ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

domingo, 17 de janeiro de 2016

A DESPEDIDA- O ÚLTIMO ABRAÇO DE AXL E SLASH----- SLASH VAI VOLTAR



Slash  vai voltar. Pô, Axl, menos intransigência por favor. Intransigência não leva o mundo a nada. O rock agradece, e nós fãs também. Dois feras separados, não pode.

Voltem logo, e de preferência com algum show  pelo sudeste para eu ir. Não tive a felicidade de ver show do Guns com Slash, foi em 2011 no Rock In Rio, foi bom do mesmo jeito, mas quem sabe agora. Quando a gente vê de perto show de Guns, Elton John, Paul Mcartney, Rolling Stones, Scorpions, Raul Seixas, Zé Ramalho, a gente fica mesmo chato pra música, é por isso que sou exigente. Ah e sou corajoso e ousado sim, mas para  com quem merece.
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

EM MINAS É ASSIM...


Um dia eu estava dirigindo e parei numa cidadezinha para tomar um café para espantar o sono. Quando já ia saindo de novo, um senhorzinho de uns setenta e cinco anos, me abordou  perguntando se podia lhe dar uma carona até a próxima cidade, prontamente falei que sim, abri a porta, ajudei-o a colocar o cinto e saímos. Foi até bom, eu estava mesmo com sono,  ter uma companhia me ajudaria muito a despertar, e eu gosto de conversar com pessoas mais velhas, têm casos engraçados, pitorescos, têm lições de vida também, para mim é um prato cheio, depois eu junto tudo e faço meus textos. No máximo em trinta minutos chegamos à cidade, e ele pediu: “O senhor pode parar pra mim perto daquela padaria”. Os antigos são assim, mesmo sendo mais velhos gostam de chamar a gente de “senhor”. Eu parei, tirei o cinto para ele, ele perguntou: “Quanto devo?”. Respondi: “Deve nada”. E ele: “Nada mesmo?”. Confirmei: “Nada mesmo. Por que eu cobraria?”. Ele explicou: “É que todos os carros que passam aqui cobram pelo menos o valor da passagem. O senhor é o primeiro que não me cobra”. Eu falei: “Cobrar para quê? É tão perto, não houve desvio, ia ter que passar dentro da cidade de todo jeito”. Levantou a mão e falou: "Se o senhor não estiver com muita pressa, espere só uns cinco minutinhos. Vou pegar uma coisa para o senhor”. Pensei: Vai me dar alguma coisa, ganhar coisas é sempre bom. O que será?”. Rapidinho ele voltou com um embrulho redondo: “ Olha aqui, moço. O senhor foi muito legal comigo. Eu fabrico queijo... o senhor me deu a carona e eu lhe dou um queijo. É justo, não é? O senhor gosta de queijo?”. Peguei respondendo: “Perguntar se mineiro gosta de queijo é o mesmo que perguntar se gambá gosta de ovo”. Rimos juntos, ele agradeceu mais uma vez a carona e disse: “Quando quiser parar pra tomar um café, está à disposição”... e completou: “VÁ COM DEUS!”. Essa para mim é a melhor parte, ouvir um VÁ COM DEUS!
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Em Minas é assim: gentileza pra todo lado.
Desculpe o pessoal de outros estados que estiverem lendo, gente boa tem em todo lugar, mas com a cortesia e a receptividade do mineiro, acho que  não há igual. Sem contar a variada e gostosa comida mineira, essa é imbatível.

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( imagem eusoumineirouaiso.com.br )

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

ESSE PAÍS ESTÁ FICANDO SEM GRAÇA...



