ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

NOITE CLARA


Como brilha!
Como é formosa!
Como clareia essa lua cheia!
Quanto romantismo, quanto lirismo!
Tantas coisas me diz
Amo sua grandeza, seus mistérios, seu clarão
Como me faz feliz!

Como brilha!
Como é formosa!
Como clareia!
Me ilumina onde eu estiver.
Não, não falo da lua cheia.
Falo de uma certa mulher
que ilumina meu coração.
Amo sua grandeza.
Amo esse clarão
que faz a noite parecer dia
e me inspira poesia.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O BICHO



Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

(Manuel Bandeira )

"Enquanto houver um só homem sem teto e sem alimento, toda prosperidade será mentirosa" (Tancredo Neves)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

MOTIVO

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias no vento.
Se desmorono ou se edifico,se permaneço ou se desfaço,
Não sei, não sei.
Não sei se fico ou passo.
Sei que canto.
E a canção é tudo.
Tem sangue eterno e asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:- mais nada.

Cecília Meireles

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

CONTROLANDO E CONTROLADO


Quando criança
controlava pipas e balões... hoje aviões.
Antes enfeitava praças e avenidas... agora corações.
É fácil ser criança.
Difícil é ser adulto quando a criança não sai da gente.
Mas isso não é ruim.
Sigo colorindo o céu com máquinas voadoras
e sorrisos com poesias sonhadoras.
Nem sempre em céu de brigadeiro,
porém, nunca deixei de sonhar, de lutar.
Até brincava na chuva.
Hoje ela me assusta, talvez pelo ofício,
mas é muito fácil e excitante lidar com o difícil.
Contemplando o horizonte rasgado por aviões,
entre o ofício e o dom
percebo o quanto é bom ser um pouco de tudo
desde que seja empinando a linha da liberdade
tratando esse mundo com carinho
como se fosse a um balão,
sabendo que Deus fez o céu infinito
porque os sonhos também são.
Cabe a nuvem e cabe o sol,
a poesia e o avião.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

ALIENADOS OU ALIENÍGENAS?


Saí às ruas.
Queria ver humanos,
só vi zumbis insanos,
profanos, enganos.
Tentei amigos, busquei abrigos, sofri perigos.
Busquei pontes,
vi grandes abismos entre a partida e a chegada.
Busquei um novo tempo,
não vi horizontes.
Ó homens! O que fazem a si mesmos?
Não têm espelho?
Não vêem que viraram zumbis?
Que agora são frágeis robôs?
E esses tantos complôs?
Chega de perguntas,
ninguém vai responder mesmo.
A morte chega via satélite
e não adianta mudar o canal, é tudo igual, o mundo é um só.
Não há alternativa.
Não é como o trem que você salta fora
tem que agüentar até o fim da viagem
e o desengano é uma pesada bagagem.
Olho para a poltrona ao lado e vejo um zumbi
E outro... e mais outro.
Os homens estão distantes.
Pra que procurar alienígenas no espaço
se aqui embaixo há tantos seres estranhos?
Vejo dragões alados, serpentes de sete cabeças,
ET de gravata, monstros terríveis camuflados.
Vejo alienígenas... ou serão alienados?

terça-feira, 23 de setembro de 2008

EU E A CHUVA

Um pingo.
Outro pingo
e outro pingo...
E assim por diante.
Quantos pingos vão cair?
Eu não sei, jamais saberei.
Quantos couberem, quantos vierem,
podem até arrasar.
Contemplo o ribeirão depois que a chuva passa
e aqui na margem meio sem graça,
pego-me a perguntar:
Pra quê tanta água?
Pra matar minha sede
ou pra me afogar?
Um amor.
Outro amor
e outro amor.
Quantas paixões hão de vir?
Eu não sei, jamais saberei.
Quantas souberem, quantas vierem
podem até arrasar.
Analiso cada amor, cada paixão
que pingou em meu coração
e me pego a me perguntar:
Pra quê tanto sentimento?
Pra me fazer feliz
ou me fazer chorar?

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Amada amante.Roberto Carlos e Erasmo (22 de setembro dia do amante.Somos todos amantes...)

Esse amor demais antigo
Amor demais amigo
Que de tanto amor viveu
Que manteve acesa a chama
Da verdade de quem ama
Antes e depois do amor
E você, amada, amante
Faz da vida um instante
Ser demais para nós dois
Esse amor sem preconceito
Sem saber o que é direito
Faz as suas próprias leis
Que flutua no meu leito
Que explode no meu peito
E supera o que já fez
Nesse mundo desamante
Só você, amada, amante
Faz o mundo de nós dois
Amada, amante...Amada, amante ...