ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

UMA SEMANA MUSICAL- 30 ANOS DE MÚSICA- DE GONZAGÃO A RENATO RUSSO




( imagens google )
Acho que a melhor fase da música, tanto nacional quanto internacional foi dos anos 60 a 80. No Brasil nos anos 60 e 70, tempos difíceis, escuros, de renúncia e suicídio de presidentes, golpes militares, ditadura e opressão. O poeta escreve melhor sob pressão. Daí o surgimento de tantos bons cantores brasileiros e o interessante, de estilos muito diferentes. Nos anos 60, a Jovem Guarda com seus rocks inocentes seguia bem a linha Beatles. Não dá para falar mal da Jovem guarda, foi um tempo legal sim. Não vivi, era muito criança, mas me lembro de muita coisa. Comecei a gostar de música a partir dali.
Meados dos anos 60, época dos festivais, onde surgiriam grandes nomes. Quase 70, a guerra do Vietnam corria solta. Jovens americanos em protesto à guerra, saíam de suas casas, viviam como mendigos para serem dispensados do serviço militar, dando assim origem ao movimento hyppie. Era o movimento PAZ E AMOR, ganhando o mundo. Início dos 70, surge Secos&Molhados, de figurino estranho à época. Ney Matogrosso de rosto pintado a la Alice Cooper, porém rebolante, dava um show com ROSA DE HIROSHIMA, poema musicado, lindo, de Vinícius. Não demorou e Raul Seixas, com figurino igualmente estranho à época, fazia sua carreata OURO DE TOLO, pelas ruas de São Paulo, arrastando dezenas de pessoas. Acabava de pousar a Mosca na Sopa da música brasileira, que misturava o início da fase romântica de Roberto Carlos, com Tropicália, Fagner, Belchior, Tim Maia (Barry White brasileiro). Vinculam nome de Raul somente ao rock, isso até o incomodava, pois tem canções lentas belíssimas. Seu protesto nem era tão político, era mais social. De cada um tirar de dentro de si, o melhor. Sem essa gincana da vida, de que “ minha antena parabólica é melhor que a sua”, “ meu carro corre mais que o seu”. Pedia atitudes às pessoas e não alienação. Que vissem as coisas espirituais. Eta a ideia de uma "Sociedade Alternativa" no ar. Raul seixas soube misturar baião e rock, filosofia e música. Protesto com poesia. Raul foi o tapa na cara da hipocrisia brasileira que apresentava um “ belo quadro social”. Dizia que Gonzagão e Elvis eram iguais. E eu não podia deixar de falar de Gonzagão. Da mesma forma que penso que todas as vertentes do rock vieram pós Elvis, me arrisco dizer que vários estilos musicais brasileiros vieram de Gonzagão. Baião, xaxado, lambada, forró, até mesmo esse tal de axé. Alguns ritmos evidentemente já existiam, mas foi com o Velho Lua, que ganharam notoriedade. O próprio Gonzaguinha dizia que o pai era melhor que ele. Ninguém cantou melhor que Luís Gonzaga, a saga do agreste nordestino. E ele fazia isso, a gente percebe, com melancolia e humor, sentimentos típicos daquele povo. Gonzagão era gênio. Os anos 70 foram duros para juventude brasileira. Gil cantava “amigos presos, amigos sumindo assim pra nunca mais..”, numa clara alusão aos exílios e sumiços de artistas, impostos pela ditadura. Chico cantava “ apesar de você amanha há de ser outro dia”, na esperança de que “o estandarte do sanatório geral”, ia passar.
