ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

terça-feira, 2 de agosto de 2011



Dupla homenagem hoje. Primeiro, Evanir do blog aviagem1.blogspot.com. Justa por dois motivos. Homenageia a tanta gente n oseu blog fazendo uma interação BRASIL/ PORTUGAL, acho legal isso. Eu mesmo já fui homenageado lá. E o principal, esse slide aí do lado divulgando meu livro, ela fez em parceria com a filha. E o mais bonito, foi espontâneo, eu nem sabia, quando vi a imagem no seu blog fiquei muito surpreso e emocionado. Ainda existem pessoas que fazem o bem espontaneamente e sem olhar a quem. Definitivamente, esse mundo tem jeito.
A outra pessoa homenageada é Everson Russo, o Poeta da Lua. Esse apelido carinhoso foi dado por mim. Todos os poetas namoram a lua, todos já fizeram versos para a lua e todos que os que vão nascer também farão. A lua é um tema sem fim. Só que o Everson tem algo especial com a lua, é como se ela fosse coautora dos belos poemas dele, uma parceira dele. Fala com ela, como se ela o ouvisse, eu até fico imaginando a cena: Ele falando e ela prestando atenção. Não é fácil falar com a lua, ou da lua ,sem ser repetitivo... e ele consegue. Só os bons podem. Por isso, não tinha outro apelido mais apropriado. Além disso tudo é homem correto, amigo fiel, sempre atento e preocupado com a turma do blog. Eu mesmo recebi emails dele de apoio em momentos que esquentei a cabeça, também sou prova de outras campanhas que ele sempre começou em prol de um ou outro amigo blogueiro. Estou lendo seu livro, estou quase no finalzinho, não que eu seja lento para ler, é que acabo voltando atrá para reler algumas. O livro é ótimo e eu recomendo. Graças a Deus, O Brasil ainda tem cultura. O LIVRO DOS DIAS DOIS: Eu recomendo. Amizade do Everson Russo: Eu recomendo

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

MAIS UMA HOMENAGEM


( imagem funscrape.com)
Bem, iniciei uma semana de algumas homenagens. Ai,ai, difícil homenagear a cada um, mas quero dizer que todos são amigos igualmente. Passei e tenho passado muitas emoções desde o dia 7 quando do lançamento do livro, recebi com alegria todas as manifestações de apoio e carinho. Portanto, quem não tiver seu nome citado aqui, não se sinta preterido, a minha consideração é a mesma com todos.
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RIMAS E CURVAS

Delineia curvas em forma de versos
num sensual universo.
Aguça a imaginação, é pura vibração.
Fala de amor com muita propriedade
a inspiração invade todo o lugar
palavras dançam nos chamando também a bailar.
Faz poesia com maestria
iluminando mais um dia na blogosfera
no que escreve é leal, é sincera
é coragem
a poesia é seu espelho.
Eis minha singela homenagem
à poeta SANDRA BOTELHO.
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Um abração, Sandra, continue nos escrevendo suas pérolas

