ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

RE-CRIANDO ASAS


(  imagens google -  horadaspoderosas.com  )


 Borboleta de asa partida não precisa rastejar.
 Recria asa imaginária e sai por aí a voar.
Se você como imagino, se despreconceituar,
Venha! Seja bem-vindo... pode me acompanhar.
Se não... Lamento, mas fique tranquilo. Na boa pode ficar.
Vou seguir minha viagem...
 Entre flores, pássaros, abelhas e amores
para com outras borboletas renascer em outras cores,
pois meu nome é coragem.
 Borboleta de asa partida não conta tristezas para desenhar o seu dia.
Borboleta de asa refeita
coleciona as belezas para bordar a existência com as pedras do dia a dia.
Dias lindos e dias tristes fazem parte da jornada,
 mas o dia aponta em riste o dedo pra alvorada.
Alegrias e tristezas se alternam na crucis via,
mas hoje???...
Nada de TRIsteza... Hoje só TRIalegria.

AUTORA -  EDJANE  CUNHA

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

DE TODOS OS MALES



O que é pior?
Não conhecer o amor ou sofrer por amor?
Ser o carrasco ou a vítima do sacrifício?
Ser o sangue no chicote ou as costas no açoite?
Ser a coruja que não conhece o dia,
ou a cotovia que não conhece a noite?
A insegurança do início
ou o desencanto do fim da viagem?
A dureza do concreto ou a fragilidade da miragem?
A doçura do mel ou a agressividade do fel?
A incerteza do teorema ou a tristeza num poema?
O coração vazio ou a cabeça cheia de problemas?
Não dar o perdão ou não ser perdoado?
Importar-se demais ou ser desligado?
Afogar-se nas águas ou nas mágoas?
O sal da lágrima ou do mar?
Derreter as asas ou nunca voar?
O barco que leva quem amamos, ou o barco que chega vazio?
A flor que murchou ou um vulcão sem cio?
Ser o príncipe que não veio, ou o e amado e odiado Don Juan?
De todos os males, prefiro o que me aquece,
a louca lucidez de Peter Pan.
Volto à  minha Terra do Sempre onde tudo acontece
e assim, vou controlando meu afã.