ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

sábado, 21 de fevereiro de 2015

AMOR DE MANHÃ


O amor me acordou
O amor me chamou,
me disse bom dia.
O amor se deitou
em mim se enroscou,
e me fez poesia.
O amor me envolveu
me chamou de seu,
e me fez sintonia.
O amor nem pediu,
o amor me despiu,
e a gente sorria.
Meus lençóis, o amor bagunçou
em minha cama ficou,
ele fez moradia.
O amor é meu sol,
meu perfeito arrebol,
ele abre o meu dia.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

AS PASTORINHAS - ( NOEL ROSA )


A estrela d'alva no céu desponta
E a lua anda tonta com tamanho esplendor
E as pastorinhas pra consolo da lua
Vão cantando na rua 
lindos versos de amor.
Linda pastora morena da cor de madalena
Tu não tens pena de mim
Que vivo tonto com o teu olhar
Linda criança tu não me sais da lembrança
Meu coração não se cansa
De sempre sempre te amar.
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ANTIGAMENTE ATÉ AS MÚSICAS DE CARNAVAL ERAM MAIS BONITAS. ESSA É UMA LINDA POESIA. NOEL ROSA ERA UMA GRANDE COMPOSITOR.
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domingo, 1 de fevereiro de 2015

MY FRIEND THE WIND - DEMIS ROUSSOS


Uma homenagem a esse grande cantor Demis Roussos que faleceu nessa semana.
Tinha várias belas canções, mas essa é minha favorita, letra e melodia lindas.
Lembro-me  do  meu irmão falecido Benedito que também a apreciava muito. Anos 70, tempos dos bailes... que não voltam nunca mais.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

UM SONHO QUASE ENGRAÇADO




Não sei dizer se esse foi um sonho engraçado, até porque vou adiantar, o final foi meio frustrante, mas o “durante” foi incrível. O programa era o Domingão do Faustão, era fim de ano, lá pelo dia 15 de dezembro, e havia um grande concurso nacional para escolher o melhor livro do ano. Estava tudo tão nítido, tão forte, as moças do palco dançando, a plateia colorida, os artistas como jurados, o Faustão falando sem parar, e eu estava entre os cinco finalistas do concurso. Faustão falou com cada um pedindo que se apresentasse, que falasse de si, de sua obra, os planos e tal, eu estava entre emocionado e tímido, mas cheio de vontade,  afinal era minha oportunidade de falar ao Brasil, falei umas coisas que nem sei mais, mas lembro que o Faustão gostou... e o melhor, a plateia quase toda torcendo por mim. No final, quando ele anunciou, desse jeitinho: “ Atenção, galera! E agora vamos conhecer o grande vencedor do CONCURSO NACIONAL DE LIVROS DE 2015”, foi aí que eu acordei. Sabe aqueles sonhos que a gente fecha os olhos rapidinho para ver se o sonho volta? Eu fiz, mas não adiantou rs rs. Foi frustrante acordar. Nem sei se eu seria o vencedor no sonho, não foi essa a maior frustração, e sim, ver que um concurso nacional de literatura na tevê, só mesmo em sonhos. O estranho é que antes de sonhar nessa noite, eu já havia vislumbrando essa cena, porém com final feliz, é um desejo meu, acho que de tanto desejar, acabei sonhando com a cena quase idêntica. Acho que nunca vai acontecer. Mas nem culpo somente as emissoras, culpo também as pessoas, pois é bem capaz de se fazer um concurso desses em rede nacional, e não dar audiência, porque as pessoas gostam de sexo, de porrada, de futilidades. E vivem reclamando da violência nas ruas, que as relações não são mais as mesmas, que não há mais amor,  amizade, que não há mais cavalheirismo e gentilezas, que estão deprimidas. Reclamam de tudo isso, mas não cuidam para que não aconteçam. Essas coisas são cultuadas todos os dias na tevê.
Depois de fazer minha oração matinal de costume, lembrei-me de novo da frustração do sonho não terminado, e sentado em minha cama, chorei um pouquinho, mas não me permiti ficar triste, isso é normal, tenho muitos sonhos de olhos abertos a cumprir... tenho andado assim, meio emotivo, nos últimos quarenta e poucos anos.
Eu e meus sonhos. Quem vai parar?

