ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

EMBALOS DE SÁBADO À TARDE.


Enquanto o mundo se desentendia, a gente se entendia por aqui. Enquanto tudo se desarrumava lá fora, entre atritos e conflitos disso e daquilo, aqui dentro a gente desarrumava nossa cama. Enquanto o mundo gritava, chorava ou sorria, a gente murmurava palavras que só a gente entende. Enquanto o mundo inventava coisas de tecnologia, viagens espaciais e tudo o mais, a gente inventava nossas doces maluquices, fizemos de nossa cama um cometa flamejante, e nele atravessamos o mundo até chegar ao planeta Vênus. Tudo isso sem sair do lugar. E quem disse que para viajar é preciso sair do lugar? Num quarto, numa solidão a dois, numa auto reclusão de amor, tudo acontece, tudo pode, tudo vai, tudo dispara, tudo se encaixa. E quanto mais bagunçado, melhor, porque o amor é assim, pode cair tudo, travesseiro de um lado, lençóis para o outro, roupas no chão, só a gente que não se perde porque se encontra no abraço, não dá desgrudar, a gente se dá um laço, e nada desata esse nó. É muito lindo um quarto bagunçado de amor. E foi assim... enquanto não sabíamos se lá fora chovia ou fazia sol, no nosso quarto chovia e fazia sol ao mesmo tempo... pensando bem, foi um dia tão nosso, tão longo que aconteceram as quatro estações. Enquanto o mundo discutia o que comer, o que beber, a gente se comia e se bebia, num banquete de prazer, e numa fonte inesgotável para nossa sede, quanto mais a gente bebe, mais a gente quer. Enquanto o mundo discutia a moda, nós passamos o sábado inteirinho nus... nus fisicamente, tal qual nascemos... mas vestidos de amor.

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( imagem google )

6 comentários:

✿ chica disse...

Muito lindo!O amor bastava...Enchia o quarto! abração praiano,chica

Ivone disse...

Que lindo poetar por aqui, belo embalo de sábado à tarde, tanta sensualidade no amor pleno!
A vida só tem valor quando nos entregamos ao amor, bem assim, confiante!
Amei ler querido amigo poeta Carlos!
Aproveito para lhe desejar um lindo ano, bem assim, repleto de amor!
Abraços apertados!

lua singular disse...

Oi Carlos
Mama mia
Voltei aos meus 30 anos. Agora dói tudo tem que ser: é devagar...é devagar, devagarinho.kkk. Isso é porque dói só meus pés. Estou tomando providências médicas
Loucura total
Amei
Beijos
Lua Singular

Cidália Ferreira disse...

Muito bom, amei.

Beijos. Bom fim de semana

Enigma disse...

Boa noite, Carlos.


Belíssimo texto, fazer amor é tudo o que escreveu
Síntese de luxúria e prazer.

Beijos inspirados.

Enigma

Roselia Bezerra disse...

Ola, Carlos!
O amor extasia por si só...
A imaginação voa e o próprio amor favorece...
Seja muito feliz e Abençoado !
Abraços fraterno de paz e bem