ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

domingo, 13 de junho de 2010

ENTRE O TEMPO E O VENTO


Hoje eu quero uma poesia leve
como a folha branca solta no vento
fazendo da vida um mero passatempo, um parque de diversões,
ainda que atrás de mim não tenham multidões.
Aprendi a voar sozinho, eu já nasci passarinho.
Eu quero uma poesia suave como a brisa da manhã.
.Que eu me divirta nesse estranho tobogã
que nessa indecisa gangorra
eu não mate,. nem morra
minha capacidade de ver em desertos ainda belos jardins.
Eu quero uma poesia breve
assim como a infância que passou sem me pedir permissão.
Quero sintonizar razão e emoção.
Quero uma poesia altiva, viva
como minha pipa que sumia no céu.
Quero ter versos doces como mel
escorrendo por minha boca de beija-flor
espalhando por aí um pouquinho de amor.
Colorindo o infinito com meus lápis de cor.
Contemplo o arco-íris. Não. Não há pote de ouro no fim,
o tesouro está dentro de mim.
Sigo desfazendo barreiras e carrancas
e apesar de meu peito repleto, sinto-me ainda uma folha branca
entre o tempo e o vento
procurando entrar nalguma janela
repousar nalguma mesa vazia...
para que façam de mim uma suave poesia.

17 comentários:

Chica disse...

Que delícia de leveza essa poesia!Um lindo e delicioso domingo por aí!abração,chica

Elaine Barnes disse...

Também querooo! Lindo demais! O bom é a gente poder escolher entre a poesia leve,a fotte,pesada...A vida é feita de escolhas e isso muitas vezes nos conforta,outras nos causa um baita conflito,mas o que fazer? Sem conflito não há história. Nada pra contar.Hoje a poesia é leve,solta,descontraída e linda com seus "quereres" suaves e simples.Amei! Montão de bjs e abraços

Everson Russo disse...

Meu amigo,,,tempo, vento, poesia, são leves como o amor que a gente tanto busca nessa vida,,,que todos se aliem a uma serenidade do coração....abraços de otima semana pra ti.

Pelos caminhos da vida. disse...

Qta suavidade encontrei por aqui hoje.

bom domingo amigo.

beijooo.

FERNANDINHA & POEMAS disse...

QUERIDO CARLOS, MARAVILHOSO POEMA, COM UMA SUAVIDADE QUE TOCOU O MEU CORAÇÃO... VOTOS DE UM BELA SEMANA...!
ABRAÇOS DE CARINHO E TERNURA,
FERNANDINHA

Impulsiva disse...

Conseguiste a poesia que queria, leve, suave, doce, linda...como são belas tuas palavras de quem sonha e sempre vê beleza em tudo.

Poeta, faz-me muito bem te ler...

Beijos,
Kenia.

Solange Maia disse...

sinto em tuas palavras que você realemente consegue ver belos jardins em desertos... e isso porque há flores em você... há sol em sua alma...

lindo poema Carlos !

beijo grande

Juliana Carla disse...

Boa tarde Carlos!

O título da sua poesia fez me lembrar da trilogia O Tempo e o Vento do escritor Erico Verissimo.

Seus versos entrelaçaram o céu, a sua infância, o mel, as cores... Então, você pousou de leve na minha alma. Tenho certeza que os demais leitores também vão “sentir a seda”.

Bjuxxx e xerooo amigo

Ricardo Calmon disse...

Meu bom poeta ,consagrastes domingo meu,merci,poetaço mininu!

viva la vida

te abraço

Wanderley Elian Lima disse...

Quando você fica mais suave, fica muito melhor, mais otimista e mais feliz.
Grande abraço

claudete disse...

Chegou e aterrisou com a suavidade do tempo e a irreverência do vento> Bela poesia , poeta beija-flor.Boa semana .

Marilu disse...

Querido Carlos, seu "beija-flor", voou alto, ficou entre o tempo e o vento, foi ao final do arco íris, não encontrou o pote de ouro, mas achou o tesouro dentro de você, doce poesia, leve e solta. Beijocas

Sonia Schmorantz disse...

Maravilhosa, ao menos conseguiste passar para a poesia esta leveza que aspira.
Um abraço, uma ótima semana

Elzenir Apolinário disse...

Carlos, viajei na poesia...muito simbolista. A minha cara!!! Linda. Boa semana, leve como a poesia. Bjs

Machado de Carlos disse...

Realmente temos que Renascer todos os dias, mesmo que seja através de folhas ao vento.
Um abraço e ótimo fim de domingo.

Sueli disse...

Você já é a própria poesia, Carlos! Adorei muito a parte do arco-íris! Abração!

IT disse...

Leve "poesia"

Leve suave doce poesia
Entre o vento entre o tempo

Leve breve poesia com amor
Entre o tempo entre o vento

Voe voe menino Beija-flor
Entre o vento entre o tempo

Espalhe em versos passarinho
Entre o tempo entre o vento

todo mel do seu carinho
com prazer e a contento.

IT