ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

terça-feira, 3 de maio de 2016

FALA LÁ FORA!


Parece que o Brasil não se cansa de lances ridículos. Dessa vez foi a vez do investigado /julgador de impeachment ( mais um) Senador Ronaldo Caiado desafiando o Lindbergh Farias, chamando-o pra porrada lá fora. Quando era pequeno, era normal o menino falar dentro da sala pro outro: “Vou te pegar lá fora”... “Lá fora você vai ver”. Aí a gente ia, tinha sempre uma turminha incentivando: “Oba, vai ter porrada”.... “Pedra não, só na mão”... “Quem for homem cospe aqui primeiro”. Então a gente rolava na terra, batia, apanhava, sob os gritos da “plateia” em volta.
Puxa vida, eu torci muito para que eles fossem para a frente do Senado e rolassem na grama para acabarmos de virar piada lá fora. Imaginem a cena, mais de setenta Senadores da República gritando “porrada, porrrada” e os dois marmanjos rolando na grama: “O Lula é ladrão”... “Não é não, o Aécio que é”... “toma, coxinha”... “toma, petralha”.
Vou usar as palavras do ex Ministro Exmo Joaquim Barbosa, assistindo o circo do julgamento do impeachment na Câmara, referindo-se às dedicatórias dos deputados durante o voto. O Joaquim Barbosa disse: “É de chorar”.
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Comparando meus tempos de criança com esse “fala lá fora” de agora, destaco três coisas. A primeira, assisti muitas brigas dos amiguinhos, embora eu só tenha brigado uma vez, mas se falasse mal de minha mãe, aí o bicho pegava, eu não queria nem saber se o outro menino era maior. E a outra coisa é que a gente brigava, mas na outra semana já estávamos jogando bola juntos. E no caso dos políticos, depois do impeachment em breve estarão fazendo falcatrua novamente, o impeachment é um mero detalhe, é um desvio de foco, é um boi de piranha para o restante da boiada passar... e tem cada boi graúdo. No meio dessa boiada estão passando despercebidos, a reforma política, a revisão do código penal e os verdadeiros e maiores corruptos. E a terceira é a mais triste, a sensação de que o voto da gente não vale nada.
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( imagem monografias.brasilescola.uol.com.br )

3 comentários:

Arione Torres disse...

Oi amigo, vim lhe desejar uma ótima semana, abraços e fique com Deus!!

Patrícia Pinna disse...

Boa noite,Carlos. Pois é, amigo.
Infelizmente, tenho de concordar com você e com o ex-ministro.
A população está dividida, a política virou um campo de guerra,massacre total.
Somos piada das piores para todos os países sérios.
Deveríamos exercer a DEMOCRACIA e não a "TERROCRACIA".
MUITO BEM COLOCADO.
Beijos na alma.

Cidália Ferreira disse...

Maravilhoso!

Beijo
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/