ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

AVENTURAS DO CARLOS - FUSCA ENVENENADO


( imagem forumstreetsampa.com.br )
Hoje é minha folga e aproveitei para dar uma arrumada no apê, cafofo, barraco, toca, QG, como queiram chamar, mas parei no meio, só para contar mais essa. Tinha um amigo de nome Beto, muito doidão. Gente boa, só tinha defeito de exagerar nas brincadeiras, gostava de dar tapas, menos em mim. Sabia que eu não tolerava e tinha medo de perder minha amizade. Dizia. "Você podia ter nascido meu irmão. Gosto dos meus irmãos, mas eles não são como eu, como você". Eu respondia. Não diga isso. Os dedos das mãos não são iguais, mas eles são seus irmãos e pronto". Tinha uma lábia danada e sempre tinha um carro velho pra andar, apesar de ganhar pouco. Um dia exagerou comprando um fusquinha que dava dó só de ver, velho demais coitado. Parecia bateria de escola de samba chegando de tanto que batia lataria. Dizia. "Tenho uma vantagem. Não preciso de buzina, todo mundo sabe que estou chegando". Sem contar o tiros que saíam do cano de descarga. Um dia alguém perguntou. "Esse fusca anda bem, é veloz?". Respondeu. "Claro que anda. Ele é envenenado". Perco o amigo, mas não perco a piada, e falei. "Só se for envenenado de ferrugem". Só sei que o fusca era divertido no bairro, todos queriam ver, chegar perto, nem que fosse para rir, e ele achando que estava abafando. Um dia me chamou para ir a João Monlevade, uma serra imensa, mas consegui demovê-lo da ideia. "Rapaz, esse fusca não vai nem no pé da serra, está louco? Esse é carro para andar com as meninas aqui nos bairros, se pifar deixa ali mesmo". E as meninas andavam mesmo, acho mais por solidariedade ou de farra. Tinha uma que ele era afim dela e chamou-a para dar uma voltinha. "Até hoje só você não andou no meu fusca". A menina aceitou... e o que aconteceu? Faltou gasolina. Gritou. "Ô Carlos, me empresta uns vinte aí?". Eu não tinha e ele disse para menina. "Fica pra próxima, não tem gasolina". Puxei-lhe a orelha pela mancada com a menina, mas me respondeu. "Depois ela anda. Não viu nos olhos dela? Ela gostou do meu fusquinha. Esse carro tem uma magia, cara". Pensei. "Pra andar, só à base de magia mesmo". O pior foi quando fomos parados numa blitz. Veio de lá o guarda, mandou que descêssemos do carro (carro?), pediu documentos e depois de verificar, falou. "Você estava a 100km/h e a via só permite 60km/h", mostrando o radarzinho na mão. Ele olhou pro guarda. "Com todo respeito, o senhor acha que aquilo ali consegue fazer 100km/h?". E o guarda quase rindo. "Sinceramente não, mas está gravado aqui". Ele de novo. "Pois o senhor pode mandar trocar isso aí porque só estar com defeito". Entre blá blá blás, o guarda ocupadíssimo, falou. "Está bem, mas tira logo essa lata velha daqui que está atrapalhando nosso trabalho". O fusca já vinha apresentando problemas pra pegar, e não pegou. Final de tudo. Os guardas empurraram o carro até pegar. Eu nem pude ajudar, estava com punho deslocado, machuquei tirando onda de goleiro. Já andando me falou. "Fiquei chateado com o guarda". "Chateado? O cara deixa de multar, empurra seu carro e você está chateado?". Concordou. "Verdade, mas precisava chamar de lata velha? Isso doeu, cara". Respondam-me... não é para ter saudades daquela gente?

25 comentários:

Carla Fernanda disse...

Se esse fusquinha falasse. Era o xodó Carlos e charmoso, um vira-lata...kkkkkkkkkkkkk
Beijos,
Carla

Cadinho RoCo disse...

E de pensar que estou muito inclinado a comprar um fusquinha!
Lá no blog que assino, fotos dos Painéis Cadinho RoCo, óleo sobre tela, em oferta imperdível.
cadinho RoCo

нєllєи Cαяoliиє disse...

Hahahaha!
Muito bom,querido Carlos.
são momentos que ficam em nossas memórias e nos pegam vezes ou outra rindo dessas pequenas coisas que fazem toda a diferença!
Beijos pra ti.

tecas disse...

Belíssimas memórias num excelente texto.
Por acaso, tive um fusquinha:)
Foi preciso ler o seu texto para me lembrar...já lá vão uns anos:)
Adorei.
Saudações amigas

dja disse...

kkkkkk

Só dá saudades mesmo.
Se todo fusca falasse heim Carlos? rss
É uma delicia sempre podermos recordar pessoas que fizeram a diferença na nossa vida.


beijinhoss.

tecas disse...

Esqueci de dizer, poeta Carlos, que as lições de condução e o meu exame, foi num fusquinha.Daí ter comprado um:)
Era mais fácil de conduzir, já sabia como era:)Se comprasse outra marca, corria o risco de não sair da garagem:)
Abraço amigo

Edna Lima disse...

Uauu! Também tenho histórias de fusca.
Imagina que uma vez fui do Rio de Janeiro para GValadares de fusca:
Com mãe , avó, marido,filho de colo.E a bagagem.
Uma aventura e tanto.
Um bj grande Carlos.

DÉIA disse...

