ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

quarta-feira, 10 de junho de 2026

TANTAS COISAS, TANTO NADA!

 


Era tanta leitura que virou poeta. 
Era tanta aventura que não quis saber de metas.
Era tanta euforia que  pensou que era alegria. Não era.
Era tanta tristeza que virou palhaço...
Sem  maquiagem, sem coragem, 
mas oferecia abraços,
ou será que pedia abraços?
Era tanta primavera que não esperava o inverno, 
mas aguentou o inferno. 
Muitas facetas numa só roleta,
essa vida é mesmo uma carrapeta. 
Girava tanto o mundo que  se perdeu,
ou parou, vendo o mundo girar sem o seu EU?
Quem vai saber o fim desse desalinho?
Quem vai entender o coração de um eremita no meio da multidão?
Era tanta solidão que aprendeu a ser sozinho.

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