Início de 80, foi feita a abertura, acabou a ditadura militar Raul Seixas parecia passar o bastão à turma que chegava: “eu já ultrapassei a barreira do som, fiz o que pude às vezes fora do tom, mas a semente que ajudei a plantar já nasceu... eu vou me embora apostando em vocês. No testamento deixo minha lucidez, vocês vão ter um mundo bem melhor que o meu. Quando algum profeta vier lhe contar que o nosso sol está prestes a se apagar, vocês ainda têm a velocidade da luz pra alcançar”. Havia e ainda há uma outra ditadura, a ditadura musical que fica definindo para o povo o que é e o que não é comercial. Falarei disso no texto seguinte. No underground, bandas como “Aborto Elétrico”, “Paralamas”, “Asdrúbal trouxe o trombone” (num misto de música e teatro)”, iniciavam nova fase do rock brasileiro. Uma espécie de nova jovem guarda... só que com mais conteúdo. Fazendo o rock alegre, surgiram Blitz, Ritchie, Leo Jaime Kid Abelha, etc. De protesto, não muitos. “Camisa de Vênus”, “Heróis da Resistência” e alguns mais. Todo grande movimento musical tem seus líderes, embora nem sempre queiram isso. Essa coisa de liderança acontece naturalmente. Quando o artista olha pra trás, vê um monte de jovens esperando que ele diga as coisas para eles. Um desses líderes de toda uma geração era Cazuza. Grande poeta, grande letrista. Não era um grande cantor, acho que era meio “exagerado”, como ele mesmo dizia. Rasgava a voz demais, mas nas letras era muito bom. Não gosto de ficar citando músicas para não cometer injustiça com o próprio artista quando este tem uma grande obra, mas minha preferida dele é “Codinome Beija-flor”. Acho um poema lindo. “Exagerado”, também gosto muito, porque tem a ver comigo, quando diz: “Só um pouquinho de proteção a um maior abandonado”. Bem ao meu estilo, não? Porém, inconfundível era Renato Russo que colocou com toda ternura, o amor no rock. Tinha também seus protestos, como “Que país é esse?” , mas seu grande tom, seu grande fervor, calor, era o amor, cantado com pureza, mas sem deixar de doer na gente. Todo roqueiro antes de Renato Russo, tinha cara de mau, mas Renato tinha olhos tristes, parecia pedir colo o tempo todo. Era um ídolo solitário, gostava ( ou não?) de autoexílio. Não andava beijando a mão da mídia , o grande líder não precisa muito disso.O recado estava dado nas ruas e foi virando uma verdadeira Legião Urbana, onde tudo se resumia em: “amar as pessoas como se não houvesse amanhã ”. Dizem que os ídolos se perdem, são confusos, controvertidos. Será que não é por que olham em volta e parece às vezes que o recado foi inútil? Não por partes dos fãs, mas de quem comanda, domina e toma decisões, gente que pode mudar as coisas. E assim se deprimem, se exilam, sei lá e morrem cedo. Só sei que são pessoas à frente deseu tempo compreendidos ou não. Prefiro o que um amigo me diz. Que os grandes ídolos vêm à terra, dão sua mensagem e vão embora. Quem pegou, pegou. E não posso deixar de citar minha preferida do Legião Urbana: “Tempo perdido”.

