ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

sábado, 8 de dezembro de 2012

ERA UM DIA COMO OUTRO QUALQUER...

( imagem Tribunadehoje.com )

Vamos fazer um natal diferente?

( recordando 1985 )
Tudo estava no seu lugar. O asfalto, as árvores, ainda dava para ver alguns passarinhos e borboletas no ar, apesar da fumaça. As pessoas cumpriam a rotina, andando pra lá e pra cá, em busca de não sei o quê. Buzinas e vozes se confundiam. Carrões e mendigos se distinguiam. O luxo e o lixo dividindo a mesma calçada. Nas lojas, liquidações. Nas ruas, a vida também parecia não valer muito, estava em liquidação. De um lado um arranha-céu imponente zombava do barraco do outro lado na favela quase tão alto quanto o edifício. Shopping center lotado. Os botecos também. Num só cenário, o trem e o avião. Gente chegando, gente partindo. Gente chorando, gente sorrindo. Gente amando, gente sozinha. O seguro que garante o carrão do doutor, o gás que acaba na hora do almoço preocupando a dona de casa que espera o seu amor. Rimei sem querer. Mania de poeta ou intuição, sei lá. Tudo isso colorindo e compondo uma selva de concreto, uma selva de contrastes. Uma selva de um animal frio e estranho chamado homo sapiens. É... a lei da selva é dura. Quem tem a boca maior engole o outro. E domingo vão à igreja rezar. No fim do ano trocam até presentes.
De repente, um rapaz, magro, claro, cabelos enrolados (qualquer semelhança com o autor é mera coincidência), destacou-se naquela mesmice selvagem, subindo num pequeno palanque que improvisara. Trajava roupas simples, palavras simples também... e ideias estranhas. Tinha nas mãos um megafone e no peito uma vontade de gritar. Nos olhos parecia carregar um sonho, um brilho diferente. Chamou a todos de irmãos, pedindo atenção aos transeuntes, conseguindo aos poucos reunir um grupo de curiosos à sua volta. E falou muito. Forte e alto. Falou da igualdade entre os homens tão lindamente estabelecida por uma tal de ONU e tão tristemente esquecida pela mesma. Lembrou Luther King e Gandhi. Mas lembrou Hitler também. Citou os heróis como Tiradentes e os covardes também. Mas frisou, não precisamos mais de heróis, precisamos apenas que cada um faça a sua parte. Mandou ver as coisas simples, onde habitam Deus e a felicidade. Mirar o sol, as estrelas, o ar, e sentir DEUS. Pediu respeito às crianças. Mandou desligar somente por um dia as antenas parabólicas e ligar as antenas da sensibilidade. Que as peles são diferentes, mas todo sangue é vermelho. Que pessoas nasceram para brilhar e que o mendigo deitado na esquina é apenas um sintoma de que a sociedade faliu, perdeu para si mesma. Que a paz precisa sair dos slogans e ir direto ao coração, célula-mãe de toda uma sociedade. Que o segredo está no domínio do ego. Falou que a guerra é uma burrice e quem pensa ter vencido também fracassou. Não há paz real se não for geral. E falou, falou e falou... mais e mais. Até ficar rouco.
E tudo permaneceu no seu lugar. O asfalto, as árvores. Os carrões e os mendigos. O shopping estava intacto. O barraco talvez não, porque o barraco morre um pouco a cada dia. Enfim, pessoas "rotinando". Tudo igual.
Ele???
Meia hora depois, estava numa camisa de força, trancado num hospício.
Acharam mais fácil chamá-lo de louco.