CÉU DE POETA


Céu de brigadeiro é uma expressão muito usada na aviação para definir um céu perfeito, azul, sem nuvens, permitindo assim um voo tranquilo às aeronaves. Ao mesmo tempo homenageia com muito mérito, a patente maior da aviação militar, que é o brigadeiro. Num resumo rápido, a expressão quer dizer que um brigadeiro merece um céu lindo.
Foi aí que pensei deitado no sofá da sala “tentando” ver tv. Tentando sim, porque a tv não tinha nada. Aliás, tinha, mas nada compatível com meus anseios. Eram umas 20:00h. Telejornais repetiam notícias de dias e meses anteriores, ou até mesmo de décadas: o cara matou a ex-mulher, guerras, polícia, bandido e milícia se confundindo em tiroteio no Rio, roubalheira em Brasília, pedofilia, cracolândia, copa do mundo no Brasil, o galã vai casar, a atriz gostosona que se casou mês passado já separou, o outro pulou do vigésimo andar, rainha disso, rei daquilo, crise nos EUA, aids, apartheids. Notícia cultural não vi nenhuma. Que salada indigesta! Mas tudo dentro do “normal”.
Minhas perguntas eram: “E o céu de poeta, como seria? Que céu um poeta merece? Ou que céu ele visualiza com o dom de seus olhos?”.
Então já sem paciência, num gesto de desdém, sem nem mesmo olhar para a tv, apertei o botão do controle remoto, andando, joguei-o sobre o sofá e subi ao terraço, depois de passar na geladeira e pegar uma boa garrafa de vinho e um pouco de gelo. Ah, minha rede! Lá estava ela, aconchegante, doidinha para me abraçar. Moro num bairro comum, popular, mas por sorte com uma visão incrivelmente privilegiada. Minha casa dá de frente para uma serra de 1.123 metros, que fica a sete kms, então fica enorme aos meus olhos e é justamente onde a lua nasce. Não fui direto para a rede. Um certo visual pediu minha atenção. Encostei na paredinha e fiquei contemplando enquanto saboreava o vinho. Que lua redonda! Enorme e dourada! Estava um pouco acima da serra fazendo nela um clarão enorme. Exatamente acima do topo, raios desciam como se estivessem chuveirando a montanha . Estava tão claro, tão límpido que podia facilmente observar a silhueta da serra gigante. Ao fundo, bem distante, uma estrela solitária, diferente das demais. As simpáticas Três Marias. E o imponente e místico Cruzeiro do Sul apontando sul e norte. Outras estrelas, tantas, coadjuvantes daquele cenário, cintilavam, parecendo me dizer: “Eis a sua resposta. Esse é o céu de um poeta”. Coisas que a parabólica não pode captar... mas os olhos do poeta, sim. Os olhos que tudo veem. Os olhos da simplicidade. Um grande pensador já disse: “Onde a ciência pensa em chegar, o poeta já viajou por lá”.
Noite fria, corri para a rede e envolvi-me nela, pois agora podia ver a lua deitado, pela altura em que ela já estava. O vinho já estava no meio. Mais um gole. Mais uns para dizer a verdade.
Um terraço. Uma rede. Uma garrafa de vinho. Uma noite enluarada salpicada de estrelas. Muita tentação para um poeta.

domingo, 31 de julho de 2011

HOMENAGEM


( imagem google )
Essa é uma homenagem dupla à minha amiga muito especial, IRLENE dos blogs...(leneteixeira.blogspot.com e coracoes.blogspot.com)

A BORBOLETA AZUL
Depois de uma noite insone
deitado em meu divã
mal veria chegar a manhã
não fosse a borboleta azul.
Pousou em minha janela, invadiu meu lugar
nessa doce invasão me chamou pra brincar
me convidou a dançar no horizonte azul,
a ver a vida lá fora a todo vapor.
Me chamou de amigo, me falou de amor.
me chamou de anjo, de menino, de querubim
e eu disse: quero sim.
A borboleta azul sorriu para mim. A borboleta azul gostou de mim.
No nosso passeio por aí
disse-me que não posso desistir.
- 'Põe uma coisa em seu coração, menino. E também em sua mente.
Sorrir e chorar, fazem parte do destino.
Impossível sorrir sempre,
mas é bobagem chorar eternamente'.
Propositalmente agora, a cada dia que nasce
deixo aberta minha janela, esperando a visita dela, a borboleta azul
para azular minha aurora
que pouse em minha face e me leve de novo a viver um sonho azul.
Pois sou assim, facilmente fico feliz
se me chamam de menino, de querubim... quero bis
quero sim.
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UM SOM PARA O MEU CORAÇÃO
Eu quero um som para o meu coração.
Que me amanse, para que eu alcance
a plenitude da mais pura emoção.
Não quero farpas,
Quero a paz dos campos, chamar de amigos os pirilampos
quero som de harpas embalando meu sono.
Não quero buzinas, quero uma voz de menina
que sussurra, me alucina
e me tira do abandono.
Passarinhos na janela
me cantando que a vida é bela.
Não quero ira.
Quero toques de lira embalando cânticos
Quero dançar nas notas de violinos românticos.
Ah, quero nessa vida, só harmonia.
Se houver sinfonia quero a nona de Beethoven.
Tcham, tcham, tcham, tcham
e vem mais uma emoção
meu íntimo guarda tudo
que meus ouvidos ouvem,
por isso quero ouvir algo bom
pode ser em qualquer tom, mas que toque meu coração.
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OBRIGADO, IRLENE. Você é uma grande amiga!! Deus lhe abençoe!!!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O DIVÃ DO AMOR- UM DIVÃ PARA DOIS ( PARTE FINAL)


