Nunca mais vi aquele menino
de jogo de bola na rua,
que apesar de tenra idade,
já namorava a lua.
Que voltava da escola com a camisa nos ombros,
e de noite, dormia tranquilo ,
apesar dos assombros.
De sonhos distantes e amiúde.
Tentei reencontrar, nunca mais eu pude.
Nunca mais vi aquele menino,
de olhar peregrino,
cuja lembrança ainda me incendeia,
de frases escritas na areia,
sabendo que o vento ou a chuva iam apagar,
mas no outro dia, escrevia tudo de novo,
acho que era um jeito de com o tempo brincar.
Ah, malditas curvas
dessas estradas turvas
que levaram o menino,
e me legaram apenas lembrar.
=
=
(Imagem Andrew Judd)

7 comentários:
Amigo Carlos, boa.noite de domingo!
O menino se recorda.do que foi bom e rwvitalizante.
Tenha uma nova semana abençoada!
Abraços fraternos
Nossa, que lindo poema! abraços
Muito linda e que saudades daquele menino, da curvas do tempo e as mudanças...Linda inspiração! abração, chica
Pena o triste desenlace.
Abraço de amizade.
Juvenal Nunes
Puxa...
Sabe Carlos, nós temos que cultivar esses meninos dentro de nós.
Ainda ontem falei para meu filho que está com 14 anos e está querendo ser um adolescente chato, que eu com 53 anos ainda sou criança.
Nas horas que posso ser, lógico.
Não podemos perder esse menino nunca.
Um abraço!!!
As curvas do tempo... adorei.
Obrigada pela visita e tenhas uma boa
entrada de mês de março.
Recordar é viver!
Um beijinho, Carlos!
💙💙💙Megy Maia
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