ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

TRIÂNGULO AMOROSO


( imagem google)
Gosto quando a noite aos poucos me engole.
Gosto quando você ,deliciosamente traiçoeira
envolve-me, absolve-me de um dia ruim.
E assim, peço pra noite não ter fim.
Amanhã de manhã ela se vai,
mas o amor ficará,
esperando mais uma noite
que a natureza com toda certeza nos dará.
Na noite escura vejo você claramente
porque vejo com os olhos do amor somente .
Gosto tanto da noite que durante o dia
fecho os olhos pra ver você,
enquanto domino a ânsia de ter.
O escuro da noite não assusta,aconchega
a quietude só não é total porque você chega
sussurrando coisas ao ouvido,
fazendo de mim um menino crescido.
Eu,você e a noite...
combinação perfeita de amor.
A noite me ama,você me ama.
Eu amo as duas.
Fazemos um triângulo amoroso permitido.
A lua,testemunha muda sorriu.
As estrelas,os cometas...
todo o firmamento aplaudiu.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A PRIMEIRA VEZ


(imagem- google / imagens.eiou.pt)
A primeira vez que vi o mar,
eu nem sabia nadar... mas entrei.
A primeira vez que amei,
eu nem sabia beijar... mas beijei.
Foi um mar de sensações
muito maior do que o mar que eu vi.
Perigoso, é verdade, mas tão atraente e charmoso.
Parecia que eu tinha medo das vibrações que senti.
Era como se meu coração fosse um barco muito leve
para as ondas da emoção.
É... o amor é assim.
A gente não sabe aonde vai dar.
É até gostoso navegar,
Só que às vezes temos medo de ir
sem saber voltar.
Outras vezes joguei meu barco no oceano.
Naveguei, naufraguei, naveguei novamente,
Pois, pior que o engano... é não tentar.
E como resistir ao charme do amor nos chamando a navegar?
Felizmente tudo na vida tem sua primeira vez um dia,
senão até hoje eu não saberia...
nadar, beijar, navegar.
Como é lindo o amor!
Como é lindo o mar!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

BONITINHOS, MAS ORDINÁRIOS


( imagem google - cinema.com)
Quando a gente é adolescente ( aborrescente ), fica doido para fazer dezoito anos. Para ter algumas vantagens, como se houvessem só vantagens em ser adulto. Algumas das supostas vantagens são, chegar mais tarde em casa e ter acesso a lugares e filmes proibidos. Até os anos 80, 70% dos filmes brasileiros eram eróticos. Vez ou outra aparecia um “Lúcio Flávio, o passageiro da agonia”. “Quem matou Lúcio Flávio?”. “Pixote”. “Terra em transe”. Não tinha jeito, maioria esmagadora, era de eróticos. Nelson Rodrigues tinha presença muito forte no cinema nacional. E tem ainda. Soube falar de sexo e das vontades femininas como ninguém. Ainda bem, como ele mesmo dizia, que “toda unanimidade é burra”, então se fazia filmes com outros conteúdos também.
Meu amigo Marquinhos dizia que gostava de mim, porque tirando confusão, o resto eu topava tudo. Nem tudo, sabia de meus limites. Esse caso não foi com ele, foi com outro amigo... Luís. Era tapadão, parecia que tinha um certo desvio mental, mas gente boa que só ele. Grande coração, gostava de ajudar as pessoas. Fazia muitos bicos, nunca ficava sem dinheiro.
O filme em cartaz era: “Bonitinha, mas ordinária”. Com um título tão chamativo, ficamos doidos para ver, mas éramos menores. Eu tinha quase dezessete. Ele dezessete e pouco. Como íamos entrar? Aí entrou minha “criatividade”. Será?. Tive ideia de pegar lápis creon, não sei se nome está correto, nem se existe ainda, que minhas irmãs usavam para colorir as pálpebras. Para desenhar um bigode visando parecer mais velho. Fiz um bigodinho bem cínico, safado mesmo, tipo cantor de bolero. Luís faria em sua casa. Eu já tínha ralo bigodinho, era preciso só sombrear mais. Sabendo que ela era muito sonso, avisei. “Não vá dar ‘oreiada’ lá. Na porta do cinema, fique calado, fique atrás de mim.Deixe só eu falar. Tudo que eu falar, você concorda”. E fomos ver “a gostosa da Lucélia Santos”( ele falava assim). Andamos um bom pedaço sob chuva fina. Tudo era diversão. Chegamos , compramos os ingressos e fomos para a fila. Ficamos fazendo tipo, estufando o peito, tentando crescer, sérios. Quando chegou minha vez, o porteiro, negão forte, me olhou de cima pra baixo, no princípio sério, mas fui notando um certo sorriso querendo sair dele. Perguntou. “Quantos anos você tem?”. Quase sem ar de tanto estufar o peito, respondi. “Dezoito anos e dois meses”. “Hummmm....”, desconfiou. “E cadê os documentos?”. Despistando, enfiei a mãos nos bolsos procurando e levei a mão à testa. “Pôxa, você não imagina o que aconteceu. Cheguei agora do trabalho, tomei banho rápido pra não perder o filme, acabei deixando na outra calça. Mas pode acreditar. Eu tenho dezoito sim”. Olhou para Luís atrás de mim e perguntou. “E você... esqueceu os documentos também?”. O tonto respondeu exatamente assim. “Sim. Mesmo motivo dele. Tudo que ele falar aí eu concordo”. “Aiiiii... essa doeu”, pensei. O pessoal da fila já estava impaciente. “Ô anda logo aí, estamos na chuva”. O porteiro pensou um pouco, franziu a testa e acabou sendo camarada, irresponsável, mas camarada e disse baixinho, entre os dentes. “Vou quebrar o galho”. E rindo concluiu. “Entra logo que seu bigode está derretendo”. Enquanto recolhia as entradas, comentou para uma moça que estava atrás, rindo de tudo. “Essa molecada está cada vez mais sem vergonha”. “Com certeza....bonitinhos, mas ordinários”, completou a moça, inteligentemente, em trocadilho com o nome do filme.
Fomos direto ao banheiro lavar os bigodes. Foi aí que vi direito o rosto do meu amigo. Luís estava parecendo um vampiro, com aquele cabelo atrapalhado, molhado e a boca toda roxa, além de ter olhos esbugalhados. Não sabia se ria ou brigava.. “Caramba. Você foi usar logo lápis roxo?”. Sempre num jeito aéreo, simples e inconsequente de falar, abriu os braços. “Ora, era o que eu tinha, né? Estressa não, amigão. Importante é que nós entramos e vamos ver a gostosa da Lucélia Santos”. Falava de um jeito engraçado só para me fazer rir.
O filme Debbye&Lloyd, só saiu muito depois, mas se fosse na época, seríamos uma boa dupla para o filme. Meu amigo ganharia o Oscar.