domingo, 2 de dezembro de 2012

UMA NOITE DE PETER PAN


Incrível como meus textos e poemas de épocas distintas se encontram.
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Sempre fui maravilhado com mundos encantados das fábulas e historinhas infantis. Adorava o tradicional... “era uma vez num reino distante...”. Eu pensava: “Num reino distante estão acontecendo coisas”. Ou. “O reino é distante, mas lá as coisas são possíveis”. Eu sempre fui um menino diferente. Claro que brincava igual os outros, de bola, de pipa, de bolinha de gude, de pique, mas às vezes no meio da criançada, eu me afastava, sentava numa pedra qualquer e ficava igual gente grande pensando, meditando. Quase sempre algum menino me chamava à atenção: “Tá dormindo, Carlos?”. Lá no meu bairro, bem no fim mesmo, tinha uma espécie de barranco enorme, quase um abismo, onde a gente brincava de escorregador. Já bem longe passava o rio, e depois do rio, a floresta. Gostava de ficar ali sozinho, sentado, contemplando. Passava horas, desenhando e escrevendo frases bonitas na terra. Eu já era um poetinha. Tinha dia que voltava quase de noitinha.
Sobre os mundos encantados, destaco dois em especial. “Alice no país das maravilhas”, o único livro que já li duas vezes, sem contar as vezes que gostava de ler só trechinhos esporadicamente. Gostava de Alice, por causa do espelho. Sempre lidei muito com espelhos, seja nos meus momentos de viagens íntimas, tristonhas e narcisistas, de vaidade, arrumando o cabelo me dizendo que eu era lindo... ou mesmo nos momentos de brigar comigo mesmo quando fazia burradas. Era no espelho que eu me dizia as coisas e era no espelho que eu sonhava também. Eu me imaginava num país de maravilhas, onde as chances fossem iguais e todos os sonhos fossem possíveis. Mas meu preferido era Peter Pan. O menino que se recusava a crescer. Que apenas abria os braços e voava para aonde queria. Quantas vezes me deu vontade de decolar daquele abismo, sobrevoar aquela floresta, fazer plim plim estalando os dedos como meu herói mirim. Uma Sininho do meu lado ( sempre uma presença feminina) jogando em mim o pó mágico da esperança e da ousadia. Eu só não entendia ou não gostava muito é de chamarem de “terra do nunca”. Se tudo era possível por que chamar de “ nunca”? Isso me frustrava um pouco, pois pensava: “Primeiro me deixam sonhar, depois dizem que é nunca”. Felizmente prevalecia o espírito sonhador e aventureiro de Peter Pan. Quanto mais diziam para eu não sonhar, mais eu sonhava. Quem me podava, não sabia que na verdade estava me injetando mais ânimo e força, mas eu sei também que as pessoas nos podam porque gostam da gente, e veem excessos que nós mesmos não percebemos... nem mesmo na frente do espelho. Por isso aprendi a gostar também das pessoas que me podam, de certa forma me sinto guardado, afinal eu mesmo não sei cuidar muito de mim. Como meu heroizinho Peter Pan, acho que eu também não cresci muito, isso às vezes é um pouco triste, mas não foi porque me recusei a crescer, acho que isso já nasceu inserido em mim. E mesmo isso sendo um pouco triste, é quando me sinto maior: quando sou inocente, quando não percebo coisas adultas. Além do mais tem gente que gosta do meu jeito.

UMA FADA PARA O MEU SONHO
Haverá uma fada para cada sonho.
Foi Peter Pan quem me disse.
Nos versos que componho, a ele me assemelho.
Aprendi a enxergar além do espelho,
quem me ensinou foi Alice.
Ah, meus anseios. Devaneios. Afãs e afins.
Zombam de mim porque meus sonhos são mirins.
Ora, e daí, se é neles que me consolo?
Criticam-me porque ainda peço colo,
como se fosse proibido chorar.
O céu também chora em dias cinzentos e nem por isso vai acabar.
Nos campos há tantas flores e essas flores têm espinhos e perfumes,
nem por isso vou matar o jardim.
assim também são os amores que têm alegrias e ciúmes
também não vou matar o sentimento que há em mim.
Aprendi com Peter Pan
na minha Terra do Sempre
a buscar um novo amanhã,
não sei viver sozinho
sem palavra mágica e sem plim plim
ainda encontro minha Sininho.
Acredito no que faço, no que sou, no que componho.
Sei que vai existir uma fada para o meu sonho.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

UM JEITO ESTRANHO DE OLHAR


O que define uma expressão
não está na quantidade de palavras,
mas na emoção do olhar.
Quando quero dizer o que se passa no meu coração,
eu me calo, e mostro meus olhos
que é meu melhor jeito de falar.
Há tantos gritos em mim quando me calo
e mistérios quando falo.
Sei que às vezes, eu demoro,
mas é meu jeito de andar.
Há um sorriso quando choro
e uma lágrima quando gargalho,
com o óbvio me atrapalho.
Ah, se eu arrumasse um jeito
de nunca mais ter que disfarçar
nem o sorriso, nem a dor.
Espinho é espinho, flor é flor,
é assim que eu quero acreditar.
Ah, se eu fosse normal
e não fosse tão dual.
O labirinto é uma aposta
entre mistérios e verdades que minha boca esconde,
e que gritam no olhar,
mas são gritos sem resposta
gritos que o eco não responde.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

EU SOU UM ÍDOLO ( ANO 1986 )


