ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

sexta-feira, 6 de maio de 2016

ERA UMA VEZ UM MENINO QUE TINHA TRÊS MÃES.




Pode disso? Pode, comigo tudo pode. Por isso digo que Deus é bom comigo, me dando logo três mães, mas antes de contar tenho alguns questionamentos que me põem em cheque, eu mesmo não confio muito em mim rs rs. Será que Deus me colocou essas três mães pelo meu nível de carência? Talvez Ele tenha pensado: “Ele precisa de muito carinho”. Ou será pelo meu juízo que era pouco? Tipo: “Aquele ali só mesmo três mães para educar ou consertar”. Ou quem sabe pela minha chatice? Minha própria mãe dizia: “O Carlos é um menino muito ‘bão’, mas é enjoaaaaado”. Eu retrucava: “Que é isso, mãe? Tá sujando minha barra aí?”. Ela respondia com o dedo em riste: “Eu sou de falar a verdade”. Nesse caso, Deus deve ter pensado: “É necessária a paciência de três para aguentar um cara tão chato”. Bem, falar de minha mãe natural é até dispensável, haja vista que dos mais de cinquenta contos de meu livro, ela está diretamente ligada em pelo menos quinze. Vamos falar das outras mães. Quem me acompanha no blog e principalmente quem leu meu livro, viu alguns textos em que cito Dona Maura, pessoa única em qualidades nesse mundo, grande parceira de minha mãe, principalmente quando meu pai morreu, nem era só ajuda financeira, ela também não tinha dinheiro, era amizade mesmo, aquela presença sempre ali amparando, aconselhando, apaziguando o coração de minha mãe, cheia de filhos. Eu era pequeno, mas eu via isso também, Deus me deu a percepção, a sensibilidade e a gratidão. Paralelo a isso, eu era muito amigo do filho dela, Jaiminho, na minha casa ainda não tinha televisão, eu não saía da casa dela, ia para ver a Pantera Cor de Rosa, iam vários meninos, mas eu era mais, tanto que ganhei de Dona Maura, que era grande costureira, minha primeira calça comprida, branquinha, toda charmosa. Eu me senti ‘tão grandão’ dentro daquela calça, ela foi um presente por eu ter ajudado Jaiminho a sair da primeira série após dois anos reprovado. Com essa calça fiz minha primeira comunhão, minha mãe ficou muito feliz e aliviada, pois teria que se desdobrar para comprar uma. Dona Maura até hoje repete com o mesmo sorriso farto, gostoso e voz suave: “Você para mim é como um filho”. Tudo isso está melhor contado dentro do livro. Agora, a outra mãe, Dona Luca. Quando minha mãe já havia se mudado para Vitória, passei a morar com dois amigos que eram irmãos, Dona Luca, mãe deles que morava em outra cidade ia sempre nos visitar, e nesse tempo já me dava conselhos diversos. Desanimado da cidade, eu queria ir embora de todo jeito, pelo menos ficaria perto de minha mãe, até saiu um emprego para mim mais tarde em Vitória, mas antes disso, apareceu um outro, bem atraente justamente onde morava Dona Luca. O filho dela disse na minha frente: “Mãe, o Carlos vai trabalhar lá, a senhora se importa de deixar ele morar com a senhora até ele se ajeitar?”. Ela respondeu: “Claro que pode, pode ficar o tempo que quiser. Amigo de meus filhos, é meu filho também. E ai dele se não me obedecer lá”. A casa era pequena, mas eu me sentia seguro, ela arrumava o sofá para eu deitar com muito carinho, eu obedecia como se fosse à uma mãe ( e era mesmo), não chegava tarde, respeitava as filhas dela, é claro que eu ajudava um pouco, comprava pizza, refrigerante para elas, cerveja para mim, enfim me senti adotado. Com o tempo ela desocupou um quartinho de bagunça no quintal, limpou ele todo para mim, aí eu comprei uma cama, mas antes de dormir eu estava sempre lá com elas. Nas poucas vezes em que minha mãe natural e Dona Luca se encontraram, não havia ciúmes, o que eu sentia em minha mãe era gratidão por ela estar cuidando de mim, assim como era também com Dona Maura. Um trio... um trio de amor que foi selecionado por Deus, antes mesmo de eu nascer, para cruzar minha vida, e tornar minha caminhada mais suave e protegida. Eu digo: O amor de mãe é o que mais se aproxima da perfeição do amor de Deus. Imaginem então esse amor multiplicado por três. Essa é a linda história de um menino que tinha três mães.
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A morena de cabelo branquinho é Dona Maura. A que está na pia é Dona Luca... e a clarinha abaixo, minha mãe natural Sebastiana.

4 comentários:

✿ chica disse...

Linda mesmo essa história e mereces essas três mães maravilhosas que te criaram, acarinharam e te fizeram esse ser cheio de sensibilidade que és! abração,tudo de bom,chica

Cidália Ferreira disse...

Postagem divina

Beijo e um feliz dia

http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

Ivone disse...

Que linda história, três mães, isso é que é ser afortunado, que bom que és uma alma agradecida, saber reconhecer o amor que nos é dedicado é dom, um rico dom!
Piscianos do bem são assim, recebem mais e mais, quanto mais dão mais têm!
Amei ler aqui meu amigo querido, tens o dom de escrever levemente, com todas as sensibilidades, bem sabes o quanto amo tudo isso, poder ser espontâneo, acho que é isso que nos faz crescer leve e livre!
São lindas as suas mamães!
Abraços apertados em todos vocês!

Roselia Bezerra disse...

Boa Tarde, amigo carlos!
É espetacular sua história! Lidna demais!
Também tive mais de uma mãe e as que nao foram de sangue me amaram MUITO...
Estão todas no céu...
Feliz e abençaodo fim de semana!
Bjm muito fraternal