ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

terça-feira, 8 de julho de 2008

O PÔR-DO-SOL

Esse céu dourado
fingindo ser dia, fingindo ser noite
Causando-me o açoite
da sensação de solidão.
O sol desce o horizonte
meio triste por não querer ir
refém de uma força maior
ele sabe de cor, não pode resistir
nem vai olhar para trás
e meu coração tantas perguntas faz... e fará:
será que ele não olha para não ter saudades
ou está certo que voltará?
E eu...devo chorar pelo que fiz
ou pelo que não fiz?
As sombras da noite engolem
envolvem... mas, não resolvem.
As incertezas ficam no ar,
a angústia, o afã,
nem sei se vai ter um amanhã .
Só sei que o ocaso não é um acaso
precisamos passar.
Acontece que a natureza é sábia
e permite a si mesma um novo dia
a cada vez que o sol vai embora,
mas, na vida é diferente;
quando a gente desce o horizonte
não tem mais amanhã...
não tem mais aurora.
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Carlos Soares de Oliveira

GUERRA OU PAZ?

Todos buscam a paz. É muito bonito sonhar com borboletas sobre nossas cabeças, com passarinhos em revoada, com amor total, arco-íris, pessoas se abraçando. A utopia é mais linda que a realidade .Quem dera poder viver somente na utopia e sorrir de mentira, hipocritamente, cinicamente. “Eu te odeio”, às vezes é muito mais sincero do que “eu te amo”. Quem diz, ”eu te odeio” não está mentindo, enquanto quem diz “eu te amo” pode estar maquiando, iludindo, embora seja muito mais agradável ouvir a segunda.
É na guerra que se conhece as pessoas, é nas crises, nos instantes de raiva que as pessoas dizem o que realmente pensam de você. É na guerra que todos mostram suas armas e seus venenos. Quando estão com raiva elas descarregam, soltam o que não gostam e vêem em você. Coisas que no instante do abraço, preferem jogar atrás da cortina ou debaixo do tapete. Ora, sejamos sinceros. Digamos às pessoas que amamos, as verdadeiras verdades. Digamos a elas seus defeitos sorrindo para elas, olhando nos olhos. Nada de abraço de tamanduá, ou beijos de Judas, ou lágrimas de crocodilo. Já dizia meu velho pai, que agora mora no andar de cima: “Guarde tudo que as pessoas falarem de você e para você. Críticas e elogios são a construção de sua vida. Assim como um prédio tem areia, cimento, tijolos, tanto uma como a outra são necessárias. Mas que os elogios não sejam máscaras, te maquiando, iludindo que você é o melhor do mundo, e nem tampouco, as críticas sejam punhais te ferindo o coração a vida toda. É preciso conviver com os dois lados da moeda, porque ela nunca cai de pé. Se cair, desconfie. Alguém está roubando nesse jogo”.
Portanto, não me engane com a sua paz. Declare-me sua guerra para eu saber quem você é e o que sou para você. A vida é cheia de paradoxos. O bem e o mal foram traçados desde o início dos tempos e são apenas alguns dos vários paradoxos a que estamos sujeitos. Somente a cobra engole sapos pra ser feliz.A cada dia me perco na dúvida se devo viver na paz... ou na guerra.
Se falei bobagem nessas linhas, desculpem-me... todo mundo tem direito a cinco minutos de bobeira na vida.Talvez eu tenha gastado os meus agora, mas estou cansado de slogans de paz.
Já dizia o grande cantor, poeta, filósofo, roqueiro, um homem à frente de seu tempo e de seu país, Raul Seixas: “Eu sei que o mais puro gosto do mel é apenas um defeito do fel, e que a guerra é produto da paz“.
HOJE DIA 08 DE JULHO DE 2008, EU ESTOU COM MUITA RAIVA!!!
E na verdade nem estou preocupado se a moeda vai cair de pé.