Nesse país que já anda sem graça em todos os sentidos... morre logo um humorista.  Gosto do humor à moda antiga, humor palhaço, inofensivo, do jeito que os Trapalhões faziam, o Golias também, Zé Bonitinho ( sou muito fã do Zé Bonitinho rs), Tiririca, gosto também de contadores de histórias como Paulinho Gogó, e  claro, o Shaolin que morreu ontem. E outros... mas o fato é que estamos ficando sem humoristas, não é à toa que a Rede Globo está apostando no remake de "A Escolinha do Professor Raimundo", não é à toa que "A Praça É Nossa", faz sucesso há mais de quarenta anos. É o humor, como eu disse, não agressivo, sem ataques ou ofensas, por exemplo, Leonardo, um dos imitados pelo Shaolin, acabou ficando amigo dele.  A Globo percebeu que no "Zorra Total", não tem humoristas, e sim, atores mais ou menos engraçados tentando fazer humor, isso fica maçante, repetitivo, com bordões chatos que só fazem rir no primeiro instante, por isso a emissora decidiu reviver "A Escolinha".  O SBT inteligentemente perpetuou o seriado Chaves, o público do Chaves se renova ano a ano, se a Globo tivesse feito o mesmo com "Os Trapalhões", o sucesso deste programa também teria se estendido até hoje; erro de estratégia da nave mãe. Sobre Shao Lin eu passei cinco anos torcendo para que ele voltasse com saúde e com seu humor, lutou muito, mas infelizmente se foi.
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Shaolin tentava se recuperar de um acidente ocorrido cinco anos atrás quando colidiu com um caminhão que invadiu a contramão. Espero que o motorista do caminhão coloque a mão no coração hoje, se arrependa e peça perdão a Deus. Deixo minha pequena homenagem ao humorista Shaolin. DEUS O RECEBA EM INFINITA GRAÇA!

sábado, 9 de janeiro de 2016

GENI E O ZEPELIM -- CHICO BUARQUE


Toda a genialidade de Chico Buarque: a prostituta que vira heroina.

Eu já vi o contrário rs rs. E  vice versa... e no final dá tudo certo.

BENEDETA Geni!

Tema do meu próximo livro!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

BANDEIRA DO DIVINO - IVAN LINS



Para um dos dias santos mais bonitos, uma música linda. DIA DE REIS!!!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

PÉROLAS AOS PORCOS


“ Olha, meu filho! Tenho oitenta e oito anos, escrevo desde uns oito. Eu sou simplesmente apaixonada com poesia. Nunca pare de escrever. Isso é a coisa mais linda do mundo. Respeite-a, porque foi Deus quem colocou dentro de você. Deixe que lhe façam qualquer coisa, que lhe batam, xinguem, riam de você, mas não deixe jamais que lhe tirem a poesia. Ela é a sua essência”.
Palavras de uma senhora que assistia uma premiação literária em que eu estava. Eu chamo esse dia de  “o dia em que a poesia falou comigo”. Eu já levava a poesia muito a sério, não me canso de dizer, é a coisa que eu sei fazer mais bem feito, não dou muita bola para outras coisas, a poesia é meu melhor instante, quando escrevo sou outra pessoa, mas a partir desse dia passei a valorizar ainda mais meu dom. Outro dia vi um psicólogo dizer na tevê que  "dizer que é apenas um dom de Deus, é subestimar-se, pois é um dom de Deus sim, mas a gente precisa trabalhar o dom que recebeu", e eu creio que trabalhei sim, evoluí muito, não vou usar falsa modéstia, aliás, detesto falsas modéstias, cada um sabe o valor de si. E assim, valorizando ainda mais, associei tanto minha escrita à minha vida que passei a filtrar, a peneirar quem gosta de mim, quem merece estar comigo, pois quem não me lê, não me conhece, não me compreende, não sabe o melhor de mim, não é meu amigo, quem boicota meus escritos nunca devia ter entrado na minha vida, quanto mais longe melhor. Eu perdoo tudo nas pessoas, exceto boicotar, menosprezar o que escrevo; já saí batendo a porta da sala de um chefe de jornal porque ele quis cortar no meu poema para caber na página. No outro dia ele ligou e publicou meu poema todo, e ainda me parabenizou pela minha atitude. Já arranquei das mãos de uma garota um poema por  ela debochar dele, sinal de que não entendeu. Detesto gente debochada, é a pior espécie. Quando uma pessoa não  dá valor ao que a gente escreve a impressão é de ter jogado pérolas aos porcos. É, eu andei jogando pérolas aos porcos, mas fiz na boa intenção, eu pensei que eles entenderiam. Mas que tolo eu sou, os porcos, os debochados, os boicotadores,  não entendem de poesia. Ah, não vamos culpar os porcos, nem as galinhas, nem as vacas, eles não merecem essas comparações. “ A César o que é de César, a Deus o que é de Deus”, não é assim que fala? Então, ao poeta o que é do poeta: a presença de quem o ama.
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O poema abaixo escrevi no dia seguinte após a fala daquela senhora.

