz que na novela é sua namorada. Cuidado, não vamos lidar com aquilo que não conhecemos. E clichê por clichê, fico com o de Shakespeare: “Há mais mistérios entre o céu e a terra do que possa imaginar a nossa vã filosofia”. Mas não é clichê nem factóide, é real.
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Meus respeitos ao ator e à sua família.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

TEMPO DE LOBOS





Eu queria cantar
“quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos”...
mas não há mais campos.
Vou  chorar minha lágrima mais sentida
exibir meu sorriso mais tímido
minha dor mais doída
pela injustiça engolida.
Minha esperança mais pálida
Meu olhar deserto nesse horizonte incerto.
Mas meu olhar fec undo
E minha fé ainda cálida
me dizem para não desistir.
Talvez um dia voltemos a sorrir,
mas  agora desligo o rádio,
não posso ouvir a canção do Beto que é linda,
pois não consigo cantar ainda,
porque o rei dos lobos abriu o covil,
uivam tanto que não consigo cantar nem mesmo
PÁTRIA AMADA BRASIL!
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Nota:  O trecho  “quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos”... é de música de Beto Guedes , intitulada SOL DE PRIMAVERA, que é mesmo linda, mas não tem nada a ver com toda essa sujeira acontecida neste momento.
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( Imagem  br.pinterest.com )

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

À POLÍTICA BRASILEIRA – MINHA SINCERA “HOMENAGEM”!






Das muitas lembranças que tenho de meu pai, embora tenha vivido pouco com ele, pois quando morreu eu era muito novo, uma delas é a política. Meu pai era fanático por política, chegou a ser cabo eleitoral muito ativo, antes mesmo de eu nascer. Esse apego dele, toda aquela movimentação, me chamava atenção, e apesar de ter no máximo uns sete ou oito anos, criei uma imagem de político na minha cabeça, e eu pensava mais ou menos assim: “Devem ser homens bem estudados, são pessoas importantes, poderosos, educados, de ternos bonitos e caros, carrões, aviões. Puxa, meu pai podia ser um político desses em vez de ficar ‘brigando’ na rua justamente por causa de política”. Eu tinha medo de que fizessem alguma coisa ruim com ele. Meu pai era divertido, feliz, mas também um homem muito correto, severo até demais, de palavras retas, inteligente, pesquisador, curioso, mas nunca se formou em nada, o máximo que ele tinha era um curso de datilografia que valia muito na época. Quarenta anos depois, vendo o atual cenário da política brasileira eu atesto que diploma não faz caráter. Na minha cabeça de menino o terno virou um símbolo de homens íntegros, eu só conseguia ver dentro de um terno um homem íntegro, é como a roupa branca que identifica um médico, é emblemático. Hoje para mim o terno é uma roupa qualquer utilizada por um homem qualquer, se antes simbolizava para mim a integridade, hoje simboliza exatamente o contrário. Eu não acredito mais na política brasileira.
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29 de agosto de 2016

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 ( imagens saraiva66.wordpress.com e pudim.info)

sábado, 27 de agosto de 2016

AMANHEÇO EM SOLIDÃO



Amanheceu.
Tudo igual, nada mudou.
Ontem, como anteontem
foi vazio, foi frio,
como se eu fosse neve
tão somente neve .
O relógio desperta.
À janela aberta a brisa toca meu rosto
dando-me a falsa impressão de não estar sozinho.
Avisando que é hora de levantar e lembrar.
Sim, abrir os olhos a cada manhã
é mergulhar numa imensa escuridão.
Nas ruas pessoas pra lá e pra cá,
tal qual formigas no quintal
em busca da colocação, da compensação.
E eu, com o que vou me compensar?
Poesia no papel não é solução.
Aí digo um verso qualquer pra um tempo que já era:
Quem dera, menina, quem dera
que fosse outra vez primavera,
que nosso tempo voltasse pra valer
afugentando a solidão que como fera
devora o meu ser.
Anoiteceu...
Amanhã como hoje
vai ser vazio, vai ser frio.
Como o relógio, como a neve, como a brisa.
E eu terei que repetir mais uma vez:
Quem dera, menina, quem dera
que fosse outra vez primavera.
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 ( recordando um poema muito antigo,de 1985 se não me engano)
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( imagem google )