ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

MAIS UMA NOITE...


( imagem evitar-insonia-jpg)

Mais uma noite de queixas.
Não sei por que não me deixa.
Deita ao meu lado como se fosse minha mulher.
Não sei mais o que você quer
De tanto que me incomoda, poda meu amanhã.
Nessa noite de afã, não sei o que faço
Subo ao terraço e lá vem você...
como uma sombra... que assombra.
Uma companheira que eu não quis ter.
Já até falei de você como amiga
Que me ajuda a escrever poemas,
mas isso também é um dilema
Deixe-me um pouco, insônia
porque eu preciso viver.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

ESSA TAL FELICIDADE


( imagem pt.dreamstime.com )

As pessoas têm mania de definir ou decidir pra gente o que é felicidade. Na verdade a sociedade, talvez até inconscientemente, quem sabe por ignorância mesmo, traça padrões de felicidade, e assim, todo mundo é obrigado a ser feliz, do jeitinho do outro. Fica sendo uma coisa uniforme, o que é uma contradição, já que cada cabeça é diferente da outra. O 'sim' para uns, pode ser o 'não' para outros, e ai daquele que for contra essa onda mentirosa de felicidade, ele é condenado, injuriado, cuspido e pisado. Eu tenho minha própria visão de felicidade. Felicidade é abrir os olhos de manhã, isso sim é uma dádiva. É cumprimentar os outros na rua, é ter saudade, é cantar até ficar rouco, é dançar forró mesmo sem saber. Felicidade é curtir um show de rock e dançar feito um índio maluco, é chorar em qualquer lugar. Felicidade é rasgar dinheiro, soltar pipa, correr na chuva de peito aberto, é esquecer de pentear o cabelo, é andar descalço de um pé e calçado no outro, é viajar pra longe e não levar quase nada na bolsa. Felicidade é se esbaldar de chocolate, é comer banana com casca e tudo, é chupar uma caixa de picolé. Ser feliz é ser qualquer coisa. Ser feliz é ser ingênuo, não perceber a maldade ao redor, é perdoar antes mesmo de ouvir o pedido de perdão. Ser feliz é não julgar. Ser feliz é ser de qualquer jeito. É cantar música brega, é cantar música chique. Felicidade é chutar bola até ela furar, é pegar um martelo e bater na bigorna até deixar marcas nela... ser feliz é ver uma flor abrir... é ver um passarinho voar... é contemplar o mar, a maior maravilha de Deus... é namorar a lua, a maior musa de todos os tempos... é olhar no espelho e dizer: 'Você é lindo!'. Felicidade é ter um cachorrinho... ou um gatinho. Ser feliz é escrever poesia e dizer a si mesmo: 'Você é um grande poeta', mesmo que alguns digam que sua poesia não vale nada... ou então que você seja seu próprio crítico... 'você podia ter feito melhor'. Ser feliz é viver Carpe Diem, é assistir "A Sociedade dos Poetas Mortos", quinhentas vezes e se emocionar em todas. Ser feliz é escrever poesia livremente, ser feliz é ser livre na concepção íntima de cada um. Ser feliz é cada um ser ele mesmo, não se preocupar com a vida do outro, a não ser para ajudar. Tirando isso não me digam como ser feliz, pois eu tenho tentado todos os dias... mas conforme minha própria concepção. E confesso... nem sempre tenho conseguido, mesmo já tendo feito algumas loucuras acima, deve ser por medo de ser condenado, injuriado, cuspido e pisado... mas sigo tentando.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

CERTAS PALAVRAS



( imagens extraídas do google. Casoalguém se sinta prejudicado,é só informar que darei os devidos créditos citando o autor-propiretário das mesmas)

