ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

LUGAR DE CRIANÇA É NA ESCOLA

Certíssimo. Na escola, na igreja e no esporte. Acostumado a postar casos de meu tempo de escola, ia postar mais um hoje bem alegre, mas diante do que vi na tv ontem, é impossível. Tentei fazer esse texto há umas semanas, mas ele não saía coeso. Hoje saiu, ainda não coeso, mas duvido que depois de ontem, alguém diga algo coeso, todos estão perdidos, sem saber o que dizer. Vou tentar. A própria sociedade não é coesa, a sociedade é uma colcha de retalhos, não há um sentimento de vida coletivo, e sim, individual, onde todo mundo tem que ser o primeiro, correndo nas raias da loucura. Não existem vários tipos de violência, a violência é uma só, apenas muda de roupa. No meu tempo de menino, o máximo que a gente tinha era revólver de espoleta, e aqueles que não podiam comprar, como no meu caso, faziam seu próprio de madeira. UM dia as autoridades entenderam que armas de brinquedo levavam â violência e proibiram seu comércio. Concordo, claro. Mas ao mesmo tempo, outras armas foram colocadas nas mãos das crianças, em forma de games violentos e também em forma de culto ao Diabo, e elas passam horas e horas na frente dos computadores. Os pais e mães por sua vez não têm tempo, precisam trabalhar, pois o capitalismo selvagem não espera, e assim os filhos ficam com as babás eletrônicas, vulgo pcs e tvs. No meu tempo as crianças eram mais fortes, mais felizes, tinham mais amigos, pois viviam na natureza, viviam jogando bola e pique esconde. Eu mesmo vivia com dedão do pé e joelhos esfolados. Uma senhora do posto de saúde aonde eu ia quase toda semana fazer curativo, dizia. "Você de novo, menino?". As crianças de hoje são frágeis, porque não são preparadas para as adversidades, para a derrota, e sim para a vitória a qualquer custo, como diz uma música dos Mamonas: "O importante é competir, mas te mato de porrada se você não ganhar". Uma das causas da tragédia de ontem, pode ter sido o bullying, como se isso fosse prática só de hoje. No meu tempo tinha e muito. Quem mais sofria eram os meninos negros e gordos. Evandro me disse. "Você é o único que não implica com minha gordura". Eu respondi. "Fique perto daqueles idiotas não. Têm inveja porque você passa de ano com facilidade. Fique perto de quem gosta de você. Ele disse. "Então vou ficar perto só de você". Não tenho contato com Evandro mais, mas sei que se tornou um grande dentista.
Os pais e professores precisam instruir esses meninos de hoje a lidar com essas coisas, parar de blindar demais, isso só causa fragilidade. Não se trata de achar um culpado nisso tudo, mas penso que o que houve ontem é um problema de toda a sociedade. Gosto muito de comerciais, mas está passando toda hora, um comercial
de mil e uma futilidades, onde a mulher aparece chamando o homem de porco, sujo, folgado, babão. É uma grande empresa, mas não foi feliz nesse comercial. Esse tipo de coisa causa afastamentos, separações, uma disputa idiota homem versus mulher, sendo que um precisa do outro. E mais, a propaganda é mentirosa, o homem está cada vez mais vaidoso. Nas novelas, o pai lê jornal na sala enquanto a filha transa no quarto. Se o pai hoje der uma palmada no filho, vai preso. Uma de minhas professoras dizia que a família é a célula ovo da sociedade. Mas não tem mais família. Então também não tem mais sociedade, tem um monte de gente correndo um pra cada lugar, só que o buraco final é um só. O que me preocupa é que estamos nos acostumando à dor, essas coisas vão ficando normais.Nos realitys violência verbal. Há poucos meses, um universitário de BH, matou o professor porque este o reprovou. O motorista mata o outro porque esbarrou no seu retrovisor.Na Bahia, poucos dias atrás, um menino de doze anos matou o coleguinha por causa de um brinquedo e o enterrou no quintal do sítio.Junte tudo isso e bata num liquidificador, leve ao forno e terá um grande bolo: o bolo da violência. A vida não está valendo nada. As diferenças do que houve ontem para o que vemos no dia a dia, são só duas: choca mais pela quantidade de pessoas mortas de uma só vez... e claro, porque são crianças. Honestamente eu ainda não parei de chorar.

21 comentários:

Edna Lima disse...

...E como eram banais nossos probleminhas de escola..
Diante do terrorismo de hoje.
As brincadeiras na rua, das mais diversas não deixavam ninguém engordar...
Belo post menino, bjs. Conterrâneo. Edna Campos.

Edna Lima disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Eliete disse...

É, Carlos, estamos todos chocados, tristes, pena que este estado de reflexão e consternação passa logo, e depoisde alguns dias estão todos correndo novamente e sem tempo para compartilhar o amor, consideração, lazer, etc.bjs

Marilu disse...