( Imagem arquivo pessoal - UM DIA DE NARCISO )

Foi um processo lento, passaram-se uns meses, ocorreram dezenas de sessões de terapia, mas Sandra aos poucos foi se soltando, se recuperando de um baque até então considerado por si como insuperável, tanto que Doutor Carlos comentou. “Tenho notado sua evolução, ainda faltam alguns detalhes, mas estou muito feliz com o resultado até aqui. Não vamos pular degraus, é passo a passo. O importante você conseguiu, devolver a si mesma a autoconfiança. Sandra não sabia por quê, mas sentia muita segurança ao lado dele. Quando ficava sozinha ainda sentia vazios, melancolias, quedas de humor, mas ela mesma sabia que havia melhorado, pensava sempre na voz meiga e rouca do doutor, dizendo palavras de incentivo o tempo todo e não se permitia mais chorar. O médico amigo devolveu-lhe uma centelha de vida. Quase sempre era a última cliente, gostava disso, pois as sessões invariavelmente se alongavam e nem percebiam. Numa dessas, doutor Carlos olhou o relógio na parede. “Puxa vida, já são 20:00h”. Ainda brincou. “Meu estômago gritou que já é tarde. Aceita jantar comigo?”. Tímida no olhar, mas meio saltitante por dentro, respondeu. “Mas assim... de repente, sem tomar um banho?”. Dando-lhe a mão para erguê-la do divã, convenceu-a. “Não faça cerimônias. Fosse um jantar programado tudo bem, mas estamos aqui agora, os dois com fome e estou lhe convidando para jantar. Lembre-se, não faz parte da sessão de terapia, mas de experiência pessoal, as melhores coisas são as de improviso, pois nos pegam tal qual somos e estamos. A não ser que minha presença não lhe agrade”. Ela sorriu, ainda tímida. “Ora, sua presença me faz muito bem. Pronto, aceito”. O jantar ainda foi meio profissional, vez ou outra uma pergunta particular em alguns momentos de descontração. Mais algumas sessões e o doutor investiu. “Amanhã não tem sessão, mas podemos jantar de novo”. Sandra sentiu a vida cada vez mais aflorar dentro de si, há tantos anos não jantava com um homem. Ainda tinha um pouco de receio, mas alguma coisa gritava dento de si: 'VAI! VAI!'. Chegou a chorar nos ombros dele que carinhosamente a acolheu. “Ora, que é isso? Não quero ver mais esses olhos chorarem. É só um jantar. Podemos deixar para outro dia se quiser”. Ela se recompôs. “Não, eu quero. Pode me pegar amanhã às 20:00h”. Pela primeira vez doutor Carlos levou-a em casa. Na noite seguinte, Sandra estava linda, um longo vestido vermelho delineando seu belo corpo, uma flor no cabelo. Era sinal de autoestima elevada. Foram a um restaurante dançante e se divertiram muito, mais que isso, se conheceram melhor. Não eram mais médico e paciente, eram homem e mulher. Na mesa, ela se encorajou. “Você tem uns quarenta e poucos anos, ainda é solteiro. Nunca se casou?”. “Fui noivo... abandonado na igreja. E olha que eu não podia pagar um analista. Imagine tudo o que passei para superar. Tudo o que você viveu, eu vivi antes, acho que esse é um ingrediente a mais na minha profissão, eu vivi a experiência. Demorei longos oito anos para me libertar”. Surpresa, ela perguntou. “Como é? Um homem tão bonito, tão íntegro, inteligente, com um futuro belo à frente, abandonado na igreja? Quem é essa louca?”. “Aí que está, Sandra. O amor é um carrasco cego, não seleciona vítimas”. Sandra fez mais uma pergunta. “Quer falar sobre isso?”. De pronto, respondeu. "Não, passado tem que ficar no passado. Olha esse momento lindo que estamos vivendo aqui, é isso que vale. Tome isso como mais uma experiência de vida. Viva o presente, enterre o passado e não especule o futuro. Vamos dançar mais uma?”. A orquestra tocava BESAME MUCHO, mas não se beijaram, apenas sentiram-se um ao outro. Pareciam dois gatos escaldados, ela mais um pouco, mas ele era respeitador. Dias depois, outras sessões, ela já entrava no consultório como se fosse a dona dele. Estava feliz, eufórica. Ele também, seus olhos denunciavam. Deitada no divã ela o esperava olhando-o o tempo todo. Ele aproximou-se, sentou-se na cadeira e perguntou. Como passou esses dias? Dormiu bem?”. Fitou-o por segundos e disse. “Dormi muito mal”. Temendo algum retrocesso, ele ficou preocupado. “Por quê? Algum problema?”. Convicta, ela disse. “Sim. Um problemão. Pensando em você”. Olharam-se... acariciaram-se... e se beijaram. E fizeram amor ali mesmo. Foi a última vez que Sandra Botillo se deitou naquele divã.
Afinal, definitivamente ela reencontrou o amor.