sábado, 5 de julho de 2008

DIAMANTE

Se até os diamantes precisam ser lapidados,
se até a flor mais linda tem espinhos,
por que eu seria perfeito?
Se o rio corre torto pro mar,
eu também posso chegar, não importa o jeito.
Então me deixe ser assim.
Buscar a perfeição é o maior defeito.
O arco-íris é lindo, mas apenas enfeita o céu;
não existe pote de ouro, o maior tesouro está em amar .
Seja o que tiver, eu aceito, mas só quero o que mereço,
pois, também só ofereço o que posso dar.
Perdoe meu coração mais noturno que a própria noite.
Obscuro, soturno nesse açoite de timidez.
Que me aquieta. E me inquieta.
Entenda minha forma doce de egoísmo
de querer ser o centro de você... de tudo... do universo.
Repare nos versos que ando a escrever;
falam de mim, mas nas entrelinhas está você.
Desculpe meu olhar perdido, distante
Desculpe meu jeito menino,
talvez a alma seja gigante.
Desculpe se eu choro, se demoro
pra chegar, pra sorrir.
Talvez eu seja um diamante
e o melhor brilho ainda esteja por vir.
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CARLOS SOARES

sexta-feira, 4 de julho de 2008

A CIGARRA E A FORMIGA BOA e A CIGARRA E A FORMIGA MÁ (MONTEIRO LOBATO)

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A cigarra e a formiga boa

Houve uma jovem cigarra que tinha o costume de chiar ao pé dum formigueiro. Só parava quando cansadinha; e seu divertimento então era observar as formigas na eterna faina de abastecer as tulhas. Mas o bom tempo afinal passou e vieram as chuvas. Os animais todos, arrepiados, passavam o dia cochilando nas tocas. A pobre cigarra, sem abrigo em seu galhinho seco e metida em grandes apuros, deliberou socorrer-se de alguém. Manquitolando, com uma asa a arrastar, lá se dirigiu para o formigueiro. Bateu _ tique, tique, tique... Aparece uma formiga, friorenta, embrulhada num xalinho de paina.
- Que quer? _ perguntou, examinando a triste mendiga suja de lama e a tossir.
- Venho em busca de um agasalho. O mau tempo não cessa e eu...
A formiga olhou-a de alto a baixo.
- E o que fez durante o bom tempo, que não construiu sua casa?
A pobre cigarra, toda tremendo, respondeu depois de um acesso de tosse:
- Eu cantava, bem sabe...
- Ah! ... exclamou a formiga recordando-se. Era você então quem cantava nessa árvore enquanto nós labutávamos para encher as tulhas?
- Isso mesmo, era eu...
- Pois entre, amiguinha! Nunca poderemos esquecer as boas horas que sua cantoria nos proporcionou. Aquele chiado nos distraía e aliviava o trabalho. Dizíamos sempre: que felicidade ter como vizinha tão gentil cantora! Entre, amiga, que aqui terá cama e mesa durante todo o mau tempo.
A cigarra entrou, sarou da tosse e voltou a ser a alegre cantora dos dias de sol.

Já houve entretanto, uma formiga má que não soube compreender a cigarra e com dureza a repeliu de sua porta. Foi isso na Europa, em pleno inverno, quando a neve recobria o mundo com o seu cruel manto de gelo. A cigarra, como de costume, havia cantado sem parar o estio inteiro, e o inverno veio encontrá-la desprovida de tudo, sem casa onde abrigar-se, nem folhinhas que comesse. Desesperada, bateu à porta da formiga e implorou _ emprestado, notem! _ uns miseráveis restos de comida. Pagaria com juros altos aquela comida de empréstimo, logo que o tempo o permitisse. Mas a formiga era uma usuária sem entranhas. Além disso, invejosa. Como não soubesse cantar, tinha ódio à cigarra por vê-la querida de todos os seres.
- Que fazia você durante o bom tempo?
- Eu... eu cantava!...
- Cantava? Pois dance agora... - e fechou-lhe a porta no nariz.
Resultado: a cigarra ali morreu estanguidinha; e quando voltou a primavera o mundo apresentava um aspecto mais triste. Ë que faltava na música do mundo o som estridente daquela cigarra morta por causa da avareza da formiga. Mas se a usuária morresse, quem daria pela falta dela?
Os artistas _ poetas, pintores e músicos _ são as cigarras da humanidade.

