Era tanta leitura que virou poeta.
Era tanta aventura que não quis saber de metas.
Era tanta euforia que pensou que era alegria. Não era.
Era tanta tristeza que virou palhaço...
Sem maquiagem, sem coragem,
mas oferecia abraços,
ou será que pedia abraços?
Era tanta primavera que não esperava o inverno,
mas aguentou o inferno.
Muitas facetas numa só roleta,
essa vida é mesmo uma carrapeta.
Girava tanto o mundo que se perdeu,
ou parou, vendo o mundo girar sem o seu EU?
Quem vai saber o fim desse desalinho?
Quem vai entender o coração de um eremita no meio da multidão?
Era tanta solidão que aprendeu a ser sozinho.

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