ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

AVISO AOS BLOGUEIROS

Amigos(as). Estou uns dias sem postar e sem visitá-los, peço que me desculpem. Ficarei uns dias fora do blog, estou cuidando de detalhes do lançamento do livro, uma correria cheia de detalhes. Moro em duas cidades, GV e Porto Seguro, quando esto fora de GV, atrasa um pouco o processo. Mas posso dizer que está bem adiantado, a editora já deu o OK e dentro de no máximo quinze dias, estarei com os livros na mão. O evento será no dia 07 de julho, no Teatro do shopping de Ipatinga. Terá divulgação na mídia falada e escrita de Ipatinga,GV e BH, com foto( foto eu gosto né?), e se não me engano com entrevista também. No domingo dia 10, terei uma manhã de autógrafos na FEIRARTE, também em Ipatinga das 09:00h às 13:00h. Hummmm... menino importante, hein? O mais legal de tudo é que consegui reunir além de familiares, velhos amigos de trabalho que não vejo há anos. Como se diz no bom mineirês... vai ser emoção pra lá de metro. Estou feliz e com saudades de todos do blog. Um abraço apertado em todos vocês. Fiquem com Deus.

terça-feira, 14 de junho de 2011

EVOLUÇÃO



LEVANTE A CABEÇA!
MEREÇA!
FLORESÇA!
CRESÇA!
APAREÇA!
QUE SEU SONHO PREVALEÇA!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

EU TE AMO TODO DIA


( imagem google )

Esse sentimento reside aqui dentro
mas se espalha pela rua
tal qual o clarão da lua
que invade toda a cidade,
do meu universo és o centro.
Meu ponto de partida e meu fim.
Tudo de mim é por ti
tudo de ti é por mim.
Tens um pouco de tudo, estás em tudo
no meu riso, na minha tristeza.
Para meus pés, és a firmeza
pro meu coração, alento.
Tocas meu rosto como o vento,
mas o vento suave da manhã.
Tens um toque de lã,
que acalma todo o meu afã.
Fonte para minha sede
e me refrescas como cascata
teus braços são minha rede
razão da minha poesia
não sei por quê comemorar uma data
se eu te amo é todo dia.

Espero que nesse 12 de junho, o amor esteja em todas as agendas.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A ESTRADA QUE EU FIZ


A estrada que eu fiz começou desde cedo.
Jamais quis saber os segredos.
E assim fui aprendendo... reticente... pertinente
que a estrada, a gente conhece fazendo
caindo, levantando, amando, sofrendo, amando novamente.
A estrada que eu fiz teve subidas e descidas.
Teve retas monótonas e perigosas curvas, e nas minhas ilusões turvas
cobertas de chuva, de nuvens e neve, vivi muita emoção,
pois dentro de mim só um ritmo batia... meu coração.
Nem sempre a dor foi breve, a alegria também não.
Nem sempre a fonte saciou minha sede, meus desejos
por isso aprendi a ser sozinho e a conter meus lábios
esqueci as águas, as mágoas e até os beijos
não estou entre os grandes sábios, nem entre os perdidos também.
Nem sei o que sou, ou como me classifico
às vezes, complico, mas vou, sigo sem ferir ninguém.
Na estrada que eu fiz, chorei,
mas também brinquei, sorri, porque me permiti.
Tolo é quem não chora... não sente a leveza do que é ser.
Eu sou como a natureza,
durmo na penumbra e acordo em aurora. A dor me faz crescer.
Na estrada que eu fiz, abri minha rede.,
dormi com a saudade, apanhei da insônia, namorei estrelas
e quando não podia mais vê-las...
vinha o sol avisando que não era tempo de lamentações, nem de comemorações
que havia uma nova batalha depois daquela curva
que a visão pode estar turva
desde que tudo esteja claro no coração
só o sentimento pode nos dar orientação.
O fim, não sei, e isso também não é um resumo,
preciso retomar meu rumo na estrada que eu fiz.
Que venham os ventos...
neles encontrarei a força para novos momentos
ainda que nessa estrada, eu seja só um aprendiz
mas, só lutando eu sou feliz.
Talvez eu olhe para trás um dia
e contemple a estrada marcada
por minhas pegadas...
pegadas de poesia.

sábado, 4 de junho de 2011

PALAVRA MÁGICA


( imagem conplumaypapel.comt.jpg google )

Encontrei uma ilha escondida
a centenas de milhas daqui.
Não acreditei quando vi.
Meu coração navegava
num mar difícil, mas com esperança
de que depois da tempestade viesse a bonança.
A primeira impressão já foi bela.
Meus olhos pareciam uma aquarela.
Mas eu tinha que conhecer, desbravar.
Então entrei, entrei bem devagar.
Não por medo,
é porque segredo a gente precisa saber desvendar.
E desvendei.
Descobri muito mais...
que aquela ilha charmosa
também estava ansiosa por ser descoberta,
mas era preciso dizer a palavra certa.
E eu, pirata sonhador
que não resisto a uma flor,
pronunciei a palavra mágica: amor.
E a ilha se abriu. Sorriu.
Fui descobrindo maravilhas e maravilhas
na ilha que encontrei a centenas de milhas.
Eu, este pirata cansado de tantas viagens,
desfiz as bagagens,
abri minha esteira,
lancei âncora.
Finquei minha bandeira!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