terça-feira, 26 de julho de 2011

DIVÃ DO AMOR - PARTE I


(imagem arquivo pessoal "UM DIA DE NARCISO')

Ela entrou deprimida no consutório, claro, ninguém vai ao analista por estar feliz. Depois da conversa inicial com o médico quando se pergunta os dados básicos, como idade, religião, hobby etc, deitou-se no divã. "Pois bem, o que a aflige? Fale-me de tudo, sem traumas, vergonha, timidez. Está aqui, mais que um analista, um amigo. Fale como se estivesse falando com sua melhor amiga ou amigo", disse o doutor Carlos. Esse doutor Carlos... rs rs... também está em todas, né? A moça suspirou, pensou e começou a se abrir. "Perdi um grande amor há quatro anos e não consigo esquecer. Minha vida desandou, não sei por que ainda tenho emprego, pois ando desinteressada. Nâo saio mais às noites, e se saio, fico entediada, nada me interessa. Choro a qualquer hora do dia e em qualquer lugar. Ando traumatizada com homens, com eles não quero nem amizades. Sei que preciso reagir, mudar de vida, nascer de novo, mas não sei como. Ajude-me doutor". Doutor Carlos . "Sandra... não me esconda nada. Como foi esse rompimento? O que ele exatamente ele lhe fez?". Pausa de segundos. "Ele me fez feliz, me fez mulher,me fez princesa. Eu não andava nas ruas, doutor, eu flutuava. Para mim só existiam ele e eu nesse mundo. Um dia, sem motivo aparente ou justificável, me disse que não me queria mais, que o amor havia acabado e nao o procurasse. Foi áspero comigo como jamais havia sido. Quando tentei interceptá-lo, teve coragem de me empurrar, eu até caí no chão chorando. Caí e não mais me levantei". Mas você fez algo que se lembre para deixá-lo assim? A ponto de não querer nem conversa com uma pessoa que ele dizia amar?". Sandra Botillo respondeu. "Doutor, tudo que fiz foi amá-lo, e ele também parecia amar. Só sei que minha vida não mais andou. Perdi grandes oportunidades na vida depois disso. Pior, não quero mais nada. Só não pensei ainda em suicídio, acho que nem para isso tenho coragem, até porque estou morta de pé". O analista interrompeu. "Jamais repita essa palavra, a esperança tem que estar acima de tudo, nunca é tarde para recomeçar, passe o tempo que passar. O tempo cura tudo, porém mais que isso, o que cura mesmo é o seu amor próprio. O grande erro das pessoas é centralizar numa outra a felicidade, como se a felicidade fosse diretamente condicionada a essa pessoa, se essa pessoa morre ou se vai, a vida acaba. Os amores é como um pássaro. O coração deve ser ninho e não gaiola. Quando é ninho, o passarinho volta, mas quando é gaiola, jamais voltará, pois não estava feliz ali. Passarinho na gaiola, canta é de tristeza. O amor não é uma pessoa, é um sentimento, está dentro de você. Pode-se perder a pessoa, mas não a capacidade de amar. Guarde o amor no seu peito, como uma joia rara, até que alguém o mereça. E você guarde-se para tal momento. Mantenha-se viva, brinque, alimente-se, passeie, trabalhe, brinque, dance, não se permita morrer". A moça só percebeu que segurava a mão do médico quando ele puxou, dizendo. “Volte na quarta-feira no mesmo horário. Tenha bom dia”. “Bom dia”, respondeu, levantou-se e saiu, sentindo-se um pouco aliviada. (CONTINUA)...

