ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

sexta-feira, 10 de julho de 2015

SCORPIONS - SEND ME AN ANGEL


SHOW INESQUECÍVEL!!!
Como pode acabar uma banda dessas?

SCORPIONS - SEND ME AN ANGEL


SHOW INESQUECÍVEL!!!
Como pode uma banda dessas acabar?

quinta-feira, 9 de julho de 2015

domingo, 5 de julho de 2015

PAISAGEM NA JANELA - COM BETO GUEDES ( COMPOSIÇÃO FERNANDO BRANT/MILTON NASCIMENTO


Da janela lateral do quarto de dormir
Vejo uma igreja um sinal de glória
Vejo um muro branco e no vôo um pássaro
Vejo uma grade e um velho sinal

Mensageiro natural, de coisas naturais
Quando eu falava dessas cores mórbidas
Quando eu falava desses homens sórdidos
Quando eu falava deste temporal

Você não escutou
Você não quer acreditar, mas isto é tão normal

Você não quer acreditar, e eu apenas era ...

Cavaleiro marginal, lavado em ribeirão
Cavaleiro negro que viveu mistérios
Cavaleiro e senhor de casa e árvores
Sem querer descanso nem dominical

Cavaleiro marginal banhado em ribeirão
Conheci as torres e os cemitérios
Conheci os homens e os seus velórios
Quando olhava da janela lateral
Do Quarto de Dormir

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Das mais de duzentas belas músicas compostas por Fernando Brant, essa é minha favorita.
Como disse Lô Borges, "só nos resta cantar suas canções". Então cantemos suas canções.
FERNANDO BRANT, UM POETA.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

TIRADINHAS DE MAMÃE.





Esse texto é quase um dicionário sobre algumas expressões que minha mãe usava, algumas criadas por ela mesma, tem também algumas passagens interessantes e algumas particularidades que só a Dona Sebastiana tinha. Divirtam-se:
- ESPECULA – Vem do verbo especular, claro, mas ela inventou esse substantivo. Quando ela estava fazendo alguma coisa e a gente perguntava: “Que é isso, mãe?”. Ela respondia: “É especula!”. Era um jeito de ela dizer “não é da sua conta”, um jeito de colocar fim na conversa, não gostava de gente curiosa.
- ESTRUPÍCIO- Essa já é uma palavra conhecida, ela usava quando queria fazer algo ou passar, e a gente estava na frente: “Sai daí, estrupício”. Mas não falava brava, falava rindo.
- ÓTIMO DE BÃO- Quando ela queria expressar que algo ficou muito bom, dizia assim, por exemplo: “ Esse macarrão ficou ‘ótimo de bão’.
- PRA FRENTE – O mesmo que enxerido, inconveniente. Dizia: “Larga de ser pra frente”. Ou quando a gente ia à alguma festa: “Espera te servirem, não vá ser um ‘pra frente’ pra passar vergonha”. Usava também: Pra frente igual bico de sapato
- O CARLOS É UM MENINO BÃO, MAS É ENJOAAAADO. TEM QUE TER PACIÊNCIA COM ELE. Um dia reclamei: Mãe, a senhora não pode ficar falando isso de mim, principalmente com minhas namoradas, tá me atrapalhando”. E ela: “Eu tô falando a verdade. Eu sou de falar a verdade”. Até que eu concordo com ela rs rs. A mãe sabe o que fala, né?
- BUBIÇA- O mesmo que bobice, bobeira, bobagem.
- BOCHECHUDO. Eu mesmo he he. Quando eu fazia alguma raivinha: “Ah, se eu pegar esse bochechudo”. Eu gostava disso, às vezes fazia até um pouco por querer, só para ouvir isso... mas à meia distância para ter tempo de correr. Embora eu só tenha apanhado uma vez.
- MENTIRA – Não gostava de mentira nem de brincadeirinha. Dizia: “Mentira não tem esse negócio de tamanho, não tem mentira pequena e mentira grande. Mentira é mentira e pronto”.
- COCHICHO- Detestava quando a gente cochichava. “Quem cochicha tá tramando coisa errada”.
- QUANDO FICOU VIÚVA- Poucos meses após falecimento de meu pai, um senhor já velho começou assediá-la. Lembro até hoje ela contando que deu um “pra trás” nele: “O senhor me respeite. Acha que eu tô caçando caco de véio?”. E mais: “Deixa ele vir aqui na minha porta que vou tacar água quente na cara dele. Eu tenho uma raiva de véio safado”.
PERSONALIDADE- Minha mãe era um doce, mas tinha personalidade forte, só fazia o que queria. Quando a gente insistia, tentando impor alguma coisa, dizia: “Quem mandava em mim era meu pai, e ele já morreu”.
SANFONA –Meu pai sempre levava os amigos lá em casa pra tocar sanfona, comer e beber. Ela até gostava até porque quem fazia os tira-gostos era ele mesmo, ficava só vasilhame para lavar depois. Era divertido. Mas quando ela não queria, não tinha jeito. Ele dizendo: “Sebastiana, vou trazer o pessoal pra tocar aqui no fim de semana”. Ele de dedo em riste: “Ah não, não quero saber daqueles véios cachaceiros aqui não”. E não iam mesmo.
NÃO VOU BEIJAR NINGUÉM- Quando a gente fazia pirraça e não queria comer, ela falava assim, que é o mesmo que , “ não vou adular ninguém, não vou insistir”. E completava: “Quer quer , não quer, tem quem quer”.
CONTAR CAUSOS- Adorava contar causos antigos lá da roça, e era eu quem mais pedia pra ela contar. Um dia pedi: Lembra aquele, mãe, de como a senhora tomou meu pai da outra moça. Ela: “Eu não tomei não, não fui eu que fui atrás dele. As ‘bestonas’ (as outras moças ) ficavam andando atrás dele, eu não.
- PRA FECHAR COM CHAVE DE OURO – FUNDIAR- Ela nunca falava palavrão, até nos repreendia, ainda que fosse um palavrão leve... mas um dia ela falou. A situação em casa não estava muito boa, era de tarde, a gente tomando café na mesa, ela disse que ia comprar uma coisa pra casa ( não lembro o quê), e quando um de nós disse: “Mas é caro, mãe. Vai apertar”. Ela respondeu: “Já tá tudo fudido mesmo... vamo acabar de ‘fundiar ‘ tudo. Foi o dia que mais ri na vida, tive que deitar pra rir.
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Por hoje é só, se eu lembrar mais, e com certeza vai ter, eu conto.
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( imagem behance.net )

