ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

terça-feira, 18 de outubro de 2016

E O NOBEL DA LITERATURA VAI PARA... NÃO, NÃO VAI PARA A LITERATURA.




Tem uma música do  Bob Dylan  que diz que  “a resposta está soprando no vento”, mas eu diria que uma pergunta também está soprando no vento: Por que dar o Nobel de Literatura ao Bob Dylan? Antes de mais nada devo dizer que sou fã  dele, é um de meus ícones do rock anos 60/70, gosto dessas músicas de protesto, filosóficas, ideológicas, proféticas, enfim, músicas que põem as pessoas para pensar. No Brasil quem faz isso muito bem são Raul Seixas (fazia), Zé Ramalho e Zé Geraldo. Bob Dylan é um grande letrista de música, mas não é escritor, escritora de verdade, na acepção da palavra, por exemplo, é Lygia Fagundes Teles que estava cotada para o prêmio, por isso eu vejo incoerência, pois desprestigia o escritor, o poeta, o contador de casos, o contista, os “Drummond’s”, os “Sidney Sheldon’s”, desestimula a todos nós escritores. Ora, se querem homenagear um grande compositor como o Bob Dylan, então que se institua o Nobel da Música, seria muito interessante e justo, ver disputando , John Lennon, Nat King Cole, Elton John, Louis Armstrong, mas não mexam na literatura, a literatura é um mundo mágico, lúdico, telúrico, interdimensional. A música é um outro campo da arte. Desse jeito o cara que inventar o remédio para calvície vai ganhar o Nobel de Medicina. Fica parecendo (e acredito muito nisso) que faz parte do plano mundial de banalização das coisas, isso coloca a verdadeira literatura num plano inferior, desvirtua, se essa prática for adiante vai causar um certo desinteresse na criançada pela leitura... será que é esse o propósito? E como a banalização está virando uma bola de neve, daqui a pouco compositores até de qualidade inferior ao Bob Dylan vão passar a ser contemplados.  Desculpem-me os fanáticos, mas quem leu “O Pequeno Príncipe” não pode aceitar Bob Dylan como o Nobel de Literatura, mesmo respeitando-o como grande compositor. Quem sabe? ... talvez ele mesmo não concorde e talvez por isso esteja esnobando o prêmio.

11 comentários:

Ana Bailune disse...

Com sinceridade: Bob Dylan nem é tão bom assim...

Carmen Lúcia.Prazer de Escrever disse...

Carlos você tem razão,pois quem leu o Pequeno Príncipe jamais esquece e nem pode pensar em Bob Dylan como ganhador do prêmio Nobel de Literatura,principalmente por não ser escritor.
Adorei a sua crônica.
Bjs e obrigada pela visita.
Carmen Lúcia.

PAULO TAMBURRO. disse...


CARLOS,

só pode ser brincadeira!!!

Um abração carioca.

lua singular disse...

Carlos:

Precisamos de pessoas mais especializadas para julgar
Arrumei os "habitantes"e coloquei anjos, devia estar com fome.kkk
Beijos
Obrigada
Lua Singular

Cidália Ferreira disse...

Muito bom.

beijo

Toninho disse...

Meu caro amigo, somos fãs do Dylan pelo bem colocado acima, assim como Buarque e Vandré.
Mas seria de bom senso mesmo o premio Musica. Esta estatueta me parece que tem muito de política e bajulações.
Assino.
Que a semana esteja boa e leve.
Meu terno abraço

© Piedade Araújo Sol disse...

Carlos

muito ainda se vai escrever sobre este prémio ...

;)

Janita disse...

Para ser sincera, devo dizer que, passada a surpresa inicial, até que aceitei a escolha de bom grado.
Se já há livros digitais porque não premiar a poesia cantada?
Os tempos são de mudança e temos de aceitar esta nova realidade.
Quem parece não estar pelos ajustes é o próprio Dylan. Os membros da Academia ainda não conseguiram contactá-lo.

Casos insólitos da vida real, meu caro amigo!

Um abraço.

Zilani Célia disse...

OI CARLOS!
MUITO BEM DITO, O "NOBEL DE LITERATURA" PARA UM ESCRITOR, O DE MÚSICA PARA UM COMPOSITOR E POR AI VAI.
SEM DESMERECER DYLAN QUE ACHO GENIAL MAS, NADA A VER COM LITERATURA, É BANALIZAÇÃO DE UM PRÊMIO QUE SEMPRE TEVE UM GRANDE CONCEITO E QUE AGORA FAZ ESTE PECADO IMPERDOÁVEL.
ABRÇS

http://zilanicelia.blogspot.com.br/

Marisa Giglio disse...

Carlos , também torcia pela nossa Lygia Fagundes Telles .
Beijos

Marisa Giglio disse...

Carlos , também torcia pela nossa Lygia Fagundes Telles .
Beijos