ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A LENDA DA POESIA ETERNA ( será mais um sonho do Carlos? )


( imagem google )
Aquele era um cavaleiro comum. Não tinha aparência de príncipe, nem pompas, nem grandes vestimentas, nem armas. Mas trazia em si algo diferente. Seu cavalo, além de montaria, era o único amigo. Sim, ele falava com os animais, com as flores, com os rios, com o vento. Também não era poderoso, apenas tinha certo dom de ver o que outros não viam. Como homem comum estava cansado. Surgiu num topo de montanha, o sol nascendo vermelho atrás de si. Percebeu algo estranho. Atrás de si, a paisagem era normal com montanhas, rios, borboletas, enfim a natureza como deve ser. Dali de onde estava para frente não havia vida. As borboletas não tinham cor. As flores também não. Passarinhos pálidos, pareciam só contornos e também não cantavam. Rios sem vida, peixes tristes. Até as cabras e ovelhas pastavam mato incolor. Frutas sem sabor. No alto de uma pedreira, sinais do que um dia fora uma fonte. Olhou para cima, o céu não estava azul. Nem cinza. Nem branco. Cor nenhuma. Era um reino desprovido de qualquer alegria. “Parece que a vida não passou por aqui”, disse ao cavalo. Teve até um certo receio de prosseguir naquele reino, mas seguiu. Desceu do cavalo e puxando as rédeas, passou por um portal que era a entrada do estranho reino. Bem ao longe avistou um senhor muito velho, barbas longas, sentado num tronco de árvore. Desceu do cavalo, cumprimentou, o velho respondeu com dificuldades tirando o chapéu. Sentou ao lado dele e não podia deixar de perguntar. “Como se chama este lugar? Porque as coisas e os bichos não tem cor? Onde estão as pessoas? Esse reino tem um governante?”. “Calma, moço. Uma pergunta de cada vez”, respondeu o velho. “Na verdade todas as respostas se fundem em uma: aqui já foi um reino feliz, de prosperidade, de gente animada e festeira. Hoje se chama “Reino da Desilusão”, mas já se chamou “Reino da Poesia”. Todos nessa terra faziam poesia, a poesia fazia-se por si própria, estava no ar. Era o reino mais lindo de toda a redondeza, mas um dia, um rei perverso decretou o fim da poesia no reino e ameaçou de morte todos os poetas, fazedores de versos, de trovas e até cantadores. Alguns resistiram e foram levados às masmorras”. Apontou com o dedo. “Está vendo aquela fonte? Não era uma fonte de água comum. Ela era fonte de toda a poesia desse lugar. Existe nas paredes dela uma inscrição secular que dizia, que aquele que alterasse sua essência matando a poesia do lugar, seria amaldiçoado pelo resto da vida. O rei, arrogante, não deu ouvidos e mandou matar a própria fonte”. O forasteiro impressionado, insistiu. ”Mas essa terra tem governante? E os habitantes?”. O velho respondeu. “Tem um jovem rapaz governando, tataraneto do antigo rei. Cheio de boas intenções, mas seu povo que hoje só vive do trabalho no campo, não tem mais ânimo. Um rei não governa sozinho”. “E onde fica esse governante?”. O Ancião apontou o lado oposto. “Pra lá daquela pequena floresta, no alto do monte”. Montando de novo, teve curiosidade de perguntar ao velho sua idade: “Tenho 260 anos”. O forasteiro não deu importância a isso, “deve estar caduco, coitado”. E seguiu. No trajeto viu pessoas tristes pelos campos. Chegou ao rei, pediu licença e o percebeu igualmente triste e desanimado. O jovem rei, se lamentando, confirmou toda a história do velho. O cavaleiro disse. “Mas o senhor não vê que a solução é tão simples? Se toda essa tristeza e miséria vieram por causa do fim da poesia, baixe um novo decreto, liberando não só a poesia mas também toda forma de arte e liberdade de expressão . O rei agradeceu. “Já pensei nisso, mas vejo um povo desanimado”. “Desanimado porque não veem incentivo de quem os comanda. Imaginou se o próprio rei, além de baixar o decreto, sair falando poesias por aí? Chame seus homens, leve folhetos de poesia, recite em praça pública, nos campos e o povo se alegrará vendo seu comandante praticando arte e assim o fará também”. O rei se animou. “Você acha?”. “Claro. O senhor verá como será fácil governar um povo culto e feliz”, e deu ao rei várias folhas de papel contendo poemas e canções. Imediatamente, o rei chamou seus comandados de confiança e mandou espalhar a notícia por todo o reino, pelas praças, campos, currais e ele próprio passava nas casas, nas ruas, declamando. Num repente olharam em volta e a paisagem foi mudando, ganhando cores e vida. A poesia estava de volta, a alegria também. Poetas, cantadores, tocadores, desenhistas, pintores, davam cambalhotas. Tudo renasceu: bichos, plantas... e gente. O forasteiro olhou de lado ao longe e viu a velha fonte jorrando sem parar. Vendo sua missão cumprida, e depois de receber os agradecimentos do rei, já montado, o cavaleiro perguntou por curiosidade. “Aquele velho me falou de uma maldição da fonte. Qual era mesmo?”. O rei respondeu. “ ‘Aquele que violar a poesia neste reino, tirando toda a essência da vida, estará amaldiçoado a viver para sempre para ver o grande mal que fez’. Aquele velho é meu tataravô, ele era o rei que matou a poesia e realmente tem 260 anos. Acho que agora ele pode descansar em paz”. Fazendo o caminho de volta, avistou o velho deitado com a cabeça encostada no tronco, mas sorrindo. "Obrigado, nobre desconhecido, por me livrar de terrível maldição. Agora posso morrer feliz... pena que não posso desfrutar do reino que um dia eu perdi. Faço-lhe um último pedido: prometa que continuará espalhando poesia por todos os cantos para que toda a terra jamais fique sem poesia". O rapaz prometeu e o velho fechou os olhos. Dizem que até hoje o rapaz anda por aí, convencendo a todos que a poesia é essencial... e por isso, ela jamais morreu.

