ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

terça-feira, 13 de outubro de 2015

ALIENADOS... OU ALENÍGENAS?


( Esse é para a GERAÇÃO WHATSAPP ou GERAÇÃO WALKING DEAD, tanto faz, é a mesma coisa- Esse poema é de 2008... mas como serve para hoje, não é? Quatro pessoas se sentam à uma mesa de bar ou restaurante e ficam todos cabisbaixos, sem se falar, mexendo nos fones. Nosso novo tempo. Sou contra a tecnologia? Claro que não, não sou tolo. Só não podemos nos deixar escravizar pelas coisas. Uma música dos anos 70 já dizia: "As pessoas não se falam mais...". Imaginem hoje então. E aí ficam se perguntando por que a depressão é o mal do século. Fácil, está faltando aproximação, conversas, interesse pelo outro, olho no olho, gentilezas).
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ALIENADOS... OU ALENÍGENAS?
 Saí às ruas.
Queria ver humanos,
só vi zumbis insanos,
profanos, enganos.
Tentei amigos, busquei abrigos, sofri perigos.
Busquei pontes,
vi grandes abismos entre a partida e a chegada.
Busquei um novo tempo,
não vi horizontes.
Ó homens! O que fazem a si mesmos?
Não têm espelho?
Não vêem que viraram zumbis?
Que agora são frágeis robôs?
E esses tantos complôs?
Chega de perguntas,
ninguém vai responder mesmo.
A morte chega via satélite
e não adianta mudar o canal, é tudo igual, o mundo é um só.
Não há alternativa.
Não é como o trem que você salta fora
tem que agüentar até o fim da viagem
e o desengano é uma pesada bagagem.
Olho para a poltrona ao lado e vejo um zumbi
E outro... e mais outro.
Os homens estão distantes.
Pra que procurar alienígenas no espaço
se aqui embaixo há tantos seres estranhos?
Vejo dragões alados, serpentes de sete cabeças,
ET de gravata, monstros terríveis camuflados.
Vejo alienígenas... ou serão alienados?
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( imagem nunoagonia.com )

4 comentários:

Cidália Ferreira disse...

Como sempre gostei do que li...Parabéns, Carlos.

Beijo e um dia feliz

http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

Élys disse...

A tecnologia avança mudando os hábitos.
Um abraço.

Nanda Olliveh disse...

Concordo com você amigo...
Sábado fui passear... e fiquei horrorizada com a quantidade de pessoas com o celular na mão no ponto do ônibus... realmente uma escravidão...

Beijos mil!

Só pra você disse...

Oi querido, que vom que consegui entrar no teu blog, acho que o meu está com problemas, mas aqui estou. Vim agradecer pela visita e dizer que estou com saudades de vc. Vou procurar esse livro para comprar e depois a gente comenta. Bjs e muitos abraços.

Auxiliadora RS