ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

sábado, 28 de setembro de 2013

TRANS_ FORMA_ AÇÃO



 

Trans... forma... ação!
É assim que essa palavra eu leio
não existem o início, o fim e o meio
se entre eles não houver junção.
Tudo se move nesse planeta...
O botão vira flor,
do casulo voa a borboleta
a dor do parto gera amor.
Tem dia que faz sol,
tem dia que o céu chora.
O mundo dorme em escuridão
e acorda em aurora,
e no outro dia, tudo se refaz
Num folha branca nasce uma poesia.
Nada se perde, nada se cria, tudo se faz
dita a natureza uma velha norma.
Só o homem não se transforma...
Mas na minha cabeça de sonhador
quem sabe um dia
reina a harmonia...
e o ódio vira amor ?

terça-feira, 24 de setembro de 2013

O AMOR E A AMORA


Coitadinha da amora...
Acordou um dia pensando que era flor,
e resolveu ir à luta,
foi procurar o amor
Expos-se   feliz à luz da aurora,
mas  passarinho não quis a fruta,
foi procurar verdadeira flor.
Coitadinha... e agora?
Chora e chora.
Vida inglória!
Anda roxinha de tristeza.
Mas se eu contar minha história
debaixo do pé de amora
Tenho  certeza...
você também chora.
(  imagem latina.com.br )



domingo, 22 de setembro de 2013

TUDO É DO PAI! - com PADRE MARCELO ROSSI


Lembremos sempre: Tudo é do Pai, estamos aqui só de passagem, façamos por merecer estar aqui. Tudo nessa terra é perene, só a palavra Dele permanece para sempre. O Bom Pastor deixa 99 ovelhas e vai atrás da ovelha perdida e a carrega nas costas. O bom Pai sempre acolhe o filho pródigo. O bom Mestre lava os pés de seus seguidores, ensinando que a humildade é o ponto mais alto que um homem pode chegar. Isso sim é para sempre.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

MINHA ESPERANÇA


Com muita alegria, eis minha participação atendendo ao convite da amiga Rosélia do  blog:
poesia-espiritual.com.br. Espero ter colaborado bem.

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Leio a Bíblia de forma aleatória, abro qualquer página porque sei que de qualquer uma delas posso tirar alguns exemplos. Como ela se mantém atual! Li uma dia desses, um pouco de Gênesis. Tendo Deus anunciado a destruição de Sodoma e Gomorra, Abraão, humildemente tentou interceder pelos justos. Não era possível, na visão dele, que não houvesse uma pessoa sequer que prestasse nas duas cidades. Perdindo perdão a Deus pela ousadia,  argumentou:  “O Senhor matará juntos ímpios e justos? Bons e pecadores? O justo merecerá o mesmo tratamento que o mau? O senhor não pouparia as cidades, se porventura houver  50 pessoas boas? ”. Deus respondeu:  “Se houver 50 pessoas boas, não destruirei as cidades”.  Abraão insistiu. “Perdão, Senhor. E se houver apenas 45 pessoas boas, o Senhor poupará as cidades?”.  Deus respondeu mais uma vez.  “Garanto-te que se houver pelo menos 45 pessoas boas, não destruirei as cidades”.  “Perdão por minha audácia, Senhor. E se houver apenas 20 pessoas?”. Deus respondeu no mesmo tom de garantia, que pouparia as cidades, ainda que fossem apenas 20 pessoas boas. E assim, Abraão, sempre pedindo perdão, foi fazendo uma contagem regressiva, tentando interceder pelos justos.... e Deus o atendendo... Bem, o final todos sabem.  As duas cidades arderam em fogo e enxofre, sinal que não foi encontrado ninguém bom por lá. No caso da Arca de Noé, foi parecido. Deus ordenou que reunisse sua família e os animais e deixou o restante morrer afogado.
Vamos para os dias de hoje. Quando menino, ouvia os antigos dizerem, que na primeira vez a Terra arrasou em água e na segunda seria em fogo. Eu morria de medo quando ouvia, principalmente quando diziam:  “1.000 chegará, 2.000 não passará”. Eu virava e revirava a Bíblia procurando esses dizeres e não achava. Minha mãe dizia. “Procura direito que está lá”. Bobagem pura, mas essa não é a questão. Sabemos também que se Deus quiser, ele acaba com tudo em minutos. Esse mundinho é muito frágil. Não preciso dizer que vivemos num mundo cruel, cada vez mais capitalista, egoísta e violento, com valores invertidos, crianças jogadas pela janela, o luxo e o lixo habitando a mesma esquina. Ninguém está aqui discutindo como será o apocalipse, como deve ser e se deve ter. Como disse, não sou um especialista, mas com direito a opinião. Humildemente como Abraaão, mas não com a moral dele perante o Criador, faço nos dias de hoje a pergunta meio invertida. Pelo que andamos fazendo, estamos merecendo esse planeta? E por que Deus não acaba com tudo? Deus não acaba com tudo porque existem... Gandhi, Madre Tereza, Chico Xavier, Irmã Dulce, Luther King, Zilda Arns, Chaplin e muitos outros. Só para citar esses conhecidos, mas sei que existem e conheço pessoas anônimas praticando boas ações. Felizmente. Enfim, pessoas que estiveram sempre acima das religiões e se preocuparam com o ser humano, com a fome, com a cultura e com a liberdade. Por causa dessas pessoas, eu acho que Deus anda poupando o mundo porque praticam o mandamento central de Jesus Cristo:  O amor ao próximo. Essa é a minha esperança porque o maior justo de todos morreu pelos injustos.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A FADINHA E O BRUXINHO - MAIS UM SONHO PROIBIDO, DIGO... PERMITIDO.






