Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!
Fazer amor é como andar de montanha russa. É
uma subida, uma evolução, começa devagar, vai evoluindo, evoluindo, e quando a
gente chega ao topo, começa a descida... e tome sensações, tome vibrações, tome
emoções. É uma evolução ao contrário, acelera, acelera, dispara, para
depois relaxar. E no final, quando termina a gente sorri.
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Isso a poesia não explica. Nem a nossa vã filosofia. Freud menos ainda
rs rs. Pensando bem, a poesia se aproxima da explicação... mas eu não
vou perder tempo explicando isso he he. =
Acabou a preguiça, poeta não pode ficar muito tempo sem escrever, é como o Beija-Flor que não pode ficar sem bater asas. Aviso que só vai entender o texto quem ouvir a música, têm elos entre si.
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Raul Seixas mostrou nessa música toda a sua genialidade e
poesia. Raul apesar de toda aquela barba, todo aquele gestual amalucado, apesar
de todo o seu rock, de toda a sua irreverência e seu deboche, era um cara muito
sensível. A mosca na sopa fria da MPB. Como ele mesmo dizia: “Não pertenço a
nenhum grupo da música popular brasileira. Eu sou raulseixista”. Pagou caro por
isso é verdade, no Brasil não se pode ser diferente, mas não deixou de ser quem
ele gostaria de ser, não se corrompeu na sua essência, eu acho isso bonito.
Tive a felicidade de ver ao vivo um show dele, com saúde eno auge. Mas não quero falar do Raul hoje,
para falar de Raul Seixas seria necessária no mínimo uma semana.
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Por causa dessa letra linda e dessa melodia maravilhosa que parece
levar a gente junto, e desse arranjo musical perfeito, eu criei uma de minhas
frases que mais gosto.‘ Ele escrevia
tanta poesia que um dia misturou: Era o homem fazendo poesia ou a poesia
fazendo o homem? ’. A RESPOSTA É: AS DUAS
COISAS. Assim como não dá para dissociar o‘sábio chinês da borboleta’, não dá também para dissociar o ‘Carlos
homem’do ‘Carlos poeta’. É isso que a música propõe...
é um ciclo, um círculo cósmico, mágico, que acontece dentro da gente... vai,
mas volta.. vem, mas vai... e tudo fica girando dentro de um contexto só. É
simultâneo e é recíproco. Eu não tenho
palavras para descrever isso, mas eu sei o que eu sinto. Isso é transcendental,
e coisas transcendentais não dá para explicar, ou você sente ou não sente, e eu,
graças a Deus tenho uma antena maravilhosa. Às vezes penso que não sou daqui, que a vida
está do outro lado. A poesia é uma coisa, um caminho que inventei pra mim, um
mundo que eu criei onde nada me faz mal, uma redoma para ficar isento de coisas
negativas, é um sonho que eu mesmo escolhi sonhar. Ai, meu Deus... não me
acorde do meu sonho. Que eu gire cada vez mais nesse círculo, que essa metamorfose
constante nunca cesse, que eu me purifique mais e mais, a cada giro que esse ciclo
fizer acontecer. Que cada vez mais o homem faça a poesia, e principalmente que
a poesia faça o homem, pois a poesia tem o poder de melhorar o homem.
Continuo homenageando essa grande cantora brasileira - Clara Nunes -
E a minha preguiça continua rs rs. Peço desculpas a todos por não estar indo aos blogs, mas vou já já, estou meio cansado. Obrigado a todos!
Estou numa preguiça de escrever esses dias. É, de vez em quando me permito ter preguiça de escrever. É até um pecadinho meu dizer isso, mas ando meio cansado. Enquanto isso vou homenagear essa grande cantora CLARA NUNES, que além de ter todo esse talento era danada de bonita.
E hoje eu sou obrigado a ouvir Valeskas Popozudas, peitudas, teúdas, manteúdas, mas ' talentuda ' ... nenhuma.
Essa
bela música do cantor/compositor/poeta Zé Geraldo, homenageia o Rio
Doce que nasce no município de Ressaquinha, quase perto de BH, e desce o
mapa banhando mais de 850 kms, percorrendo 230 municípios, dos quais 202 são
em Minas Gerais, até se encontrar com o mar em Linhares-Es. Encontrava,
não encontra mais. Hoje existe um grande banco de areia separando o rio
do mar, eles não se abraçam mais, não existe mais o encontro mágico do
rio com o mar. Era muito prazeroso viajar de trem de Governador
Valadares para o Espírito Santo, margeando o Rio Doce, paisagens
incríveis, e hoje posso dizer que é doloroso e assustador, o visual é
desalentador, em vários pontos dá para atravessar o rio andando, no
lugar do rio caudaloso, só se vê rochas. Às margens, os bois, deitados,
tristes, parecem desanimar de procurar pasto. Garças não vi mais. Pela
primeira vez não tive vontade de tirar fotos. Há uns dias vimos a
Ibituruna, considerada a melhor rampa do mundo para a prática de voo
livre, queimar quase inteirinha. Todos os anos, alguém, de propósito ou
não, mete fogo nela. Nascentes destruídas, mata ciliar arrancada,
assoreamento, dragas e mais dragas, e fica todo mundo de boca aberta
perguntando o porquê da seca. Um incêndio não mata só a floresta em si,
mata todo um sistema ecológico, há todo um ciclo entre solo, fauna e
flora prejudicado. É claro que a seca deve ser passageira, assim espero,
mas dói ver um rio que acompanho desde criança nas minhas viagens de
trem, nessa situação, uma região de tanto verde que se tranformou em
terra vermelha. = Para
fazer justiça, Zé Geraldo nasceu na pequena cidade de Rodeiro-Mg, que
fica entre Ipatinga e Caratinga, mas foi criado em Governador
Valadares-Mg, a maior cidade banhada pelo Rio Doce. Zé Geraldo é meio
roqueiro, meio roceiro, como ele mesmo diz, com "um pé no mato, outro no
rock". Por causa de suas compopsições, é um de meus preferidos. CURTAM A MÚSICA, VALE A PENA.