ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

MINHA MENSAGEM DE NATAL - ANTES DA COLHEITA, A SEMEADURA


Todo mundo ao fim de cada ano faz uma reciclagem, um balancete, do que fez, do que não fez, do que sonhou, do que realizou e do que não realizou. Eu não fazia muito isso, mas venho fazendo de uns anos para cá, acho que é a idade. Quando se é bem jovem não se pensa muito nisso. Bem, o meu ano de 2014 foi de preparar o terreno para nova semeadura, e quando digo terreno, refiro-me principalmente ao  coração, é ele o nascedouro de todas as coisas. Para que ocorra tudo certo no plantio, e posteriormente uma bela colheita, o terreno tem que ser cuidadosamente, carinhosamente preparado. Durante 2014 arranquei algumas ervas daninhas e tiriricas, aquelas teimosas que vão crescendo nos cantinhos, e a gente não percebe... por exemplo: inveja, rancores, ambição desmedida, soberba, preguiça e outras mais. É claro que a gente nunca vai atingir a perfeição, estamos muito aquém do modelo chamado Jesus Cristo enviado por Deus, mas a cada pouquinho que caminhamos rumo à humildade,  evoluímos espiritualmente, no verdadeiro sentido de ser... de ser humano.  É fato também, infelizmente,  que às vezes os jardins são mais notados pelas ervas daninhas que possui do que propriamente pelas flores que os enfeitam, talvez por isso a gente deixa algumas, pela simples necessidade de ser notado. Isso é um pouco duro para mim, ainda não consegui entender o julgamento humano, os frios olhos humanos, o que não me impede de continuar a  embelezar meu jardim, e assim ele estará visível a quem souber ver, a quem possa merecer. Sei também que cabe a mim buscar atrair mais e mais pessoas, tenho até conseguido sim, e cada um que chega, me causa felicidade, afinal, amigos também são flores. Meu desejo era que em 2015 o mundo se tornasse um grande jardim, sei que é impossível, afinal, como disse acima, não seguimos o modelo divino, mas a gente fazendo um pouquinho, a vida já estará melhor. Que venha 2015, um ano de colheita para  mim, e nessa colheita, já em março, estará meu livro  AVENTURAS DE UM MENINO  PASSARINHO, um livro emblemático, que não é o primeiro, mas que vem sendo acalentado, regado há bastante tempo... o terreno foi preparado com amor.
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Em tempo... 2014 também vai ficar marcado pela partida de minha mãe. Essas perdas são para sempre, não se resumem a somente um ano, acho que por isso não citei no texto acima,

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De  coração, Feliz  Natal a todos, um ano novo de boas semeaduras, e claro, consequentemente, também de  boas colheitas.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

PARALELAS

( imagem renatamangeon.blogspot.com - google )

Nas leis da física, as paralelas viajam juntas por todo o universo. Há divergências, muitos afirmam que elas se cruzam num determinado ponto no infinito, muitos outros negam, afirmam que elas nunca se cruzam, e há ainda uma terceira hipótese que diz que depende do ponto de observação. Na verdade, há muitas teorias, não vou ficar discutindo física, nem sou bom nisso, tiro o chapéu para quem entende. Cazuza diz numa música, “ nossos destinos foram traçados na maternidade ”. Eu vou um pouco mais além, nossos destinos foram traçados no cosmos, numa outra dimensão. Está traçado as pessoas que vão cruzar nossos caminhos, embora nem sonhemos conhecê-las. Infelizmente nem todas as paralelas são boas, mas nada é em vão, até nisso há uma grande sabedoria superior nos observando, o importante é como vamos lidar com as paralelas, que nem sempre pensam como a gente apenas pelo fato de serem paralelas. Pelo contrário, às vezes convivemos com paralelas totalmente inversas ao nosso modo de ser. Ao longo da vida, amamos pessoas, temos desentendimentos, atritos, convivemos com o ódio, com competições, temos vitórias e derrotas, situações muitas vezes influenciadas por essas paralelas. As paralelas boas eu chamo de anjos, pessoas que somam em nossas vidas. Tive tantas. Adoro a sintonia que esses anjos têm com a gente. As paralelas ruins, peço a Deus por elas, que elas fiquem boas, para lá longe no infinito, quando a gente se cruzar, podermos nos abraçar como linhas convergentes, embora divergentes no modo de pensar.
Eu tenho o dom de juntar as paralelas. Existe um lugar, não no longínquo universo, mas sim dentro de seu próprio peito, onde residem, o bem querer, a boa vontade, a boa intenção, onde as paralelas se encontram.
As peças de um quebra-cabeça se encaixam, não por serem iguais, e sim por serem inversamente proporcionais. Na minha teoria particular sobre a existência, infinito é o coração da gente.

sábado, 29 de novembro de 2014

TINHA QUE SER O CHAVES ?


