( música THE FINAL COUNTDOWN - EUROPE )
Faltam 6 dias e algumas horas para um momento muito esperado, e como já disse, por mais que eu tenha me preparado, não sei como vou me comportar. Eufórico? Tenso? Feliz? Emocionado? Frágil? Forte? Talvez um pouco de cada, aliás não sei se em algum momento de minha deixei de ser tudo isso ao mesmo tempo. Espero não chorar para não estragar a maquiagem rs rs. É sério, uma irmã disse que vai me produzir para ficar bem bonito. Se eu ficar mais bonito que isso não vai haver lançamento, e sim agarramento. Brincadeira, é só uma ajeitada no cabelo, um perfume bem cheiroso e uma roupinha bem chique. Foi brincando assim que fui aceitando o adiamento, reciclando, moldando esse sonho até chegar aqui e ver que a estrela que me norteou por todos esses anos, que eu via como um pequeno ponto luminoso, agora está bem próxima, tão próxima que já clareia minha face. Vai ter muita gente me olhando, todos vão querer saber como vou estar, porque me conhecem e sabem de minha espera. Incrível como as pessoas me conhecem! Isso não é tão difícil, em termos de emoções sempre fui um livro aberto, com o perdão do trocadilho. Nesse longo tempo perdi gente, perdi coisas, mas nunca perdi a poesia. Com ela fui mais feliz, mais forte, mais gente. A poesia colocou as melhores pessoas na minha vida. Cheguei a dizer a heresia de que no dia 8 de julho (o lançamento será no dia 7) eu poderia até morrer, pois morreria feliz. Nada disso, quero viver muito, ainda tenho muita poesia dentro de mim, foi só para dar ênfase à importância disso tudo. Foi também enfatizando que não me perdi da poesia, eu não me permitia parar de sonhar. Criei uma ladainha dentro de mim, instalei sinos dentro de meu coração para tocarem todos os dias para que eu não me esquecesse do que eu mais queria. Não vou me alongar, se for escrever nesse post, o turbilhão de coisas que estão acontecendo dentro de mim, vai sair outro livro aqui. Por tudo isso vou recordar alguns momentos ( só os bons) dessa caminhada que foi longa, árdua e divertida, desde os tempos de menino... um menino que não tinha condições... mas tinha asas, asas da imaginação, e ousou se chamar... BEIJA-FLOR.
‘Um dia vou escrever um livro’ – eu, aos 15/16 anos dizendo a um amigo sentados no meio fio de minha casa.
“Quando você fala de poesia seus olhos ganham um brilho diferente”- uma amiga
“Esse é o mundo do Carlos. Muito bacana o seu mundo” – um amigo num stand de livros durante um coquetel de premiação.
“Deixem que lhe xinguem, critiquem, que zombam de você, mas nunca deixe que lhe tirem a poesia. É um dom divino. Ela é sua essência”. – uma senhora, produtora literária de mais de 80 anos também durante uma premiação.
“Você também é poeta? Eu devia ter imaginado, você tem mesmo jeitinho de poeta” – a mesma senhora.
‘Olha que quadro lindo! Foi Deus quem pintou’ – eu mesmo, vendo o por do sol durante o trabalho e que me inspirou OS TRILHOS que fiz em cinco minutos.
“Não tenho filho homem. Tenho três moças que amo. Mas se eu tivesse um filho homem queria que fosse igual a você” – professora Zelina
‘Dizem que voo muito, que pareço um balão, que é preciso ter sempre alguém puxando a cordinha, senão vou longe’- eu mesmo.
“Se eu pudesse lhe ajudaria. Você é um rapaz muito inteligente, mas mais que isso é poeta dos bons. Merecia mais sorte” – professor Jarbas.
“Puxa, Carlos!. Você conseguiu, estou emocionada ( segundos de silêncio). Lembro que era seu sonho, você sempre dizia” – uma amiga pelo fone que localizei e liguei para falar do lançamento.
“Lembra da estátua de gesso do menino jornaleiro? Tenho até hoje. Lembro que você disse. ‘Faz de conta que sou eu distribuindo poesias’. Nunca me esqueci disso”. – a mesma amiga.
Agradeço a todos por estarem torcendo por mim.