Se eu sou...eu existo
se existo, eu quero
se quero é porque preciso
se preciso, eu devo
eu faço
eu posso.
ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.
CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!
sábado, 6 de dezembro de 2008
QUEM SOU EU? (PARTE I)
Certa vez, em 1986, estávamos eu e mais 3 amigos, tomando vodka e cerveja sentados ao meio-fio na frente de minha casa, cantarolando ao violão “Pra não dizer que não falei de flores”, de Geraldo Vandré, quando uma viatura parou, ficando dois policiais dentro dela e outros dois desceram.Desses dois, um ficou mais atrás e o outro que parecia comandar a operação chegou próximo, e com toda a arrogância e autoridade que a farda amarela lhe impunha e permitia, ordenou que levantássemos e pediu documentos. Pois bem...era seu trabalho de manter a ordem.Tirei do bolso uma carteira contendo todos os documentos que uma pessoa “ normal” deve ter, carteira de trabalho, rg, cpf, carteirinha do clube, identidade hospitalar e etc.Depois de ver que eu era um cidadão perfeitamente aceito na sociedade , disse:”Essa música que vocês estão cantando, não pode.É proibida”. Mas eu respondi;”Meu senhor, desculpe mas acho que desde 80 está liberado, amigo. Foi feita a abertura. Não tem mais censura pra isso”. E ele: “ Se estou dizendo que não pode, não pode. Está discutindo com autoridade? Além de tudo vocês estão perturbando a ordem pública”. Eu arrisquei uma ironia: “Vamos tocar do Balão Mágico.Ô Marquinhos, toca unidunitê aí”. Balão Mágico pode, né? ” . “Você está conversando demais, rapazinho”-disse ele. Pedi desculpas e prometi que íamos parar. Ainda fiz um comentário com meus amigos: Acho que as coisas estão mesmo mudando. O pouco que falei aqui seria motivo de ser preso há alguns anos.Dizem que os cães ladram e a caravana passa. Hoje a caravana passa e os cães não estão nem aí”. Nem sei bem o que quis dizer com isso, mas gostei da frase. E a viatura foi embora. CONTINUA....
QUEM SOU EU? (PARTE II- FINAL)
Bem, o policial soube quem sou eu. E eu, sei quem sou? Claro que sei, apesar de ser tratado como número.Sou número no cartório, no registro hospitalar, na escola, no banco e um dia fatalmente, ganharei um número final na funerária. Numerado, taxado,vigiado, aprovado e reprovado, vendido e comprado como tudo num mercado.Ah, como que gostaria de poder dizer ao guarda:”Eu sou um ser humano. Pegue minha mão e sinta meu sangue pulsando. Abrace-me e sinta meu coração batendo.Veja meus olhos e verá o brilho de alguém como você, que chora, que ri, que tem problemas, que bebe e come.Que joga bola, que reza,que... enfim, navegaa no mesmo barco.
E pra mim? O que eu diria de mim pra mim mesmo?
Eu sou o que ando, o que falo, o que penso .Eu sou o que sou, sem deficiências ou excessos. Sou o que sou na minha própria medida. Pratico a forma mais doce de egoísmo. Existe isso? Sim. Sou aquele que olha no espelho e diz: Como você é lindo! Como você é importante! Sou multi facetas, multi uso. Sou menino de igreja, sou boêmio. Sou romântico e rebelde. Sou poesia plena, mas às vezes sou uma folha branca sem nada a dizer. Sou quadro na parede.Às vezes tenho preguiça, às vezes sou Fênix. Já me chamaram de anjo sem rosto... deve ser porque tenho tantos. Como pode caber tantas pessoas em uma só? Já bati nas pedras, mas não tive medo de voar. Sou um Ícaro moderno. Cada vez que dou um passo atrás, não estou recuando.Estou tomando impulso para dar meu próximo salto. Sou previsível, mas quando cismo de inventar até eu tenho medo. Sou pacato, mas sou inquieto.Uso os ditados de frente para trás. Para mim o céu é o mar... e o mar é o céu. É só virar de pernas pro ar e fica tudo igual. Às vezes sou eufórico, às vezes, melancólico. O meu riso e minha dor, são visíveis a olho nu, porque sou transparente.Mas quando viro noturno, soturno, sou eremita Sofro com insônia, mas amo a noite. Não tenho medo de fantasmas, mas odeio solidão. Defendo a liberdade, mas tenho ciúmes. Sou inconstante porque a vida também foi comigo e acho tudo isso um charme. Não sei qual roupa vou vestir amanhã, e não me lembro qual usei ontem. Não sei o que vou comer ou beber. Só sei que quando abro as janelas vejo um grande banquete que é a vida... e eu me farto porque sei que é tudo frágil e tão rápido. Sinto saudades, dor, nojo,raiva...e gosto de sentir. Sinto tudo porque tenho um coração que bate entre a lógica e a emoção, deixando sempre que o sentimento fale mais alto. 70% do meu tempo é emoção. Se o planeta tem 2/3 de água, eu tenho 2/3 de poesia. O outro 1/3 mostrei ao guarda. Sou simplesmente Carlos... e daí? Mas sou normal. Que passem as caravanas!