segunda-feira, 29 de junho de 2015

MINHA DOCE ILUSÃO



Qual a tua ilusão?
Existem tantas...
O que toca teu coração?
Com o que te encantas?
Vives para o quê?
A última moda em Paris?
Quais os teus moldes de ser feliz?
De ti eu não sei dizer,
mas eu só vivo para o que eu faço,
para o que eu abraço.
Me encanta a fraternidade, a amizade
pelas coisas simples da vida é que eu luto;
O bate papo na esquina,
a semente que germina
e vira fruto;
a joaninha, o beija-flor...
me encanta tudo o que tem amor.
Mais ainda o amor por mim, é tudo o que preciso
pratico uma forma doce de egoísmo
sem ferir o altruísmo.
Eu sou o mais belo Narciso.
Eu não engrosso fileiras
não empino bandeiras
a não ser a minha própria bandeira
que carrego todo dia
Vê que lindo o meu tema, o meu lema:
' EU AMO POESIA! '
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( imagens  fotolia.com - montafoto.com )

domingo, 28 de junho de 2015

MÚSICA EM TRANCOSO

Dizem que a música acalma a feras. Quem criou essa frase, tenho quase certeza de que se referia especialmente à música clássica. A música clássica é algo meio angelical, ela é diferente, é claro que é apenas simbólico, mas imagens de anjos são sempre ilustradas com eles tocando harpa ou  lira, e na mitologia também. A música clássica é tão antiga quanto o teatro, evidentemente com o passar dos séculos, ela teve mudanças conforme foram aparecendo outros instrumentos, mas Nero já tocava harpa. E por falar em instrumentos, são eles que fazem a música clássica ser diferente, ela é tocada por piano, violoncelo, violino, flauta, clarinete, saxofone, são instrumentos que parecem que são mágicos e nos contagiam, nos transportam para outro lugar. Estive por duas vezes no festival MÚSICA EM TRANCOSO ( o qual recomendo), e posso dizer, a gente sai flutuando, é música que vai fundo na alma. Hoje em dia vejo a palavra “gênio” sendo banalizada, mas gênio para mim, são  Beethoven, Bach, Chopin, Mozart. Em cada setor da vida, da história da humanidade, de tempos em tempos Deus coloca pessoas diferenciadas para nos deixar legados,  a música clássica é um legado divino,  essas pessoas são especiais, não vieram ao mundo à toa.
Lembrei-me de um filme assim: Um sargento dando instruções aos soldados enfileirados em altos brados, se invocava com as fardas e cabelos de cada um. Andando pra lá e pra cá e dando ordens frente à tropa, ele foi até uma espécie de mural e viu uma foto de uma suposta mulher, por causa do cabelo grande. E muito bravo perguntou: "Quem foi que pendurou foto de mulher aqui?". Ele foi ficando enfurecido até que um soldado respondeu: "Não é uma mulher senhor. É Mozart". O sargento: "Quem é esse Mozart? Traga-o aqui agora pra receber uma punição". Alguns riram, outros não, por medo. "Ele já morreu faz muitos anos, senhor". E ele prosseguiu com mais raiva porque Mozart era do país inimigo na guerra: "Vocês pensam que não sei quem foi Mozart? Claro que sei, mas eu não dou a mínima pra Mozart. Repitam comigo: Eu não dou a mínima pra Mozart. Eu não dou a mínima pra Mozart. Eu não dou a mínima pra Mozart". Quase todos responderam no ritmo imposto por ele, menos um. Indignado com a desobediência do soldado, ele chegou gritando perto do seu rosto. "Soldado, por que não respondeu conforme minha ordem? Vamos responda: Eu não dou a mínima pra Mozart". O soldado disse: "Desculpe,senhor, mas não posso". "Como não pode soldado? E ele respondeu: "Porque Mozart foi um gênio. É preciso respeitar os gênios, senhor".
O sono acabou chegando, mas para mim só esse começo  já valeu o filme.
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Sobre o evento, eu não entrei lá uma fera, mas com certeza, saí mais manso do que já sou.
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Sobre a imagem, o nome da orquestra alemã: Lübeck  ( 26/06/2015 ).
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A imagem não está muito nítida, pois fiquei meio longe, quando cheguei já estava lotado, e ainda tive que ir direto do trabalho.