ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

AVENTURAS DO CARLOS - UM SAPATO EM CADA PÉ




( Brad Pitt que se cuide )

Minha mãe sempre disse. “Não quer, tem quem quer”. A garota morava a uns três quarteirões do meu e a gente começou a flertar. Passava do outro lado da rua jogando olhares e charmes e afastava-se num andar malicioso. Trabalhava numa loja de calçados e eu queria muito comprar um tênis recém lançado, claro que fui unir o útil ao agradável. Cheguei, ela praticamente atropelou as outras vendedoras. Muito cheia de graça, deu bom dia, perguntou o que eu desejava. Pensei.”Ah se eu pudesse falar”, rs rs. Respondi apontando para o tênis na vitrine, adiantei que era número 39 ( pé delicado), ela foi rapidinho, pôs no balcão, e sempre sorridente pediu meus documentos e contracheque. “Em quantas vezes você vai querer?”. Pensei de novo. “Ah se eu pudesse falar”, é evidente que se referia às prestações. Falei. “Três vezes”. Ainda meio abestalhado, tirei os documentos e entreguei-a. Simpaticamente pediu licença, subiu uma escada onde tinha um letreiro “CREDIÁRIO”. Passados uns dez minutos desceu, agora não mais sorridente, com semblante pesado e mau humor. “Seu crédito não foi aprovado”. Minha cara foi ao chão. Que vergonha! Fosse só a vergonha estava tudo bem, ela mudou toda comigo, foi grosseira, passou a me tratar com desdém. Fui embora mais chateado com isso do que pela vergonha do crédito não aprovado. Ela me decepcionou, nunca espero isso das pessoas. Não nasci com essas maldades. O tênis era caro, eu até tinha o dinheiro para comprar, mas tinha um bocado de despesas em casa. Dali uns dias ela virava o rosto pro outro lado, nunca mais me cumprimentou. Aquilo foi mexendo comigo. Ora, além de modesto, eu era um dos rapazes mais bonitos do bairro ( na minha opinião só perdia para dois), quem aquela menina pensava que era? Resolvi sacrificar e voltei para comprar o tênis. Cheguei lá mais cheiroso que Brad Pitt, passei pelas vendedoras, fui até ela que me cumprimentou com um obrigatório bom dia. “Quero comprar aquele tênis”. Ela estranhou e disse. “Mas você não esteve aqui semana passada?”. Deduziu que meu crédito não seria aprovado de novo. “Sim, mas eu quero o tênis e estou com pressa”. Vacilou uns segundos, mas como funcionária, não podia deixar de me atender e meio nervosa pediu os documentos. Enfiei a mão no bolso, tirei o dinheiro, abri em leque e respondi calmamente. “Não serão necessários documentos, vou levar à vista, mas quero outra vendedora, pois você atende muito mal ”. Uma que parecia ser gerente, interveio. “Algum problema?”. Respondi. “Não. Quero levar um tênis, só que desejo outra vendedora”. A garota ficou branca. Rapidamente veio outra, comprei e paguei. No cantinho, a gerente em murmúrios parecia lhe chamar atenção. Saí com o tênis debaixo do braço cantando. “lé com lé, cré com cré, um sapato em cada pé”. Depois fiquei meio com remorso, não sou de fazer isso, mas aquela garota merecia uma lição. As pessoas têm de gostar de mim pelo que sou e não pelo que tenho. Com meus defeitos e qualidades, defeitos principalmente, pois amar o que é belo, é muito fácil.

sábado, 21 de maio de 2011

VALE A PENA LER DE NOVO - HOJE EU PRECISO DE UM ANJO


Alguns já conhecem, mas não se importarão de ler de novo, gente finas que são. Quem não conhece, vai conhecer. Essa também é uma das Menções Honrosas. Foi feita numa noite de intensa solidão, já em Porto Seguro, mas como eu sempre digo, o poeta faz da dor, a sua flor. Foi assim com AQUI JAZ UMA FLOR, com FÊNIX e outras. Acabou me rendendo uma premiação. É assim mesmo... tem dias que a gente quer que um anjo venha e nos leve pro espaço.
(Para ampliar a imagem é só clicar )
(A imagem é de Edna Lima, querida amiga conterrânea, que teve carinho espontâneo de emoldurar o poema.Muito Obrigado, Edna!!!)
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HOJE EU PRECISO DE UM ANJO
Hoje eu preciso de um anjo
ou de alguém que se porte como um
que me faça viver um sonho incomum.
Que me leve em suas asas por aí
Que não me deixe sozinho aqui
Que faça de mim a sua casa.
Que me diga coisas ao ouvido
que eu nunca tenha ouvido...
ou perdido no relógio do tempo.
Hoje eu preciso de um anjo que me leve
que me faça leve como o vento
Que saiba conhecer meu pensamento.
Que renove minha esperança
Que me leve aonde meu olhar não alcança.
Que me faça um alvo possível, palpável
Hoje eu preciso de um anjo... um anjo amável
mas que saiba distinguir o homem, o poeta e o menino
com todo meu desatino. com toda minha inconstância.
Hoje eu preciso de um anjo
em qualquer dimensão, em qualquer instância
que me chame de amado, de amante e de beija-flor
de namorado, de amigo
e que depois desse voo, ele pouse
repouse comigo no meu leito de amor.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

