ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

terça-feira, 8 de julho de 2008

GUERRA OU PAZ?

Todos buscam a paz. É muito bonito sonhar com borboletas sobre nossas cabeças, com passarinhos em revoada, com amor total, arco-íris, pessoas se abraçando. A utopia é mais linda que a realidade .Quem dera poder viver somente na utopia e sorrir de mentira, hipocritamente, cinicamente. “Eu te odeio”, às vezes é muito mais sincero do que “eu te amo”. Quem diz, ”eu te odeio” não está mentindo, enquanto quem diz “eu te amo” pode estar maquiando, iludindo, embora seja muito mais agradável ouvir a segunda.
É na guerra que se conhece as pessoas, é nas crises, nos instantes de raiva que as pessoas dizem o que realmente pensam de você. É na guerra que todos mostram suas armas e seus venenos. Quando estão com raiva elas descarregam, soltam o que não gostam e vêem em você. Coisas que no instante do abraço, preferem jogar atrás da cortina ou debaixo do tapete. Ora, sejamos sinceros. Digamos às pessoas que amamos, as verdadeiras verdades. Digamos a elas seus defeitos sorrindo para elas, olhando nos olhos. Nada de abraço de tamanduá, ou beijos de Judas, ou lágrimas de crocodilo. Já dizia meu velho pai, que agora mora no andar de cima: “Guarde tudo que as pessoas falarem de você e para você. Críticas e elogios são a construção de sua vida. Assim como um prédio tem areia, cimento, tijolos, tanto uma como a outra são necessárias. Mas que os elogios não sejam máscaras, te maquiando, iludindo que você é o melhor do mundo, e nem tampouco, as críticas sejam punhais te ferindo o coração a vida toda. É preciso conviver com os dois lados da moeda, porque ela nunca cai de pé. Se cair, desconfie. Alguém está roubando nesse jogo”.
Portanto, não me engane com a sua paz. Declare-me sua guerra para eu saber quem você é e o que sou para você. A vida é cheia de paradoxos. O bem e o mal foram traçados desde o início dos tempos e são apenas alguns dos vários paradoxos a que estamos sujeitos. Somente a cobra engole sapos pra ser feliz.A cada dia me perco na dúvida se devo viver na paz... ou na guerra.
Se falei bobagem nessas linhas, desculpem-me... todo mundo tem direito a cinco minutos de bobeira na vida.Talvez eu tenha gastado os meus agora, mas estou cansado de slogans de paz.
Já dizia o grande cantor, poeta, filósofo, roqueiro, um homem à frente de seu tempo e de seu país, Raul Seixas: “Eu sei que o mais puro gosto do mel é apenas um defeito do fel, e que a guerra é produto da paz“.
HOJE DIA 08 DE JULHO DE 2008, EU ESTOU COM MUITA RAIVA!!!
E na verdade nem estou preocupado se a moeda vai cair de pé.

2 comentários:

sonia disse...

Carlos, li seu blog e senti você amargurado, mas não se desespere, infelismente a vida tem momentos bons e ruins, mas isto passa. Tenho certeza que você é muito amado, se alguém te magoou não jogue tudo pró alto por uma onda passageira. Infelismente todos passam por ela, e "felismente" ela passa e tudo volta ao seu ritmo normal. Sou uma grande admiradora sua e te desejo muito paz. Bjs.

Carlos Soares de Oliveira disse...

Obrigado,Sônia.Muito gentil você.A gente vive de ondas.Tenho certeza que a próxima onda será mais branda e leve comigo,não me jogará de encontro às pedras