E pra mim? O que eu diria de mim pra mim mesmo?
Eu sou o que ando, o que falo, o que penso .Eu sou o que sou, sem deficiências ou excessos. Sou o que sou na minha própria medida. Pratico a forma mais doce de egoísmo. Existe isso? Sim. Sou aquele que olha no espelho e diz: Como você é lindo! Como você é importante! Sou multi facetas, multi uso. Sou menino de igreja, sou boêmio. Sou romântico e rebelde. Sou poesia plena, mas às vezes sou uma folha branca sem nada a dizer. Sou quadro na parede.Às vezes tenho preguiça, às vezes sou Fênix. Já me chamaram de anjo sem rosto... deve ser porque tenho tantos. Como pode caber tantas pessoas em uma só? Já bati nas pedras, mas não tive medo de voar. Sou um Ícaro moderno. Cada vez que dou um passo atrás, não estou recuando.Estou tomando impulso para dar meu próximo salto. Sou previsível, mas quando cismo de inventar até eu tenho medo. Sou pacato, mas sou inquieto.Uso os ditados de frente para trás. Para mim o céu é o mar... e o mar é o céu. É só virar de pernas pro ar e fica tudo igual. Às vezes sou eufórico, às vezes, melancólico. O meu riso e minha dor, são visíveis a olho nu, porque sou transparente.Mas quando viro noturno, soturno, sou eremita Sofro com insônia, mas amo a noite. Não tenho medo de fantasmas, mas odeio solidão. Defendo a liberdade, mas tenho ciúmes. Sou inconstante porque a vida também foi comigo e acho tudo isso um charme. Não sei qual roupa vou vestir amanhã, e não me lembro qual usei ontem. Não sei o que vou comer ou beber. Só sei que quando abro as janelas vejo um grande banquete que é a vida... e eu me farto porque sei que é tudo frágil e tão rápido. Sinto saudades, dor, nojo,raiva...e gosto de sentir. Sinto tudo porque tenho um coração que bate entre a lógica e a emoção, deixando sempre que o sentimento fale mais alto. 70% do meu tempo é emoção. Se o planeta tem 2/3 de água, eu tenho 2/3 de poesia. O outro 1/3 mostrei ao guarda. Sou simplesmente Carlos... e daí? Mas sou normal. Que passem as caravanas!
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
JANELAS FECHADAS
Por que cantas seresteiro
debaixo de uma surda janela?
Não é mais tempo de Rapunzel e Cinderela.
Quem te ouve são só as estrelas irmãs
que se apagam pelas manhãs
e te devolvem esse açoite
até que chegue outra noite
pra cantar teus anseios e devaneios
de formas vãs
Ficarás rouco, louco ao som dessas cordas
e ela não acorda por mais que a música seja bela,
por mais que a música seja pra ela.
Por outro lado não te condeno, violeiro
A teimosia não é um defeito só teu.
O poeta também é assim,
escreve linhas para um amor que não viveu.
debaixo de uma surda janela?
Não é mais tempo de Rapunzel e Cinderela.
Quem te ouve são só as estrelas irmãs
que se apagam pelas manhãs
e te devolvem esse açoite
até que chegue outra noite
pra cantar teus anseios e devaneios
de formas vãs
Ficarás rouco, louco ao som dessas cordas
e ela não acorda por mais que a música seja bela,
por mais que a música seja pra ela.
Por outro lado não te condeno, violeiro
A teimosia não é um defeito só teu.