32 comentários:

(Carlos Soares) disse...

Espero não ter cometido nenhuma injustiça. Estou com este texto guardado há meses, fiz e refiz várias vezes justamente com esse cuidado. Outros grandes nomes da nossa música morreram deixando boas obras, mas quis falar daqueles que influenciaram minha adolescência e juventude. Assim como nos anos 90 e 2000, surgiram alguns bons nomes também.Nada que se diga "oh,qye grande mudança", mas surgiram alguns esporádicos sim. Se fosse falar de todos seria impossível de ler. Já sofri para reduzir o texto. Além do mais é uma opinião pessoal ( aberta sempre à discussão) mas não precisa ser verdade por isso.

Everson Russo disse...

Bingo!!!!Enfim o tão prometido post musical, vamos lá, vou tentar dar meu pitaco, mas ficou sensacional, andei estudando algumas epocas musicais da nossa mpb, e fora tambem, lembro me pouco dos Secos e Molhados onde o Ney Matogrosso simplesmente arrasava, não só pela beleza da voz, como tambem pelo visual pouco comum e o rebolado menos ainda, mas é até hoje um show man, adoro Ney, a Jovem Guarda tenho nela uma fase de ouro da nossa musica, concordo com o que disse da inocencia, eram gostosas aquelas musicas pra namorar, a epoca é claro...rs..rs..não vivi isso...rs..rs..rs...e confesso a voce que o Rei Roberto era bem melhor antes do que hoje, as musicas eram melhores, em letras e acordes, já o Erasmo evoluiu pouco, logicamente que sustentado pelo nome da dupla, sobrevive ainda, mas é só opinião, ele por exemplo tem um dueto com o Renato em A Carta que é maravilhoso, fora isso, a carreira dele solo é meio lélé...rs..rs...os Beatles eram muito bons, Rollingstones tambem, mas prefiro Elvis, esse era o maximo, o cara era um louco da epoca, vivia encrencado pelo rebolado, que na epoca era considerado sexual...rs...rs...pode isso? eles proibiam nas apresentações, e ele nao conseguia, até chegar uma epoca em que suas idas nas tvs, davam close de rosto...rs..rs...muito louco né, agora saltando do seu post a parte que nao entendo...rs..rs...vamos aos anos 80, e dos anos 80 temos que falar de Renato Russo, Legião Urbana e tudo que ela representou e representa ao rock até hoje, o Renato era sim um menino triste e solitario, e fazia disso força pra suas canções, ainda novo teve aquele problema de saude que o deixou de cadeiras de rodas depois de uma cirurgia mal sucedida, sentia muitas dores e não andava, o que o fez devorar livros e já imaginar uma banda de rock, ou criar uma imaginaria, dai varios embriões foram lançados, antes um pouco, por profissao do pai, alto funcionario do Banco do Brasil, morou nos USA onde aprendeu o ingles, logo que conseguiu se recuperar do drama de nao andar, la vai ele dar os primeiros passos do Aborto Eletrico, banda que antecedeu não só o Legiao, como tambem o Capital Inicial e que até hoje dividem musicas de Renato, tais como Veraneio Vascaina, Tedio, Musica Urbana 1 e 2 dentre outras, depois de uma briga com o que hoje é baterista do Capital, por uma musica chamada Quimica, Renato deixa o Aborto e se lança como O Trovador Solitario, dai começando a jogar no mundo sucessos como Faroeste Caboclo, Eduardo e Monica, Indios e outras, pouco depois, lá vem ele com a insubstituivel Legiao Urbana, e a historia todos já sabem, até o fim, Renato só cantou o amor, suas dores, sua solidão, suas tristezas, sempre na primeira pessoa, nunca levantou bandeiras, nunca fez apologia a nada, mas sempre retratou e disse o que uma geraçao tinha vontade de ser e dizer, meu amigo, é muito bom falar de Legiao, é muito bom falar de musica...parabens pelo post...adorei...forte abraço e uma otima terça feira...e desculpa o tamanho do comentario...me empolguei...rs..rs...

(Carlos Soares) disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
(Carlos Soares) disse...

Bem,Everson. Você deu uma aula de Renato Russo.Como eu disse,até pra gente falar é difícil, o texto ficaria enorme,atpe deixei citar nomes bons como "Capital Inicial","Nenhum de nós". "Titãs na era Arnaldo Antunes". A gente acaba cometendo injustiças. Nunca demorei tanto a fazer um texto. Sobre Roberto, concordo,gosto mais dele antigo. Acho que ficou enfadonho, com letras arrastadas, mas ainda é bom no que se propõe. Porém minha maior crtica a ele( se é que posso... ah,posso sim) é ficar preso a umarede de tv exclusiva. Aí,vão dizer. É o contrato, mas contratos são assinados por duas partes. E ele sendo o REI, se dissesse à poderosa,a partir de hoje, cantarei em qualquer rede, tenho certeza que ela aceitaria, pois não seria tola de perdê-lo. Isso é comodismo de um REI. Por exemplo, Ivete Sangalo, é o grande nome da música atual e trata todas as redes com igual atenção, é simpática com todos os apresentadores. Nem gosto de axé,mas sou muito fã da pessoa dela. Lembro sim da parceria do Erasmo com Renato e achei bem legal a união de gerações diferentes. O Erasmo não evoluiu muito mesmo não e só canta num tom. Um abraço e valeu pelo complemento da postagem.

