ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

sábado, 22 de agosto de 2026

A TERCEIRA ESTRELA

 



Já posso ver a terceira estrela...
Lá vem ela cintilante, radiante,
brilha mais que diamante,
basta eu fechar os olhos para vê-la.
Vem enfeitar o meu céu e minha estante.
Quando eu puder tocá-la vou me sentir tão galante
que vou ser confundido com a própria estrela...
Logo eu, um escrevinhador errante,
mas renitente que nunca deixou de ser pensante,
nesse mundo é bom ser diferente.
Quantas estrelas eu terei? Não sei!
Que venham muitas estrelas,
eu jamais vou tentar detê-las,
pois são parte de mim para mim mesmo.
Que as multidões possam vê-las,
assim verão a mim mesmo,
irradiando aos quatro cantos
que não vivi essa vida a esmo.
=

NOTA: Referência ao terceiro livro:

TODO MUNDO PODE SER PETER PAN (REINVENTANDO A CAROCHINHA).

Em breve o link de divulgação

quarta-feira, 10 de junho de 2026

TANTAS COISAS, TANTO NADA!

 


Era tanta leitura que virou poeta. 
Era tanta aventura que não quis saber de metas.
Era tanta euforia que  pensou que era alegria. Não era.
Era tanta tristeza que virou palhaço...
Sem  maquiagem, sem coragem, 
mas oferecia abraços,
ou será que pedia abraços?
Era tanta primavera que não esperava o inverno, 
mas aguentou o inferno. 
Muitas facetas numa só roleta,
essa vida é mesmo uma carrapeta. 
Girava tanto o mundo que  se perdeu,
ou parou, vendo o mundo girar sem o seu EU?
Quem vai saber o fim desse desalinho?
Quem vai entender o coração de um eremita no meio da multidão?
Era tanta solidão que aprendeu a ser sozinho.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

LOCOMOTIVA DA VIDA!

 



Acorda, Bebê...
Já é hora de nascer.
Mostra com encanto teu primeiro pranto,
abrindo o desafio e a alegria de viver.
 
Acorda, Guri...
é hora de estudar
melhor a mão da mãe no cabelo a afagar
do que o despertador a gritar.
 
Acorda, Adolescente...
já estás virando "gente"
mil sonhos a efervescer,
só não sabes de que lado estás,
entre a infância e a inconstância de saber crescer.
 
Acorda, Rapaz...
é tempo de trabalhar, namorar,
sorrir e chorar,
sentimentos diversos
há muitos corações perversos,
e há corações que sabem amar.
 
Dorme, meu Velho...
é o fim dos sonhos e dos pesadelos
qualquer dia é o dia de morrer,
só não haverá despertador a avisar
nem a mão da mãe nos cabelos a consolar,
mas do outro lado haverá sinos e sinais a dizer:
Parabéns ao Velho e parabéns ao Bebê,
o que houve no trajeto, foi o mistério de viver.
 
=
( Imagem pinterest.com/sbazote )

domingo, 15 de fevereiro de 2026

LEMBRANÇAS AMIÚDE.

 



Nunca mais vi aquele menino 
de jogo de bola na rua,
que apesar de tenra idade,
já namorava a lua. 
Que voltava da escola com a camisa nos ombros,
e de noite, dormia tranquilo ,
apesar dos assombros. 
De sonhos distantes e amiúde.
Tentei reencontrar, nunca mais eu pude.
Nunca mais vi aquele menino,
de olhar peregrino,
cuja lembrança ainda me incendeia, 
de frases escritas na areia,
sabendo que o vento ou a chuva iam apagar, 
mas no outro dia, escrevia tudo de novo,
acho que era um jeito de com o tempo brincar. 
Ah, malditas curvas
dessas estradas turvas
que levaram o menino,
e me legaram apenas lembrar. 

=

=
(Imagem  Andrew Judd)

sábado, 1 de novembro de 2025

SOBRE AS INCOERÊNCIAS


Tem dia que a gente é tão querido

que dá vontade de chorar.

A gente fecha os olhos,

parece que vai voar.

Vida boa de sapo na lagoa,

de moleque no parque a brincar.

Vira passarinho gorjeante,

se sente gigante, importante,

sinos internos a tocar.

No olhar, um perfeito arrebol,

pensando bem, se sente o próprio Sol.

 

Tem dia que a gente é tão esquecido 

que dá vontade de fugir. 

Até tira onda que sabe sorrir,

bom mesmo é na arte de fingir.

Anda torto, 

gigante morto ou adormecido.

Soturno, taciturno.

Coração noturno, 

parece que vai chover.

Sinos mudos.

Sentidos surdos.