Não vejo essa formiga como má. Ela trabalhava muito e pensava que diversão fosse algo errado. Estava amarga e solitária no seu mundinho cheio de formigas. O bom senso indica que o trabalho é excelente, mas é importante também se divertir, senão a vida fica amarga e difícil e a formiga acaba adoecendo...

FONTE: Geocities

" UM PAÍS SE FAZ COM HOMENS E LIVROS "

MONTEIRO LOBATO

MONTEIRO LOBATO

Monteiro Lobato: o precursor da literatura infantil no Brasil
Contista, ensaísta e tradutor, este grande nome da literatura brasileira nasceu na cidade de Taubaté, interior de São Paulo, no ano de 1882. Formado em Direito, atuou como promotor público até se tornar fazendeiro, após receber herança deixada pelo avô. Diante de um novo estilo de vida, Lobato passou a publicar seus primeiros contos em jornais e revistas, sendo que, posteriormente, reuniu uma série deles em Urupês, obra prima deste famoso escritor.
Em uma época em que os livros brasileiros eram editados em Paris ou Lisboa, Monteiro Lobato tornou-se também editor, passando a editar livros também no Brasil. Com isso, ele implantou uma série de renovações nos livros didáticos e infantis.
Este notável escritor é bastante conhecido entre as crianças, pois se dedicou a um estilo de escrita com linguagem simples onde realidade e fantasia estão lado a lado. Pode-se dizer que ele foi o precursor da literatura infantil no Brasil.
Suas personagens mais conhecidas são: Emília, uma boneca de pano com sentimento e idéias independentes; Pedrinho, personagem que o autor se identifica quando criança; Visconde de Sabugosa, a sabia espiga de milho que tem atitudes de adulto, Cuca, vilã que aterroriza a todos do sítio, Saci Pererê e outras personagens que fazem parte da inesquecível obra: O Sítio do Pica-Pau Amarelo, que até hoje encanta muitas crianças e adultos.
Escreveu ainda outras incríveis obras infantis, como: A Menina do Nariz Arrebitado, O Saci, Fábulas do Marquês de Rabicó, Aventuras do Príncipe, Noivado de Narizinho, O Pó de Pirlimpimpim, Reinações de Narizinho, As Caçadas de Pedrinho, Emília no País da Gramática, Memórias da Emília, O Poço do Visconde, O Pica-Pau Amarelo e A Chave do Tamanho.
Fora os livros infantis, este escritor brasileiro escreveu outras obras literárias, tais como: O Choque das Raças, Urupês, A Barca de Gleyre e o Escândalo do Petróleo. Neste último livro, demonstra todo seu nacionalismo, posicionando-se totalmente favorável a exploração do petróleo apenas por empresas brasileiras.
No ano de 1948, o Brasil perdeu este grande talento que tanto contribuiu com o desenvolvimento de nossa literatura.

FONTE: suapesquisa.com
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NOTA:04 de julho. 60 anos da morte de Monteiro Lobato. Sem dúvida,o maior escritor brasileiro infantil, com seu mundo mágico das fábulas... e uma de minhas influências, não só para ler... como para escrever

terça-feira, 1 de julho de 2008

DON JUAN


Entre gueixas e sereias,
o desejo de incendeia num simples toque de lã.
Não escolhe, acolhe...
proibidas, comprometidas e donzelas.
No galanteio no ouvido te revelas.
Teu nome é Don Juan.
Quem é esse moço
que sabe ser amado e amante?
Dos cavalheiros, o mais elegante.
Que envolve, que absorve.
Que resolve os anseios delas.
Há suspiros em todas as janelas.
Quem és tu Don Juan?
O que trazes nessa flor?
Uma teia perigosa ou a certeza do amor?
O que queres dessas mulheres
que afloram, se desfloram no teu toque leve como brisa da manhã?
Tuas palavras inebriam mais que o vinho de tua taça
e quando a vontade passa, recomeças o vai-e-vem.
que sabes como ninguém.
Quem és tu Don Juan?
O que trazes em tua maçã?
Todas sabem a resposta:
Noites inesquecíveis... e saudades de manhã
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CARLOS SOARES DE OLIVEIRA