Elaine Barnes disse...

Muto bom e explicativo o texto. Aprendi um bocado,sou meio analfabeta com nomes de músicas, compositores.Ouço,todos os citados amo sem falar nos tempos aureos de Rita Lee. Qdo ouvi pela primeira vez "Secos e Molhados",achava que era uma mulher cantando, minha mãe me explicou que não,que o "rapaz" tinha a voz do terceiro sexo.rs...Passei a ser fã deles e continuo com o Ney até hoje. Renato Russo só ouvi qdo fazia curso de teatro na oficina dos menestréis,enquanto a aula não começava a moçada se reunia com o violão e cantavam sua obra. Nossa, arrepiava,já pensou 50 alunos cantando?Por conta do curso que é do irmão do Osvaldo Montenegro,o admirei e o admiro demais tb.A música "metade" é sensacional, gosto de todas. Muito bom todos os citados e não vou falar de cada um ,pois, não tenho conhecimento assim pra falar tá bom amigo! Só posso acrescentar que foi muito feliz com ese post,fez-me lembrar com carinho de uma época que relembro em um baile anual que se chama Disco Inferno que um amigo realiza ha 12 anoos no circulo militar em SP É sensacional, ele coloca no telão tudo dessa época musical, inclusive as propagandas e filmes, a música rola a noite toda e o baile conta com mais de 1500 pessoas. Imagina isso? bjs amigo

Nathália F. Cortez disse...

Carlos, eu estava com saudades desse seu cantinho, mesmo não comentando, acompanhei os posts. Nossa Carlos adorei esse texto, ficou sensacional.

Beijos!

Nathália F. Cortez disse...

Carlos, eu estava com saudades desse seu cantinho, mesmo não comentando, tenho acompanhado as suas postagens.

Adorei esse texto, ficou sensacional.

Ná! disse...

Carlos, estou fazendo uma indicação do seu blog lá no "Veja Blog".

Beijos!

graciete disse...

A beleza da sua escrita e a pureza com a escreve já é bem conhecida entre nós.
Mas a maravilhosa musica com que nos vem presenteando era ainda para mim um pouco desconhecida, mas só me apaz dizer, que bom gosto amigo. Você tem muitas virtudes, e te agradeço amigo, o carinho de tudo que nos presenteia.
Beijos de luz em seu coração

Bia Maia disse...

Carlos querido!

Mas que lindo!
Grandes coincidências, também amo estes nomes que influenciaram e muito a minha vida!

Gostei demais!
PARABÉNS!

Beijos recheados de boa música para você e linda semana!

Biazinha

Faces de Mulher disse...

Descrição perfeita...
Uma mensagem que realmente mostra em seu contexto um entendimento magnífico de intensidade real desses compositores...
Como é bom lembrar que tivemos uma geração de compositores e cantores de qualidade extensa...
Que em suas confirmações pessoais revelavam-nos a boa música informativa e elaborada com perfeita introdução a sociedade política do momento, ministrada com nobres sentimentos...
Muitos foram oprimidos em uma ditadura militar corrompida de maldade e escarnecedora...
Mas, não deixavam abater-se, a cada opressão, mais alimentavam suas mentes brilhantes a escreverem poesias dedilhando em seu acordes a esperança, o amor, a paixão por uma sociedade justa e sem preconceitos...
Conseguiram atingir muitas pessoas...
Conseguiram que muitos enxergassem a possibilidade de mudanças...
Apesar de uma falsa liberdade alcançada...
Fizeram um bem enorme aos que realmente refletiam o que cantavam...
Deixaram uma metamorfose ambulante e nos fizeram enxergar que...
Juntos, somos capazes de transformar...
De conseguir...
De aprender...
De sorrir...
De chorar...
Mas...
O mais importante...
De viver e nos reconhecermos como seres humanos inteligentes com uma pluralidade intensa de valores verdadeiramente importantes.
Parabéns pelo texto AMIGO Carlos!
Estava com saudadessssss...
Bjks
Chrys
;)

Minha ausencia foi devido a falta de internet

Faces de Mulher disse...

