Era tanta leitura que virou poeta.
Era tanta aventura que não quis saber de metas.
Era tanta euforia que pensou que era alegria. Não era.
Era tanta tristeza que virou palhaço...
Sem maquiagem, sem coragem,
mas oferecia abraços,
ou será que pedia abraços?
Era tanta primavera que não esperava o inverno,
mas aguentou o inferno.
Muitas facetas numa só roleta,
essa vida é mesmo uma carrapeta.
Girava tanto o mundo que se perdeu,
ou parou, vendo o mundo girar sem o seu EU?
Quem vai saber o fim desse desalinho?
Quem vai entender o coração de um eremita no meio da multidão?
Era tanta solidão que aprendeu a ser sozinho.

3 comentários:
Linda poesia de uma eremirta que nunca estava sozinho de verdade..Tanta poesia o rodeava! abração, chica
É difícil adaptarmo-nos a situações para as quais não estamos fadados.
Continuação de boa semana.
Abraço de amizade.
Juvenal Nunes
Belo poema.
É uma difícil aprendizagem!
Abraço
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