ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

terça-feira, 1 de julho de 2008

DON JUAN


Entre gueixas e sereias,
o desejo de incendeia num simples toque de lã.
Não escolhe, acolhe...
proibidas, comprometidas e donzelas.
No galanteio no ouvido te revelas.
Teu nome é Don Juan.
Quem é esse moço
que sabe ser amado e amante?
Dos cavalheiros, o mais elegante.
Que envolve, que absorve.
Que resolve os anseios delas.
Há suspiros em todas as janelas.
Quem és tu Don Juan?
O que trazes nessa flor?
Uma teia perigosa ou a certeza do amor?
O que queres dessas mulheres
que afloram, se desfloram no teu toque leve como brisa da manhã?
Tuas palavras inebriam mais que o vinho de tua taça
e quando a vontade passa, recomeças o vai-e-vem.
que sabes como ninguém.
Quem és tu Don Juan?
O que trazes em tua maçã?
Todas sabem a resposta:
Noites inesquecíveis... e saudades de manhã
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CARLOS SOARES DE OLIVEIRA

Um comentário:

Anita Fonseca disse...

Poema do amigo aprendiz
Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...

Fernando Pessoa