ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

ESSE POEMA É UMA GRAÇA

( imagem  internet  google )
Para seu dia não ficar sem graça...
faça graça...
Sorria de graça...
Abrace de graça...
Seja uma graça.
O rancor é uma traça
que corrompe sua imagem
Mágoa é ferrugem que emperra a engrenagem
e atravanca a viagem
dos que insistem em ficar sozinhos.
Debaixo da ponte, a água passa
e não movem mais moinhos.
Então venha...
Sorrir é a senha!
siga-me de graça
que eu estou indo para a praça
mostrar o dom que eu ganhei de graça...
Ah , esse poema é uma graça!
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Eu até já havia escolhido uma imagem para esse poema, mas ao ver essa do filme “ Patch Adams: O Amor Contagia”, não resisti. Um super filme de história verídica, protagonizada por esse grande ator Robin Williams a quem aproveito para homenagear. Em tempos de divisões, de rachas, de bombas e heresias, de escuridão, de coisas chulas, fúteis e banais, com muita alegria e orgulho, eu declaro: ESTOU NA CONTRAMÃO!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

INS - PIRAÇÃO

( imagem internet - google )

Uma fonte deliciosamente estranha.
Quando penso que secou... ela se assanha.
Às vezes fica quieta, despretensiosa,
e repente vai à forra, jorra generosa,
me dá um banho de emoção,
e eu posso de novo compor.
É pura como a flor,
e explode como vulcão
Com sua lava, lava tudo o que for repressão.
Quando penso que já vi tudo,
vivi por tudo, ou morri por tudo,
ela se renova, e põe à prova o que preciso dizer
do meu jeito lúdico de ser.
Cada vez que ela brota e desliza
tudo em mim se ameniza.
Mostra uma aura que me acompanha desde que nasci,
não fui quem a escolhi,
já nasceu comigo no meu leito
e fez para sempre morada em meu peito.
Inspiração...
É quando eu saio de mim e vou à outra dimensão
buscar flores para plantar em cada coração.
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Sensacional essa imagem. Diz exatamente o que penso. O poeta não faz poesia, apenas a transpõe para o mundo terreno, ela está pronta em alguma dimensão esperando que alguém lhe sirva de ponte. O poeta tem essa antena.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O REI DO MARKETING

(  imagem facildilmais.com )