Mais uma vez a Fadinha pegou o Bruxinho dormindo com sorriso maroto nos lábios, e como o sonho já havia começado, não teria como entrar mais, teve que aguardar a noite seguinte para entrar junto com ele no sonho. Nem quis perguntá-lo durante o dia, bastou que ele fechasse os olhos  para  acompanhá-lo dormindo. Dessa vez não foi uma decepção, mas uma surpresa agradável, ele estava sonhando com ela mesma, sua Fadinha amada. Mas não era um sonho comum, ele sonhava que a estava namorando, o que a fez se perguntar: “Por que sonhar comigo, se estou presente?”. Ela não interferiu, ficou assistindo a cena projetada na mente do amado,  foi aí que ela viu a diferença. Ele a amava como nunca havia amado, não que não a amasse a contento, era sempre bom, ficavam sempre felizes, mas ele inventou no sonho coisinhas que nunca fizera, e isso a agradou muito. Entre surpresa, curiosa e feliz, ela deixou que ele “terminasse” seu louco sonho. Até que na noite seguinte, comentou:  “Bruxinho, nem adianta negar porque já vi seu sonho”. Ele ficou  desconsertado:  “Puxa, Fadinha... me desculpe por esse sonho  estranho”. Ela o tranquilizou: “Desculpar de quê? Eu gostei do que vi... parecia que você tinha mil bocas para me beijar... mil mãos para me tocar... eu parecia uma ilha sendo descoberta por um desbravador... me senti uma fruta saborosa em seu paladar... uma uva, um morango, uma manga apetitosa. Você parecia um passarinho sedento sugando uma flor, e eu a flor, muito oferecida, deixando tudo acontecer. Mas tenho perguntas. Por que precisou viajar em sonho  para fazer tudo aquilo, se estou aqui? Tão ao seu alcance?”. Ele respondeu:  “Ah, não parece, mas sou um pouco tímido ainda”. Ela riu: “Você? Tímido? Com essa cara?”. Engraçado... parece que já ouvi isso também rs rs. Ele explicou: “Ora, você é uma Fadinha, meiga, delicada, vivemos num mundo encantado, não pensei que gostaria das inovações”. Ela puxou o cabelo dele, brincando e brigando: “Pois saiba, Senhor Bruxinho que perdemos muito tempo, por causa dessa sua ... timidez. Merecia um castigo. Onde já se viu ser tímido justo com sua amada? E posso saber onde o Senhor aprendeu aquelas coisinhas?”... e riu. Depois de uma pausa, ele disse:  “Agora já está tarde, um dia lhe conto melhor. Eu não nasci Bruxinho, eu era um homem comum, estava cansado e desiludido do mundo terreno, pesquisei, li muitos livros a respeito, adquiri conhecimentos, viajei uma longa distância até encontrar um grande Mago, e o pedi que me transformasse em Bruxinho.. Depois fiquei adormecido por muitos anos e acordei Bruxinho, com o tempo fui me aprimorando mais e mais, e hoje tenho todos esses poderes que você  conhece. Foi um longo processo. Portanto, tudo o que você viu, trouxe de lá, daquele mundo”. Ela brincou: “Pelo menos alguma coisa boa você trouxe de lá”. E questionou ao amado:  “Só espero que não esteja com saudades do mundo humano,  e que não esteja arrependido de ter  virado Bruxinho”. Ele a beijou:  “Jamais... gosto muito desse lugar puro. Jamais quero sair de nosso mundo encantado, pois foi aqui que eu lhe conheci e sou feliz. Foi no mundo encantado que encontrei o verdadeiro amor. Ela tapou sua boca com a mão: “Ainda quero saber sua história de como virou Bruxinho, mas agora quero outra coisa... faça amor amigo... exatamente do jeitinho que  sonhou”.  Naquele dia não houve sol, ele não apareceu, somente a lua, a noite foi prolongada, foram vinte e quatro horas de noite. Magia do Bruxinho? Não... magia do amor.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A TERCEIRA LÂMINA ( ZÉ RAMALHO - GRANDE FILÓSOFO DA PARAÍBA )


