ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

segunda-feira, 4 de junho de 2018

AS COISAS MAIS LINDAS QUE JÁ OUVI.


Quando era bem jovem eu acreditava no poder da poesia para transformar pessoas e até o mundo. Não que hoje eu não acredite, é que a realidade nos puxa do sonho, e a gente vê que não é bem assim, principalmente num país onde a cultura não tem muito espaço, aliás, o mundo inteiro anda muito duro. Mas de repente aquela luzinha no fim do túnel brilha de novo, e a gente sonha mais uma vez. Graças a Deus que a gente ainda pode sonhar. Eu tenho muitos sonhos contidos num sonho só, um sonho maior que engloba todos os outros: Ver meus livros nas escolas do Brasil, nas mãos de crianças, motivando os sonhos delas. Talvez eu não consiga realizar isso, o que me deixa um pouco triste, mas de novo a famosa luzinha acende, e brota em mim um sorriso jovial. Quando uma mãe chega a um poeta, e diz: “Meu filho é seu fã. Sua poesia transformou meu filho, mudou o modo de ele ver o mundo”... quando um amigo diz: “É a primeira vez que leio um livro todo, li porque era o seu livro”... quando uma idosa diz: “nunca deixe de escrever, é o dom mais lindo que Deus colocou em você, é a sua essência”... quando a mãe de um amigo diz: “Você tem uma coisa especial que eu não sei definir, só sei que eu gosto de você, você é diferente”... quando uma professora diz: “amo minhas filhas, não tive a felicidade de ter um filho homem, mas se tivesse gostaria que ele fosse você. Você não precisa aprender a desenhar, você já é uma pintura”. Quando a gente olha para trás, e recorda tudo isso, a gente vê que o sonho foi realizado sim, não de forma ampla e geral como gostaria, mas vou citar uma frase do grande Gandhi que me consola e anima, e que é mais ou menos assim: “Ainda que você tenha melhorado uma só pessoa, você já terá melhorado o mundo”.
Quando era um jovem sonhador, eu usava uns bordões que me seguem até hoje:
A POESIA ME APROXIMOU DAS MELHORES PESSOAS!
ALGUÉM LÁ EM CIMA GOSTA MUITO DE MIM!
A POESIA ME TROUXE ATÉ AQUI!
Por isso, eu digo: A poesia é a melhor roupa que tenho!
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( imagem Pinterest )

sexta-feira, 30 de março de 2018

sexta-feira, 9 de março de 2018

NUNCA MAIS VOU NAMORAR A LUA!


Senhorita Lua, não me olhe assim. Por que está a me cortejar? Fica no alto desse imenso céu, vestida de branco parecendo uma noiva, piscando para mim. Eu não quero namorar com você. Não, não é por causa de suas fases, eu sei que é inconstante, tem dia que está cheia, resplandecente, no outro dia está minguante, mas não é por isso, isso é normal numa alma feminina. Confesso que eu também tenho dias assim. Eu não quero namorar você porque você é a musa de todos, e eu não vou saber conviver com a ideia de que outros vão ficar olhando para você, ainda mais que você é tão linda, suspensa no céu para todo mundo ver. Acha que vou suportar seresteiros cantando aquelas canções românticas se declarando a você? Eu já estou sabendo que milhares de poetas já lhe fizeram poemas. Os cantadores, os compositores. Até os pintores... você é a Mona Lisa de todos os pintores. Os navegantes em alto mar se deleitam de sua luz. Os boêmios que parecem não querer nada com nada, cambaleiam pelas ruas, ficam lhe paquerando como se você fosse uma amada amante noturna. Os insones, na falta de companhia é com você que vão se consolar, como se seu colo fosse um divã para os solitários. Até os astronautas... esses são piores porque chegam aí bem pertinho, fincam até bandeiras no seu coração, como se fossem donos de você. Só teria um jeito de a gente namorar: se eu pudesse esconder você. Mas seria muito egoísmo, não é? Não, Senhorita Lua, reconheço sua beleza, mas eu não quero namorar você... porque eu tenho ciúmes. Mas, de vez em quando venha me ver... porque de todos os apaixonados, eu sou o que mais ama você.
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( imagem lecocq.wordpress.com – google )

sábado, 3 de março de 2018

MELZINHO NA CHUPETA.


A cirurgia do Neymala vai ter transmissão ao vivo com Gavião Bueno... depois da novela. Como é mesmo o nome da novela? Esqueci... Ah... O outro lado do paraíso (ou seja, o inferno) Se o médico barrar a entrada, ele vai perguntar: “Pode isso, Arnaldo?” ao que Arnaldo vai responder: “Pode não. A regra é clara. A Rede Lobo pode tudo no Brasil”. O Gavião grita: “Haaaaja coração”. Aí vem o Nasa Grande: “Eu acho que o doutor podia cortar um pouquinho mais pra dentro, pro dedo dele não ficar muito feio. Não precisa ficar expondo cicatriz do rapaz”. O Gavião rebate (de praxe): "Se ficar cicatriz, ele pode fazer uma tatuagem em cima". E se ele chorar, a Bruna dá de mamar: Essa é a melhor parte.
Ah, e o doutor nem precisa declarar a cirurgia no imposto de renda, a receita perdoa, como perdoou os 250 milhões do Neymala. MELZINHO NA CHUPETA... deles. Nós não temos nem chupeta, temos que chorar sem consolo.
Nenhuma surpresa, é só o Brasil sendo Brasil.
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( direitos da imagem: imgrum.org )