sábado, 23 de julho de 2011

SUCESSO 10 X INVEJA 0


( imagem google )
Esse texto completa um comentário que fiz num blog um dia desses. O tema é inveja(coisa chata falar disso logo agora que estou num grande momento), fala de quanto tempo o invejoso perde na vida, que o invejoso é até digno de dó, etc etc. Eu diria que nem é vida, pois nesse caso tem que ser um invejoso contumaz, viciado na inveja para chegar a esse ponto. Tem vários tipos de inveja. As pessoas não têm inveja só de coisas materiais, ou de posição na sociedade. Tem gente que tem inveja de tudo. Inveja porque o outro tem mais amizades, inveja porque o outro chega num lugar e brilha mais por ter carisma, e por aí vai, inveja de todo tipo. Cremos no amor, na paz, em Deus, mas não podemos esquecer que a presença do ódio é muito forte na humanidade, claro, porque deixamos. Até falam em paz praticando guerra, e não falo só de guerra país x país, falo de guerrinhas das pessoas no dia a dia. A inveja é prima irmã do ódio. O ódio tem várias ramificações, como ganância, incompetência, rivalidade, e com certeza a inveja é uma delas, estando entre as principais origens desse sentimento ruim que eu chamo de ferrugem das relações humanas. Por que a inveja vira ódio? Porque a pessoa inveja tanto e quando não consegue alcançar ou ferir o invejado, toma ódio. Falei das várias modalidades de inveja, mas acho que descobri mais uma. É quando uma pessoa caminha junto da outra, "ajudando-a", e quando esta consegue, fica parecendo que não era o desejo daquela pessoa que fosse alcançado o objetivo. É como se a ajuda fosse só pretexto para ter a outra sob custódia, a mercê. E aí, o que esse novo tipo de invejoso faz? Afasta-se, pois o fato de o outro ter conquistado, incomoda, e o grande tesouro que devia uni-los ainda mais, na verdade os separa. Coisa de doido esse texto, não? Não, coisa de seres humanos. Uma vez cheguei a dizer algo que hoje me arrependo. Modéstia à parte, sempre fui muito invejado, nunca tive grandes posses, mas sempre tive sucesso entre as pessoas . Se estou numa roda, roubo a cena, tudo isso com simplicidade,todos querem perguntar algo ao Carlos, todos querem falar com o Carlos. E olhem que não chego cheio de pompa, não gosto de gente metida ou falastrão, mas sei que tenho meu carisma. Sou o que sou na minha própria medida,sem ferir ninguém e as pessoas veem isso. Também sei que não sou a última coca-cola do planeta, pra começar nem é meu refrigerante preferido. Como disse acima, me arrependo de uma coisa que falei. Que gosto de ser invejado, pois a pessoa só tem inveja daquele que lhe é superior. Isso é uma verdade, mas o invejoso é uma pessoa perigosa e isso vira bola de neve, então retiro o que disse, pois tenho medo de gente assim. Completando, tenho pena sim do invejoso, pois é gente que não está no nosso nível, não de sociedade, pouco me lixo pra sociedade, mas nível de excelência humana, de evolução espiritual, a verdadeira evolução, diferente das vendidas nas vitrines ou nas bancas de jornais. Sim, as melhores coisas, não estão nas vitrines, nem nas banca de jornais. E eu odeio FOFOCA!!! Eis mais uma ramificação do ódio: fofoca. Só sei que ando muito feliz por aí, ninguém vai me deixar triste, eu só quero voar através das minhas poesias que são minhas asas, foi para isso que eu nasci. Não tenho tempo de olhar pra baixo, o horizonte fica na frente.