O poeta também é assim,
escreve linhas para um amor que não viveu.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Série "Minhas canções favoritas" ( What a wonderful world- Louis Armstrong)

I see trees of green, red roses too
Eu vejo o verde das árvores, rosas vermelhas também
I see them bloom for me and you
Eu vejo florescer para nós dois
And I think to myself what a wonderful world
E eu penso comigo... que mundo maravilhoso
I see skies of blue and clouds of white
Eu vejo o azul dos céus e o branco das nuvens
The bright blessed day, the dark sacred night
O brilho do dia abençoado, a sagrada noite escura
And I think to myself what a wonderful world
E eu penso comigo... que mundo maravilhoso
The colors of the rainbow so pretty in the sky
As cores do arco-íris, tão bonitas nos céus
Are also on the faces of people going by
E estão também nos rostos das pessoas que passam
I see friends shaking hands saying how do you do
Vejo amigos apertando as mãos, dizendo: "Como você vai?"
They're really saying I love You
Eles realmente dizem: "Eu te amo !"
I hear babies cry, I watch then grow
Eu ouço bebês chorando, eu os vejo crescer
They'll learn much more than I'll never know
Eles aprenderão muito mais que eu jamais saberei
And I think to myself what a wonderful world
E eu penso comigo... que mundo maravilhoso
Yes I think to myself what a wonderful world
Sim, eu penso comigo... que mundo maravilhoso
///
Nota: Louis Armstrong, com sua voz rouca inconfundível,um carisma imbatível e um trompete inseparável, foi a personificação do negro americano no jazz e blues, com todo orgulho do negro americano de ser negro. Cantava sorrindo como se cantar fosse a coisa mais fácil do mundo.Talvez a mais fácil não, porque cantar é para poucos, mas uma das mais prazerosas sim. Quem não assistiu BOM DIA VIETNAM, devia assistir, pois essa música é tema e as cenas de guerra ao fundo, são de comover. Parafraseando: E eu penso comigo mesmo... que cantor maravilhoso!
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
OS AIS DO AMOR
MeusRecados.com - Recados e Imagens de Sensuais para Orkut
Nem tudo que é gemido é dor.
Nem todo suspiro é temor
Nem todo arrepio é frio.
Esses são os ais do amor
embalados numa dança de quadris
perfeitamente conexos,
penetrados, compenetrados, convexos
nessa redoma onde só cabem dois.
O paraíso é uma cama.
O mundo e o futuro ficam pra depois.
O presente é um presente pra quem ama
Pra quem sabe dar, ganhar.
Tantos ais que não se acabam mais
Apenas repousam entre lençóis deliciosamente desarrumados.
Travesseiros jogados...
testemunhas de dois corpos num ato maior
dividindo o mesmo riso e mesmo suor
E nos olhares que se lançam
os quadris novamente dançam
a dança do amor.
Definitivamente...
nem todo gemido é dor.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Série "Minhas canções favoritas" ( Pra não dizer que não falei das flores)
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam antigas lições
De morrer pela pátria e viver sem razão
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Nota: Geraldo Vandré,ameaçado durante a ditadura por causa dessa canção, quando prisões de artistas eram corriqueiras,resolveu se exilar fugindo inicialmente para o Chile, onde chegou até a gravar.Vandré,depois disso,raríssimas vezes falou novamente de música. Anos depois essa canção se transformou num verdadeiro hino na campanha das DIRETAS JÁ, na voz de outros artistas. Curiosamente, a música que foi considerada uma ameaça ao governo da época, em 2006 foi usada pelo governo,agora democrático, para divulgar seus programas educacionais como PROUNI. Vai entender!
///
Nota 2:"Muitos o consideram louco. Certamente, ele não tem certas convenções sociais. Nassif chamou-o de “solitário e desconexo”, “triste como a própria solidão na qual se meteu". Mas se Vandré sempre buscou a beleza, talvez seja um homem feliz".(Vitor Nuzzi 27-09-2005)
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam antigas lições
De morrer pela pátria e viver sem razão
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.
Nota: Geraldo Vandré,ameaçado durante a ditadura por causa dessa canção, quando prisões de artistas eram corriqueiras,resolveu se exilar fugindo inicialmente para o Chile, onde chegou até a gravar.Vandré,depois disso,raríssimas vezes falou novamente de música. Anos depois essa canção se transformou num verdadeiro hino na campanha das DIRETAS JÁ, na voz de outros artistas. Curiosamente, a música que foi considerada uma ameaça ao governo da época, em 2006 foi usada pelo governo,agora democrático, para divulgar seus programas educacionais como PROUNI. Vai entender!
///
Nota 2:"Muitos o consideram louco. Certamente, ele não tem certas convenções sociais. Nassif chamou-o de “solitário e desconexo”, “triste como a própria solidão na qual se meteu". Mas se Vandré sempre buscou a beleza, talvez seja um homem feliz".(Vitor Nuzzi 27-09-2005)
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