( imagem google )
Don Juan era um conquistador incorrigível, amado e odiado,
amado pelas mulheres que conquistava, e odiado pelas mesmas, talvez pela forma com que ele as deixava. O galanteador também
era frio quando queria, escrevendo portanto, uma história de vida de amor e
ódio. Nesses poréns da vida, um dia o grande conquistador foi flechado pelo
cupido, apaixonou-se perdidamente por uma de suas donzelas, o predador virou
presa. Desde então, todos os seus galanteios, seus mimos, seus presentes, seus
carinhos, eram somente para ela, ele não olhava mais para as outras nas
janelas. Don Juan virou moço comportado, quem diria. Mas um dia, mesmo sem ter acabado o amor, eles terminaram, talvez por uma guerra
de egos que não combina com o amor. Ele, um famoso conquistador, convicto de
si, e ela, apesar de ser uma donzela, também tinha um gênio forte, coisas de
mulher. E Don Juan chorou. Ela chorou também. Choraram distantes um do outro,
mas ambos sabiam que choravam. Don Juan esperou por um bom tempo, levava em si,
a esperança de que voltassem um dia. Não sabia como voltariam, mas, esperou,
não teve nenhuma outra donzela, até o dia em que ficou sabendo que sua amada,
numa noite qualquer, numa festa qualquer, deitou-se com um homem qualquer. E
Don Juan chorou mais uma vez. Chorou segurando um colar que ela lhe deu com um
pingente escrito: TE AMO... PARA SEMPRE.
Um amigo o consolou: “Não
sabes que ela é uma mulher livre? Ela não é mais tua namorada. Um dia isso
aconteceria”. Don Juan respondeu: “Sei disso, amigo. Mas não consigo imaginar a única
mulher que realmente amei, a única que verdadeiramente
tratei como donzela... debaixo de outro homem. Aquele jeitinho dela de fazer
amor comigo, era só nosso, só meu e dela. Não posso imaginar outro homem que
não seja eu nessa cena”.
E então decidiu ser novamente o velho Don Juan. Como dantes, tornou a
levar muitas mulheres para a sua cama,
mas nunca mais pronunciou a palavra... amor. Retomou seu jeito antigo de ser feliz.
É a sina de Don Juan!.