Querido amigo, também postei no meu blog essa tragédia. Ultimamente não sei mais se lugar de criança é na escola, aqui em Sampa a algumas semanas um menino foi morto por um colega de classe, com um revólver que entrou na escola na mochila. Acredito que medidas de segurança severas tenham que ser adotadas para proteger nossas crianças. Tenha uma lindo final de semana. Beijocas

Elaine Castro. disse...

Carlos,
Acho que todos estão "de boca aberta" para tudo o que ocorreu e muitos assim como eu ainda encontram-se sem palavras... não sei mais onde iremos parar.

Beijos.

✿ chica disse...

E quem iria imaginar que lugar delas morrerem seria também nuna escola?E aqui no Brasil? Isso se via lá fora. Agora está perto de nós! Medo, revolta e tristeza! abraços,chica

Pelos caminhos da vida. disse...

Essa noite demorei para dormir Carlos, o dia inteiro vendo essa tragédia que assolou nosso País, muito triste tudo isso.

Até qdo tanta violência assim?

Bom fim de semana amigo.

beijooo.

dja disse...

Nem eu ainda parei de chorar também Carlos.

Bem infeliz mesmo esse comercial, nem sei como ainda tá no ar, é sem graça e idiota.
Quanto a novelas, não vejo, mais o que vc disse não é só em novela, é vivido no real, bem longe dos folhetins em muitas familias

O que me deixa com medo é que atos desse tipo, parece que desencadeiam a força e coragem em outros pra fazer barbaridades igual.
To rezando pra que isso não aconteça.


Beijos

Wanderley Elian Lima disse...

Olá Carlos.
A violência cresceu porque a população também cresceu. Antes o poder da mídia era pequeno, hoje ficamos sabendo de tudo na hora. Proporcionalmente nada mudou, para mim o que mudou foi a crueldade das tragédias, sempre com requintes de sadismo extremo. Isso não é só problema do Brasil, o mundo inteiro passar mor tais violências. O que deteriorou foi o ser humano.
Grande abraço

Um brasileiro disse...

Olá. Tudo blz? Estive por aqui. Muito interessante o texto e o blog. Apareça por lá. Abraços.

Sonhadora disse...

Meu querido amigo

Perante tal barbaridade...não há palavras...o mundo está no caos.

Deixo um beijinho
Sonhadora

Marlene disse...

meu poeta querido obrigada pela visita pelo carinho assim como temos poetas como voce que se apraz em fazer poemas distribuir sonhos e alegrias temos loucos soltos no mundo destribuindo tiros maldade morte e dor,que mundo é este meu amigo,,
só mesmo deus para nos guardar e proteger os nossos,e os meninos e meninas deste brasil,ótimo final de semana bjs marlene

Estrela disse...

Carlos, concordo com todas as coisas que você expôs e o mais lindo de tudo foi descrever a forma de como brincávamos quando crianças. Viajei!...
Sabe? ontem ouvi uma comentarista dizer que "cabe aos educadores diagnosticar qualquer presença de desvios comportamentais." Como assim? se até mesmo os pais, que convivem mais tempo com as crianças,são incapazes de perceber tais devios!
Bjo grande.

Sandra disse...

Nem há palavras...
Resta o silêncio pelos mortos.
Beijo

Everson Russo disse...

A gente nem sabe mais o que fazer,,,por onde apelar,,,reclamar,,,estamos vivendo um caos de fim de mundo,,,mal saimos de uma tragedia e logo vem outra por cima....abraços de bom final de semana...

Carla Fernanda disse...

Atualmente a humanidade enfrenta grandes desafios Carlos. O mal se levanta para confrontar o bem.
Beijos,
Carla Fernanda

Majoli disse...

Sabe Carlos, quando um medo que não existia, vem e se apodera de você?
Pois é, um medo de mandar meus filhos para a escola.
Ontem a noite, quando eles já estavam a dormir, chorei.
Hoje quando foram pra escola, meu coração ficou apertadinho.

Triste, revoltante, inacreditável tudo isso.

Beijos meu amigo.

Mariz disse...

Carlos, mais parecia um filme de terrorismo do q uma escola, abalou a todos, inocentes fugindo ...sem palavras.

mil beijos!

tecas disse...

Uma tragédia incompreensível.
Ouvi a notícia no telejornal e fiquei chocada.
Tenho dificuldade em compreender o que se está a passar em todas as sociedades. Algo anda errado.Em muitos países, ultimamente, são só casos assim.
Que saudade tenho do tempo em que a escola, era um lugar seguro para os nossos filhos.
Excelente post, com um texto bem elaborado de realidade.
Cheguei ao seu blog por um amigo.Gostei do que li.
Bom fim de semana.
Saudações poéticas.

MARLY BASTOS disse...

Beija, indiquei você para participar do Meme. Espero que aceite, pois assim ficaremos sabendo um pouquinho da sua vida. As regras estão no meu blog. Beijos

JGCosta disse...

A violência é o mal do século, o resto é somente consequência!

Abraços renovados meu amigo!