O novo Rei do Marketing não é o Bill Gates. Também não é o cara que criou o facebook. Sabe aquele domingão bonito quando as famílias se reúnem? Umas se reúnem à mesa, outras preferem um churrasco no quintal, outras uma feijoada, uma moqueca, enfim, domingo é dia de família. Mas, aquele foi um domingo diferente. Quando toda a vizinhança preparava seu domingo, cada um na sua particularidade, uma perua , com uma placa = OVOS 3,00 A DÚZIA, estacionou, e dali uns minutos, num alto-falante bem ensurdecedor e rouco, começou a propaganda. O pior é que o cara tinha uma voz chata ( parece alguém que eu conheço rs rs... já vem eu com minhas gracinhas ), e anunciava bem ao estilo Chacrinha, fazendo rimas, tipo: “Bom dia, meu povo... venha comprar ovo”. “Alô, Dona Maria, venha com alegria. O carro do ovo está passando de novo”. “Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?: Não importa, só não pode faltar ovo na sua cozinha”. Cada uma pior que a outra. Até que no início, as pessoas em suas casas acharam engraçado, mas com o tempo foram se chateando, se enchendo daquilo, o cara não parava de gritar. “Ovo cozido, ovo frito. Tanto faz, com ovo seu prato fica mais bonito”. “Ovo mole, ovo duro. Ovo é saúde no seu futuro”. As pessoas começaram a comentar: “Esse cara já tá enchendo. Ele não cansa? Tá perturbando nosso churrasco”. “Comer uma feijoada dessas ouvindo isso, ninguém merece”. “Alguém precisa mandar esse cara parar”. Seu João chegou da janela do apartamento, e gritou: “Ô filho de Deus. Para com esse berreiro aí. Tá enchendo o saco”. Até Cristina, bonita, simpática, sempre calminha, paciente, abaixou o fogo do frango com quiabo, e chegou à janela. “Ô moço... por favor. Está estragando nosso domingo”. Ele nem deu “ligança” ( existe essa palavra? Agora existe rs rs )... no português oficial, ‘não ligou, não se importou’. Teve um que até ameaçou chamar a polícia, mas “a polícia deve estar ocupada com coisa mais séria”, alguém disse. Única coisa que o homem respondeu lá de baixo, foi: “Vocês já estão almoçando... e eu estou tentando ganhar meu almoço”. E continuou com seu carro de som. Até que alguém, duas horas depois, bastante irritado, jogou um ovo lá de cima, bem na cabeça do homem. “Você fala tanto de ovo que ganhou um na cabeça rá rá rá”. Ele não disse nada, apenas limpou, e continuou a gritar. O que havia jogado se surpreendeu por ele não ter reclamado. “Ah, não liga não? Pois tome outro”... e arremessou mais um, de novo na cabeça dele. Bom de mira o rapaz. Os vizinhos perceberam e começaram a rir, e o atirador de ovos gritou para todos. “Veja, gente. Ele gosta tanto de ovo que não se importa que se atire ovos nele. Vamos, joguem também”. Lá embaixo, ele continuava a gritar. A vizinhança gostou da brincadeira, e aderiu... e tome ovada. Cada um jogava, um após o outro, até as crianças, o homem foi se melecando todo, o teto da perua também, o asfalto. Uma verdadeira chuva de ovos. Todos gargalhavam, mas ele não se calava. E tome gritaria no alto-falante, e como estava divertido os moradores só pararam de atirar ovos quando perceberam que não tinham mais em casa, e assim, a brincadeira esfriou... mas o danado gritou até perceber que as pessoas se aquietaram em seus lares. Deixou a perua ali mesmo, foi até uma pensão, tomou um banho, trocou de roupa, jantou, e voltou ao carro que também lhe servia de hotel. Epa... por que preferiu dormir no carro desprezando o conforto da pensão? Veremos já. Às 06:00h em ponto acordou, espreguiçou, e mudou a placa de venda, para: OVOS 5,00 A DÚZIA. O ar da rua estava impregnado de fedor de ovo. Agora a hora da virada. O primeiro rapaz que lhe atirou ovo, precisava tomar café, apreciava ovos mexidos, mas não tinha mais na geladeira, afinal jogara todos na cabeça do homem, teve que dar o braço a torcer, desceu, envergonhado pediu desculpas, e pediu uma dúzia de ovos, mas assustou-se com o preço. “Ontem não era 3,00 reais? Hoje já são 05,00 reais?”. O vendedor respondeu. “Sabe como é, as coisas mudam de repente na vida, inclusive os preços”. Não teve jeito, levou assim mesmo. E assim foi com Cristina que precisava fazer um macarrão pro filhão almoçar, foi assim com seu Joaquim que gostava muito de pão com ovo, e com Dona Iracema que queria fazer um bolo, e etc etc etc. Por fim, a perua que chegou lotada até em cima, ficou vazia, ele vendeu todos os ovos. Os moradores ficaram nas janelas com aquela cara de “ hein? ”, olhando a perua se afastar até que ela dobrasse a esquina. E lá foi ele com os bolsos estufados de dinheiro, perturbar outra vizinhança.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

sábado, 17 de janeiro de 2015

LIBERDADE DE EXPRESSÃO OU DESRESPEITO RELIGIOSO?







