ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

domingo, 9 de janeiro de 2011

SEMANA "AVENTURAS DO CARLOS"- MEU AMIGO RICARDÃO


( imagem google )
Tinha uma amiga que dava festas em sua casa quase todos os finais de semana. Cada um levava algo e saía uma festona. Como eu e Marcos éramos uns dez anos mais novos que todos, éramos também meio reizinhos no meio dele(as) por isso. Uma dia Marcos se deu bem e conquistou uma bela mulher, alta, de corpo imponente. Ele chegou perto de mim na rodinha de violão todo empolgado, dizendo que ia sair com e ela e se eu não me importava de me deixar sozinho na festa. “Claro que não, seja feliz”, falei... “mas cuidado, tem jeito de casada”. “Como assim, jeito de casada?”. Na empolgação não me deu muito ouvidos. “Ela me disse que mora sozinha”. E foi. Dormi por lá mesmo. Já em casa mais tarde fui até ele para saber como foi a noite de amor. Ele me contou mais ou menos assim. “Me dei mal. Você é um cara de sorte, quando não arruma ninguém é para se livrar de confusão e eu quando arrumo, pego logo casada. Nunca passei aperto tão grande. Eu na cama com ela, cheio de amor para dar, ouvimos um barulho da porta da sala e uma tosse de homem. Ela se vestiu apressada dizendo. ‘Meu marido’. ‘Mas você disse que mora sozinha’. Ela disse. ‘Bem, moro, não o quero mais, mas ainda não está definido, ele não larga do meu pé, não sai daqui’. ‘E só agora você me diz isso?”, falei procurando a roupa. ‘Não dá para explicar agora, você tem que sair daqui. Ele vai te matar’. Fui à porta e ela. ‘Não, aí não seu doido. Vai dar de cara com ele. Tem que ser pela janela’. “Rapaz, a janela não cabia nem um gato e eu tive que passar por ela”. Ele falava de um jeito engraçado, como se tivesse vivendo tudo de novo, parece que o susto não tinha passado, e eu rolando de rir. Continuou. “Quando o marido pôs a mão na maçaneta da porta do quarto chamando por ela eu ainda estava só de cueca, com a calça, tênis e camisa na mão. Tentei passar pela janela, mas fiquei entalado, sem ar e a mulher empurrando minha bunda até que caí de cara na lama fedorenta no quintal do vizinho e um cachorrão bravo me encurralou no muro. Latindo demais até babando, joguei meu tênis zerado para ele ir atrás. Foi o tempo que tive para subir noutro muro que dava para a rua, ele voltou e ficou mordendo minha calça, as luzes da casa acendendo e gente gritando. ‘Ladrão, ladrão, pega o revólver’. Pensei, ‘estou morto’, mas consegui me livrar do bendito cachorro e pulei rolando no chão, me relando todo. Saí correndo e algumas pessoas saíram na rua, gritando. ‘Olha lá um cara pelado’. ‘Pelado não, a cueca que é branca’. Só sei que corri demais. Por sorte vi um táxi que no princípio não queria me levar pela situação em que eu estava, mas acabou me levando depois que vesti a calça. Tomei banho de álcool quando cheguei em casa”. Quando terminou, perguntei. “Pelo menos transou com ela?”. “Que nada. Foram só uns beijinhos. Beijinhos caros”. Ri e falei. “Mas eu avisei, ‘parece que é casada’. E ele. “Aproveitando, como você percebeu ou percebe quando é casada?”. Falei. “Isso não conto, segredo de estado, tem um jeitinho que só eu sei, mas não conto a ninguém, ainda mais concorrente”. Ele insistiu tanto, mas não falei nada. Bobo que era, não tem segredo nenhum, mas o deixei na dúvida até hoje.

6 comentários:

Edna Lima disse...

Ufa! Fiquei cansada só de imaginar o sufoco de um caso assim. Mas acontecem muitos por aí.
A foto é demais. Bjs conterrâneo. Edna Campos.

JoeFather disse...

Que situação meu amigo! Ainda não passei por uma dessas e nem vou... Espero...

Abraços renovados!

Everson Russo disse...

Minha nossa,,,e o cara sobrevive a uma aventura dessas...rs..rs..a gente sufoca so de imaginar...abraços de boa semana pra ti amigo.

rosa-branca disse...

Minha nossa...que situação...mas descrita por si eu adorei. Beijos com carinho

Chris... ჱܓ disse...

Que coisa hein amigo?
Fico a imaginar...
É grande aventura...rs
É só o inicío da semana. Tem mais ne!

Obrigada pelo carinho tá.
Feliz 2011.

Bjos no coração!

Majoli disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Rindo demais aqui imaginando a situação desse seu amigo.....ô coitado.
Cada fria né Carlos?
Não foi falta de aviso seu...rsrs.
Amei essa.
Beijos meu querido amigo.
Bem, lá vou eu, tenho mais pra ler, né mesmo?
Antes que você vá lá no Rabiscos e me chame de sumidona de novo...rsrsrs.
Fica com Deus meu amigo.