ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

domingo, 8 de maio de 2011

PARABÉNS, MAMÃES



Mãe é algo tão especial que precisou existir uma mãe para nascer o Filho de Deus. Deus com certeza encontraria outros meios, mas preferiu a graça da maternidade
( Carlos Soares )

sexta-feira, 6 de maio de 2011

AVENTURAS DO CARLOS- EU TINHA UMA RADIOLA


( imagem google )
Adianto aos corações moles como eu que essa é uma história com final triste. Eu tinha uma radiola. Linda! Enorme, na horizontal ocupava meia parede ou mais! Dourada! Marca ABC! Tinha um som incrível. Pegava rádios de quase todo o Brasil com uma nitidez impressionante. Eu gostava muito de rádio, às vezes ouvia programações de SP, Manaus, Paraná, RJ, enfim, um monte. Começavam a aparecer os aparelhos três em um, a radiola começava a ser do passado, já era relíquia, e vez ou outra, alguém mais velho vinha oferecer dinheiro. Eu recusava de pronto, afinal era nela que eu passava meus lp’s, e minha casa era ponto de encontro da turma. Eu chegava do trabalho, fosse às 14h, fosse às 20h, já tinha amigos me esperando na porta. “Ô Carlos, viemos ouvir música, pôe aquela, passa aquela outra”. Às vezes comia no meio fio, ouvindo e conversando com eles. Alguém gritava da janela vizinha. “Ô Carlos, repete essa aí pra mim”. E eu repetia quantas vezes fossem necessárias, gostava de agradá-los. Algumas vezes, com sono, pedia à minha mãe para dizer que eu não estava. Que nada! Invadiam a casa e iam ao meu quarto me acordar. Não tinham som em casa? Claro que tinham, até sofisticados, mas todo mundo queria ouvir minha radiola. Ou seria pela minha companhia? Minhas irmãs podiam mexer à vontade, desde que a mantivessem sempre limpinha, e estava mesmo sempre brilhante. Minha radiola não tinha preconceitos, passava qualquer música. A missa, as caipiras de minha mãe, A Voz do Brasil que ela gostava ainda do tempo de meu pai, as românticas de minhas irmãs, as variadas dos meus amigos e meus rocks. Um dia senhor Mário passou. “Gostei do bolero que estava tocando aí ontem. Dá pra repetir?”. E eu. “Sinto muito, era rádio, seu Mário. Se o senhor comprar, eu passo”. Mas dava 22h eu desligava ou abaixava por causa da lei do silêncio, eu era respeitador.
Um dia por motivos financeiros, vendi a radiola. Vi um anúncio no jornal: “Sou colecionadora. Compro antiguidades... etc etc... pago bem”. Por coincidência, ou sei lá se fiz meio de propósito, ninguém viu a compradora, um senhora
rica, muito bonita ir à minha casa buscar já um pouco tarde da noite. Eu nem pus a mão, não quis olhar, dois empregados dela pegaram, ela me deu dinheiro e se foi. Uma boa grana, dava para pagar boa parte das contas. No outro dia, chegando do trabalho, tinha três amigos na porta esperando e um disse. “Trouxe um LP pra gente ouvir, só de internacionais”. Falei que não tinha mais radiola e duvidaram. Entraram na sala para verificar e mesmo vendo só a marca dela na parede, não acreditaram. Contei por quê, ficaram tristes e solidários comigo. Nos dias seguintes, eu sem graça, sentado no meio fio via lá esquina, um ou outro ainda desavisado chegando com lps na mão e quando eu contava, ficavam chateados, não comigo, mas por mim. Teve um que disse. “Se tivesse falado, a gente fazia uma vaquinha”. Quase chorei sentindo o amparo do amigo. “Esquenta não, meu camarada. A vida da gente não se resume a uma coisa só. Uma radiola, é só uma radiola. Vocês não estão aqui?”. Sei que a gente não pode se apegar demais às coisas materiais, mas só eu sei o que senti dizendo isso. Talvez nem tanto pela radiola, acho eu eu tinha era medo de que minha casa se esvaziasse. Felizmente isso nunca aconteceu.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