Bom estar aqui novamente...
Chrys
;)

BANDEIRA disse...

Oi ! td bem amigo ?

Sobre o " desaparecida ", é que ando um pouco ocupada, não que isso justifique, mas apenas estou fazendo aqui um registro...rsrsr.

Sobre o post : menino, vc é historiador ? pq vc fez uma análise completa, adorei o texto, li e reli. Confesso que fui até ler o que o Everson escreveu, pois tbm gosto do que ele escreve aqui. Aprendi muito aqui agora; não sabia como havia se originado o movimento hyppie. Todos que vc citou aqui tenho admiração. Em particular por Renato Russo, concordo com vc, prá mim, ele foi o maior poeta de nossa música. Sabia falar do amor de uma forma muito peculiar, fácil de se entender, eram letras inteligentes.
Sobre o Raul, não vivenciei com clareza de consciencia a época em que ele fazia sucesso, eu ainda era jovem, brincava com bonecas - rsrsrsr. Mas hoje e muito tempo atras, venho observando suas letras e tbm foi um grande poeta, antenado, plugado e enxergava muito além de sua época, foi um formador de opiniões sem dúvida alguma, assim como tantos outros.
Tenho um carinho especial pelo nosso Gonzagão, por ele ter levado a nossa cultura, a nossa música, e tbm a nossa dor, o nosso sofrimento de que só quem é nordestino conhece,levou nosso povo até o restante do Brasil, graças ao Gonzagão, o forró hoje é conhecido mundialmente. Assim como outros ritmos que são vertentes do forró.
Concordo com o Everson qdo diz que o Roberto de outrora fazia músicas melhores do que o de hoje. O problema está nos compositores, tinhamos, Carlos Cola, Isolda e outros que escreviam divinamente.

E assim é nosso acêrvo musical, cheio de grandes poetas, grandes música. Infelizmente, está sendo manchada por um punhado de gente que se acha competente para escrever e achar que o que escreve pode ser chamado de poesia e ser musicada. Com o apoio de uma mídia que só está interessada em ganhar dinheiro, ás custas da ignorância daqueles adéptos a esse tipo de música que se deixam manipular sem sequer notar que estão sendo manipulados. Mas não os culpo, culpo os governantes que não teem interesse em modificar a forma de educação neste país. Não é interessante para os governantes que o povo tenham opinião própria . Isto seria uma arma contra eles.

Carlos, parabéns pelo texto.
Amei vir aqui,

Grande beijo e obrigada pela visita.

Ricardo Calmon disse...

Bela cronica,tematizando históricas e inesquecíveis musicas,amei escriba e poeta caríssimo nosso!Muito especial,voce e Everton Russo,lindas coisas exalam,em blogs seus!

Braxxxx!

viva vida

Cristiano Contreiras disse...

Belo post, Renato Russo, para mim, é um gênio.

Elaine Barnes disse...

Ah sobre o meu post de 95, foi muito louco. Eu estava fazendo supletivo e caminhava até a escola. Nesse trajeto essa poesia vinha na minha cabeça e eu achei incrível!Os versos vinham até mim com começo e fim. Tive que parar na rua, pegar o caderno e anotar em cima da mureta de uma casa rs.. Veio assim inteirinha como está. Pronta. Acredito que há bem pouco tempo você enfrentou os seus amigo e saiu-se muito bem, lutou e seguiu a luz dos vagalumes, rs
Qto ao Davi,nada ainda. ontem ela foi ao hospital mais uma vez pra ver se está td bem,mas, a qualquer momento ele nasce. Não consigo descrever o que sinto rs... bjão e muito obrigada pelo carinho

(Carlos Soares) disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
(Carlos Soares) disse...