Sou sim, um ídolo. Não um ídolo das canções ou da tv. Não um ídolo que fica no palco representando e que ao mesmo tempo está isolado dos fãs por uma barreira instransponível chamada fama. Não um ídolo moldado ou fabricado, como um boneco de barro, tão frágil que pode cair e quebrar. Sou um ídolo dos corações. Talvez seja a maior das minhas ambições nesta minha vida agitada: ver o mundo à minha volta sorrindo para mim. Por ter a imaginação fértil, cultivo no meu jardim um desejo simples de ser feliz. E só o mundo me faz feliz. Por isso vou andar por aí, criando espaços à amizade. Isso que é imaginação fértil... o mundo à minha volta sorrindo para mim. Como um verdadeiro ídolo. Feito de um barro especial, que só se encontra no solo fértil dos corações. Puxa, como estou otimista hoje... pela terceira vez falei em fertilidade. Talvez, por isso eu seja um ídolo. Quem pode dizer que não? Quem pode negar que nesse mundão de meu Deus há alguém que se lembra de mim? Alguém que gosta de minha cabeça. Que aprova minhas ideias, que delira quando estou sorrindo e que fica triste quando me vê triste. Alguém me adora. Alguém me ama. Alguém é meu amigo. Alguém gosta da minha voz rouca, do meu cantar, e meu cantar é uma estrada florida onde só se planta amizade. Uma estrada florida onde vivi de perfumes e espinhos. Cheguei a chorar as flores que morreram porque foram minhas mãos que plantaram, e só eu sei o trabalho que deu. Um dia eu disse: Aqui jaz uma flor! Pouca gente entendeu. Eu estava tão sozinho! Um dia eu li que os ídolos nunca serão compreendidos, mas, isso não me faz um ídolo triste. Posso não ser um John Lennon, mas sou muito querido. Sou simplesmente Carlos... e daí? Aquele moleque, aquele poeta. Aquele irritado. Aquele humorado. Mas acima de tudo, um ídolo. Porque alguém gosta de mim. Alguém vai ler isso aqui e dizer: Você é o maior! Sou um ídolo que não se preocupa com beleza física ou status, por saber que estarei estampado sim, mas nas páginas dos corações. Lá sim, quero ser manchete. Esses corações. Essas terras ocultas e misteriosas que tento compreender e desbravar. E foi chegando perto deles que virei ídolo. Alguém reza por mim, torce por mim. Alguém prega o que eu prego. Alguém me põe nas costas se estou cansado. Alguém confia na minha amizade. Alguém acha bonito os anéis dos meus cabelos. Acha bonito meu olhar, mesmo quando está perdido num ponto qualquer, como pedindo uma explicação pra esse piscar de olhos que é a vida. Alguém entre os rostos da multidão vai ser o meu alguém. E eu adoro os “ alguéns” da vida, porque todo mundo veio para ser alguém. E eu nasci para ser ídolo. Entre os rostos da multidão vejo gente que me diz bom dia, que me sorri. Gente que ouve as coisas grandes que digo, e que me perdoa quando digo besteiras também. Gente que me chama de amigo, ou irmão... ou de meu amor. Gente que sente saudades de mim. Às vezes sou ingrato quando reclamo solidão. Há gente que me convida ao instante confortável de um abraço. Gente que me faz ser gente. Que me faz ir para a frente. Pessoas que entendem a minha mentira, minha fantasia de sorrir. Todas as minhas utopias. Que me entendem por eu viver no mundo mágico da poesia que eu tiro do meu baú encantado, vulgo coração. Ainda bem, pois essa é a minha espada contra os dragões desse mundo de terror. Sem ela eu estaria enfraquecido. E foi essa espada que me fez virar ídolo, porque tem muita gente que se inspira quando estou inspirado. Mas, não quero ser um anjo, nem um líder dessa gente. Quero apenas ser um elo, entre os elos da corrente. São pessoas que me entenderam quando eu disse: Eu queria ser uma estrela. Por causa dessa gente a partir de agora, eu vou andar nos trilhos.



domingo, 25 de novembro de 2012

VAMOS FAZER AMOR!


Quando Deus fez o planeta, fez o amor,
Ele fez poesia
em forma de paisagens, lindas imagens.
Tentou fazer com o o homem uma parceria.
O que Ele não sabia
era do espírito destruidor
que o homem escondia,
e pela primeira vez no paraíso, morria o amor.
Mas Deus benevolente
como Pai paciente
enviou o Salvador,
e mais uma vez mataram o amor.
Para nossa sorte,
Ele venceu a morte,
e subiu ao céu para a direita do Criador.
Passaram-se dois mil anos
e o homem perdeu-se em desenganos
nos seus tantos planos
planos de matança, planos de guerra.
Mas ainda há esperança de salvar essa terra
pois, continua benevolente e paciente o Criador
que nos dá sempre uma nova chance;
É tão fácil, está ao nosso alcance,
é só fazer com Deus uma parceria
basta praticar o amor,
basta fazer poesia.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O HOMEM OU O POETA? ( ERA UMA VEZ... UM TEXTO SEM FIM )