Dia nulo, onde nada vai acontecer.


sábado, 26 de julho de 2025

ETERNO APRENDIZ

 


E entre os pobres, lá estava eu
passando à molecada como se pode ser feliz
mostrando que não está entre os cobres,
a felicidade que eu sempre quis.
E entre os tristes, lá estava eu
como se fosse um mestre ensinando a ser feliz,
mas era só um aprendiz da felicidade que eu sempre quis.
E entre os rapazes com brilhantina, lá estava eu,
encaracolado, enrolado no cabelo e em mim mesmo,
não impressionava tanto as meninas,
mas era dono de mim mesmo,
viver a esmo, era meu jeito próprio de ser feliz.
E no fim, da estrada, entre os esquecidos, estou eu,
até que alguém me diz:
‘olhe para trás, veja tudo o que semeou,
toda a jornada compensou,
todo mundo fala de você’.
É... talvez seja essa a felicidade que eu sempre quis.
Mas dela, não quero ser Mestre,
quero ser eterno aprendiz.
=
( imagem Aprendiz de felicidade )

quarta-feira, 23 de julho de 2025

QUADRO TRISTE!

 


E nessa de ‘cada um por si’,
de ‘não é comigo, que se danem’
vamos juntos para o mesmo abismo.
Eis o triste quadro: 
Uma multidão reunida em solidão,
afundada em egoísmo.
 
Não se enganem, zumbis peregrinos;
a mão que hoje nega ajuda,
amanhã pede que lhe acuda, 
porque os sinos, os sinos da verdade, 
repicam a todo momento por toda a humanidade. 


=
 
(Imagem Elos7)
 

sábado, 19 de julho de 2025

A SOLIDÃO QUE EU ESCOLHI.

 

Ah, essa solidão…
Por muitos temida 
pelo poeta escolhida 
estilo de vida 
por sua própria razão.
À essa solidão que a muitos maltrata,
o poeta faz serenata em noites estreladas,
anda de mãos dadas em tardes ensolaradas.
Ao poeta nada mais é preciso 
que estar consigo,
a solidão é seu abrigo.
Num mundo tão surdo, mudo e cego,
Nada melhor para o ego 
que ser seu próprio amigo.
Claro que o poeta gosta de gente,
mas é uma solidão diferente,
que somente o poeta pode entender
o paradoxo de um coração.
É que às vezes quando mais pede para o mundo lhe ver,
mesmo estando em multidão,
ele sente a pior solidão
que é quando seus olhos veem o mundo, mas o mundo não quer saber.
Melhor então que seja uma solidão escolhida,
que sabe aonde vai e rema a própria vida.

=
( Imagem Vecteezy - Google )

quinta-feira, 1 de maio de 2025

DEPOIS DA CHUVA, O SOL.

Aquela nuvem passageira
chovendo pelas ruas e quintais,
ora mansa, ora em temporais,
era eu, sem esperança, de alma nua, derramando meus ais.
‘Que tristeza daquele rapaz!’.
Hoje deixei de ser nuvem choradeira
para ser Sol de forma derradeira,
alcancei meu arrebol à minha maneira,
aprendi a esconder meus ais,
não, não endureci, apenas cresci,
hoje não choro mais. 

Ver 


 

sexta-feira, 25 de abril de 2025

UM POUCO ALÉM DE MIM


Serpenteava silenciosa entre as pedras,
deslizava em subidas e descidas
como cobra sorrateira,
mas não era tão venenosa assim.
Às vezes chorava no espelho, saía de olhos vermelhos, 
mas nem era tão solitária assim.
Rugia como um trovão,
parecia um poderoso vulcão, 
anunciando um temeroso dilúvio,
mas não era tão brava assim.
Às vezes era filete d’água, braço de ribeirão,
mas, não era tão tímida assim.
Inebriava de manhã, 
como cheiro de hortelã, 
mas nem era tão doce assim.
Alçava voos, superava os montes, 
como se fosse furar o horizonte, 
mas não era tão ousada assim.
Era desse jeito que a poesia saía de mim.
Faltou um Q de cada sentimento para que ela fosse um pouco além do fim,
mas isso não é tão defeito assim,
talvez eu goste de morar dentro de mim.
 
