ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

terça-feira, 12 de agosto de 2014

SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS - O FILME... O MEU FILME,

SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS- O FILME   ( recordando junho/2010 )
Esse é um filme no qual sempre estive inserido , mesmo sem nunca ter assistido. Assisti agora há uns três meses, mas passei anos procurando em locadoras, tentando baixar na internet, pedindo amigos... e nada. Como digo sempre, a poesia que sempre é boazinha comigo, um dia me proporcionou a dádiva de ver esse filme. Chamo de dádiva, sem exageros, ou com exageros, como queiram, porque o filme é tudo que penso. Quem me acompanha com atenção, entende porque o exagero e porque estava inserido nele. Acabei assistindo num momento improvável, olha o improvável aí de novo. Foi numa noite de insônia, exatamente quando liguei a tevê, vi lá.  "Sociedade dos poetas mortos". No elenco ninguém menos que Robin Williams, que já fez outros filmes belos como "Patch Adams, o amor contagia" ( esse também é de chorar), "Bom dia, Vietnam" e outros tantos, mais de cinquenta.
Um professor (Robin Williams) nada convencional, na contramão do ensino ortodoxo, austero, padronizado como viseira de burro, começa a ensinar aos alunos, jovens ávidos por novidades, um novo jeito de se fazer poesia. Mais que isso... viver a poesia... ser a poesia na acepção da palavra. De cara, ele põe sobre cada mesa um livro de um grande autor, totalmente padronizado literariamente, clássico, que não dá direito ao leitor de pensar. Manda que abram em certa página, onde está ressaltada justamente essa limitação de pensamentos, o não à liberdade de se expressar, conforme seu coração deseja. Pede que leiam alto e quando terminam, diz:  "Rasguem". Depois dos olhares estupefatos, os alunos começam a gostar da ideia e... rasgam mesmo. O professor diz mais ou menos assim:  "A partir de hoje, a poesia mudou. Nada de convencional. A poesia é você. É muito mais que se sentar atrás de uma mesa e colocar coisas no papel. Poesia é jeito de ser. De se movimentar. Poesia se faz toda hora. E ela não tem regras, a não ser a sua própria sensibilidade". Levava os alunos para o pátio e mandava que andassem até certo ponto". Os alunos caminhavam. Depois, o professor dizia: "Agora caminhem, da forma como vocês gostariam de caminhar". O alunos iam de novo, e todos caminhavam diferentes um do outro, mais soltos, desinibidos, e por isso mais felizes. Por quê? Porque até o direito de andar é padronizado, é preciso andar certinho, corpo alinhado, seguir modinhas". Um dos alunos, que resistia ao método, resmungou algo baixinho. O professor pediu que ele expressasse sua desaprovação, sua raiva, com o novo método, mas de voz alta. Oaluno disse em voz alta. Mas o professor, insiste: “É pouco, fale com mais raiva. Cadê a sua raiva, sua expressão?". Com certeza, houve grande resistência da diretoria da escola e até dos pais e da sociedade em si, porque quando há um poder dominante, as viseiras são gerais. O final, não foi exatamente com eu queria, pois devido à resistência da sociedade, vi a arte sendo assassinada. E tudo que o rapaz queria era representar. Lá em cima, falei que sempre estive inserido no filme, porque quem me conhece, sabe que sempre pratiquei o ensinado pelo professor, o CARPE DIEM, que é viver o momento, aproveitar as coisas, o que se tem na mão, viver o hoje e acima de tudo, não fazer só poesia no papel, mas vivê-la. Passei e passo minha vida dizendo isso às pessoas. Sei que sou retórico, meus poemas e textos, estão sempre falando de liberdade, não da liderdade física que também é importante, mas também da liberdade do pensamento, de expressão, principalmente se você tem um dom. E acho que todos têm. A imaginação é a única coisa que ninguém  pode nos tirar. Quando tiram é porque você deixa.  Entendo , se vejo uma placa “entrada proibida”, compreendo e acato, respeito esse limite físico, mas a liberdade de pensamento não, essa é só sua, repito... ninguém pode lhe tirar. Ah, já ouvi tanta coisa boa por isso: "Por isso é bom falar com poeta, a gente sempre sai com astral pra cima". Já ouvi críticas também, fazem parte, mas minha consciência a quem devo primeiro satisfações, essa está sempre tranquila. Há uns meses, teve apresentação poética em praça pública e como outros amigos poetas, fui convidado. Chegando lá, não avisado de que seria um sarau, vi que recitavam poemas  de grandes mestres da literatura. Muito numa boa, eu não quis recitar. Questionado, respondi:  “Carlos Drummond de Andrade e Mário Quintana não precisam de mim. Já são grandes por si. Eu quero dizer o que eu tenho a dizer. Eu tenho material e opinião a mostrar. Eu tenho minha poesia e é ela que eu quero recitar. Se não puder, prefiro não participar”. Mas fiquei ali assistindo, achei tudo muito bonito, essas coisas não me chateiam. Aproveitei para bater bons papos na praça que estava linda, noite agradável. Afinal dou sempre um jeito de extrair algo de bom de qualquer momento. Sigo meu CARPE DIEM. E por mais que haja resistência, os poetas não estão mortos, porque eles sim... são a verdadeira resistência.
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Nota do autor: Esse texto acaba sendo hoje uma homenagem a esse grande ator ROBIN WILLIAMS.  Puxa vida... como a arte tem perdido esses dias!

5 comentários:

Rô... disse...

oi Carlos,

grandes perdas mesmo...
a arte fica cada dia um pouco mais triste...
linda homenagem!

beijinhos

Dorli disse...

Bravo poeta,
Estou contigo e não abro: às vez, três linhas de escritos poéticos valem mais do que um conto enorme que logo no começo quem o lê já sabe o final.
Não são as rimas, as metáforas, as metonímias que fazem uma poesia ficar maravilhosa, mas quando a gente sente que o coração do autor passa por essas linhas e é isso que sinto quando leio tudo que escreve.
Adorei
Beijos
Lua Singular

Nádia Santos disse...

Poeta, adorei seu texto e nós temos muito em comum. Fiquei triste com perda, grande ator... Um bjão pra ti

Cidália Ferreira disse...

Gostei de ler!

PAZ À SUA ALMA!

Beijo
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

© Piedade Araújo Sol disse...

que descanse em paz.

:(