ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Série "Minhas canções favoritas" ( Pra não dizer que não falei das flores)

Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam antigas lições
De morrer pela pátria e viver sem razão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Nota: Geraldo Vandré,ameaçado durante a ditadura por causa dessa canção, quando prisões de artistas eram corriqueiras,resolveu se exilar fugindo inicialmente para o Chile, onde chegou até a gravar.Vandré,depois disso,raríssimas vezes falou novamente de música. Anos depois essa canção se transformou num verdadeiro hino na campanha das DIRETAS JÁ, na voz de outros artistas. Curiosamente, a música que foi considerada uma ameaça ao governo da época, em 2006 foi usada pelo governo,agora democrático, para divulgar seus programas educacionais como PROUNI. Vai entender!
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Nota 2:"Muitos o consideram louco. Certamente, ele não tem certas convenções sociais. Nassif chamou-o de “solitário e desconexo”, “triste como a própria solidão na qual se meteu". Mas se Vandré sempre buscou a beleza, talvez seja um homem feliz".(Vitor Nuzzi 27-09-2005)

6 comentários:

mundo azul disse...

Primeiro, respondendo ao apelo que fez pelo estado de Santa Catarina.
Já procurei colaborar com a catástrofe... Além da tristeza dos que tudo perderam, tenho o amor e admiração por aquela terra e mais... Minha filha mora em Florianópolis.


Beijos de luz e carinho!!!

mundo azul disse...

Geraldo Vandré!

Talentoso, maravilhoso Geraldo!
Ídolo da minha juventude...

É uma grande pena o que aconteceu com esse maravilhoso compositor e intérprete, que a maioria só conhece através dessa música..."Pra não dizer que não falei de flores"...
Mas, ele tem outras composições fantásticas!

Obrigada por lembrá-lo, Carlos!

Beijos de luz e um dia feliz...

Carlos Soares de Oliveira disse...

Sim,Zélia.Ele tem sim outras grandes composições,inslucive DISPARADA,que foi campeã uns 2 anos antes.E ainda teve a humildade de num desses festivais,defender no microfone ao Chico Buarque e se não engano ,Caetano,que ficaram á sua frente na colocação.O povo vaiava desejando que ele ganhasse.E ainda finalizou:"A vida não se resume em festivais"

Mariana disse...

Olá, Carlos, querido poeta, li emocionada o seu comentário sensível e tocante. Coincidentemente ontem estive no mercado de peixes, um dos pontos de entrega de doações para Sta.Catarina, aqui de Santos, cidade onde moro. deixei ali quase nada, meia dúzia de pacotes de fraldas descartáveis e 3 galões de água. Tbém sou uma gotinha de água que nem vc, mas todas as gotinhas unidas farão toda a diferença para aquele povo sofrido.
Um beijo e obrigada.

Carlos Soares de Oliveira disse...

Ah e corrigindo, o título é mesmo:"Pra não dizer que não falei de flores".Eu imaginava que era que era esse ,mas o site que consultei para verificar datas, acabou me induzindo ao erro.Obrigado

Parapeito disse...

:)) Tanto que cantarolei esta musica nos meus tempos de liceu..e ainda o faço...
saio daqui a dzer...vem, vamos embora...que esperar não é saber....quem sabe faz a hora não espera acontecer...

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