Quando eu disse que refiz texto várias vezes para não ficar longo demais e também preocupado para nao cometer injustiças,eis que vejo que todos os comentários completam para mima a postagem. Fico muito feliz, pela participação, mas não somente por ela,pois vejo que não estou cercado de gente alienada. Todos foram muito felizes em seus comentários com suas pitadas. E digo mais... todos os comentários convergem para meu texto de amanhã: mídia brasileira. Um abraço a todos

Wanderley Elian Lima disse...

Olá amigo, texto belíssimo, todos os citados realmente marcaram a MPB e nos enchem o coração de nostalgia, uma vez que temos que conviver hoje com tanta porcaria que diz cantar e compor. São inesquecíveis e deixaram um legado maravilhoso para todos nós, para nossas horas de saudade da boa música.
Grande abraço

(Carlos Soares) disse...

Oi,Nat.Que bom que voltou,mas é bom comentar também para abrilhantar o blog.Obrigado beijos

(Carlos Soares) disse...

Pois é,Bandeira. Se sumir eu vou atrás memso.bjs

(Carlos Soares) disse...

É Chrys.Sumindo,né.Aí não vale.Comentário super inteligente o seu.Mulher antenada. obrigado.beijos

(Carlos Soares) disse...

Valeu. super Bia.Beijos

CARLA FABIANE... disse...

amigo ...
bons tempos onde se fazia música com a cabeça...
hoje me da nojo de certas ritímos, como o fank...
que saudade do nosso poeta Renato russo...
ele se eternizou em minha vida, parabéns pelo post!
um beijo...

(Carlos Soares) disse...

Valeeu,carla.Xarazinha.Obrigado.Beijos

Gilson disse...

Carlos

Não vou falar nada, você já disse tudo. Época fantástica de grandes nomes, músicas que marcaram nossas vidas de forma forte como Gonzaguinha, Renato Russo e tantos outros, muitos consegui adquirir os cd´s. Fantático belo post, muito bem pontuada na história de cada época e sua influência nas composições.

Obrigado

Sandra Botelho disse...

Nossa ...Um presente este texto.
Amo musica. mais que todo o resto.
Estudei piano por cinco anos,não pude me formar, me casei e faltou tempo(prá não dizer grana)Afinal meu piano não era meu era de minha ,mãe, e ela não quis dispor dele, tbem nem ia caber no meu apto.E outras coisitas mas...
Amo as bandas da minha adolescencia...
Capital Inicial, Engenheiros, Paralamas, Legiao Urbana, Barão Vermelho entre muitos outros.
Felizmente, ainda são sucesso até hoje.
Afinal o que é bom nunca termina.
Amei teu texto( repetindo) aprendi muito.
Bjos no coração!

Fatima disse...

Não cometeu injustiças não. Deu sua opinião e isso é muito importante e interessante tb.
Bjs.

Sandra disse...

Perfeito!
sou apaixonada pela música...
meu filho estuda música, sem dúvida puxou a mãe rsrsrs
Renato Russo faz falta, gosto de todas dele..." Vento no Litoral " é uma das minhas favoritas...

tenha uma ótima noite!

Bjus...

~*Rebeca e Jota Cê *~ disse...

Vamos sortear 10 convites para o novo orkut.


Inscreva-se!



Obs: Válido somente para quem vai participar da blogagem coletiva



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Luciana P. disse...

Música é tudo na nossa vida. Gostei da viagem temporal-musical (se é que isso existe). Música nunca é demais saber um pouco mais, ou pelo menos relembrar o que já sabe.

Beijos

Carlos Albuquerque disse...

Com esta sua crónica fiquei a saber um pouco mais da história da vossa MPB que, se você permite, também é minha. Xico, Vinicius, Bethania, Elis,Gal, Maria Creuza, Toquinho, Baden Powell e outros, muitos outros são presença permanente no meu mundo da música.
E Luís Gonzaga que cantava a alma nordestina.Foi, ouvindo-o, que na minha adolescência aprendi e dancei o baião (Peneira, Dançar o baião e...). Luís Gonzaga tem lugar especial na caixa das minhas recordações.
Abraço