Aquele clarão na rua
não era o brilho da lua,
era a luz do nosso amor...
Do amor que a gente fez
sem limite e sem pudor
respeitando apenas nossa própria razão
na nossa louca lucidez.
Fazer amor só serve com emoção.
Só assim para variar de leão a gatinho.
Como é bom se sentir fera
e depois pedir colinho.
Igualzinha a mim
você também ficou assim.
Meio felina, meio menina.
Meio tigreza, meio leveza,
na leveza de nossa cama que parecia flutuar.
Não, aquele clarão não era a lua,
era a luz de um amor que transcendeu a janela do
quarto
e espalhou-se pela rua.
e espalhou-se pela rua.
Eu ainda não estou farto
quero tudo outra vez
para a gente recordar
nossa louca lucidez.


