
Particularmente o ano de 2015 foi bom
para mim, eu nunca tive mesmo o hábito de ficar reclamando das coisas,
aprendi a ser feliz de uma forma não materialista, o que não significa
ser comodista, é bem diferente, é valorizar o que se tem às mãos em vez
de reclamar o que perdeu, aliás, nada nesse mundo nos pertence, ganhamos
um planeta para morarmos de graça, só precisamos cuidar melhor, afinal,
ele é a nossa casa, e o dono um dia vai nos cobrar pelo desmazelo. No
geral, 2015 foi um ano triste, pesado, muitas guerras, terrorismo, gente
desrespeitando religiões, família desmontada, doenças novas como o tal
do zica, doenças velhas como o câncer, a política cada vez mais suja,
economia cambaleando, na tevê, na música, no cinema e na literatura
banalidades venderam muito, intolerância nas ruas, ódio na internet,
tragédia de Mariana... ufaaaa... mas será que 2015 só teve coisas ruins?
Claro que não, mas as pessoas parecem que preferem dar ênfase às coisas
negativas, o próprio Papa Francisco disse que é preciso divulgar um
pouco mais as coisas boas, para ver se entra uma nova energia no mundo, a
gente está precisando de um pouco mais de otimismo. Ainda sobre 2015,
com tudo isso ruim que falei, eu pergunto: E o que fizemos para que o
ano fosse bom? Será que não temos um culpa pelo menos pequena nesse bolo
de horrores? Como nos comportamos com o vizinho, com o colega de
trabalho? O fato é que as pessoas carregam guerras dentro de si. Outro
ano começa, é tudo uma transposição, vamos passar para o outro lado com
nova mentalidade, vamos levar outras energias, ao receber uma energia
ruim não acolha, não canalize, canalizando vai estar irradiando, tudo
isso interfere no dia a dia de todos. Vamos nos apoiar, remar juntos,
tolerar mais, vamos nos desarmar. Numa guerra só tem perdedores, quem
pensa ter vencido, também fracassou. Vamos promover um empate bom,
reciprocidade de paz, mutualismo. Gosto de citar esse exemplo: Esfregue
com bastante força duas barras de ferro, promova o atrito, no final
verá que as duas saíram faíscas e as marcas ficaram, ou seja, as duas
perderam, houve um desgaste das duas, essa é a reciprocidade ruim, e é
isso que acontece com a gente quando brigamos com alguém, quando
trocamos ofensas, sendo que um simples “deixar pra lá” evita discussão
de horas, anos... e até morte. Que 2016 sejamos mais brandos, mais
mansos, para que no final dele possamos dizer “QUE ANO LINDO”, pois se
foi um ano lindo é sinal de que nós melhoramos como gente. FELIZ 2016!!!
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(
imagem semeadorestrelas.blogspot.com - google )