domingo, 18 de fevereiro de 2018

10 ANOS DE BLOG!




Puxa, como passam rápido 10  anos! Fiz questão de colocar o numeral justamente para enfatizar: 10! Não sei fazer aquelas imagens comemorativas, mas sintam-se todos abraçados.  Quando o blog surgiu foi uma grande e gostosa novidade, ainda me lembro quando um amigo me disse: “Você é poeta, escritor, tem uns trabalhos legais, devia ter um blog. Você vai gostar”. Eu nem sabia direito o que era um blog, fui conhecer e não parei mais. Aqui eu postei emoções em forma de poemas e textos, contei muitas histórias, meus contos que eu amo escrever, meus contos são minhas viagens siderais. Falei de sonhos, alegrias e até de tristezas. Coloquei opiniões e críticas políticas e sociais, falei sobre meus filmes preferidos, livros, músicas, imagens, aventuras, piadas... brinquei até de fazer novelas. Era divertido ver as pessoas pedindo para colocar um final feliz nas novelas, tinha gente pedindo para mudar isso ou aquilo, alguns se diziam ansiosos para chegar o outro dia para ver o final. Chegava a dar até quarenta comentários. Eu me sentia um Dias Gomes rs rs. É verdade que hoje é bem menos, pode ser que o blog tenha mesmo perdido um pouco de força, mas ele ainda tem seu charme, é mais didático que as outras redes sociais, mais inteligente, mais sério, por isso, reconhecendo que eu mesmo já não publique grande quantidade como antes, volto a frisar que esse blog jamais será fechado ou abandonado, pois é aqui que gosto de transmitir e compartilhar minhas emoções. E claro, também ler as emoções dos amigos que me seguem e que eu sigo. É muito boa essa troca de energias entre os blogueiros. A todos os que passaram por aqui, aos antigos que ainda estão, e aos mais recentes, eu digo: GRATIDÃO!!! Segue a viagem...

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

CAVALGANDO COM O AMOR!


A menina estava tão feliz, mas tão feliz, sentindo-se solta e atrevida, que resolveu cavalgar. Subiu naquele cavalo como se fosse dona, a maior, a mais ousada amazona do mundo; agarrou-se à crina da montaria, e galopou tanto, tanto, tanto, numa velocidade incrível, que foi parar no topo do mundo. Ela estava em êxtase, muito Zen. Começou de manhã passando entre os pássaros e as nuvens, passou à direita do sol e nem sentiu calor, pois o seu próprio calor era maior. Transpassou o crepúsculo, invadiu a noite, ofuscou estrelas, chamou a lua de irmã, pois brilhavam de forma igual, a própria lua lhe disse: “É isso, aí ,menina. Cavalgue mesmo. Vá ser feliz” Só não se sabia se era ela quem domava o cavalo ou se era o cavalo que a domava. Ou seria uma terceira opção: os dois estavam em cumplicidade, a cada movimento dela o cavalo pulava também, e assim, a cavalgada foi uma perfeita harmonia, um sincronismo, e o galope só aumentava. Ela gostando de montar, ele gostando de ser montado. Ela era só sorrisos, o cavalo relinchava de volta demonstrando parceria, um empate de energias. O que ela buscava? Nada, ela já havia encontrado. Por que a menina estava tão feliz? Só ela sabe... acho que o cavalo também. Diz a lenda que foi a cavalgada mais linda e mais longa do de todos os tempos. Melhor não apostar, pois a menina cavalga muito bem, e pode se superar. E o cavalo estará pronto!

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imagem  ( fotosearch )

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

EMBALOS DE SÁBADO À TARDE.


Enquanto o mundo se desentendia, a gente se entendia por aqui. Enquanto tudo se desarrumava lá fora, entre atritos e conflitos disso e daquilo, aqui dentro a gente desarrumava nossa cama. Enquanto o mundo gritava, chorava ou sorria, a gente murmurava palavras que só a gente entende. Enquanto o mundo inventava coisas de tecnologia, viagens espaciais e tudo o mais, a gente inventava nossas doces maluquices, fizemos de nossa cama um cometa flamejante, e nele atravessamos o mundo até chegar ao planeta Vênus. Tudo isso sem sair do lugar. E quem disse que para viajar é preciso sair do lugar? Num quarto, numa solidão a dois, numa auto reclusão de amor, tudo acontece, tudo pode, tudo vai, tudo dispara, tudo se encaixa. E quanto mais bagunçado, melhor, porque o amor é assim, pode cair tudo, travesseiro de um lado, lençóis para o outro, roupas no chão, só a gente que não se perde porque se encontra no abraço, não dá desgrudar, a gente se dá um laço, e nada desata esse nó. É muito lindo um quarto bagunçado de amor. E foi assim... enquanto não sabíamos se lá fora chovia ou fazia sol, no nosso quarto chovia e fazia sol ao mesmo tempo... pensando bem, foi um dia tão nosso, tão longo que aconteceram as quatro estações. Enquanto o mundo discutia o que comer, o que beber, a gente se comia e se bebia, num banquete de prazer, e numa fonte inesgotável para nossa sede, quanto mais a gente bebe, mais a gente quer. Enquanto o mundo discutia a moda, nós passamos o sábado inteirinho nus... nus fisicamente, tal qual nascemos... mas vestidos de amor.

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( imagem google )