OBAMA X OSAMA

Até que rimou, mas eu prefiro rimas de poesia. O homem mais procurado do mundo foi morto. Alguns pontos precisam ser realçados:
Desde 11/setembro/11 o mundo nunca mais foi o mesmo. Os Estados Unidos ensandecidos pela guerra, isso é histórico, afinal eles estiverem em todas as guerras da humanidade, e também pelo petróleo, com aquiescência da ONU, com pretexto de combate ao terrorismo, promoveram uma invasão ao Iraque e lá deixaram, além de muitos soldados e civis mortos, mais de 400 bilhões de dólares de custo da guerra. Pronto, não acharam indícios de práticas nucleares no país, mataram o Saddam que era o alvo, mas é claro que mesmo sendo uma potência, não suportaram despesa tão grande e acabaram indo à falência, provocando efeito dominó no mundo todo, afinal, os EUA são ou eram os grandes compradores mundiais. Outro... terrorismo infelizmente não acaba nunca, são idealistas radicais, mata um, brotam mais, ou seja, preparemo-nos para ver na tv mais cenas de sangue, a morte de Osama vai desencadear uma série de atentados. Outro... os Eua não são santinhos, muitos pequenos países se sentem oprimidos, numa outra forma de terrorismo, só que alguns desses países não aceitam a intromissão americana em seus problemas étnicos, religiosos e/ou petrolíferos, daí surgem esses movimentos antiamericanos e monstros como Bin Laden. Na Líbia acontece algo estranho. Os norte americanos apoiam os rebeldes contra o ditador, mas não sabem nem a identidade desses rebelados, ou seja, apoiam sem saber a quê ou a quem. É um mosaico de guerra, uma colcha de retalhos perigosa, como todo o Oriente é. Quando o ditador cair, quem vai governar aquilo lá? Podem estar surgindo outros monstros por ali. Outro... os Eua são os maiores vendedores de armas do mundo. Bin Laden foi treinado e municiado pelos Eua, quando da invasão russa ao Afeganistão, inclusive correram pelo mundo imagens de Osama dentro do campo de treinamento da Cia. Criam o monstro e depois não conseguem dominar. Portanto, não criemos facetas de heróis, afinal os EUA, apenas mataram um monstro que eles mesmos criaram. Um pouco tardiamente, afinal as pessoas que morreram nas torres gêmeas eram inocentes. Para encerrar, quero destacar o ponto principal: tudo na vida é constituído de ... causa e efeito. E no caso Eua x terroristas, um ciclo de causa e efeito sem fim. Infelizmente, para a paz mundial. Sinceramente, estou com medo.
NOTA: O BLOG É LIVRE PARA OPINIÕES FAVORÁVEIS OU CONTRÁRIAS

domingo, 1 de maio de 2011

OLHOS DE POETA



Tantas coisas acontecem
quando o rio encontra o mar
ambos se oferecem
e enriquecem meu olhar.
Tantas coisas acontecem
quando o sol diz à lua "é sua vez"
de iluminar os mortais
seguindo diariamente os rituais
do relógio que Deus fez.
Tantas coisas acontecem
numa flor que abre, num vulcão que explode
num terremoto que sacode.
Tantas coisas acontecem
quando um passarinho suga a flor
os dois se merecem nessa troca de amor.
Tantas coisas acontecem quando uma estrela cai
quando passa um cometa
quando um casulo vira borboleta
e pelo mundo ela vai.
Tudo isso merece mil versos.
É assim que aos olhos do poeta a vida passa,
contemplando as maravilhas que o universo
todos os dias nos dá de graça.
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Nota: Tantas coisas acontecem dentro de mim quando faço uma poesia

sábado, 30 de abril de 2011

DE TODAS AS FORMAS DE AMAR

Das perguntas que me fazem
nem todas uso a razão
porque não sou dono da verdade,
apenas do meu coração.
Quando eu faço amor?
Quantas vezes faço amor?
Onde eu faço amor?
Como eu faço amor?
Melhor jeito, melhor clima?
Papai-mamãe, mamãe em cima
beijando de frente, olhando por trás.
Eu respondo: Tanto faz!
Não sei pra quê tantas perguntas.
Quando duas pessoas estão juntas
não importa coisa nenhuma,
todas as noites merecem bodas,
por isso minha resposta é sempre uma
de todas as formas de amar...
eu prefiro todas.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