=

( Imagem depositphotos )



quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

EU SOU DE “OLIVEIRA”

 


Eu sou de Oliveira.
De meus galhos, a pomba levou um ramo a Noé
anunciando depois da aguaceira, a calmaria e a bonança
para quem teve esperança e fé.
Eu sou o mais doce azeite
para pleno deleite, 
num manjar, num simples jantar, ou numa grande festa.
Meus ramos dão um lindo enfeite.
Meu óleo em cruz na testa
ungiu profetas, sacerdotes e sábios.
Esse é meu grande dote;
Amansar corações e adoçar lábios.
No Jardim das Oliveiras, Ele costumava se retirar
para refletir sobre Seu nobre papel.
No Monte das Oliveiras, Ele nos ensinou a rezar
O Pai Nosso, o Pão Nosso, 
o Perdão Nosso de cada dia para quem sabe perdoar.
Do Monte das Oliveiras, Ele saiu réu.
Do Monte das Oliveiras, foi alçado ao céu,
depois de mudar a história inteira.
Que feliz eu sou,
porque eu sou Carlos... nasci de Oliveira.
=

(  CARLOS DE ...  "OLIVEIRA )
=

 
( Imagem Shutterstock )

sábado, 24 de agosto de 2024

A MATA É MÁGICA!

 


Todos os dias quando vou trabalhar, passo numa estrada de terra de uns 8 km, dentro de uma floresta nativa, de rigorosa preservação. Evidentemente não se pode dirigir em alta velocidade, mas eu passo devagar, não por causa da proibição em si que busca minimizar o risco de atropelar animais silvestres, mas é mais por respeito mesmo. É como se eu pressentisse espíritos das matas, olhos me espreitando por entre as folhagens, ou nos galhos. Já vi muitos bichos de perto: preguiça, veados, tamanduá, gato do mato, cachorro do mato, raposa, muitas espécies de macacos, pássaros e borboletas raras. Coisas que me encantam. Mas a mata não é só isso. Ela desenha figuras pra gente assim como as nuvens fazem no céu. De vez em quando, desço do carro. Olho pro tronco de uma árvore e vejo uma carranca de índio. Uma casca de árvore no chão me mostra um lagarto, um teiú. Um galho torto na margem da estrada, me lembra uma cobra ameaçando o bote, com a cabeça alçada. Já desviei de um tronco caído porque confundi com um bicho se mexendo.
Bem no alto de uma árvore, avisto uma grande ave de rapina, mas não é, é a folhagem que parece abrir as asas para o vento. Sem contar os ruídos, como se alguém andasse por entre as árvores frondosas. E claro, a orquestra natural que fazem os pássaros e outros bichos que cantam, uns agudos, outros tímidos, outros tristes, outros alegres, outros sinistros, outros curiosos. Isso me remete à infância quando do alto de um morro, contemplava o rio, e do outro lado, a floresta. Eu tinha tanta vontade de ir lá, já até escrevi: ‘Quantas vezes sobrevoei, mentalmente aquela floresta, como se fosse um Peter Pan’. A Mata é mágica! A Mata não é uma vegetação, é um Espírito!

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( IMAGEM Mallunogueira.paisagismo- Google )

domingo, 28 de julho de 2024

EU USO FRANCISCANAS.

 


Eu uso franciscanas
por avenidas, guetos, becos
desertos e savanas.
Marca de minha vida
desde a juventude.
Amiúde!
Não por hobby, lobby,
mas devoção.
Eu tenho alma franciscana
que ama as matas, pessoas e animais.
Como diz a linda oração:
Que eu seja instrumento da Divina Paz!
Que eu tropece, erre, mas não desista jamais.
Eu tenho mãos franciscanas
que semeiam e regam
a flor da humanidade,
Eu tenho lábios franciscanos que pregam
um pouquinho de fraternidade.
Quando saio com minhas franciscanas,
me sinto tão elegante!
Às vezes, uma tristeza, um desengano com o ser humano,
mas é edificante e confortante
ter um coração franciscano.


quinta-feira, 4 de julho de 2024

A TRAVESSIA…

 


Conheci a bolinha de gude e o Iphone.
O disco LP, o Cassete, o CD e o Bluetooth.
Brinquei de bang bang e de Star Wars
Tirei onda de Tarzan e de Xman.
Alucinado com o Professor Pardal e suas invenções geniais,
hoje me encanto com invenções atuais.
Maravilhoso ter estado nas duas pontas da ponte,
pela idade, dividida,
mas em toda a travessia, nunca deixei de ser o Carlos Poeta,
pois em cada brincadeira, em cada faceta da vida,
manter minha ternura, minha inspiração,
sempre foi minha meta.
=

( Imagem blog.sapo.pt - Google)

sábado, 25 de maio de 2024

POESIA NO ESPELHO

 


Do que mais tenho falado se não de amores?
O que mais tenho regado a não ser flores?
O que mais tenho desejado se não a paz,
enquanto por aí se diz “tanto faz”?
O que mais tenho dado e recebido do que abraços?
O que mais tenho reforçado do que redes, do que laços,
de amizade, de fraternidade?
O que mais tenho erguido do que homens,
em vez de paredes?
O que mais tenho cultivado além da esperança,
como se fosse ainda uma criança?
O que mais tenho protegido que a natureza,
para nela a gente se ver?
O que mais tenho exaltado do que as coisas simples,
como símbolos da beleza que é viver?
O que mais tenho irradiado que simpatia, empatia?
Não sou perfeito, assumo,
mas em resumo…
eis a minha poesia!