Seu blog é muito bom por isso vim até o seu espaço e gostei muito do que li por aqui. Tenho um blog Tb gosto d++ de poemas. E estou te seguindo se VC puder da uma passada La no meu blog. E VAI SER UM PRAZER SE PUDER ME SEGUIR...Bejs . Déia.........
Esse é o link do meu blog
http://wwwdeiablog.blogspot.com/

JGCosta disse...

Fusca é fusca, não importa o ano e o estado, sempre vai fazer sucesso!

O meu último, 1.6 1980, fafá, não trocava por nada, mas acabei passando para frente!

E entendi perfeitamente o carinho do seu amigo pelo carrão! Carro pode ser velho o que for, sempre vai ser carro, e assim como o futebol é outra das paixões dos homens!

Abraços renovados!

Sandra Botelho disse...

Eu tambem já tive um fusca, amava ele, lindo rebaixado, com banco de monza...verde metálico. Uma coisinha...mas conforto era zero.Ai vendi snif...Amei ler sua história, vc tem tanta hist´roia pra contar...Já pensou em um livro...MEMÓRIAS DE CARLOS SOARES.
Beijos achocolatados

Marly Bastos in "palavreados ao vento" disse...

Muito bom seu texto Carlos e eita saga heim? Esse fusca deve ter histórias e mais histórias.
Olha eu vim aqui te oferecer um Memo de versatilidade do blog, que recebi da Marilene e ela me deu a oportunidade de oferecê-lo para outros blogueiros que eu admire. Ofereço à você, e peço que o pegue no meu blog e juntamente com ele as regras para a continuação da brincadeira.
Abraços

Sandra disse...

É tão bom recordar histórias passadas! dá um calorzinho bom no coração.
Beijinho

Rose disse...

Oi Carlos

obrigada pela acolhida amigo.
Voce sempre nos levando a deliciosas aventuras literárias.

Esplendor da Criação disse...

Foi uma aventura e tanto, como é bom relembrar as coisas boas da vida.O nosso fusquinha fez histórias e deixou muitas lembranças. Bjs.

Janita disse...

Olá Carlos.
Mas que texto tão ternurento! Divertido, é verdade, mas com uma ternura imensa.
A gente se habitua às nossas coisas e até um calhambeque faz parte da nossa vida, como se fosse gente.
Aquilo do polícia chamar lata velha ao fusquinha, foi um insulto para o teu amigão Beto, claro!

Meu querido, seja prosa ou verso é um enorme prazer ler os teus escritos.

Beijinhos

Janita

Moonlight disse...

Amigo Carlos,

:))como me fez rir esta historia!
Lembrei dum mini muito velho que meu marido na altura meu namorado tinha...esse aí eu empurei mesmo um dia que fomos fazer um piquenique na serra!:)))
Dá sempre saudades e é sempre maravilhoso recordar essas historias e toda a gente envolvida.

Bj cheio de luar

ValeriaC disse...

Rsrsrsr...com certeza foram ótimos tempos que voce viveu e tanto se divertiu junto aos seus amigos...
Feliz dia pra ti...beijos
Valéria

Everson Russo disse...

Jamais meu amigo,,,podemos desrespeitar a historia de vida do velho e bom Fusca...Fusquinha,,,Fuscão....rs...rs....e dá mesmo saudades dessas epocas não é? gostei de te ver lá na maezinha Evanir...bom demais ver o Menino Beija Flor sobrevoando os jardins...parabens...abraços de bom dia...

Mariz disse...

Carlos,

suas histórias são de parar qualquer atividade e esquecer q existe mundo lá fora...adorei a história do fusquinha...bons tempos q ficam prá sempre na memória.


beijos muitos...Mariz

Roberta Maia disse...

Se o fusca falasse?! Risos!!

Gostei muito do seu Blog!!Parabéns!!
Muita LUZ!!!

Eliete disse...

Carlos é muito bom escutar mais uma história de fusquinha. Meu primeiro carro foi um fusquinha azul e eu o adorava.bjs

Wanderley Elian Lima disse...

Olá amigo Carlos
Nunca vi um fusca tão derrubado como esse rsrsrsrs
Boas recordações , são elas que fazem a nossa estória.
Ontem foi apertado mas valeu, estamos chegando lá...
Abração

olhar disse...

Carlos querido!

Que delícia de texto e que fusquinha charmoso!

Um beijo em seu coração!


*adorei a foto!!!

Bia

Zéia disse...

Bem Carlos... Oi!!!

Vc me fez rir com sua postagem em relação ao "10". Que absurdo hein! Vai dormir com tal barulho...
Resumindo... Sua nota foi o "padrão" deles... O "10" vc mereceu com excelência.

Particularmente não suporto "fusquinha",nem mesmo o do filme... Não tem jeito...
Nem sei porque não suporto... Simplesmente não gosto.
Mas gostei do seu texto. Não tem como vc não gostar dessas pessoas que fizeram (fazem) parte da sua história. E vc pensa... Que tempo bom...
Por isso que gosto de estar lendo vc. Porque vc escreve o que vc vivencia. Então... Vc não nos afasta... Vc chama pra perto.
Deu para imaginar suas aventuras e do seu amigo... Legal!!!

Um abraço.

Jorge disse...

Uma aventura, este fusca. Um passado que não volta, mesmo porque esse fusca nem deve existir mais, né?
Mas sempre bate uma saudade dos bons e divertidos tempos.

Meu amigo, um grande abraço!!!