ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

terça-feira, 26 de abril de 2011

AVENTURAS DO CARLOS- É PROIBIDO TIRAR 10!


( imagemm google )
Não vou citar o nome da instituição porque apesar do que vou contar considero uma instituição séria. Mas que aconteceu, aconteceu. Após concluir um curso de seis meses, estava eu fazendo um estágio operacional de mais dois meses, estágio esse, dividido em etapas de quinze dias, e a cada fim dessas etapas, havia uma prova, até chegar à conclusão para uma prova final, de maneira que nada adiantaria ir bem nas etapas, se fosse mal na última. Prova é assim, a gente sabe quando vai bem ou mal, e eu saí da sala bem confiante. Daí uns minutos um dos instrutores me chamou. “Acho que deu problema na sua prova, acho que vai ter que fazer outra. O chefe está lhe chamando na sala dele”. Sinceramente, gelei um pouco. Bati à porta, fui autorizado a entrar e sentar, e assim o fiz. Rabiscando alguns papeis e ainda sem olhar muito para mim, o homem falou. “Tivemos problema com sua prova, infelizmente vai ter que fazer outra”. Respondi. “Posso saber por quê?”. Agora sim, olhando direto e altivo, disse. "Você tirou 10 e não é fato comum, nem mesmo entre meus instrutores. Não posso mandar para o alto comando no RJ uma prova de aluno com nota 10, se até mesmo os instrutores têm média de 8,25 ou 8,50”. Com respeito, retruquei. “Olha, tenho dois argumentos que contrariam o que o senhor pensa. Primeiro, seria motivo de orgulho para o senhor apresentar ao seu comando a prova de um aluno nota 10, é sinal de que ensinam bem aqui. Segundo, que culpa tenho eu, se estudei, se me dediquei e superei outras pessoas?”. Irredutível, fez valer a autoridade, embora com voz mansa, afinal, por dentro vi que me deu razão. “Você nunca vai entender. Já está decidido, vai fazer outra prova. Dou-lhe a opção de fazer daqui a três dias, tempo necessário para estudar mais, pois a nova prova será mais aprofundada... ou fazer hoje mesmo”. Poxa, eu estava ansioso para voltar para casa, dois meses confinado, ia passar mais um final de semana ali? Resolvi. “Não senhor. Eu prefiro hoje mesmo”. Marcamos para de tarde e a prova estava dificílima. Matreiramente puseram coisas que eu não vi durante todo o curso. Era da mesma área, porém de uma outra esfera de atuação, que não se aplicava ao que eu ia desempenhar. Sorte a minha e mérito também é que sempre fui dado às pesquisas, à curiosidade cultural, nunca me permiti ser totalmente leigo, principalmente no trabalho, e por isso não fui tão mal assim. Tinha até questões com expressões em inglês, eu já dominava um pouco o inglês e me safei nelas. Conclusão, tirei 06 na prova que somados aos 10 da outra, deram média de 8,0, conforme o que eles queriam, conforme os “padrões”. Não briguei porque estava meio de favor lá, era funcionário de prefeitura, diária curta, não me cobraram hospedagem, e da comida pagava só 50% do valor. Em toda a minha vida escolar infanto-juvenil-adulta, só tirei um 10( numa redação). Pensei comigo desapontado. “Caramba, custo tirar um 10 e quando tiro, me dizem que é proibido?”.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

EU, ELA E A NATUREZA


Lua,
Tu que brilhas mais que eu
Empresta-me um pouco de teus raios
Para que eu entre naquela janela
e irradie para ela
O amor que sem ensaios em mim aconteceu.
Se o brilho não for visível e não perdure
porque rompeu o dia
o amor ainda é possível
peço à brisa que murmure
meu sentimento em poesia.
Mas se ela não acordar nem assim eu corro perigo
Passarinho é meu amigo
Vai pousar em sua janela
E bem alto vai gorjear
o amor que sinto por ela.
Nosso amor é assim. Tudo conspira, tudo inspira.Tudo se ajeita.
Mesmo distante é presença, é certeza.
Sintonia perfeita...
Eu, ela e a natureza.

domingo, 24 de abril de 2011

A GRUTA ESTÁ VAZIA. ENTÃO É PÁSCOA!



"ESTÁ CONSUMADO"
=
"A GRUTA ESTÁ VAZIA.ROUBARAM O CORPO DELE.
NÃO, MADALENA. ELE RESSUSCITOU, COMO HAVIA NOS PROMETIDO
=
" JESUS VIVE. FALEI COM ELE HOJE
=
"TOMÉ,TOMÉ. CRESTES PORQUE VISTES,MAS BEM AVENTURADOS OS QUE NÃO VIRAM,MAS CRERAM
=
"E EU ESTAREI COM VOCÊS ATÉ O FINAL DOS TEMPOS"

sábado, 23 de abril de 2011

NÃO HÁ VAGAS ( repostagem )


