ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

sábado, 14 de março de 2015

GÊNESE DE UM POETA - ( 15 DE MARÇO DE 19... e não interessa )







Tudo tem sua Gênese!
Eram milhões em disputa. Quem seria o felizardo? O agraciado? O sortudo? Quem merecia ver o outro lado? Quem merecia contemplar a luz que se anunciava? Quem seria o vencedor da grande correnteza que estava prestes a jorrar? Naturalmente todos os milhões de concorrentes mereciam, mas somente um poderia passar. De repente, apontaram para um:  “Deixemos aquele ali passar, ele merece”. Vários perguntaram:  “Mas por qual razão ele merece?”...  “ O que ele tem de diferencial sobre nós?”. A resposta:  “Ele parece que vai ser bom filho”.  “Ora, nós também podemos ser”, disse um.  Outro motivo:  “Parece inteligente”. Outro protesto: “Nós também podemos ser inteligentes”. Mais um motivo:  “Tem jeito de simpático”. Outra queixa: “Nós também somos bem simpáticos”. Mais um motivo: "Tem jeito de sensível". Insistiram: "Nós também podemos ser sensíveis".  Outro motivo: “ Vai ser e ter bons amigos”. Mais reclamação: “Nós todos podemos ser e podemos ter bons amigos. Até agora não vimos  nenhuma diferença real, palpável, justificável para que ele tome nossa frente”. E então, a última explicação, aliás, a melhor explicação, a única: "ELE VAI SER POETA!!!".  O comentário foi geral: “Ah, por que não disse antes? É claro que ele pode passar”. E assim os outros milhões aplaudiram uníssonos com gritos de ipi ipi urra. E foi assim que eu nasci. Agradeço aos outros milhões de coleguinhas espermatozoides que me deixaram passar para fazer uns poeminhas nesse mundo. Espero estar valorizando!

segunda-feira, 2 de março de 2015

EU: INDIVISÍVEL E INFINITO...




Diziam os cientistas, astrônomos, físicos, químicos, pesquisadores da área enfim, que o átomo é indivisível. Tempos depois abriu-se uma discussão até hoje não resolvida, de que o átomo é sim, divisível, pois há partículas menores dentro dele, construindo o seu ser. De qualquer maneira a ideia única e final, é que a partir do átomo a vida é gerada, mas não quero falar de química ou física... de física quântica talvez sim, dentro do pouco que entendo. Nós também somos átomos e geramos coisas para o universo, a diferença é: que tipo de átomos queremos ser? O que vamos gerar? Também não quero falar desses clichês. O quero dizer é...
Somos átomos indivisíveis! O ponto de partida é... Somos feitos de escolhas! Até a decisão de não fazer escolhas, é uma escolha de vida. Não dá para separar, não existe “isso é passado” ou “futuro”, não dá para dissociá-los do presente, pois é tudo um conjunto de coisas dentro de um “EU”; o presente, que é o mais importante, é o fiel da balança. Tudo passa... e nada passa. Tudo o que você viveu e até o que não viveu por opção, continua dentro de você, o que se vive não se descarta, somos seres em construção. E assim, tudo permanece aí dentro, sua alegria, sua dor, seus sonhos frustrados e os realizados, as certezas e arrependimentos, as raivas que passou, as raivas que fez passar, a sua paz, a sua guerra, as decisões e omissões, as palavras que disse e que não disse, o seu grito, o seu silêncio, o choro que engoliu, sua gargalhada mais gostosa, os amores que viveu e os que não viveu, aquele beijo, aquela música, aquele filme, os livros que leu, a sua ignorância, sua simpatia, seu pecado, seu perdão e sua condenação, as partidas e chegadas, as vitórias e derrotas... sua oração... sua solidão... sua euforia... sua saudade... os abraços... sua infância... sua adolescência... e sua maturidade, ou não.
Ah, quantas palavras para definir momentos eu teria ainda para dizer, mas não caberiam nesse texto, porque além de indivisíveis, somos infinitos, dentro de nós cabe uma gama imensa de sentimentos. Preciso resumir o texto, gostaria de poder resumir o que somos, o que ‘sou’ especificamente falando, mas não sou capaz. Só há uma certeza nisso tudo: as coisas ficam para sempre dentro da gente. Isso é uma tristeza? Não... só uma constatação.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

