Nunca mais vi aquele menino
de jogo de bola na rua,
que apesar de tenra idade,
já namorava a lua.
Que voltava da escola com a camisa nos ombros,
e de noite, dormia tranquilo ,
apesar dos assombros.
De sonhos distantes e amiúde.
Tentei reencontrar, nunca mais eu pude.
Nunca mais vi aquele menino,
de olhar peregrino,
cuja lembrança ainda me incendeia,
de frases escritas na areia,
sabendo que o vento ou a chuva iam apagar,
mas no outro dia, escrevia tudo de novo,
acho que era um jeito de com o tempo brincar.
Ah, malditas curvas
dessas estradas turvas
que levaram o menino,
e me legaram apenas lembrar.
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=
(Imagem Andrew Judd)

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