Como diz uma música de Elis Regina, dos anos 70... " pra variar estamos em guerra "

sábado, 7 de setembro de 2013

SÚPLICA DE UM MENINO RIMADOR


Fale  de mim o que quiser,
me chame do que quiser.
Diga que sou oco, louco, pouco.
Espalhe  que digo palavras vãs,
que sou a maçã
que estraga as outras maçãs
que sou burrão, turrão
que não sei distinguir  o que é um espinho e o que é  uma flor.
Pode até dizer que eu não presto
que sou o resto,
que nada em mim se aproveitou,
mas escute a súplica de um menino rimador...
grite, se irrite, me maltrate,
mas, a  vida é tão linda...
não me mate,
não me mate ainda.
Não queira tirar de mim...
o menino que eu sou.





quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A FADINHA E O BRUXINHO - O DIA EM QUE O BRUXINHO VIROU LEONARDO DICAPRIO

 
 
 Dizem que existe a tal intuição feminina, mas a Fadinha nem tanto precisou usá-la para desconfiar do  Bruxinho, pois ele andava com o sono agitado havia vários dias, mexendo braços, pernas, apertando o travesseiro, murmurando coisas estranhas. No início ela pensou se tratar de pesadelos, mas quando viu a carinha suspeita dele, desconfiou, e lembrou-se que ele a ensinara como entrar no sonho do outro. Pois num dia, só esperou que adormecesse, fechou os olhos também e começou a segui-lo em sonho... e pra aonde ele foi?  Para o mundo dos humanos, e quando viu a cena, ficou desolada, seu Bruxinho estava no maior amasso com uma cantora famosa, a Celine Dion, aquela mesma da música do filme Titanic. A Fadinha que era branquinha ficou vermelha, roxa,  de todas as cores de tanta raiva. Foi andando pé ante pé e quebrou a varinha na cabeça dele:  “Bruxinho safado!”. No maior susto, ele disse: “Fadinha... não é nada disso que você está pensando... eu posso explicar”. Ela se irritou ainda mais: “O quê??? Ainda tem a cara de pau de repetir minha frase? Podia ser pelo menos mais criativo, essa frase é velha”.  E emendou olhando para Celine Dion: “E você, sua periguete. Cai fora daqui, senão sobra pra você. Só não te pego agora porque fiz chapinha hoje e pintei minhas unhas... mas não respondo por mim”. E a Celine foi saindo de fininho toda descabelada. De repente acordaram na cama: “Eu aqui, toda novinha, formosinha e você com aquela   “véia” só porque é cantora? Isso me indignou ainda mais. Ele respondeu: “Mas ela é uma das melhores cantoras do mundo terreno. E eu gosto da música do filme Titanic, acho que foi a música que me envolveu”.  “Meu Deus, me dá paciência, senão mato um Bruxinho hoje. Eu não quero saber, sou mais bonita e estou com você. Você me criticou por eu ir àquele mundo confuso, e agora faz o mesmo?”