25 comentários:

Everson Russo disse...

Interessante a sua historia, olha que coisa incrivel e ao mesmo tempo esquisita, ela me remeteu a historia de Daniel, da Biblia,,,que cheou na Babilonia como escravo, e deixou muitas mensagens,,,no seu personagem, ele tambem chegou a um lugar sem vida,,,sem alegrias, e trouxe tudo de volta com sua poesia...maravilhoso post como sempre....parabens amigo e uma bela semana pra ti...abraços.

(CARLOS - MENINO BEIJA - FLOR) disse...

Obrigado,caro Everson. Fiz esse texto nessa madrugada.Uma lua incrivelmente clara, parecia dia. acho que ficou bom também, mas queria fazer um texto mais rico,só que estva fciando extenso. Estava com essa ideia ha tempos e não saía.Mas a lua, maior musa de todos os tempos, me ajudou.Um abração

(CARLOS - MENINO BEIJA - FLOR) disse...

Ah,esqueci, caro Everson. O cavaleiro da estória sou eu. rê rê

Ana Cristina Cattete Quevedo disse...

Ah, mas que lindooooooo!!!!
Cheio de lirismo, de emoção, de POESIA!

pARABÉNS E BOA SEMANA!

=)

Felina Mulher disse...

Que lindooo!!!
Eu li o texto e me apaixonei por ele, mas encarei tbm como um incentivo para aquelas pessoas desanimadas, que acham que tudo está perdido e que não há mais esperança...ninguém vive sem poesia meu anjo...ninguém.E graças ao cavaleiro aquele reino sem cor, ganhou um arco-íris.Continue a comtemplar a lua, ela te faz maravilhas.

Beijos....Felina.

Fatima disse...

Lindo texto querido.
bjs.

Secreta disse...

Que a poesia não morre , é certo... agora o porquê...
Beijito :)

~❤ ~º♥º ~Graciete ~º♥º~❤ ~ disse...

Ao inicio pensei que estava a ler uma história das tantas que meu pai me contava quando eu era criança, mas depois fui descendo, e vi, que não tinha as cores do arco-íris, comecei a ficar triste.
Mas como o citador da história é muito bom, eu dou nota dez, a preto e branco. E o meu beijinho de luz no coração do citador e do escritor.

sandra Freitas disse...

Oi amigo Carlitos, voltei de férias e acho que conehci esse rapaz que esplha poesia por onde passa..rsrrs..

Bjokas amigo..é bom estar de volta..

sandra Freitas disse...

