ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.
CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
MAIS UM POUCO DE HEBE CAMARGO
Tudo já se falou sobre Hebe Camargo! Eu tenho algo novo a dizer conforme minha modesta, mas honesta, livre e independente visão. Ela merece todos as homenagens recebidas e adjetivos, mas ela merece um “parabéns” especial, porque fazer sucesso no Brasil, sem estar na Rede Globo, não é para qualquer um. Ô país viciado! Como se não tivesse vida inteligente em outras emissoras. E mais... ainda recebeu até homenagem da Rede Globo, logo a Globo que não permite nem comerciais que contenham artistas de outras emissoras. Na verdade, nem sei o porquê desse boicote todo, se ela é a maior, ninguém vai tomar o lugar dela, ela é a maior e pronto, mas métodos são métodos, e vamos respeitar sua política empresarial . Por que estou dizendo isso? Porque alguns artistas são diferenciados, como é o caso da Hebe, transcendem rivalidades entre emissoras, entre partidos políticos, admirada por artistas gerais, de todos os ritmos e gostos. Todo mundo gosta de Hebe Camargo, e assim, acabo me lembrando do Chacrinha, outro artista com essa capacidade, também ímpar naquilo que fazia. Poderia citar outros artistas, embora poucos, que conseguiram e conseguem esse feito. E sabem qual é o segredo desses dois? A simplicidade! Chacrinha não tinha segredos, fazia do programa uma gostosa bagunça. Hebe também era simples, sem invencionices, ao contrário da maioria dos apresentadores atuais em que a gente percebe uma forçação de barra. Já ela não, criou bordões suaves e agradáveis como, “gracinha”... “linda de viver”, e não criou por criar ou por ibope, criou de seu íntimo, de forma natural. A opinião pública precisa mudar, até acho que está mudando, mas é um processo lento, as pessoas ainda gostam de violência e sexo fácil na tevê, mas a própria Rede Globo que é chique, deu uma “bregada” e se deu bem na novela das 7h que acabou um dia desses. Até eu que não sou noveleiro, apesar de ter visto algumas, dessa o pouco que vi, gostei, me diverti. E por quê a emissora se deu bem? Porque o povo até assiste a violência e temas repetidos ao longo dos anos, mas no fundo gosta de coisas simples, coisas do cotidiano, e essa novela me lembrou outras do horário das 7h muito engraçadas como, “Sassaricando”, “O Jogo Da Vida”, “Vereda Tropical”, e faz tempo que esse horário não tinha uma novela agradável como essas. Falando em novela simples, vejam o sucesso de Carrossel do SBT, outra coisa bem simples acontecendo na tevê. Que bom! Parabéns, Hebe Camargo! Você transpôs a barreira do brega e do chique, e olha que você era chique, gostava de joias e belos vestidos, mas no palco era uma apresentadora, lisa, leve e solta, com linguagem bem popular que os outros apresentadores não têm muita coragem de utilizar porque precisam parecer chiques. E que os apresentadores atuais percebam que a televisão pode ser uma “gracinha” e tem que ser “linda de viver”... mas tem que falar a linguagem do povo. E isso é para poucos!
domingo, 23 de setembro de 2012
A BELEZA DE SER
As coisas são como elas são,
são seus olhos que as farão belas ou não.
Não adianta ter os olhos abertos
se não enxerga com o coração.
Quem não tem os sentidos despertos
jamais verá borboletas e flores, tampouco, amores.
Menos ainda, entenderá as dores.
A vida é um grande leque, um banquete sobre a mesa
A montanha é o grão de areia têm a mesma beleza,
aos olhos que sabem ver,
que é tudo uma divertida arena
onde cada um é o autor e o ator da própria cena
do espetáculo que é viver.
Eu me equilibro entre as pontas desse cordão
nas alternâncias da corda bamba, da roda gigante, do tobogã,
se a lua acende a noite, o sol acende a manhã.
Metade é luz, metade é escuridão,
depende de como se vê, de como se crê.
Às vezes, oscilei em dias escuros, e às vezes, em noites claras
nem por isso perdi a razão... nem a emoção.
Onde ninguém via, encontrei belezas raras.
“Viva e deixe viver”... é meu preferido bordão!
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
RÉQUIEM PARA UMA SAUDADE

Que saudade daquele tempo em que a gente tinha saudade...
quando tudo que a gente dizia parecia de verdade;
Daquela dança na praça
e a gente achando graça.
O vinho na taça fazendo tim tim no nosso olhar...
Era tão bom a vida brindar!
Ah, se a gente tivesse saudade
de quando contávamos estrelas
até não mais podermos vê-las
porque já vinha o dia
nos derramando poesia.
Ah, se a gente tivesse saudade do amor no espelho,
do batom vermelho...
da timidez da primeira vez.
Se a gente tivesse saudade
tudo que a gente dizia poderia ser mesmo de verdade
Que saudade de ter saudade!
Que pena... não temos mais saudade.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
POETA É O QUE SOU!