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( Imagem Creative Fábrica - Google

domingo, 19 de maio de 2024

DAS FORMAS DE SENTIR O MUNDO

 



Sobre o mundo e ao mundo, admito:
eu omito, desacredito e até minto.
Mas o que digo sobre as coisas invisíveis,
as não tangíveis, essas são todas reais.
Só acredito naquilo que sinto,
concretos se calam. 
Que se calem!
Abstratos me falam, e me valem mais.

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( Imagem agenciafusao.com.br )

segunda-feira, 22 de abril de 2024

BORBOLETAS AZUIS

 



Todas os dias borboletas sobre minha cabeça
amenizando meus afetos e desafetos
afins e afãs,
colorindo minhas manhãs,
melhorando meu ego.
Que eu mereça!
Que eu não seja cego
ao colorido da vida,
com a balança da alma aferida,
assim, meu coração eu sossego.
Viver, não renego,
ainda que a alma esteja ferida.
Borboletas me dão esperança,
são metamorfose.
Tenho com elas uma simbiose
até pareço criança de tanto sonhar
que um dia também terei asas para voar.
Hoje elas não vieram,
pensei ‘deve ser por causa da chuva’.
Procurei atrás da curva,
vasculhei todo o jardim.
De repente percebi,
está completa a simbiose,
elas voaram para dentro de mim.
=
NOTA: Todos os dias quando vou trabalhar, passo dirigindo numa estrada de terra, dentro de uma matinha, e sempre me deparo com algumas borboletas azuis... que com certeza me inspiraram mais um poema. Senti que me passam uma mensagem. Nada mais justo que homenagear minha amigas borboletas azuis. Divino isso!

=

Imagem Borboletas Azuis - Google)

sábado, 30 de março de 2024

DAS PREFERÊNCIAS

 


Dos Jacksons… eu prefiro o Michael.
Dos Johns… eu prefiro o Lennon.
Dos reis… eu prefiro Elvis.
Dos Leonardos… eu prefiro o Da Vinci.
Dos Charles… eu prefiro o Chaplin.
Dos Franciscos… eu prefiro o de Assis.
Entre hits e beats… sou bitolado nos Beatles.
Da paz… prefiro a do Gandhi.
Das danças… eu prefiro o tango.
Dos pássaros… eu prefiro o Beija-Flor.
Das crianças… admiro e invejo todas.
Das mulheres… a que tiver amor.
Da vida? Ah, dessa eu quero bodas e bodas.
Entre tantos homônimos,
finalmente um sinônimo aconteceu:
da poesia…
prefiro Drummond e eu.

=
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( Imagem http://xn--fadaspsicanalise-4gbw-zub6a.com/ - Google)

sábado, 16 de março de 2024

SINOS DA SOLIDARIEDADE

 

Se houvesse mais corações solidários,
não haveria tantos corações solitários.
Não estar à frente como guia,
mas ao lado do outro, dentro do outro,
sentir o outro dentro de si a cada dia.
Colocar-se no lugar do outro.
Só assim, se pode compreender o sentido e o benefício da solidariedade.
Saber que se o outro estiver mais forte,
eu também estarei mais forte,
pois a felicidade tem que ser um lugar comum.
Quando os sinos dobram, dobram por mim e por ti,
que sejam então, sinos de felicidade.
Todos os dias repicam em mim os sons da solidariedade.

=

(Imagem Wikipédia)

sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

LADAINHA.

 


Nasço, morro
Renasço, refaço.
Cresço, apareço, desapareço.
Brinco, brigo, dedico, desligo.
Construo e desfaço.
Do amor, eu careço
o ódio, não mereço.
Beijo, abraço, desejo,
fraquejo num dado momento,
e em outro momento, reinvento.
Estudo, trabalho, me atrapalho,
rio, choro, perco, ganho
me encolho, me assanho
vivendo entre “porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto”,
portanto misturo sonhos e devaneios,
realidades e quimeras,
outonos e primaveras,
com invernos no meio.
Um dia envelheço, é o preço.
Trancos e barrancos, cabelos brancos
fazendo as últimas curvas da estrada que foi tão minha,
não me pertence mais.
Olho pra trás, vejo flores e ervas daninhas.
Concluo:
Essa vida é mesmo uma confusa ladainha,
na qual eu também me incluo.
=
( Imagem Papodeboteco.net- Google ) 
Ver menos