ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

terça-feira, 22 de abril de 2014

OS SAPOS TAMBÉM AMAM


Era uma vez num reino distante. Corrijo... Era uma vez num brejo distante... rs rs. Uai, o que é que tem? Então só porque é brejo não pode acontecer um conto de fadas, uma historinha de amor? Vão querer elitizar até o amor? Pois saibam que o amor acontece nos lugares mais improváveis, mais imprevisíveis e da forma mais simples... porque o amor é simples, como a maioria das coisas boas da vida. Bem, vamos lá que a inspiração não pode esperar. Era um brejo quase igual a todos, cheio de sapos, claro, e tinha também outros bichinhos, e viviam numa calmaria, naquele coachar constante de uma nota só. Porém havia um sapo diferente dos outros, aliás, um sapinho e uma perereca, que ainda não se conheciam, mas tinham semelhanças, assim como na vida real, em que uma pessoa nunca viu a outra, e quando se cruzam, descobrem que têm afinidades. Mas por quê o sapinho era diferente? Porque não se limitava a coachar, gostava de conhecer lugares, saltitava ali e acolá o dia todo, o tempo todo. Era um brejo enorme, parecia mais um pântano, e no fim dele tinha uma gruta. Um dia o sapinho quis conhecer a tal gruta, e quando lá chegou, tristezinha sobre uma pedra, uma pererequinha chorava ( pausa para rir rs rs). Sapinho gentil que era perguntou: “Por que está chorando, linda Pererequinha?”. ( rindo de novo rs rs. já falei pra mim mesmo que o autor não pode se sentir dentro do texto, aí fico rindo toda hora ). Ela respondeu: “Oh, Sapinho amigo. Obrigada por se preocupar com essa Pererequinha abandonada. Estou chorando porque na verdade eu não sou uma perereca”. Ele se assustou: “Como assim? Você tem cara de perereca” ( ai ai rs rs)”. E ela: “Tenho, mas não sou. Uma bruxa invejosa, me jogou um feitiço, me deixando assim... estou aqui há anos. Nunca apareceu um príncipe, nem vai aparecer, para me dar um beijo e me fazer voltar a ser uma princesa”. O Sapinho abaixou a cabeça triste também: “Bem... eu também não sou um sapo... sou um príncipe, um bruxo terrível me fez o mesmo, e agora vivo a esperar que alguma Princesa me beije e me faça voltar a ser o Príncipe lindo que eu era ( Sapinho convencido esse, hein? rs rs ). Por isso, vivo saltitando por aí na esperança de que alguma me veja e tenha coragem de beijar um sapo”. Eles se abraçaram compartilhando a dor, até que ele teve uma ideia: “Dizem que bem longe daqui existe um Mago poderoso... quem sabe ele pode nos ajudar, desfazendo o feitiço? Vamos correr riscos, fugir de predadores, mas pode ser nossa chance”. A Pererequinha sorriu: “Estou começando a gostar desse Sapinho aventureiro e corajoso. Vamos juntos enfrentar essa jornada”. Depois de passar muitas dificuldades por dias e noites, parando mal mal para descansar, chegaram ao tal Mago, que os desanimou: “Infelizmente não posso ajudar. Esse tipo de feitiço só mesmo com um beijo, precisam continuar à procura de alguém que beije vocês”. Voltaram desanimados para o brejo, ficaram um longo tempo na gruta, calados e unidos na mesma tristeza e sina. De repente, ela teve uma ideia e disse com olhar brilhante: “Sapinho... acho que tenho a solução. Você precisa de um beijo de uma Princesa. Eu preciso de um beijo de um Príncipe. E o que somos? Príncipe e Princesa. É só a gente se beijar” ( Pererequinha assanhada rs rs. É a libertação das mulheres até no mundo imaginário). O Sapinho ficou feliz: “Claro, por que não pensei nisso?”. Com muito jeitinho, abraçou-a, inclinando-a no colo, e beijou a Perereca ( ai ai rs rs). Beijou longamente. Mas de nada adiantou, continuaram sapo e perereca, tristes de novo. Até que ela cortou o silêncio: “Pensando bem, pra quê virarmos gente de novo? Qual a diferença se nos amamos? Se temos amor não importa nossa forma física”. Ele a acariciou: “Você está certa. Seremos felizes como somos, o que precisamos já temos: nosso amor”. Ela completou: “De certa forma, nosso beijo nos despertou sim... despertou para a certeza de que havendo amor nada mais é preciso. Gostei muito do seu beijo, meu Sapinho serelepe”. Ele respondeu: “E você é uma Pererequinha muito charmosa”. Deu mais uma beijinho na Perereca. Eles se casaram, foram três dias de festa no brejo. E viveram felizes para sempre... e tiveram muitos sapinhos.

