
Chega dezembro e é quase invevitável fazer uma reciclagem do que se passou, embora eu nao goste muito disso, pois reciclagem tem uma tendência mesmo que suave de nos levar ao passado, e passado, se a gente deixar tomar conta e a gente se esquece do futuro, e o que é pior, esquece até do presente, esse sim o mais importante. Esse ano de 2011 foi atípico para mim, embora pensando assim rápido quase todos os meus anos foram assim, temperados de extremos, de divergências e convergências, de alegrias e tristezas. Estive no olho do furacão, lutei sozinho contra muitas coisas, mas isso foi bom, testou minha resistência e depois de alguns arranhões posso afirmar que me saí bem, mas teve momentos que quase fraquejei. O furacão ainda não passou todo, ainda joga umas rajadas de vento no meu peito que me assustam um pouco, mas o que seria de um pássaro se não fosse o vento? Sendo assim, uso o vento como impulso para meu próximo voo, ainda que turbulento. Sobre trabalho, foi tranquilo, não trabalhei muito esse ano , eu que vinha havia seis ou sete anos sem férias, nesse fiquei bem folgado. No próprio trabalho teve alguns desafios e eu os superei. Na parte literária, com certeza esse foi meu melhor momento quando lancei meu livro. Nâo vou me apegar a detalhes, apenas digo que foi muito bom e por mais que eu tenha me preparado para o dia, foi muito mais emocionante do que eu pensava. Tive algumas decepções, justo quando eu mais precisei, pessoas próximas que diziam gostar de mim, sumiram. Infelizmente enfrentei hipocrisia, cinismo, inveja, quanto mais falo contra essas palavras, mais elas me perseguem. Fui deixado de lado no meu melhor e no meu pior momento. Na hora de comemorar olhei ao lado e as pessoas não estavam. Na hora do apoio, olhei de lado e as pessoas estavam. Não para ajudar ou apoiar, mas para julgar, condenar , rir, execrar. Estou falando mais especificamente do meu livro, houve um boicote cruel, típico de gente mesquinha que até então caminhava comigo e torcia para meu grande dia. De tudo tiro algo bom, meu coração tem uma peneira que separa o joio do trigo, e na hora certa, sobre ela só ficarão as verdadeiras amizades, o resto vai para o lixo. Em termos gerais, considero que o ano foi bom, Deus, o único que tem o verdadeiro poder e discernimento de julgar, tem me ajudado como sempre, sabendo de minhas fraquezas, mas também de minhas virtudes, pois Ele também tem uma peneira que separa o bom do ruim. A grande notícia é que estou preparando o lançamento de mais dois livros para 2012, é isso que me move: A poesia, e nada vai me tirar isso, nem a inveja, nem a hipocrisia, ela é meu escudo e alento contra sentimentos negativos. Viva Deus! Viva a poesia! Viva Carlos... esse garoto sonhador, que carrega dentro de si a a difícil utopia de um mundo mais fraterno, com menos sentimentos ruins.