" Que bonita a minha roupa
   Que roupinha muito louca
   nela é tudo remendado
   não vale nem um trocado,
   mas agrada a quem olhar ".
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" Se você é jovem ainda, jovem ainda, jovem ainda
   amanhã velho será, velho será, velho será
   a menos que o coração sustente
   que a juventude nunca morrerá ".
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Não tenho palavras!!!     " E agora... quem poderá nos defender? ".

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

UM DIA COMO OUTRO QUALQUER?


Poderia ser sim um dia como outro qualquer, mas acabou sendo uma quinta-feira meio diferente. Estávamos em cinco pessoas no carro do trabalho, quando o motorista avistou uma fila de carros, e foi reduzindo até parar. “Será que foi acidente?”, alguém perguntou. “Pode ser blitz”, alguém comentou. Mas não era nada disso, era uma cena que jamais vou esquecer, e nem quero. Um simpático bicho preguiça atravessando a estrada, com aquela lentidão, aquela paciência que todos sabem que lhe é bem própria. O motorista disse: “ Acreditam que é um bicho preguiça atravessando a estrada?”. Eu que não gosto de perder essas coisas desci do carro para ver... e lá estava ela... com aqueles braços longos atravessando para o outro lado, com certeza em busca de comida. Num certo momento, ela olhou de lado, com um dos braços levantados, como quem diz: “Calma, raça humana. Sei que estou atrapalhando vocês, mas vou passar já já. A diferença é que eu não corro como vocês”. Essa imagem foi bem simbólica, emblemática aos meus olhos de poeta. Pensei: “ A natureza freando a correria humana”. Olhei para trás e vi a fila de uns quinze carros, os que chegavam por último buzinavam impacientes, mas quando tomavam conhecimento, se aquietavam, alguns, principalmente mulheres e crianças, tiravam fotos do bichinho que um dia ousou parar o trânsito, a sociedade mecânica, a engrenagem, talvez numa forma de a natureza nos aconselhar para frearmos um pouco essa vida louca, que cessemos um pouco nossas buzinas, nossos atropelos, nossa ignorância, nossa impaciência. Sim, foi assim que eu vi essa cena: uma dica de bem viver dada pela mãe natureza. 'A natureza de Deus!" Como eu gosto de falar essa frase! Evidentemente, todas aquelas pessoas daqueles carros seguiram em frente, a vida tem que continuar, só espero que mais pessoas, como eu, tenham tido a mesma impressão que aquela cena quis mostrar. Não creio que aconteceu à toa, Deus nos envia sinais o tempo todo, eu me orgulho de ter essa antena de sensibilidade, ou essa capacidade de ver de um modo diferente as coisas que aos olhos dos outros parecem normais. No meu mundo, o mundo que eu inventei, é assim. Até lembrei-me de Dona Celina, uma professora da 6ª série que me deu conselhos de mãe ( olha aí eu citando duas vezes a palavra mãe): “ Cuidado com esse mundo que você visualiza dentro de você. Pode se decepcionar”. É verdade, me decepcionei sim algumas vezes, mas eu não sei ser de outro jeito. Obrigado, amiguinho bicho preguiça, entendi seu recado. Obrigado por não deixar minha quinta-feira ser um dia como outro qualquer. Prometo desacelerar nessa estrada da vida, quero deixar a impressão de que fui um passageiro que tornou a viagem um pouco mais agradável.
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Eu diria que nasci para ver essas coisas. E daí? Todas as pessoas viram. Por isso vou adiante: Eu nasci para escrever sobre essas coisas.
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( a foto não é de hoje, é de outubro, mas serve bem para ilustrar o texto. Será que é a mesma? Não duvido. Comigo acontece de tudo )

terça-feira, 25 de novembro de 2014

DESENHANDO COM DEUS



Aquele tempo em que a gente desenhava no céu
deitados nas pedras sob o azul do imenso véu.
Coisa boa de brincar...
Incrível como parecia que nossos dedos chegavam lá,
e tocavam a tela.
Carneirinho, coelhinho,
barco à vela;
cada figura bela,
cada figura estranha.
O castelo virava montanha,
o avião virava disco voador,
qualquer nuvem desgarrada parecia uma flor,
uma águia, um colibri.
Tudo se transformava aos olhos meus.
Um dia eu pensei ter visto o rosto de Deus...
mas o que Deus estaria fazendo ali?... perguntei na minha criancice.
Foi aí que um anjo me disse:
- Ora, o céu é Dele,
mas Ele é tão bom que permite que a gente desenhe nele.
Confesso então um dos maiores segredos meus;
eu ainda gosto de brincar,
e vez em quando volto lá
para fazer uns desenhos com Deus.


( imagem gopixpic.com )