19 comentários:

Nádia Santos disse...

Poeta hoje você se superou, essa sua historinha de amor entre o sapo galã e a perereca sapeca é muito divertida e romântica. Eu ri demais mas achei adorável. E até imaginei tu se desmanchando de ri enquanto escrevia rsrsrsr.
Um bj

Dorli disse...

Oi Carlos, você me fez rir muito, se eu ainda estivesse na ativa iria contar essa história para meus alunos.kkk
Amanhã....tem terror no meu blog.kkk
Você elogiou minha poesia, vinda de um poeta renomado, pelo ao menos, hoje alguém me fez feliz, obrigada.
Beijos
Lua Singular

PAULO TAMBURRO. disse...


É verdade Carlos, inclusive sem se tornarem mais humanos e, nesse relacionamento, ela poderá engolir sapo com muito prazer e ele, terá em tempo integral, uma perereca à sua disposição (rs).

Não será uma farra?

Um abração carioca.

Marli Soares Borges disse...

Oi Carlos!
Você como sempre, inspiradíssimo! Adorei a história e o seu jeito de contar. Bjs
Blog da Marli

Cidália Ferreira disse...

Bom dia Carlos
Texto lindo cheio de sentido de humor, precisamos rir.
Como se costuma dizer, até os bichinhos gostam, ehehehehehheh.


Beijo
http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Uma história cheia de sensibilidade e bom humor.
Nós atribuímos os nossos sentimentos aos humanos. Os animais também se amam e alguns fazem-nos por toda a vida.
As fadas trabalham sempre do lado dos que acreditam no amor.

✿ chica disse...

Adorei teu conto, muito legal de ler! belo final! abração,chica

Vera Lúcia disse...


Oi Carlos,

Ri de você rir de suas próprias colocações. Lindinho o conto, que me remeteu à infância. Adorava ouvir histórias. O amor não tem face e não é privilégio dos seres humanos.
Adorei ler.
Tenha um ótimo dia.

Abraço.

Dorli disse...

Oi Carlos

Tudo que falou no seu comentário sobre a minha postagem é verdade.
Beijos
Lua Singular

Maria da Graça Reis disse...

kKKK!!!
Os sapos e pererecas também merecem ser felizes.
O Amor é sempre bem vindo.
Abração

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Amam e são felizes para sempre!
Essa linda historia, contarei para os netinhos...vão adorar, garanto!
Beijo.

LUCONI MARCIA MARIA disse...

Final de noite, uma delícia ler um conto assim de teu imaginário, muito bom mesmo e ainda você nos traz uma preciosa mensagem, abraços Luconi

Anne Lieri disse...

Quem não tem príncipe casa com sapo...rss...que graça de historinha,Carlos! Desculpe a demora em responder. Meu marido perdeu sua mãe tb essa semana. Estamos muito tristes por aqui, Abraços,

Nanda Olliveh disse...

Onw que estorinha fofa de linda, rs
Como sempre você arrasou amigo Carlos. O que dizer mais? Você é um talento!

Beijos no coração !

Nanda Olliveh disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
sueli aduan disse...

Olá Carlos,

Desculpe-me escrever via blog :), mas não consegui através do e-mail.
Caso queira participar do blog escritoslinguagemnocorpo entre em contato comigo ssaduan@yahoo.com.br
para que eu possa "fazer o convite" e vc terá uma paágina para postagens dos exercícios propostos.
A oficina é totalmente gratuita, e será um prazer tê-lo conosco.

forte abraço
sueliaduan

Marisa Giglio disse...

Carlos , suas colocações inteligentes e hilárias fizeram do texto um bem enorme a quem o lê . O amor sempre presente com leveza e ternura . Parabéns , amigo . Beijos

Claudete disse...

oi amigo que saudade de ler teus textos este ,então, está demais, olha não adianta sua inspiração é bem real, rs, você ri nós também porque este sapinho serelepe é bem teu retrato, kkkk , gora o que tem de pererequinha querendo ser esta sapinha ...Sei não , amei!

Zilda Oliveira disse...

Todos os seres se amam! Que sapinho sapeca...Mas, a perereca foi sensacional a idéia de permanecerem como estavam, pois só o amor importa. Meu poeta menino, comecei a rir no título da sua estória, pois conheço seu estilo de escrever seus contos. Adorei! Bjs. Zilda Oliveira.