OBS: Aproveitando, Jim Carrey é um artista sensacional. Gosto muito dele
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(amigos talvez nesse final de semana não os visite como eu gostaria e merecem, mas darei um jeitinho de passar rapidinho nos blogs. Como sabem estarei em Vitória. Acho que dou dar L.E.R, de tanto operar churrasqueira. Comentem `a vontade que eu gosto. Um abraço a todos e tenham um grande e poético final de semana

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

BEM QUERER


( imagem google)
Bem-me-quer, mal-me-quer.
Bem-me-quer...quero agora.
Mal-me-quer... jogo fora.
Quem de nós
quando criança nunca brincou
na esperança que ficasse
a pétala do bem querer?
Quem de nós ainda não brinca
mesmo depois de crescer?
E fica o mesmo temor...
torcendo para ficar a pétala do amor.

Fecho os olhos quando me diz:
-Bem te vi, bem te quis.
Bem me quer, bem me fez, me faz... bem feliz.
Bem me viu, bem me vê.
Fui feliz no jogo dessa vez.
Entre as pétalas do amor
eu escolhi você.

Madrugadas

Quantas vezes vaguei como pirilampo,como bêbado sem rumo.Como vagalume oscilante.Ainda vagueio, mas fiz da insônia minha melhor amiga.Extraí dela muitas poesias. O amor? Sei lá,de mim nunca saiu. Que pena que a cidade dorme e não pode ver que eu tenho muito a oferecer.

AMOR DE PRIMAVERA


(magem google)
Foi um tempo de primavera
que minh’alma ainda espera
quem sabe,um dia retornar,
mas,como na vida tudo é incerto
por ora, só cabe recordar.
Conheci uma flor tão bela
exalando só amor
e eu, passarinho errante,
apaixonado e apaixonante,
chamado beija-flor.
Sempre o sim
nunca o não pr’aquele amor.
Era incrível a paixão
do passarinho com a flor.
De manhãzinha, tardezinha
O passarinho e a florzinha.
Era tudo tão correto.
Era tudo tão completo.
Mas, nenhum tempo
e nenhuma estação são eternos.
Existem também os tais invernos
Que vêm gear sobre os amores
Sobre os campos e as flores.
Vez em quando volto lá,
mas bato asas pra bem longe,
pois ficou triste a manhãzinha
e vazia a tardezinha.
Naquela geada insensível
morreu também minha florzinha.
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Falando em primavera, hoje é aniversário de minha mãe,que faz 80 anos.Que belo dia para nascer,hein? Final de semana estarei em Vitória abraçando-a,vendo irmãos e irmãs... e outras pessoas.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