Palavras boas
são como abelhas que espalham mel,
provocam em nossos corações, uma festa.
Palavras más são como moscas
que só levam o que não presta.
Palavras de amor, palavras de adeus.
Palavras puras, palavras duras.
Palavras que acariciam,
ou que torturam numa teia.
Que incentivam e ativam...ou que derrubam
fazendo tudo parecer de areia.
Palavras que cantam, palavras que choram,
ou que ancoram um sonho e ajudam a fazê-lo,
ou que transformam em pesadelo.
Na notícia que chega... tem palavras.
No abraço que aconchega... tem palavras.
Algumas deixam felizes... outras causam dor.
Numa noite mágica de amor... tem palavras
que são muito mais que um gemido,
entram pelo ouvido e se acomodam no interior.
Dos gemidos, eu prefiro os “ais” do amor.
Palavras às vezes, ferem como ferro quente a alma da gente
e mesmo curadas, deixam cicatrizes vencendo até o tempo.
Eu não sou mudo e quero falar.
Não sou surdo e quero palavras a me acalentar.
Ainda dizem que palavras, são só palavras...
só se for pra quem não sabe usar.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

PAI E FILHO - CRIADOR E CRIATURA



Eu considero que quando um filho afronta um pai é como o homem que afronta a Deus. A criatura não pode estar ou pensar que está acima do Criador. Vão dizer que não é dia dos pais para eu estar postando esse texto, pois, eu respondo que textos sobre pais e mães não precisam de datas, datas são invencionices da sociedade, como se a sociedade se importasse com isso. Estou sendo repetitivo nesse texto dizendo que perdi meu pai muito cedo, eu só tinha uns nove anos, mas a pouca convivência que tive com ele deixou saudades sim, foi muito boa, apesar de algumas carências, mas só materiais, essas são dispensáveis quando não há carência afetiva. Aprendi muitas coisas com ele, sendo as principais, respeito aos mais velhos, pedir desculpas ao errar, e perdoar quando alguém nos pede desculpas. Aprendi também a conviver com poucas coisas, o que não significa se entregar, mas aceitar certas dificuldades e contratempos. Tudo isso ele me dizia sem dizer palavras, apenas no olhar. Sim, era um tempo em que a gente obedecia apenas por um olhar. Não é fácil crescer sem um pai, é muito chato no dia dos pais, todas as comemorações na escola e seu pai não estar lá. Eu queria que meu pai estivesse aqui hoje. Para dizer a ele que o amo e respeito, independente do que ele possa ter feito. Eu queria ter um pai hoje para respeitar seus cabelos brancos, para me colocar sempre na posição de filho, para me calar quando ele estivesse bravo comigo. Queria pedir desculpas a ele por lhe ter xingado, por eu achar que sou mais homem que ele só porque já uso calça comprida. Eu queria tantas coisas, queria poder abraçar, dizer que o admiro ainda que ele tivesse cem anos. Eu queria que ele não chorasse pelos cantos. Eu queria... mas infelizmente eu não tenho mais um pai.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

UM CERTO BEIJA-FLOR



O beija-flor é mesmo um animalzinho diferente e encantador, por isso, talvez desperte tanta curiosidade e admiração. Com seu pequeno tamanho desafia o vento e a lei da gravidade, contraria a aerodinâmica de todas as outras aves, afinal é a única ave que para literalmente no ar, que voa de ré, além de decolar e aterrisar verticalmente. Pode atingir velocidade de 70 km/h com até 80 batidas de asas por segundo. Por outro lado, pode morrer em menos de 10 segundos, caso seja impedido de bater asas. Bater asas é tudo para ele. Esse é o Beija-flor. Com sua graça, suas cores, sua ousadia, seu encanto... e sua fragilidade. Assim, e por isso, eu me comparo ao beija-flor, tanto que captei para mim esse pseudônimo e esse estilo de viver. Não que eu tenha a mesma graça, as mesmas cores e a mesma magia, mas tenho sim, a mesma ousadia, e às vezes, a mesma fragilidade também. Comparo a minha poesia ao seu bater de asas, minha cabeça pensa poesias o dia todo, oitenta vezes por segundo, creio eu, mas posso morrer brevemente caso seja impedido de escrever, pois é assim que eu sei voar. Assim como o beija-flor, bater asas é tudo para mim.