. Ele tentou explicar: “‘Meu bem, mais uma vez vou usar sua  frase. Foi só um sonho, a gente não controla sonhos. Aquele mundo é confuso, mas tem coisas interessantes também, assim como penso que os humanos também veem coisas interessantes no nosso mundo. A diferença é que nós podemos ir lá, ao contrário deles, a não ser os poetas, eles não podem vir aqui. Ela ironizou: “Mas eu  sonhei com Neymar, um rapaz...  e você sonha com Celine Dion?”. Ele meio que apelou:  “Ora, pois ela continua muito linda sim”. E tome cutucadas de varinha na costela. Cada vez mais brava, ela disse:  “Ah que lindo casal!  Estava se achando o Leonardo DiCaprio. Só faltou imitarem a cena do Titanic, os dois de braços abertos navegando na ponta do barco, olhando o mar”. Ele arriscou: “Bem... isso  nós fizemos na semana  passada”. Pra quê ele foi dizer  isso?! Ela quebrou o resto da varinha na cabeça dele: “Se eu visse, ia jogar os dois no mar. Pois é.. então agora se vire... quero outra varinha nova”. Saiu caro para ele, pois varinhas só eram fabricadas numa terra distante, e ainda teria que levar a um Mestre para colocar poderes nela, era um dia de viagem, mesmo no cavalo alado. Mas ela não parou aí, determinou  um castigo para ele de dez dias sem dormir, para que esquecesse da  diva cantora, para que não sonhasse mais com ela. E assim foi. Quando ele fechava os olhos, ela batia na cabeça dele com a varinha nova:  “Acorda,  Bruxinho safado!”.  Ele cochilava de novo:  “Acorda, Don Juan do mundo encantado”.  “Acorda, Bruxinho Dicaprio”. Mas no quinto dia, cheio  de  olheiras, ele implorou: “Por favor, Fadinha, não aguento mais de sono, estou fraquinho, deixe-me dormir”. Ela pensou com peninha dele: “De fato, está mesmo fraquinho, e gosto dele fortinho”. E perguntou: “Promete não voltar àquele mundo,  esquecer sua cantora e ficar só com sua Fadinha?”.  Ele sabia como ganhá-la:  “Claro... acha que  vou trocar a Fadinha mais linda de todos os reinos juntos, para ficar com uma estrela famosa do mundo humano?”. Ela sorriu: “Então venha... encoste a cabeça no meu peito, e durma, meu bem”. Ele se aconchegou no peito dela, e dormiu como um bebê. No outro dia, sem querer, instintivamente, ele assoviou a música do Titanic, e ela gritou lá de dentro:  “Epaaaaa... eu ouvi isso, hein?”. Ele respondeu:  “Desculpe-me meu bem, não vai acontecer mais”. Ela entendeu, mas cantou de lá provocando: “Eu quero tchu.. eu quero tchá”. Ele gritou:  “Eu também ouvi isso, hein?”.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

LODI - ( CREEDENCE )


Podem  inventar qualquer porcaria por aí, mas... rock é rock!!!