BLOGAGEM COLETIVA- UMA CARTA PARA MIM( EU SOU UM ÍDOLO)

Esse é um texto bem antigo. Por coincidência estive relendo,quando recebi convite da amiga Elaine para participar dessa blogagem coletiva. Obrigado,Elaine.
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Sou sim, um ídolo. Não um ídolo das canções ou da tv. Que fica no palco representando e que ao mesmo tempo está isolado dos fãs pela barreira instransponível, chamada fama. Não um ídolo moldado ou fabricado, como um boneco de barro, tão frágil que pode cair e quebrar. Sou sim, um ídolo, mas dos corações. Talvez seja a maior das minhas ambições nesta minha vida agitada: ver o mundo à minha volta sorrindo para mim. Por ter a imaginação fértil, cultivo no meu jardim, um desejo simples de ser feliz. E só o mundo me faz feliz. Por isso vou andar por aí, criando espaços à amizade. Isso que é imaginação fértil... o mundo à minha volta sorrindo para mim. Como um verdadeiro ídolo. Feito de um barro especial, que só se encontra no solo fértil dos corações. Puxa, como estou otimista hoje... pela terceira vez falei em fertilidade. Talvez, por isso eu seja um ídolo. Quem pode dizer que não? Quem pode negar que nesse mundão de meu Deus há alguém que se lembra de mim? Alguém que gosta de minha cabeça. Que aprova minhas idéias, que delira quando estou sorrindo e que fica triste quando me vê triste. Alguém me adora. Alguém me ama. Alguém é meu amigo. Alguém gosta da minha voz rouca, do meu cantar e meu cantar é uma estrada florida onde só se planta amizade. Uma estrada florida onde vivi de perfumes e espinhos. Cheguei a chorar as flores que morreram porque foram minhas mãos que plantaram e só eu sei o trabalho que deu. Um dia eu disse: Aqui jaz uma flor; pouca gente entendeu. Um dia um ídolo me disse que os ídolos nunca serão compreendidos, mas, isso não me faz um ídolo triste. Posso não ser um John Lennon, mas sou muito querido. Sou simplesmente Carlos... e daí? Aquele moleque, aquele poeta. Aquele irritado. Aquele humorado. Mas acima de tudo, um ídolo. Porque alguém gosta de mim. Alguém vai ler isso aqui e dizer: Você é o maior! Sou um ídolo que não se preocupa com beleza física ou status, por saber que estarei estampado sim, mas nas páginas dos corações. Lá sim, quero ser manchete. Esses corações. Essas terras ocultas e misteriosas que tento compreender e desbravar. E foi chegando perto deles que virei ídolo. Alguém reza por mim, torce por mim. Alguém prega o que eu prego. Alguém me põe nas costas se estou cansado. Alguém confia na minha amizade. Alguém acha bonito os anéis dos meus cabelos. Acha bonito meu olhar, mesmo quando está perdido num ponto qualquer, como pedindo uma explicação pra esse piscar de olhos que é a vida. Alguém entre os rostos da multidão vai ser o meu alguém. E eu adoro os “ alguéns” da vida, porque todo mundo veio pra ser alguém. E eu nasci pra ser ídolo. Entre os rostos da multidão vejo gente que me diz bom dia, que me sorri. Gente que ouve as coisas grandes que digo e que me perdoa quando digo besteiras também. Gente que me chama de amigo, ou irmão... ou de meu amor. Gente que sente saudades de mim. Às vezes sou ingrato quando reclamo solidão. Há gente que me convida ao instante confortável de um abraço. Gente que me faz ser gente. Que me faz ir pra frente. Pessoas que entendem a minha mentira, minha fantasia de sorrir. Todas as minhas utopias. Que me entendem por eu viver no mundo mágico da poesia que eu tiro do meu baú encantado, vulgo coração. Ainda bem, pois essa é a minha espada contra os dragões desse mundo de terror. Sem ela eu estaria enfraquecido. E foi essa espada que me fez virar ídolo, porque tem muita gente que se inspira quando estou inspirado. Mas, não quero ser um anjo, nem um líder dessa gente. Quero apenas ser um elo, entre os elos da corrente. São pessoas que me entenderam quando eu disse: Eu queria ser uma estrela. Por causa dessa gente a partir de agora, eu vou andar nos trilhos.