ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

domingo, 15 de fevereiro de 2026

LEMBRANÇAS AMIÚDE.

 



Nunca mais vi aquele menino 
de jogo de bola na rua,
que apesar de tenra idade,
já namorava a lua. 
Que voltava da escola com a camisa nos ombros,
e de noite, dormia tranquilo ,
apesar dos assombros. 
De sonhos distantes e amiúde.
Tentei reencontrar, nunca mais eu pude.
Nunca mais vi aquele menino,
de olhar peregrino,
cuja lembrança ainda me incendeia, 
de frases escritas na areia,
sabendo que o vento ou a chuva iam apagar, 
mas no outro dia, escrevia tudo de novo,
acho que era um jeito de com o tempo brincar. 
Ah, malditas curvas
dessas estradas turvas
que levaram o menino,
e me legaram apenas lembrar. 

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(Imagem  Andrew Judd)

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