ESSÊNCIA...
Deixa que te batam.
Que te vaiem,
que te xinguem.
Deixa que te isolem, que te amolem.
Não liga que teus sonhos eles esqueçam, que te aborreçam.
Que amanheçam à tua porta cobrando verdades e até mentiras.
Deixa que zombem, ironizem, na vida tudo passa.
Sê como a caravana que ouve os cães e segue em graça.
Deixa que não se encantem contigo, que plantem toda maledicência
Só não deixes jamais que mexam na tua essência.
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(imagem google )

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

2016... VAMOS FAZER DIFERENTE?


Particularmente o ano de 2015 foi bom para mim, eu nunca tive mesmo o hábito de ficar reclamando das coisas, aprendi a ser feliz de uma forma não materialista, o que não significa ser comodista, é bem diferente, é valorizar o que se tem às mãos em vez de reclamar o que perdeu, aliás, nada nesse mundo nos pertence, ganhamos um planeta para morarmos de graça, só precisamos cuidar melhor, afinal, ele é a nossa casa, e o dono um dia vai nos cobrar pelo desmazelo. No geral, 2015 foi um ano triste, pesado, muitas guerras, terrorismo, gente desrespeitando religiões, família desmontada, doenças novas como o tal do zica, doenças velhas como o câncer, a política cada vez mais suja, economia cambaleando, na tevê, na música, no cinema e na literatura banalidades venderam muito, intolerância nas ruas, ódio na internet, tragédia de Mariana... ufaaaa... mas será que 2015 só teve coisas ruins? Claro que não, mas as pessoas parecem que preferem dar ênfase às coisas negativas, o próprio Papa Francisco disse que é preciso divulgar um pouco mais as coisas boas, para ver se entra uma nova energia no mundo, a gente está precisando de um pouco mais de otimismo. Ainda sobre 2015, com tudo isso ruim que falei, eu pergunto: E o que fizemos para que o ano fosse bom? Será que não temos um culpa pelo menos pequena nesse bolo de horrores? Como nos comportamos com o vizinho, com o colega de trabalho? O fato é que as pessoas carregam guerras dentro de si. Outro ano começa, é tudo uma transposição, vamos passar para o outro lado com nova mentalidade, vamos levar outras energias, ao receber uma energia ruim não acolha, não canalize, canalizando vai estar irradiando, tudo isso interfere no dia a dia de todos. Vamos nos apoiar, remar juntos, tolerar mais, vamos nos desarmar. Numa guerra só tem perdedores, quem pensa ter vencido, também fracassou. Vamos promover um empate bom, reciprocidade de paz, mutualismo. Gosto de citar esse exemplo: Esfregue com bastante força duas barras de ferro, promova o atrito, no final verá que as duas saíram faíscas e as marcas ficaram, ou seja, as duas perderam, houve um desgaste das duas, essa é a reciprocidade ruim, e é isso que acontece com a gente quando brigamos com alguém, quando trocamos ofensas, sendo que um simples “deixar pra lá” evita discussão de horas, anos... e até morte. Que 2016 sejamos mais brandos, mais mansos, para que no final dele possamos dizer “QUE ANO LINDO”, pois se foi um ano lindo é sinal de que nós melhoramos como gente. FELIZ 2016!!!
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imagem semeadorestrelas.blogspot.com - google )