VALE A PENA LER DE NOVO - CARLOS E CARLITOS


( imagem google- cenas do filme O Grande Ditador- Charles Chaplin )
Agradecendo as palavras de todos pela premiação, lembrem-se que disse que recebi ainda duas Menções Honrosas no mesmo concurso. Com muita alegria, recordando uma delas:

CARLOS E CARLITOS
Se a flor é bela, a tristeza espanca.
Se o espinho fura o peito,
Não tem mais jeito,
a dor não estanca.
Mas não quero cultuar a tragédia,
prefiro a comédia.
Quero sair brincando como Chaplin
que zombou do grande ditador
tratando o mundo como uma bola
de chicle e de amor.
Não quero ser abutre, quero ser beija-flor.
Tristezas quero esquecê-las.
Não quero ser estrela solitária
que diz mais NÃO do que SIM
brilhando num canto qualquer
quero dançar com todas as estrelas
deitar no colo da lua, chamá-la de mulher
e que no brilho daquela rua
tenha um pouco de mim.
Com um simples ‘toquinho’ de lápis de cor
eu desenho uma aquarela.
Abro a janela de manhã e vejo uma grande tela.
O menino faz arte
porque a vida está em toda parte.
É assim que meu coração brilha...
na intensidade de Clarice, na ternura de Cecília
na paz de Lennon, na igualdade de Luther King
porque a vida é um parque, não um ringue.
Tirando as pedras como Drummond
no olhar simples de Gandhi.
Viver é magia, é muito bom...
ainda que a tristeza seja grande.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

UM MENINO MUITO FELIZ- MIMOS DE DEUS

Olá, amigos. O título acima não podia ser mais apropriado, pois é assim que estou me sentindo: um menino muito feliz. Recebi uma ligação ontem me informando que fui o 2º colocado no FESTIVAL ESTADUAL DE POESIA, promovido pelo CLESI- Clube dos Escritores de Ipatinga, um importante clube cultural mineiro, sendo referência até no site do próprio governo do estado. O Clesi existe há 25 anos, cheguei a participar das primeiras reuniões, mas mudei-me de cidade. Porém nunca deixei de participar dos concursos, alcançando em 2004 e 2008, duas vezes o honroso 8º lugar. Ah... e tem mais. Ainda recebi duas Menções Honrosas, com CARLOS E CARLITOS e HOJE EU PRECISO DE UM ANJO. A premiação vai ser dia 07 de julho, claro que vou tirar fotos e mostrar no blog aos amigos. Abaixo, a premiada...

MIMOS DE DEUS
Tão linda é a cachoeira
exibindo sua cabeleira
inundando de beleza meu olhar.
Como não admirar?

Tão graciosas as borboletas
de mil cores e facetas
bailando sobre os jardins
namorando os afins.
E eu estou muito afim...
de ver o sol rodeando o girassol
de soltar o passarinho que há em mim.
Eu tenho asas
quero morar na casa daquele anjo querubim.

Ah! A noite!
A lua e as estrelas, adornos noturnos
numa perfeita parceria, dançam em sintonia
e me fazem esquecer pesadelos diurnos.
E eu faço uma poesia.
Não, não faço. Apenas retrato, desenho um retrato,
repasso para o papel
a poesia pronta que vem do céu.
A cachoeira, o sol, a lua, o poeta e a borboleta...
mimos que Deus fez para enfeitar o planeta.

sábado, 14 de maio de 2011

CHAPEUZINHO VERMELHO MODERNA ( RESPOSTA AO LOBO MAU )


( imagem google )
O bosque está tão frio
não sejas bobo
entra pro meu quarto, seu lobo
mostra teu cio
Vem logo, vem
estou no cio também.
Não me poupes de de amar-me, devorar-me,
de maneira desenfreada
com essa boca gulosa
com essas mãos ousadas
minhas entranhas estão ansiosas
por sentir tua brasa
que me invade, arde
e me faz levitar como se eu tivesse asas.
Já que sou tua presa fatal
não sejas mau, sejas bonzinho
o que quiseres, aceito
darei-te peito, darei colinho.
Vem logo, lobinho, vem.
Garanto-te... podes me prender,
mas serás presa também.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

UM LOBO NÃO MUITO MAU


UM LOBO NÃO MUITO MAL

Vamos brincar de lobo mau?
Prometo ser um lobo legal.
Mais precisamente um lobinho
Desses que pedem carinho, colinho
Do jeitinho que você gosta.
Para cada pergunta uma resposta.
Pra quê servem meu olhos grandes? Pra lhe fitar,
admirar sua beleza.
e chorar de tristeza
quando você não está.
Pra quê servem meus ouvidos?
Pra ouvir seus gemidos, seus ais
me pedindo sempre mais.
Pra quê essa minha boca gulosa, ansiosa?
Ora, pra lhe beijar, lhe cantar, lhe falar
coisas que lhe deixam deliciosamente nervosa.
E essa mão atrevida?
Pra lhe fazer poesia
Pra lhe tocar com ousadia,
alisar seu rosto, despertando-lhe o gosto de amar.
Por isso nossa cama ferve
porque a gente sabe brincar
E minha língua pra quê serve?
Pra sentir o seu paladar.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

ROCK IN RIO? TÔ DENTRO!!!


ROCK IN RIO. GUNS N' ROSES. 02 de outubro de 2011
Em 80 eu não pude ir , mas nessa tô dentro. Só um pouqinho mais velho rs rs.

"Mãe, tire o distintivo de mim, eu não posso mais usá-lo. Mãe, tire as armas de mim, não posso mais atirar"