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

ESSE POEMA É UMA GRAÇA

( imagem  internet  google )
Para seu dia não ficar sem graça...
faça graça...
Sorria de graça...
Abrace de graça...
Seja uma graça.
O rancor é uma traça
que corrompe sua imagem
Mágoa é ferrugem que emperra a engrenagem
e atravanca a viagem
dos que insistem em ficar sozinhos.
Debaixo da ponte, a água passa
e não movem mais moinhos.
Então venha...
Sorrir é a senha!
siga-me de graça
que eu estou indo para a praça
mostrar o dom que eu ganhei de graça...
Ah , esse poema é uma graça!
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Eu até já havia escolhido uma imagem para esse poema, mas ao ver essa do filme “ Patch Adams: O Amor Contagia”, não resisti. Um super filme de história verídica, protagonizada por esse grande ator Robin Williams a quem aproveito para homenagear. Em tempos de divisões, de rachas, de bombas e heresias, de escuridão, de coisas chulas, fúteis e banais, com muita alegria e orgulho, eu declaro: ESTOU NA CONTRAMÃO!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

INS - PIRAÇÃO

( imagem internet - google )

Uma fonte deliciosamente estranha.
Quando penso que secou... ela se assanha.
Às vezes fica quieta, despretensiosa,
e repente vai à forra, jorra generosa,
me dá um banho de emoção,
e eu posso de novo compor.
É pura como a flor,
e explode como vulcão
Com sua lava, lava tudo o que for repressão.
Quando penso que já vi tudo,
vivi por tudo, ou morri por tudo,
ela se renova, e põe à prova o que preciso dizer
do meu jeito lúdico de ser.
Cada vez que ela brota e desliza
tudo em mim se ameniza.
Mostra uma aura que me acompanha desde que nasci,
não fui quem a escolhi,
já nasceu comigo no meu leito
e fez para sempre morada em meu peito.
Inspiração...
É quando eu saio de mim e vou à outra dimensão
buscar flores para plantar em cada coração.
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Sensacional essa imagem. Diz exatamente o que penso. O poeta não faz poesia, apenas a transpõe para o mundo terreno, ela está pronta em alguma dimensão esperando que alguém lhe sirva de ponte. O poeta tem essa antena.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O REI DO MARKETING

(  imagem facildilmais.com )

