ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

quarta-feira, 13 de maio de 2026

LOCOMOTIVA DA VIDA!

 



Acorda, Bebê...
Já é hora de nascer.
Mostra com encanto teu primeiro pranto,
abrindo o desafio e a alegria de viver.
 
Acorda, Guri...
é hora de estudar
melhor a mão da mãe no cabelo a afagar
do que o despertador a gritar.
 
Acorda, Adolescente...
já estás virando "gente"
mil sonhos a efervescer,
só não sabes de que lado estás,
entre a infância e a inconstância de saber crescer.
 
Acorda, Rapaz...
é tempo de trabalhar, namorar,
sorrir e chorar,
sentimentos diversos
há muitos corações perversos,
e há corações que sabem amar.
 
Dorme, meu Velho...
é o fim dos sonhos e dos pesadelos
qualquer dia é o dia de morrer,
só não haverá despertador a avisar
nem a mão da mãe nos cabelos a consolar,
mas do outro lado haverá sinos e sinais a dizer:
Parabéns ao Velho e parabéns ao Bebê,
o que houve no trajeto, foi o mistério de viver.
 
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( Imagem pinterest.com/sbazote )

domingo, 15 de fevereiro de 2026

LEMBRANÇAS AMIÚDE.

 



Nunca mais vi aquele menino 
de jogo de bola na rua,
que apesar de tenra idade,
já namorava a lua. 
Que voltava da escola com a camisa nos ombros,
e de noite, dormia tranquilo ,
apesar dos assombros. 
De sonhos distantes e amiúde.
Tentei reencontrar, nunca mais eu pude.
Nunca mais vi aquele menino,
de olhar peregrino,
cuja lembrança ainda me incendeia, 
de frases escritas na areia,
sabendo que o vento ou a chuva iam apagar, 
mas no outro dia, escrevia tudo de novo,
acho que era um jeito de com o tempo brincar. 
Ah, malditas curvas
dessas estradas turvas
que levaram o menino,
e me legaram apenas lembrar. 

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(Imagem  Andrew Judd)

sábado, 1 de novembro de 2025

SOBRE AS INCOERÊNCIAS


Tem dia que a gente é tão querido

que dá vontade de chorar.

A gente fecha os olhos,

parece que vai voar.

Vida boa de sapo na lagoa,

de moleque no parque a brincar.

Vira passarinho gorjeante,

se sente gigante, importante,

sinos internos a tocar.

No olhar, um perfeito arrebol,

pensando bem, se sente o próprio Sol.

 

Tem dia que a gente é tão esquecido 

que dá vontade de fugir. 

Até tira onda que sabe sorrir,

bom mesmo é na arte de fingir.

Anda torto, 

gigante morto ou adormecido.

Soturno, taciturno.

Coração noturno, 

parece que vai chover.

Sinos mudos.

Sentidos surdos.

Dia nulo, onde nada vai acontecer.


sábado, 26 de julho de 2025

ETERNO APRENDIZ

 


E entre os pobres, lá estava eu
passando à molecada como se pode ser feliz
mostrando que não está entre os cobres,
a felicidade que eu sempre quis.
E entre os tristes, lá estava eu
como se fosse um mestre ensinando a ser feliz,
mas era só um aprendiz da felicidade que eu sempre quis.
E entre os rapazes com brilhantina, lá estava eu,
encaracolado, enrolado no cabelo e em mim mesmo,
não impressionava tanto as meninas,
mas era dono de mim mesmo,
viver a esmo, era meu jeito próprio de ser feliz.
E no fim, da estrada, entre os esquecidos, estou eu,
até que alguém me diz:
‘olhe para trás, veja tudo o que semeou,
toda a jornada compensou,
todo mundo fala de você’.
É... talvez seja essa a felicidade que eu sempre quis.
Mas dela, não quero ser Mestre,
quero ser eterno aprendiz.
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( imagem Aprendiz de felicidade )

quarta-feira, 23 de julho de 2025

QUADRO TRISTE!

 


E nessa de ‘cada um por si’,
de ‘não é comigo, que se danem’
vamos juntos para o mesmo abismo.
Eis o triste quadro: 
Uma multidão reunida em solidão,
afundada em egoísmo.
 
Não se enganem, zumbis peregrinos;
a mão que hoje nega ajuda,
amanhã pede que lhe acuda, 
porque os sinos, os sinos da verdade, 
repicam a todo momento por toda a humanidade. 


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(Imagem Elos7)
 

sábado, 19 de julho de 2025

A SOLIDÃO QUE EU ESCOLHI.

 

Ah, essa solidão…
Por muitos temida 
pelo poeta escolhida 
estilo de vida 
por sua própria razão.
À essa solidão que a muitos maltrata,
o poeta faz serenata em noites estreladas,
anda de mãos dadas em tardes ensolaradas.
Ao poeta nada mais é preciso 
que estar consigo,
a solidão é seu abrigo.
Num mundo tão surdo, mudo e cego,
Nada melhor para o ego 
que ser seu próprio amigo.
Claro que o poeta gosta de gente,
mas é uma solidão diferente,
que somente o poeta pode entender
o paradoxo de um coração.
É que às vezes quando mais pede para o mundo lhe ver,
mesmo estando em multidão,
ele sente a pior solidão
que é quando seus olhos veem o mundo, mas o mundo não quer saber.
Melhor então que seja uma solidão escolhida,
que sabe aonde vai e rema a própria vida.

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( Imagem Vecteezy - Google )

quinta-feira, 1 de maio de 2025

DEPOIS DA CHUVA, O SOL.

Aquela nuvem passageira
chovendo pelas ruas e quintais,
ora mansa, ora em temporais,
era eu, sem esperança, de alma nua, derramando meus ais.
‘Que tristeza daquele rapaz!’.
Hoje deixei de ser nuvem choradeira
para ser Sol de forma derradeira,
alcancei meu arrebol à minha maneira,
aprendi a esconder meus ais,
não, não endureci, apenas cresci,
hoje não choro mais. 

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