Que meu coração seja fértil assim!
Haverá sempre alguém para cuidar de mim
alguém que me regue, que me carregue.
Que do meu coração, brote poesia... uma por dia.
Que elas se espalhem como flores num lindo jardim,
se for para contagiar que seja de alegria.
Que o solo do meu peito seja bom
para o amor, para o perdão, para a amizade,
e sobretudo para a simplicidade, meu maior dom.
Que de minha boca escorra somente mel
derramando palavras boas
para adoçar todos esses jardins
que eu continue acreditando que a terra pode ser o céu
e que eu olhe para as pessoas, e veja,
somente anjos e querubins.
Que eu não perca a minha essência
para muitos, abstrata... para mim, tão concreta.
Nasci assim com tanta querência
e que eu viva e morra assim...
um menino, um homem, um passarinho
reunidos num poeta.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
HIPOCRISIA

Um dia um amigo me falou que não se importa com o que falam dele, mas em tempo corrigiu. “Não dou a mínima, é para pessoas do mal. Se uma pessoa do bem me der um conselho, uma sugestão, eu e dou muito valor. Eu não gosto é de hipócritas, gente cínica”. Eu também não.
Estávamos, ele, sua esposa e eu na frente de sua casa ouvindo umas músicas internacionais e umas mpb também, sempre fomos bem ecléticos, desde que dentro desse ecletismo tenha qualidade. Coisa ruim tem em todos os estilos.
Estava uma tarde bonita, sabadão, sol fraco. Numa dessas músicas, o refrão repetia muito a palavra sol, e esse amigo, de repente abriu os braços e começou a cantar olhando para o sol, acompanhando o disco. As pessoas que passavam e os vizinhos, começaram a rir dele. Ele parou por instantes e me disse. “Veja, Carlos que gente mais idiota. Aposto que estão dizendo que estou bêbado, sendo que tomamos só uma cerveja. As pessoas não podem ver a gente feliz. O que tem demais eu cantar? Vou voltar essa música quinhentas vezes e vou cantar até eles saírem das janelas”. Não foram quinhentas repetições, mas umas vinte foram. E ele cantava alto, tem voz forte e afinada, e é um exímio tocador de violão.
Quando tudo terminou, lembrei uma estorinha do Pateta, que eu sempre comparava com ele, pelo jeitão simplório e despreocupado do personagem. Um dia, Pateta, desligado que é, saiu às ruas com uma meia azul e outra vermelha. Por onde passava, as pessoas riam dele disfarçadamente, ou tentavam disfarçar. Sentindo-se incomodado ele subiu no banco da praça e fez um discurso mais ou menos assim: “Hoje por um mero descuido ou por estar sonolento, saí de meias trocadas, mas não deixei por isso, de ser eu mesmo. Tentei tomar um café na padaria, mas não pude... porque estou de meias trocadas. Tentei cumprimentar pessoas, fazer novos amigos, mas não pude... porque estou de meias trocadas”. Sempre enfatizando a expressão “meias trocadas”. E continuou, a praça foi ficando lotada “Estão rindo de mim por causa das meias trocadas, mas alguém se preocupou comigo, com minha pessoa? Se estou passando bem, se tenho algum problema? Como foi minha noite? Se preciso de algo? Alguém me deu bom dia? O que um par de meias pode alterar no valor de uma pessoa? Será que as pessoas que riram das minhas meias trocadas cuidam bem de suas vidas? Será que não há algo mais importante nessa sociedade do que umas simples meias trocadas?”. Falou mais algumas coisas e encerrou. “Vocês além de tudo estão mal informados. Não sabem que lá no país ............( citou um pais fictício), essa é a última moda? Pois sim. Lá eles usam uma meia de cada cor”. E retirou-se deixando uma platéia entre curiosa, boquiaberta e envergonhada.
No dia seguinte, Pateta levantou-se, agora atento, com muito cuidado calçou as meias certas, e saiu às ruas, e para seu espanto... o que viu?
Todas as pessoas estavam de meias trocadas, menos ele. Depois do susto, no último quadrinho, Pateta abriu os braços, com as mãos espalmadas, como quem diz: “Fazer o quê?”. Ou. “Será que estou errado de novo?”. Quando terminei, o amigo comentou. “É, Carlos. Você não existe. Sempre com suas tiradas. Filosofia em quadrinhos. Agora fiquei fã do Pateta. Eles eram hipócritas e continuaram hipócritas. Passaram a usar as meias trocadas só porque alguém disse que era bonito, que era moda sei lá onde. Sem personalidade, próprio mesmo dos hipócritas”. Não concordei muito e falei. “Sou otimista e penso que talvez eles deixaram de ser convencionais, deixaram de ser chatos”. Ele rebateu.”Vou discordar do meu amigão, coisa rara entre nós dois. Ainda fico com minha opinião. Eles são é idiotas mesmo. Mas isso também é um problema deles, não é? ”.
sábado, 18 de agosto de 2012
CARPE DIEM


Se for para chorar que seja de alegria.
Se for para escrever que seja poesia.
Se for para voar
que seja acima das nuvens para que nada tape meu front,
é tão lindo um pássaro cruzando o horizonte!
Se for para sonhar que seja de olhos abertos
ainda que sejam sonhos incertos.
Olhos fechados só à noite
para suportar no leito o açoite
de recordar,
e tentar consertar o que não pôde ser feito.
Há um labirinto no meu peito.
Se for para cantar que seja um divino cântico,
Ou um canto romântico, lírico, semântico.
Eu sou Carpe Diem
Eu sou sempre Sim,
Não sou exatidão, sou emoção
Sou liberdade e simplicidade
Não sou ciência, sou essência
exalando poesias mundo afora.
Se for para viver que seja agora
nada de antes ou depois.
Solidão...
Só se for a dois.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
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