sábado, 28 de janeiro de 2012

OLHOS DE POETA



Tantas coisas acontecem
quando o rio encontra o mar
ambos se oferecem
e enriquecem meu olhar.
Tantas coisas acontecem
quando o sol diz à lua "é sua vez"
de iluminar os mortais
seguindo diariamente os rituais
do relógio que Deus fez.
Tantas coisas acontecem
numa flor que abre, num vulcão que explode
num terremoto que sacode.
Tantas coisas acontecem
quando um passarinho suga a flor
os dois se merecem nessa troca de amor.
Tantas coisas acontecem quando uma estrela cai
quando passa um cometa
quando um casulo vira borboleta
e pelo mundo ela vai.
Tudo isso merece mil versos.
É assim que aos olhos do poeta a vida passa,
contemplando as maravilhas que o universo
todos os dias nos dá de graça.
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Tantas coisas acontecem dentro de mim quando faço uma poesia

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O POETA E A BARATA


(imagem fodecast.com.br)
Vocês pensam que só mulher tem medo de barata? Engano total. Eu também tenho e não sinto vergonha de falar, eu tinha um amigo que morria de medo de galinha. No meu caso não é exatamente medo, sinto repulsa, nojo a ponto de vomitar, não chamem pro mesmo recinto “Carlos e barata”, pois ela fica e eu saio. Se pousar em mim então... quase morro, passo mil desinfetantes no local. Quando era novo, rasguei uma camisa porque uma veio voando e entrou. De vez em quando eu mato uma, viro o rosto e disparo inseticida, jamais esmago, aí mesmo que meu estômago vira. Depois eu varro sem olhar para ela. É dose, viu? Já dormi sem banho porque tinha uma barata no banheiro, acordei de madrugada todo suado, fui lá, ela não estava, aí tomei banho. Essa aconteceu há poucos dias. Eu sempre ponho o prato na mesa, vou comendo vendo TV. De repente, quem eu vejo do outro lado damesa olhando pra mim, bem de frente? Uma baratona feiosa, enorme, mexendo as antenonas, como se fosse uma convidada pro jantar. . “Ai, meu Deus, e agora? Se eu me levantar bruscamente, ela pode voar pra cima de mim. Ficar quieto também não posso, como vou jantar com esse bicho feio me olhando?”. Foram vários minutos tensos. Dei umas sopradinhas no rumo dela pra ver se ela saía, o máximo que minha visitante indesejável fez, foi dar uma viradinha de lado, mas voltou à posição normal, me encarando. Tomei coragem e observei melhor a danada. Estava gordinha, parecia grávida, isso me deu ainda mais nojo, coloquei até a mão na boca como se fosse vomitar. Falei para ela. “Vai embora, poxa, me deixa em paz”. Parece que ela respondeu. “Vou não, vou ficar aqui pra te aporrinhar”. E as antenas não paravam, depois foram as perninhas cabeludas passando uma na outra. Falei de novo. “Se você não for, vou ter que pegar inseticida e eu não quero fazer isso. Vai embora, vai”. Ela deu um passo à frente. Pensei. “Pronto, ela vai encarar. Agora é ela ou eu”. Olhei pra cima do armário e não vi o inseticida, lembrei que tinha acabado. Minha ideia era me levantar bem devagar, mas meu pé se enroscou no fio do notebook, eu quase caí, ainda bem que não, pois se caísse ia levar junto prato, copo, celular e notebook. A barata também se assustou e voou passando sobre minha cabeça, só faltou eu gritar ”mamãe”. Ela ficou pra lá e pra cá, pousava aqui, pousava lá e eu encurralado no canto, branco de pavor. Foi aí que pensei, ela queria sair. Corri abri a janela e toquei-a c om a toalha e ela voou pra longe, espero que seja pra nunca mais. Falei comigo mesmo. “Vai, minha filha, vai ser feliz e me deixe em paz”.