SÓ UM POETA SÓ


O que será que meu corpo clama nessa cama?
O que será que ao meu peito inflama?
O que será que meus olhos choram...
que meus poros afloram?
O que será que minha alma grita...
Que meus punhos agita?
Que me tira o sono...
que me renega, que me relega, que me assombra
que me cobre de sombras de abandono?
O que será que eu peço e não meço...
não meço a consequência, a incoerência.
O que será que me leva à displicência
de pensar que um dia terei respostas à todas essas perguntas?
Nem sempre perguntas e respostas andam juntas. Por que será?
Quando será que vou parar de perguntar o que será?

quarta-feira, 27 de abril de 2011

AVENTURAS DO CARLOS - FUSCA ENVENENADO


( imagem forumstreetsampa.com.br )
Hoje é minha folga e aproveitei para dar uma arrumada no apê, cafofo, barraco, toca, QG, como queiram chamar, mas parei no meio, só para contar mais essa. Tinha um amigo de nome Beto, muito doidão. Gente boa, só tinha defeito de exagerar nas brincadeiras, gostava de dar tapas, menos em mim. Sabia que eu não tolerava e tinha medo de perder minha amizade. Dizia. "Você podia ter nascido meu irmão. Gosto dos meus irmãos, mas eles não são como eu, como você". Eu respondia. Não diga isso. Os dedos das mãos não são iguais, mas eles são seus irmãos e pronto". Tinha uma lábia danada e sempre tinha um carro velho pra andar, apesar de ganhar pouco. Um dia exagerou comprando um fusquinha que dava dó só de ver, velho demais coitado. Parecia bateria de escola de samba chegando de tanto que batia lataria. Dizia. "Tenho uma vantagem. Não preciso de buzina, todo mundo sabe que estou chegando". Sem contar o tiros que saíam do cano de descarga. Um dia alguém perguntou. "Esse fusca anda bem, é veloz?". Respondeu. "Claro que anda. Ele é envenenado". Perco o amigo, mas não perco a piada, e falei. "Só se for envenenado de ferrugem". Só sei que o fusca era divertido no bairro, todos queriam ver, chegar perto, nem que fosse para rir, e ele achando que estava abafando. Um dia me chamou para ir a João Monlevade, uma serra imensa, mas consegui demovê-lo da ideia. "Rapaz, esse fusca não vai nem no pé da serra, está louco? Esse é carro para andar com as meninas aqui nos bairros, se pifar deixa ali mesmo". E as meninas andavam mesmo, acho mais por solidariedade ou de farra. Tinha uma que ele era afim dela e chamou-a para dar uma voltinha. "Até hoje só você não andou no meu fusca". A menina aceitou... e o que aconteceu? Faltou gasolina. Gritou. "Ô Carlos, me empresta uns vinte aí?". Eu não tinha e ele disse para menina. "Fica pra próxima, não tem gasolina". Puxei-lhe a orelha pela mancada com a menina, mas me respondeu. "Depois ela anda. Não viu nos olhos dela? Ela gostou do meu fusquinha. Esse carro tem uma magia, cara". Pensei. "Pra andar, só à base de magia mesmo". O pior foi quando fomos parados numa blitz. Veio de lá o guarda, mandou que descêssemos do carro (carro?), pediu documentos e depois de verificar, falou. "Você estava a 100km/h e a via só permite 60km/h", mostrando o radarzinho na mão. Ele olhou pro guarda. "Com todo respeito, o senhor acha que aquilo ali consegue fazer 100km/h?". E o guarda quase rindo. "Sinceramente não, mas está gravado aqui". Ele de novo. "Pois o senhor pode mandar trocar isso aí porque só estar com defeito". Entre blá blá blás, o guarda ocupadíssimo, falou. "Está bem, mas tira logo essa lata velha daqui que está atrapalhando nosso trabalho". O fusca já vinha apresentando problemas pra pegar, e não pegou. Final de tudo. Os guardas empurraram o carro até pegar. Eu nem pude ajudar, estava com punho deslocado, machuquei tirando onda de goleiro. Já andando me falou. "Fiquei chateado com o guarda". "Chateado? O cara deixa de multar, empurra seu carro e você está chateado?". Concordou. "Verdade, mas precisava chamar de lata velha? Isso doeu, cara". Respondam-me... não é para ter saudades daquela gente?