Lamento demais o ataque terrorista na França, é de uma covardia extrema, mas há que se pensar  nos dois lados.   Todos  sabemos o quanto aquela gente é radical, fanática  pelo seu islamismo, por sua  “guerra santa”, e se sabemos, devemos deixá-los quietos no seu mundo oriental particular.  A revista vinha fazendo charges irônicas, difamatórias, esdrúxulas,  ridicularizando o   profeta Maomé por quem eles têm adoração. Evidentemente, o radicalismo tem que ser  abominado, mas os ocidentais se acostumaram a desrespeitar  as tradições, as instituições, as religiões, acontece que os povos  do Oriente Médio  não, não abrem mão de sua história, e não suportam o Ocidente se metendo em suas vidas. Lembro-me da primeira guerra EUA X Iraque, quando  o presidente americano era o Bush pai. O governo brasileiro andou conversando umas coisas,  e recebeu um recado do Saddam para que o Brasil não se metesse numa guerra que não era sua. Felizmente , O Brasil parou de dar pitaco. Politicamente falando, o Ocidente não é igual ao Oriente , principalmente o Oriente Médio, eles não têm uma identidade política e/ou social, aquilo lá é uma colcha de retalhos, funcionam como tribos, como é desde os tempos de Cristo, não adianta o Ocidente querer fazer uma democracia ali , como também não adianta na Coreia e na China, eles não engolem o capitalismo. Reclamar  de covardia?  Não vi a imprensa mundial  dizer que foi covardia a entrada dos EUA no Iraque sob pretexto de encontrar armas nucleares, e acabaram matando mulheres e crianças. Entrada essa autorizada pela ONU, que se daria também na Coreia, que respondeu: “Aqui não. Estamos prontos para o conflito”. Felizmente, os EUA que não temem a ninguém, temeram, recuaram, senão estaríamos a um passo de uma guerra nuclear, pois a Coreia é uma potência bélica. Sobre o terrorismo, podemos dizer que usam o pretexto de “guerra santa” para semearem o terror, até concordo, então que o ocidente não dê a eles o pretexto, pois ver o profeta Maomé ridicularizado era tudo o que eles queriam para fazer o que fizeram. Foi mais uma burrice ocidental. A provocação da revista  justifica o que eles fizeram? Não, não justifica, mas explica. Aliás, nada justifica e tudo justifica ao mesmo tempo, pois sou católico, e não gostaria de ver a Bíblia rasgada, ou as tradições católicas virarem piada. E assim, vamos justificando uma violência com a outra, num efeito dominó. Desde quando desrespeitar a religião do outro é liberdade de expressão? Como disse acima, os orientais levam muito a sério as religiões, as tradições, enquanto o ocidente esculhamba com tudo, por exemplo, já vi nos carros alegóricos  dos carnavais do Brasil, fantasia de Jesus Cristo desfilando pelado, vi a Virgem Maria em poses sensuais. Sobre os terroristas não adianta matá-los, pois proliferam como piolhos. Mataram Bin Laden... e daí? O terrorismo acabou? Claro que não, eles têm uma ideologia forte, arraigada em seu solo: matam   um, põem outro no lugar. Portanto, sugiro ao  Ocidente: Deixem o  Oriente em paz, no canto  deles , senão ano após ano veremos tragédias como essa que nos chocou mais uma vez.
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Piada mesmo  é o Brasil  falar de liberdade de expressão. Um país onde um humorista perde o emprego porque fez uma  piada , diria sem maldade, com o  nome de uma cantora ( cantora???). Um país onde o filme do Tim Maia passa alterado na tevê porque teve um problema com Roberto Carlos. Ora, Roberto Carlos é humano,  é um cara querido de todos, pode ter errado, e num dia infeliz, esnobou o grande Tim, essas coisas são normais, ninguém é bem humorado o tempo todo. O fato não foi cortado no filme original, mas para passar na tevê só com cortes. Tem que vender a imagem de bonzinho a vida toda?  
Um país onde o rei da música só canta numa emissora. Vão dizer, ‘mas é contrato’, eu respondo, contrato que as duas partes assinam. Se eu sou o rei, eu canto onde eu quiser, a emissora que tem se curvar a mim.  Um  país onde artistas que lutaram contra a censura, proíbem biografias de suas  carreiras. Onde programas de entrevistas, primeiro mandam ao entrevistado as perguntas, para ele ver, quais ele quer e quais não quer   responder.
Um país onde a classe jornalística que se diz unida e forte, assistiu inerte  a apresentadora do SBT Rachel Sheerazade ser censurada, afastada e até processada por dar sua opinião. Onde estavam os levantadores de bandeiras? O Brasil tem tantos levantadores de bandeiras. Desculpem-me... meu conceito de liberdade de expressão é outra.
Só não deixo de ressaltar: Respeitemos as tradições de outros povos e as opiniões   contrárias.  Façamos críticas ... com respeito. O jornalismo tem que ter responsabilidade. E aposto que tem um monte de jornalistas no Brasil e no mundo querendo dizer exatamente o que eu disse... mas eles não podem... porque todo mundo tem que pensar igualzinho... porque eles não têm LIBERDADE DE EXPRESSÃO!
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Ao povo francês... minhas condolências.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Folia de reis - Baiano e os Novos Caetanos




O sinal da estrela avistada no horizonte, é uma dica: olhemos para o futuro, para o novo. E o Nascimento de Jesus, foi o fato novo na história. Benditos os Reis Magos que reverenciaram esse momento.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