Esse texto é uma grande indagação resumindo várias outras. Vai ser mais um texto com frases terminando com ponto de interrogação do que com exclamação ou ponto final, eu prefiro reticências, porém mesmo preferindo reticências, prendi-me à algumas perguntas. Bem, pelo menos posso fazer uma afirmação: Ser poeta é muito bom! Isso nos faz não melhores, mas diferentes, diferenciados, e chega a ser um charme. É como ter uma segunda pele, uma segunda identidade. O poeta e o homem em um só. Mas até onde o poeta ajuda o homem? E até onde atrapalha? E pelo outro lado, até onde o homem ajuda o poeta? E até onde atrapalha? Qual deles prevalece? Ou existe um equilíbrio? É possível ser 50% para cada lado, ou de vez em quando um se atreve e passa a linha do outro? Até que para essa pergunta, eu tenho a resposta. O poeta é mais “moleque”, mais ousado, mais desobediente, e ultrapassa quase sempre a linha do homem, e assim, o homem não pode viver uma vida normal, de pés no chão, porque o poeta não deixa. O homem tenta ser como todos os outros que gostam de futebol, de carros, de clube, pagam contas, namoram, casam, trabalham etc etc. Mas não tem jeito, o molequinho do poeta não deixa. Epa! Olhá só eu tomando partido e tentando dizer que o poeta é um grande vilão. Como vilão, se ele é o grande charme do homem? Se o homem não vive sem o poeta? Seria possível ao homem dizer que vai deixar de ser poeta? Meu Deus! Que confusão! Não, não estou tomando partido, talvez seja meu lado poeta tentando invadir a linha do Carlos homem, ou o Carlos homem tentando reprimir o Carlos poeta. E para provar que não estou tomando partido, quero dizer que o homem também invade a linha do poeta, limitando seus voos, seus sonhos, seus passos mais largos. O poeta é o balão, e o homem é a cordinha que segura o balão. Tudo bem que não se pode soltar o balão que ele some no espaço, mas às vezes, a cordinha é bastante chata. Às vezes até chego a pensar que o poeta, nessa junção de identidades, é o que mais sofre, porque a sociedade pensa que precisa somente do homem, que o lado do poeta é até bonitinho, sonhador, mas pouco soma. Mas quem vai dizer as coisas belas à sociedade? Não é o poeta? Quem vai amenizar as coisas ruins desse mundo, duro, calculista, indiferente, surdo e mudo, e que usa viseiras como um burro para enxergar num sentido só? Meu Deus! Que confusão! Parece que estou tomando partido de novo, agora fazendo parecer que o homem é o vilão, e não existe vilão entre as pontas do cordão dessa existência dual, mas um coração buscando o equilíbrio como já foi no passado. Pensando bem, será que algum dia foi? O homem perdeu muitas coisas por causa do poeta... e ganhou também. O poeta perdeu muitas coisas por causa do homem... e ganhou também. Preciso definir melhor o que é perda para mim, e se o homem tiver que invadir a linha do poeta, que não seja empurrado por terceiros, mas naturalmente, como é o poeta quando invade a linha do homem, que deixem o balão voar e escolher o lado para onde o vento estiver melhor. Outra curiosidade desse texto é que ele é um texto sem fim, como um círculo viciado e vicioso. Eu ficaria meses sobre essa mesa, e não o terminaria. Cervantes, disse uma frase interessante: “ A maior loucura que um homem pode cometer, é deixar-se morrer”. Estive por várias semanas tentando escrever esse texto, não conseguia começar, mas acho que essa frase foi o ponto de partida. Parafraseando Cervantes, eu diria: ‘A maior loucura que um homem pode cometer, é deixar morrer em si a poesia’. Porque se o homem morrer fisicamente falando, naturalmente a poesia morre junto, mas se a poesia morrer antes, o homem estará morto em pé. “Você voa demais, parece um balão, se a gente não segurar a cordinha, sai voando pro espaço”. Há muitos anos achei essa frase engraçada... hoje nem tanto. Que me desculpem o Carlos homem e os terceiros que o empurram para o lado de cá, mas não sou louco de deixar morrer a poesia em mim. Alguém pode perguntar: “Qual deles você prefere ser?”. Ah, para essa pergunta eu tenho resposta: Prefiro ser o Carlos poeta.