AMOR DE MANHÃ


O amor me acordou
O amor me chamou,
me disse bom dia.
O amor se deitou
em mim se enroscou,
e me fez poesia.
O amor me envolveu
me chamou de seu,
e me fez sintonia.
O amor nem pediu,
o amor me despiu,
e a gente sorria.
Meus lençóis, o amor bagunçou
em minha cama ficou,
ele fez moradia.
O amor é meu sol,
meu perfeito arrebol,
ele abre o meu dia.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

AS PASTORINHAS - ( NOEL ROSA )


A estrela d'alva no céu desponta
E a lua anda tonta com tamanho esplendor
E as pastorinhas pra consolo da lua
Vão cantando na rua 
lindos versos de amor.
Linda pastora morena da cor de madalena
Tu não tens pena de mim
Que vivo tonto com o teu olhar
Linda criança tu não me sais da lembrança
Meu coração não se cansa
De sempre sempre te amar.
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ANTIGAMENTE ATÉ AS MÚSICAS DE CARNAVAL ERAM MAIS BONITAS. ESSA É UMA LINDA POESIA. NOEL ROSA ERA UMA GRANDE COMPOSITOR.
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domingo, 1 de fevereiro de 2015

MY FRIEND THE WIND - DEMIS ROUSSOS


Uma homenagem a esse grande cantor Demis Roussos que faleceu nessa semana.
Tinha várias belas canções, mas essa é minha favorita, letra e melodia lindas.
Lembro-me  do  meu irmão falecido Benedito que também a apreciava muito. Anos 70, tempos dos bailes... que não voltam nunca mais.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

UM SONHO QUASE ENGRAÇADO




Não sei dizer se esse foi um sonho engraçado, até porque vou adiantar, o final foi meio frustrante, mas o “durante” foi incrível. O programa era o Domingão do Faustão, era fim de ano, lá pelo dia 15 de dezembro, e havia um grande concurso nacional para escolher o melhor livro do ano. Estava tudo tão nítido, tão forte, as moças do palco dançando, a plateia colorida, os artistas como jurados, o Faustão falando sem parar, e eu estava entre os cinco finalistas do concurso. Faustão falou com cada um pedindo que se apresentasse, que falasse de si, de sua obra, os planos e tal, eu estava entre emocionado e tímido, mas cheio de vontade,  afinal era minha oportunidade de falar ao Brasil, falei umas coisas que nem sei mais, mas lembro que o Faustão gostou... e o melhor, a plateia quase toda torcendo por mim. No final, quando ele anunciou, desse jeitinho: “ Atenção, galera! E agora vamos conhecer o grande vencedor do CONCURSO NACIONAL DE LIVROS DE 2015”, foi aí que eu acordei. Sabe aqueles sonhos que a gente fecha os olhos rapidinho para ver se o sonho volta? Eu fiz, mas não adiantou rs rs. Foi frustrante acordar. Nem sei se eu seria o vencedor no sonho, não foi essa a maior frustração, e sim, ver que um concurso nacional de literatura na tevê, só mesmo em sonhos. O estranho é que antes de sonhar nessa noite, eu já havia vislumbrando essa cena, porém com final feliz, é um desejo meu, acho que de tanto desejar, acabei sonhando com a cena quase idêntica. Acho que nunca vai acontecer. Mas nem culpo somente as emissoras, culpo também as pessoas, pois é bem capaz de se fazer um concurso desses em rede nacional, e não dar audiência, porque as pessoas gostam de sexo, de porrada, de futilidades. E vivem reclamando da violência nas ruas, que as relações não são mais as mesmas, que não há mais amor,  amizade, que não há mais cavalheirismo e gentilezas, que estão deprimidas. Reclamam de tudo isso, mas não cuidam para que não aconteçam. Essas coisas são cultuadas todos os dias na tevê.
Depois de fazer minha oração matinal de costume, lembrei-me de novo da frustração do sonho não terminado, e sentado em minha cama, chorei um pouquinho, mas não me permiti ficar triste, isso é normal, tenho muitos sonhos de olhos abertos a cumprir... tenho andado assim, meio emotivo, nos últimos quarenta e poucos anos.
Eu e meus sonhos. Quem vai parar?