ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.
CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!
sexta-feira, 27 de abril de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
CELEBRANDO A VIDA


( imagens arquivo pessoal- parte de minha parede poética)
Celebrando a vida e nada melhor que celebrar a vida do que com poesia. Sempre foi assim para mim e sempre será: renascendo na poesia. O CLESI- Clube dos Escritores de Ipatinga-Mg, localizado na região do Vale do Aço no leste de Minas, é um conceituado clube de escritores que começou pequeno, cujas três ou quatro primeiras reuniões eu participei, e hoje é citado como referência no site do Governo do Estado na aba cultural. Coordenados por gente abnegada, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e ajudado pela siderúrgica Usiminas, promove circuitos literários todos os anos, incluindo concursos estaduais e nacionais de contos e poesias, além de concurso regional para edição de livros. Promove também concursos infanto-juvenis. Disse que participei das primeiras reuniões, em 1987, quando esse clube ainda era apenas uma ideia, mas depois, devido às circunstâncias, mudei-me de cidade, o que não me impediu de participar dos concursos mesmo à distância. Eu havia tido algumas conquistas literárias fora do estado, mas para mim faltava ganhar alguma coisa na minha cidade, que me viu partir em condições nada favoráveis. Pois no 19º concurso estadual conquistei um honrado 8º lugar. Foi demais, ouvir trinta segundos de aplausos, da minha cadeira ao palco, aplausos esses que ainda ecoam dentro de mim. O que também ainda ecoa dentro de mim foram frases de pessoas que não via há tempos. “ Esse é seu mundo, Carlos. Eu gostaria de estar nesse mundo. Você é mesmo um poeta. Nunca saiu dos seus trilhos. Que bom pra você esse prêmio! Você merecia!”. E essa de um ex professor . “Não sabe como estou feliz e aliviado de ver você aqui. Fiquei meio com remorso pelo que lhe falei naquele dia, até procurei você, mas como era fim de ano, não lhe vi mais”. Ele havia dito que minha poesia era coisa de jovem e que com o tempo eu ia desanimar parando aos poucos. Ele não fez por mal, era gente boa, só foi infeliz. Todo esse relato é para contar que no próximo 05 de maio, o CLESI estará promovendo um grande evento em Ipatinga para comemoração de 25 anos de poesia, com lançamento de coletânea do que eles consideraram os melhores poetas ao longo dos anos, em que eu humildemente e orgulhosamente faço parte. Como pensei que não daria para comparecer devido à minha escala de trabalho, tratei logo de ir buscar um dos três livros a que tenho direito, mas felizmente, o evento foi adiado e eu poderei estar. O livro está lindo, não posso colocar fotos ainda porque me pediram para não divulgar antes do lançamento, o que farei na hora oportuna.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
JORNADA

( imagem google )
Seja na brisa, seja no furacão.
Seja em águas mansas, seja em maremoto.
Na agonia ou na esperança.
Em terra firme ou num terremoto.
Na alegria ou no abandono.
No inverno ou no verão ,
na primavera ou no outono
Tudo o que vi, vivi e que por mim passou,
nessa vida levada a esmo,
nada em mim ficou...
a não ser eu mesmo.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
PÉROLAS AOS PORCOS

( imagem rogeriosampaio.com.br - google )
De vez em quando abro a Bíblia para buscar algum conforto e luz para o meu dia. Eu sei que devia ser sempre, mas a gente não mais tempo para nada. A Bíblia tem muitas filosofias, muitas passagens fortes, e uma das que mais gosto é: "Não jogueis pérolas aos porcos", pois suas palavras e atos serão banalizados por eles, não terão nenhum valor em seus ouvidos, e seu apetite voraz as devorará como fazem com a lavagem que lhes é mais apropriada, serão engolidas sem ao menos sentirem seu delicioso sabor. Isso se não as deixarem esquecidas na lama. Os porcos não entendem de pérolas. No texto de orelha do livro ÁGAPE, de Pe Marcelo Rossi, Chalita diz que "estão coisificando as pessoas", eu concordo muito com isso e estendo com meu pensamento. Estão banalizando o "eu te amo", "o amor é lindo", e glamourizando a violência principalmente na TV. Depois ninguém entende porque crianças e adolescentes estão se agredindo nas portas das escolas, ou porque alunos agridem professores. Por quê? Porque os porcos desprezam as pérolas e acolhem o que não presta. Evidentemente, graças a Deus nem todas as pessoas são como porcos que tratam as pérolas com desdém. Felizmente, a maioria considera as considera. Cuidado, muitas vezes o que parece luxo, pode ser o lixo glamourizado. Para não fugir muito do assunto inicial, deixo este da violência para depois, embora quase se cruzem. Voltemos aos porcos, digo, voltemos às pérolas. Quando a gente tem a impressão de ter jogado pérolas aos porcos, fica um gosto ruim na boca, sentindo-se meio idiota de ter perdido tempo, mas às vezes penso que é bobagem sentir-se assim, afinal a culpa não é da gente se os porcos não entendem de pérolas. A gente faz com boa intenção, só quer enobrecer a pobre e chata vida dos porcos.
Nunca pensei que um dia teria essa sensação com a minha poesia, isso me dá uma grande tristeza, mas andei jogando pérolas aos porcos. Se pudesse voltar no tempo, não teria escrito tantas poesias, abriria mão delas para não viver essa sensação de agora, de ter perdido meu tempo. Mas o poeta não é dono da própria poesia. Quando ela vem, não tem jeito de segurar, porque são pérolas e não podem ficar escondidas.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
QUEIXAS DO POETA À MUSA LUA ( VOLÚVEL)

Volúvel é o tempo com seus contratempos.
Volúvel é o sentimento que muda a todo momento.
Volúvel é o pensamento que parou de pensar porque pensou que não podia pensar.
Volúvel é o rio com suas águas turvas.
Volúvel é o vento que se perde na primeira curva
e não sabe se voltará furacão ou brisa.
Volúvel é a saudade que não tem hora precisa.
Volúveis são as estrelas que mudam de lugar
confundindo meu olhar,
Mas mais volúvel é a lua que muda de fase a cada semana,
ela pensa que me engana,
foi amar outro poeta por aí,
fiz dela tanto uma musa
ela chega, me abusa, me deixa aqui
e vai amar em outro céu.
Uma noite sem lua é um escuro véu.
Tudo tem início, meio e fim.
Se tudo é volúvel, imagine as pessoas,
mas nem tudo que é volúvel é ruim,
existem coisas volúveis que são boas,
assim como, o botãozinho que vira flor.
Volúvel, só não é o poeta
que sempre acredita no amor.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
O AMOR NÃO É QUALQUER COISA ASSIM

( imagem tatouag)
O amor não é um brinquedo quebrado
que se joga de lado
ou se deixa num canto qualquer
é preciso dar o amor na dose que a gente também quer.
Amor não é disputa de egos
nem uma luta de cegos.
Amor é reciprocidade, é cumplicidade.
O amor não é qualquer coisa assim
que se começa já pensando no fim.
Amores têm que ser eternos
que vivam a alegria das primaveras,
mas que suportem também os invernos.
Amor não é feito de quimeras,
mas de atitudes deveras.
É preciso plantar o amor
para colher o amor.
É preciso falar de amor
para ouvir de amor.
Há que se merecer o amor.
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