O novo Rei do Marketing não é o Bill Gates. Também não é o cara que criou o facebook. Sabe aquele domingão bonito quando as famílias se reúnem? Umas se reúnem à mesa, outras preferem um churrasco no quintal, outras uma feijoada, uma moqueca, enfim, domingo é dia de família. Mas, aquele foi um domingo diferente. Quando toda a vizinhança preparava seu domingo, cada um na sua particularidade, uma perua , com uma placa = OVOS 3,00 A DÚZIA, estacionou, e dali uns minutos, num alto-falante bem ensurdecedor e rouco, começou a propaganda. O pior é que o cara tinha uma voz chata ( parece alguém que eu conheço rs rs... já vem eu com minhas gracinhas ), e anunciava bem ao estilo Chacrinha, fazendo rimas, tipo: “Bom dia, meu povo... venha comprar ovo”. “Alô, Dona Maria, venha com alegria. O carro do ovo está passando de novo”. “Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?: Não importa, só não pode faltar ovo na sua cozinha”. Cada uma pior que a outra. Até que no início, as pessoas em suas casas acharam engraçado, mas com o tempo foram se chateando, se enchendo daquilo, o cara não parava de gritar. “Ovo cozido, ovo frito. Tanto faz, com ovo seu prato fica mais bonito”. “Ovo mole, ovo duro. Ovo é saúde no seu futuro”. As pessoas começaram a comentar: “Esse cara já tá enchendo. Ele não cansa? Tá perturbando nosso churrasco”. “Comer uma feijoada dessas ouvindo isso, ninguém merece”. “Alguém precisa mandar esse cara parar”. Seu João chegou da janela do apartamento, e gritou: “Ô filho de Deus. Para com esse berreiro aí. Tá enchendo o saco”. Até Cristina, bonita, simpática, sempre calminha, paciente, abaixou o fogo do frango com quiabo, e chegou à janela. “Ô moço... por favor. Está estragando nosso domingo”. Ele nem deu “ligança” ( existe essa palavra? Agora existe rs rs )... no português oficial, ‘não ligou, não se importou’. Teve um que até ameaçou chamar a polícia, mas “a polícia deve estar ocupada com coisa mais séria”, alguém disse. Única coisa que o homem respondeu lá de baixo, foi: “Vocês já estão almoçando... e eu estou tentando ganhar meu almoço”. E continuou com seu carro de som. Até que alguém, duas horas depois, bastante irritado, jogou um ovo lá de cima, bem na cabeça do homem. “Você fala tanto de ovo que ganhou um na cabeça rá rá rá”. Ele não disse nada, apenas limpou, e continuou a gritar. O que havia jogado se surpreendeu por ele não ter reclamado. “Ah, não liga não? Pois tome outro”... e arremessou mais um, de novo na cabeça dele. Bom de mira o rapaz. Os vizinhos perceberam e começaram a rir, e o atirador de ovos gritou para todos. “Veja, gente. Ele gosta tanto de ovo que não se importa que se atire ovos nele. Vamos, joguem também”. Lá embaixo, ele continuava a gritar. A vizinhança gostou da brincadeira, e aderiu... e tome ovada. Cada um jogava, um após o outro, até as crianças, o homem foi se melecando todo, o teto da perua também, o asfalto. Uma verdadeira chuva de ovos. Todos gargalhavam, mas ele não se calava. E tome gritaria no alto-falante, e como estava divertido os moradores só pararam de atirar ovos quando perceberam que não tinham mais em casa, e assim, a brincadeira esfriou... mas o danado gritou até perceber que as pessoas se aquietaram em seus lares. Deixou a perua ali mesmo, foi até uma pensão, tomou um banho, trocou de roupa, jantou, e voltou ao carro que também lhe servia de hotel. Epa... por que preferiu dormir no carro desprezando o conforto da pensão? Veremos já. Às 06:00h em ponto acordou, espreguiçou, e mudou a placa de venda, para: OVOS 5,00 A DÚZIA. O ar da rua estava impregnado de fedor de ovo. Agora a hora da virada. O primeiro rapaz que lhe atirou ovo, precisava tomar café, apreciava ovos mexidos, mas não tinha mais na geladeira, afinal jogara todos na cabeça do homem, teve que dar o braço a torcer, desceu, envergonhado pediu desculpas, e pediu uma dúzia de ovos, mas assustou-se com o preço. “Ontem não era 3,00 reais? Hoje já são 05,00 reais?”. O vendedor respondeu. “Sabe como é, as coisas mudam de repente na vida, inclusive os preços”. Não teve jeito, levou assim mesmo. E assim foi com Cristina que precisava fazer um macarrão pro filhão almoçar, foi assim com seu Joaquim que gostava muito de pão com ovo, e com Dona Iracema que queria fazer um bolo, e etc etc etc. Por fim, a perua que chegou lotada até em cima, ficou vazia, ele vendeu todos os ovos. Os moradores ficaram nas janelas com aquela cara de “ hein? ”, olhando a perua se afastar até que ela dobrasse a esquina. E lá foi ele com os bolsos estufados de dinheiro, perturbar outra vizinhança.