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Como uma gestante na penúltima semana: é assim que estou me
sentindo ao me lembrar de meu livro. Já usei essa comparação outras vezes,
comparação primeiramente usada pelo Gonzaguinha nos anos 80 quando se referia
ao seu disco que estava para sair, e que achei bonito da parte dele. Nas idas e
vindas, livro pra lá, livro pra cá, corrige aqui, conserta ali, acrescenta isso,
tira isso, eu o li várias vezes, e a cada releitura, foi impossível não dar uma
choradinha. Sim, eu chorei a cada vez que li. Parece que estou sempre
descobrindo algo novo nele, como se não fosse eu o autor, são emoções que se
renovam, mesmo sendo as mesmas palavras. Em alguns textos eu até fecho os olhos
para visualizar as cenas. As coisas do coração, as melhores coisas enfim, a gente vê fechando os olhos. No meu primeiro
livro, eu disse que “esse livro não tem muitas intenções”. Que bobagem eu disse, todo livro tem intenções. AVENTURAS DE UM MENINO PASSARINHO também
tem as suas. Este livro ( uso a expressão ‘este’ porque já o sinto perto)
pretende aguçar nas pessoas, principalmente nas crianças, o prazer pela leitura,
mesmo ele tendo um pouquinho de adulto, mas as crianças de hoje podem ter
acesso a alguns assuntos adultos, desde que não seja erotização e/ou
futilidade. Este livro não promete “fazer chover ou ventar”, também não tem “50
tons”, ( só para fazer referência ao livro do momento) mas tem alguns tons,
talvez até mais do que 50, porque não me poupei nessa aquarela. Ele pretende resgatar o
respeito aos pais, aos professores. Este
livro enaltece a amizade, a fraternidade, a gratidão, a fé, a pureza de alma, a
brincadeira, a liberdade, a imaginação, o sonho... e tantos outros tons que
tornam essa vida mais colorida. Pretende fazer ventar ventos de esperança, fazer cair um temporal
de emoções, tudo isso num só tom, o da emoção... com intensidade. Este livro
tem a intensidade de uma flor. Uma flor tem a mesma intensidade que um vulcão; cada um numa extremidade, cada um com
sua particularidade, mas são igualmente intensos. Pouca gente percebe essas
coisas cósmicas, transcendentais, que flutuam num outro patamar de existência,
numa outra dimensão, porque não têm muito tempo de fechar os olhos, nunca param
para respirar. E foi numa outra dimensão que fui buscar palavras para escrever
este livro. Puxa vida, como eu acredito nisso! Por outro lado, fica parecendo
uma estrada meio solitária, uma luta quase inglória, afinal habitamos num mundo
bem materialista, veloz, de modismos, de atrocidades, de coisas que não
edificam, que não melhoram a vivência, tenho visto que até a música, a
literatura, a cultura enfim, está indo para esse lado. Alguém já disse: “a arte
é o espelho social de uma época”.
Portanto, os filmes e novelas que estamos assistindo, os livros que
estamos lendo, as músicas que estamos cantando, nada mais são do que o retrato
atual da sociedade... mundial. A nova ordem mundial está uma desordem. Viajo nas minhas referências
literárias e me pergunto. Será que não teremos mais livros como O PEQUENO
PRÍNCIPE, ou ALICE, que transmitem mensagens de amizade, de esperança, que
criam bons laços, que melhoram as relações humanas? Teremos sim, poucos, mas
teremos. De minha parte, AVENTURAS DE UM MENINO PASSARINHO tem um pouco de PEQUENO PRÍNCIPE, de ALICE, de MONTEIRO
LOBATO, de DRUMMOND, de LÚCIA CASASANTA, de VICTOR HUGO, de WALT DISNEY, de
CHARLES DICKENS... ah tem um pouco de tudo. Só não tem maldade. Quem está
dentro da arte, em qualquer campo da arte, seja música, cinema, televisão,
literatura, pintura, o que for, precisa
procurar apresentar algo diferente, senão a arte cai em mesmice, é isso que
estou tentando fazer, diria reinventando a carochinha. Sendo assim quem
sabe?... talvez no meio de tanta igualdade meu livro seja a nova curiosidade. Para
fechar sobre as intenções deste livro: Quase ninguém acredita, não tenho como
primeira intenção ganhar dinheiro, se o dinheiro acontecer, será bem-vindo, mas
não será nada mais que a consequência de um trabalho bem feito, o desejo
principal é vê-lo nas escolas nas mãos
de crianças, nos shopping centers e livrarias do país, só por isso já estarei
realizado. Cheguei ao quase absurdo de pedir a Deus ( um absurdo bom, penso) que não me deixasse morrer sem antes vê-lo publicado.
Eu não estou doente, mas há imprevistos na vida, tudo pode acontecer. O livro
está aí, e eu também estou... quase parindo. Então que ele venha para a luz... que ele próprio
seja LUZ!
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Obs: Adianto aos amigos que optei por não ter livros comigo,
deixei tudo a cargo da editora sobre divulgação e vendas, eles têm os canais,
recursos e know-how para isso. Em breve darei aqui o site, link, endereço e
outras formas de aquisição.