E vê se deixa alguns desses folhetos no meu blog nobre cavaleiro..rrsrs

(CARLOS - MENINO BEIJA - FLOR) disse...

Obrigado,na Cristina.Beijos
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Sim,Felina.E ontem ela estava muito linda.Beijos
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Obrigado,Fátima.beijão
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Secreta,não morre porque gente não deixa.Beijos
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Obrigado,Graciete.Naessa estorinha a vida voltou colorida.Beijos
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Oi,Sandra que bom que voltou para os amigos.Fez falta.Beijos

Anne Lieri disse...

Carlos,que maravilhoso conto de fadas!Eu gostaria de postá-lo tb em meu blog,se não se importa.Não apenas as crianças,mas os adultos tb irão adorar!Abraços,

(CARLOS - MENINO BEIJA - FLOR) disse...

Claro,né Anne. Sótenho agradecer.Beijão

Majoli disse...

Nossa que história linda, é plantando que se colhe, e esse cavaleiro plantou esperança, alegria e mostrou que a poesia é algo que transforma.

Ah, eu amei por demais.

"Será mais um conto do Carlos?"...eu acredito que sim...rs.

Beijos meu amigo que semeia tanta coisa boa aqui nesse mundinho virtual.

(CARLOS - MENINO BEIJA - FLOR) disse...

Obrigado,Majoli.Semre gentil.beijão

mundo azul disse...

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Bonita a sua história, Carlos!

Obrigada, pela leitura...


Beijos de luz!!!

ps...O Elcio pediu para os amigos colocarem cada qual em seu blog.

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CARLA FABIANE... disse...

DIZEM QUE QUANDO TEM UMA BORBOLETA PRÓXIMO DE NÓS É UM SINAL DE SORTE, ENTÃO TROUXE UMA PRA VC
BEIJOS
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Pena disse...

Oh, Fabuloso Amigo:
O que escreveu é delicioso, fantástico, lindo e puro.
Um reino de fantasia "vestido" de encanto, sonhos e poesia, numa narração sublime e extraordinária.
Sem mais: VERDADEIRAMENTE, MARAVILHOSO!
Parabéns sinceros. Adorei imenso.
Abraço ao seu talento e magia de ser e escrever.
Cada vez mais a admirá-lo e a respeitá-lo.
É um Ser Humano deslumbrante. Sensível.
Com pasmo.
O AMIGO SINCERO


pena

Bem-Haja, pela sua preciosa amizade que prezo imenso.
Excelente, amigo!

CARLA FABIANE... disse...

Desperta teus
sentidos para
que não percas
tudo de belo
e formoso
que te cercas.
Apaga a cinza
de tua vida
e acenda as
cores que
carrega
dentro de si.”

(Picasso)
CARLOS...
Essa lua me faz virar criança e brincar em um conto de fadas...
BEIJOS POÉTICOS!

HSLO disse...

Eu entro de cabeça em suas histórias...fico fascinado.

meus instantes e momentos disse...

muito bom teu blog.
Ótimo conto.
Gostei daqui.
Maurizio

Maria Bonfá disse...

parabens pela linda história.. vou repetir vc escreve muito bem.. me prende tanto a atenção..pefeito ! beijão

BANDEIRAS disse...

Oi amigo Carlos,

Linda história.
Na vida é preciso aprender o dom da generosidade.
Generosidade com os outros e consigo mesmo.
Pois é dando que se recebe...é perdoando que se é perdoando...

A lua estava bonita por ai ? aqui ontem ela estava enorme Carlos ! vc precisava ver, tvz a Anita tenha te falado.

Bjs amigo

"Cantinho Poético" disse...

Selinho p/meus amigos -

http://marialbozolipoesias.blogspot.com/

É de coração que ofereço-lhes este mimo meus amigos; e a todos que aki me visitarem. Beijos na alma de cada um de...vocessssssss

(CARLOS - MENINO BEIJA - FLOR) disse...

Obrigado,Pena.Vindo de pessoa tão sensível,me sinto ainda mais motivado. Um ahraço
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Oi,Bandeiras. Aqui também.Até fiz esse texto contemplando-a. Beijos
///
Obrigado,Maria Bonfá.Não diferente de você que dá show.Beijos
///
Oi,MAria Bolzoli(cantinho poético), buscarei sim com prazer.Beijos