POETICAMENTE GRÁVIDO


( imagem google )
Entre 1983/1984, vi uma reportagem de Gonzaguinha, cantor e compositor dos bons, homem sensível, tímido, controvertido, dizer que estava grávido. Antes de explicar o motivo real deste texto, quero dizer que jamais esqueci essa entrevista e nem sabia que a usaria um dia para falar de mim. E digo mais... eu gostava das músicas dele, mas não era tão seguidor assim, fiquei muito fã a partir dali o que me levou a acompanhar mais e vi que realmente ele era bom . Por quê? Pelo conteúdo sincero, humilde e inteligente da entrevista. O primeiro fator que me levou a ler a reportagem, foi que achei estranho um homem usar um termo tão feminino que é a gravidez para falar de si, ainda mais há trinta anos. Se hoje tem preconceito imagine naquela época? Só mesmo os poetas têm essas atitudes de dizer coisas diferentes em qualquer época. A letra da música “Grávido” que também intitula o disco, é simplesmente linda, recomendo conhecerem. Quando disse "estou grávido", referia-se a um novo disco que estava sendo preparado para lançar dali a alguns meses. O disco era como um filho para ele e estava sendo gerado dentro dele. Talvez sua esposa estivesse grávida também, só achei genial a relação que ele fez entre a gravidez e o disco, sentindo-se duplamente grávido. Confesso que fiquei arrepiado ao ler isso. É o tipo da pessoa que valoriza sua arte. Pensei. "Esse cara é dos meus!".
Então, meus amigos, eu também estou grávido e estou prestes a dar à luz um livro meu.
Não sei como vou me comportar no dia, acho que tenho um pouco de medo de minha reação, pois não sei ser mais ou menos. Penso que vou tremer muito, vou ficar ansioso, muita emoção pro meu coraçãozinho, mas estarei amparado, vai ter muita gente querida lá.
Uma gestação meio demorada, mais de vinte anos, mas a gente precisa saber esperar o tempo das coisas. A gente sabe quando é o momento. Uma voz assoprou no meu ouvido. “É agora!”. Deus me deu paciência para esperar. E agora que Ele me faça humilde para merecê-lo. Não será um best seller, não tem essa pretensão, mas será minha impressão digital, um jeito de dizer: “EU ESTOU AQUI! Uma pequena gota do mar de sensações que se agita dentro de mim.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

AVENTURAS DO CARLOS - UM TOQUE DE BRUXO BOM


É evidente que as crianças de hoje são diferentes das do meu tempo, acreditávamos em estórias de terror como, lobisomem, mula sem cabeça, etc, por isso fiz esse pequeno teste com meninos de hoje. Esse caso tem uns dez anos. Do lado de minha casa havia um lote vazio, os meninos fizeram até um campinho lá, inclusive eu brincava de vez em quando com eles. Noite sem lua, alguns postes apagados, o cenário ficou perfeito para meu plano. Fiz de uma abóbora uma cabeça de caveira com olhos e boca. Fiz um buraco em cima e pus uma vela acesa. Quem do meu tempo não fez isso um dia? O lote era sempre escuro, devido ao matagal, dividindo o espaço com o campinho. Coloquei a caveira sobre o muro, fiquei do lado de dentro, na escada esperando algum menino passar. De repente vi uns meninos, talvez vindo de alguma festinha, e me preparei, com o rosto atrás da caveira. Começaram a dizer baixinho. "Olha lá... que negócio esquisito. Parece que está pegando fogo". Outro. "Parece uma cara, uma bruxa". Mais um. "Coisa feia! Ai, meu Deus. O que é aquilo?". Ficaram do outro lado da rua agrupados. "Vamos lá perto?". Outro. "Tá doido? Eu vou é pra casa". Um mais esperto disse. "Seus medrosos. Tá parecendo mais é uma lanterna, uma tocha. Vou lá ver". Pegou umas pedras no chão e veio, os outros desconfiados, vieram atrás em passos indecisos, murmurando. Quando chegaram a uma meia distância, eu que tenho uma voz forte, soltei um urro enorme, agitando a caveira, e só vi meninos correndo apavorados, gritando, chorando, passando sobre os outros que caíam. Tive dó de um menorzinho que não teve forças pra correr tamanho foi o medo, chamando pela mãe. Menino em perigo sempre chama pela mãe. Pensei. "Coitado, deve ter feito xixi na calça". A vela acabou apagando por ter agitado tanto, eles ficaram lá longe na esquina ainda tentando entender. Levantei a cabeça sobre o muro e gritei. "Ô, cambada de 'oreia'. Sou eu, o Carlos". Vieram protestando. "É, né Carlos? A gente não vai deixar você brincar mais com a gente". Saí à rua levando meu brinquedinho, e depois de gozá-los demais, cada um pegou na caveira, admirando a novidade. Acabei contando como era antigamente e um disse. "Devia ser bem legal no seu tempo, né Carlos?". Respondi. "Era sim. Mas o tempo de vocês também é legal. Todas as épocas são legais, a gente é que tem que fazer valer. Só têm que saber aproveitar, brincar muito, estudar, porque tudo isso passa e não volta mais. Respeitar os colegas e os mais velhos". Achei mais legal que o novinho, que realmente fez xixi na calça, estava com a caveira na mão e perguntou. "Posso levar pra mim?". Não só ele, mas todos, levaram muito mais que o objeto da caveira, levaram nas mentes a visualização de um tempo que talvez gostariam de ter vivido. Só espero que tenham aproveitado seu próprio tempo.