ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

A FADINHA E O BRUXINHO- A PRIMEIRA BRIGA - DISCUTINDO A RELAÇÃO


Quem tem acompanhado, sabe que a Fadinha e o Bruxinho  se mudaram para o Reino da Poesia, e têm um lindo casal de gêmeos. Tudo uma maravilha, mas pensam que nunca brigaram? Brigaram sim. O Bruxinho chegou de uma longa e estressante viagem, uma missão muito difícil, viu a Fadinha sentada à mesa central da sala, bem compenetrada lendo um livro. Beijou-a no rosto, e perguntou:  “Como vai minha Fadinha?”. Ela mal respondeu: “Ah, sim. Vou bem”, e voltou a ler. Ele perguntou ainda: “Não quer conversar?”. Sem olhar para ele, ela respondeu: “Agora não, por favor. Estou lendo”. O Bruxinho se sentiu ofendido, menosprezado,  e foi se deitar.  Alta madrugada percebeu que a Fadinha não estava na cama, foi até a sala, e viu-a dormindo debruçada sobre o livro na mesa. Cuidadosamente pegou-a no colo,  levou-a para a cama, e curioso, quis saber que livro interessante seria aquele que prendera tanto a atenção dela. Voltou à mesa e viu que era um livro de um Mago famoso de um reino distante. Folheou e leu algumas páginas, pela primeira vez sentiu ciúmes, sua Fadinha se encantou pelo livro e magia de outro. Depois de uma noite mal dormida, ele passou o dia dando-lhe respostas curtas, mal humoradas, monossilábicas, até que ela estranhou seu comportamento arredio, e perguntou aborrecida:  “Posso saber por que está me tratando tão mal, Bruxinho?”. Ele ironizou: “Você acha que estou lhe tratando mal? Engraçado, foi assim que você me tratou ontem à noite. E eu posso saber por que me tratou mal ontem à noite?”. Ela disse: “Não tratei você mal, apenas estava lendo um livro”. “Ah sim”, disse ele, “livro de um tal Mago sei lá de onde. Cheguei cansado, de uma missão arriscada, você nem ao menos perguntou como foi a batalha, sequer respondeu meu beijo, acabou dormindo em cima desse.. desse.. dessa porcaria de  livro”. Ela ficou brava: “Não é porcaria não! É um grande Mago, muito respeitado”. Ele ficou bravo também: “Ah, vai defender  agora? Minha Fadinha  está babando por um Mago que nunca viu. Só falta ir atrás dele”. Ela ficou ainda mais brava: “Agora você está me ofendendo.. seu... seu... seu sapinho. Você está mais pra sapinho do que pra Bruxinho”.  Ele saiu batendo a porta, ela gritou: “Volte aqui, seu sapinho! Precisamos discutir nossa relação. Se não voltar, não dorme na cama hoje”. Ele gritou lá de fora:  “Discutir relação pra quê? Pra confirmar que você tem sempre razão? Oh que bom, vou dormir no sofá!”. Dito e feito, quando ele voltou, seu lençol e travesseiro estavam no  sofá, e foi lá que ele dormiu. Lá pelas tantas, sentiu a mão suave da Fadinha em seu rosto, chamando: “Bruxinho... acorde, meu bem”. Acordou, se refez sentado no sofá, ela fitou-o por instantes, sorriu, e alisou seu rosto de novo:  “Será que meu Bruxinho está com ciúmes de mim?”. Ele respondeu: “Não é bem ciúmes, apenas me senti de lado, rejeitado, preterido. Peço desculpas, fui  rude com você”.  E ela: “Realmente, desconheci você, sempre foi tão doce para mim. Mas eu também reconheço onde errei, devia ter lhe recebido como sempre faço, com beijinhos e abraços, porém o livro é apenas um livro, você sempre estará em primeiro lugar no meu coração. Não tenho mínima intenção de conhecer o Mago, alguém me sugeriu que o livro era bom,  e eu tomei emprestado. Apenas quero que entenda que o mundo não somos só nós dois, eu preciso conhecer pessoas, você também precisa. Achei lindo você ter ciúmes, mas desnecessário . Meu Mago é você... aliás, meu Bruxinho”.  Ele sorriu: “Mas você me chamou de sapinho”. Ela riu ainda mais: “Meu bem, me desculpe, lhe chamei assim, porque foi assim que você ficou, parecendo um sapo, aborrecido, emburrado, bochechas estufadas”. E continuou: “Agora confesse. Teve ciúmes de mim”. Ele negou: “Tive não”. “Teve sim”. “Tive não”.  “Teve sim”. Até que ele concordou: “Tive sim. Mas não ciúmes de desconfiança de você, mas porque você  me acostumou de um jeito tão bonito, tão minha  que eu senti falta, não aceitei ter alguém ou alguma coisa acima de mim. Fui egoísta, não vai acontecer mais”. Ela tapou a boca dele com a mão: “Não foi só culpa sua, eu fui fria, desligada, também não vai acontecer mais. Agora vem... tem uma cama quentinha nos esperando, esse frio está terrível, e eu não quero dormir sozinha”.  Ele não disse nada, apenas carregou-a no colo até o leito de amor.

7 comentários:

Ritinha disse...

Bom dia!!!
Interessante o jeito como escreve e descreve um relacionamento.
Ri do jeito de descrever o sapo... nunca havia pensado nisso.
Muito legal.
bjs e um excelente final de semana
Ritinha

Nina Filipe disse...

Olá meu querido menino, hoje é um dia comemorável para si.
Faço votos sinceros que tenha muitos pela frente, a sua escrita é maravilhosa de se ler, tenha um lindo dia com beijinhos de luz e muita paz.

Anne Lieri disse...

Ai,que graça esse casal!Briga de amor não dói,adorei!Bjs e bom final de seamana,

Fernanda Oliveira disse...

Olá amigo Calos, amei a estória, li duas vezes, uma estória muito gostosa de se ler.
Engraçadinha e romântica!
Gostei da parte que o bruxinho disse:
Até que ele concordou: “Tive sim. Mas não ciúmes de desconfiança de você, mas porque você me acostumou de um jeito tão bonito, tão minha que eu senti falta, não aceitei ter alguém ou alguma coisa acima de mim.

Ficou pra lá de bonita essa parte!

Beijos da amiga Fernanda Oliveira

Jessiiiih =) disse...

aii q lindoo o texto
http://umagarotacitouu.blogspot.com.br/

Paula Barros disse...

Ciúmes e desconfianças mudam o comportamento, que mudam o relacionamento. E a história mostra que é possível contornar a situação.
abraço

Patrícia Pinna disse...

Aplausos para você, poeta. Ficou magnífico.
Achei que quem começou essa confusão foi a Fadinha, pois não importava o que ela estivesse fazendo, parasse, uma vez que o seu Bruxinho havia chegado de uma viagem longa e perigosa.
Quando amamos, queremos logo ver a pessoa, beijá-la, abraça-la, o resto é o resto.
Não que a Fadinha não tenha suas vontades próprias, mas que naquele instante ela não o priorizou, isso é claro.
O livro ela poderia ler depois.
Entendo muito bem a posição do Bruxinho.
Mesmo o casal tendo vidas individuais, existe momento para tudo, e ela não soube ceder.
Essa é a leitura que eu faço.
Contudo, quando existe amor real, ocorre o que aconteceu com os dois, um diálogo, reconhecimento dos erros e tudo fica bem novamente.
Excelente!
Beijos na alma!