TODO MUNDO PODE SER PETER PAN




 
Depois de resistir a muitos conselhos, o rapaz resolveu procurar o psicanalista, mais para que os deixassem quieto do que por necessidade. O doutor, leu a ficha com estranheza, e perguntou: “Qual o seu nome?”. De forma natural, respondeu: “Peter Pan”. O doutor repetiu: “Ah, Peter Pan... o menino que se recusa a crescer. É por isso que veio aqui, não é?”. Ele afirmou com a cabeça, mas contrariou depois: “Não sei bem se foi por isso, me falaram tanto que acabei vindo, pelo menos para ver como é falar com um analista”. Prosseguiu o doutor: “Quero que me responda algumas perguntas. Por que se acha Peter Pan? De onde esse Peter Pan veio? Desde quando? Qual sua idade real? Ou melhor quais as suas duas idades, a real e a que você pensa ter?”. Com tranquilidade de quem flutua, o rapaz começou a responder: “Todo mundo pode ser Peter Pan. Acho que sou  Peter Pan desde sempre, desde que me entendo por gente, desde que minha mente armazenou a primeira memória, desde que passei a observar os pássaros, a lua, o sol, as estrelas, as plantas. Eu não tenho somente duas idades, eu tenho todas as idades que quero ter, tudo é possível no mundo que eu criei. Eu criei um mundo onde ninguém pode me machucar. Por que sou Peter Pan? Porque não gosto nadinha desse mundo material, concreto, pois o abstrato tem coisas mais lindas. Não é porque tem nome abstrato que não existe. Tudo existe, basta a gente fechar os olhos. De onde eu vim? Eu não vim de lugar nenhum, eu habito na Terra do Sempre”. Cada vez mais curioso e intrigado ia ficando o psicanalista. “Bem, eu conhecia como Terra do Nunca. E que benefícios isso tem trazido a você? Não imagina que pode estar fadado à solidão?”. Sempre com respostas e tom suaves, ele disse: “Depende, doutor, do seu conceito de solidão. Vejo multidões nas ruas e ninguém se fala, isso para mim é solidão. E eu não estou sozinho no meu mundo, outras pessoas como eu, habitam nele, poucas mas existem. Felizmente eu não sou o único que fecha os olhos e viaja, não sou o único que vê poesia a todo momento, que acredita num outro tempo, que em alguma dimensão haja uma maneira melhor de ver e entender as coisas. Não, doutor, não me sinto na contramão, também não sei se o mundo está, mas eu não tenho necessariamente que seguir o mundo. Os benefícios disso? Ah, doutor, são tantos! Conheço lugares lindos que o olho humano não tem tempo nem sensibilidade de ver. Eu falo com anjos, sou amigo deles. Falo com os animais. Já fui à lua, já toquei até o sol, dormi nas estrelas. Nas dimensões aonde vou me ensinaram a perdoar, a querer bem, aprendi o desprendimento, a valorizar o que se tem em mãos em vez de chorar o que foi perdido. O que foi perdido, não se perdeu, na verdade nunca nos pertenceu, por isso não está mais aqui”. O doutor abaixou a cabeça por instantes, pensando, “O caso é mais grave do que eu pensei”, e não hesitou em comentar: “Só falta agora você dizer que também tem uma Sininho”. O rapaz sorriu com olhos de criança. “E não é que o senhor acertou? Claro que eu tenho a minha Sininho... e ela é linda. A gente voa de mãos dadas”. O psicanalista acabou soltando em voz alta. “Pronto, agora danou-se”. E completou: “Olha, eu poderia lhe internar, mas não o farei, se na semana que vem você me trouxer sua Sininho, quero conhecê-la”. Prontamente o rapaz concordou, e foi liberado, ante aos olhos do médico que com certeza queria mesmo era falar com alguém que o conhecesse, para estudá-lo melhor. Pois na semana seguinte, lá estava ele de mãos dadas com a namorada, e quando o médico perguntou seu nome, disse logo: “Meu nome é Sininho”. “Um problemão em dose dupla”, pensou o médico, que fez com ela praticamente a mesma entrevista que havia feito com Peter Pan, e  ouviu também as mesmas respostas. Emendou mais uma pergunta: “Desde quando vocês são Peter Pan e Sininho?”. Responderam uníssonos: “Desde quando aprendemos a ver  as coisas de um modo diferente”. O doutor se admirou com a sintonia bonita que havia entre os dois. “Bem, vocês vivem num mundo que até pode ser fantasioso, mas é fantástico. São felizes assim, e não serei eu a impedir isso. ‘Melhor a pureza do sonho que a dureza da realidade’, já li isso num certo poema chamado ‘Ícaro Moderno’, de um outro rapaz que já esteve aqui. Estão liberados”. Peter Pan piscou o olho para Sininho, e nos poucos segundos em que o doutor abaixou a cabeça e escrevia fechando o prontuário, o casal desapareceu. Ele correu à secretária na recepção:  “Você viu aquele casal passar aqui?”.  “Não, doutor! Eles entraram no consultório e não os vi mais”. Rapidamente ele voltou ao consultório... a janela estava aberta. Correu até lá e pôde ver no horizonte: os dois voavam, bailavam de mãos dadas, faziam evoluções diversas no espaço. Com pedaços  de nuvens, escreveram no céu: ‘ TODO MUNDO PODE SER PETER PAN ’. O doutor sorriu e chorou ao mesmo tempo, por poder  vislumbrar como são felizes os que habitam a Terra do Sempre... e pela possibilidade de também se tornar Peter Pan. 
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E assim eu começo o meu ano... acreditando nas possibilidades.