Particularmente não gostei muito da reforma ortográfica. Acho que ela beneficia quem não gosta de estudar. Estudei num tempo em que mesmo nas provas de matemática, se a gente escrevia errado, a professora tirava meio ponto. Isso forçava o aluno a procurar escrever de forma correta. Peguei o hábito de consultar o dicionário e o faço até hoje. Cresci sabendo quem eram Castro Alves, Olavo Bilac, Drummond, Monteiro Lobato, Cecília Meireles, Casimiro de Abreu, Guimarães Rosa, Lúcia Casassanta, Eça de Queiroz, Stanislaw Pontepreta, José de Alencar, porque éramos induzidos à pesquisa e à leitura. Hoje não vejo essa preocupação nas escolas. Até vemos professores abnegados, mas o sistema não. Algumas mudanças até acho que não alteram muito, como o fim do trema, por exemplo. Mas outras, como o acento de “pára”, do verbo parar , é simplesmente ajudar os acomodados. Que profissionais estaremos formando? Não se trata apenas de escrever correto dentro do novo padrão, mas de induzir, de forçar à pesquisa, ao raciocínio. A língua de um país é um patrimônio a ser respeitado ao nível da própria bandeira. Por outro lado sei também que quem fez as mudanças tem intelecto e competência para isso.
Acabei me lembrando de uma pequena peraltice do bem que fiz na sexta série. Por coincidência, a professora naquela semana havia batido muito na tecla, sobre a letra H, no verbo haver. Ainda frisava brincando, “não confundam com expressão ‘a ver’, porque não tem nada a ver ”. Assim acabou ficando fixo na minha cuquinha. Eu e mais dois amiguinhos voltando da escola, avistamos na porta do escritório de uma grande empresa, multinacional mesmo, o seguinte aviso bem grande: NÃO Á VAGAS. Meu colega perguntou se estava errado. Falei. “Claro que está. Me empresta canetinha vermelha”. Escrevi bem grande debaixo do aviso. “NEM PARA UM “H”? O guarda da empresa viu e correu atrás de nós. Minhas pernas que eram magras correram demais. Ficamos à meia distância, provocando-o na certeza de que não nos pegaria. Jamais conseguiria, era gordo demais. Só restou a ele ficar esbravejando: “Seus pestes. E não voltem aqui para atrapalhar”. Eu respondi: “Atrapalhar? Estamos é ajudando essa empresa que não sabe nem escrever”. E gritei. “Ôôôô vergonhaaaaa!”. E saímos correndo porque ele vinha de novo. Daí uns dias passamos lá em frente, de olho no guarda, claro, e o aviso estava lá, mas modificado como deve ser no bom português: NÃO HÁ VAGAS.
Contamos para professora Dona Janice, ela riu muito e nos parabenizou. “Vocês prestaram um grande serviço à língua portuguesa. Estou orgulhosa de vocês. Continuem vigiando”. Com certeza, algum grandalhão da empresa leu, deve ter achado engraçado também e mandou consertar. No fundo me senti um pouco orgulhoso, sabendo que “colaborei com a língua do meu país”.
Vez em quando, quando vejo em grandes jornais impressos ou mesmo na internet algum erro grave, vou no “fale conosco” e mando email informando do erro. O bacana é que eles reconhecem e agradecem. Não fico fixado nisso, mas alguns são gritantes e o próprio computador tem correção ortográfica. Então escreve errado quem quer.
Alô, Dona Janice: Continuo vigiando, mas infelizmente no Brasil ainda NÃO HÁ VAGAS para a cultura.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

SEMANA DA LIBERDADE - JESUS CRISTO


( IMAGEM google )
Propositalmente, por se tratar da semana da liberdade, deixei para falar de Cristo no dia de hoje, que é claro, acaba sendo triste pelas cenas que a gente vê, mas a gente não sabe que esse foi Seu maior momento, ou seja, entre a dor e o pedido do perdão por nós. Além de tudo que Ele ensinou, além de ser o Filho enviado de Deus, de ser o Messias, Jesus foi um psicólogo, um filósofo, um antropólogo, um Homem inteligentíssimo e ninguém falou de liberdade como Ele. Como diz uma música bem antiga de Antônio Marcos, "não cursou nenhuma faculdade, mas na vida Ele foi doutor". Sim, nasceu com sabedoria pronta. A palavra liberdade assim a grosso modo, lembra libertar alguém de amarras, grilhões, algemas, de celas, mas Ele não falou só dessas prisões. Falou de desigualdade, de injustiças, de prejulgamentos, de mesquinharias, inveja, egoísmo e outras prisões terríveis nas quais nós mesmos nos jogamos dentro. Vou dar alguns exemplos dos adjetivos que vinculei aos tantos que Ele já tem. No caso de Madalena, Ele sugere que aquele que nunca tivesse errado, atirasse a primeira pedra. Quando viu o lugar vazio, ainda Perguntou a ela. "Onde estão os que te acusavam?". Foi um tapa de luva na hipocrisia, ficaram sem argumentos e só lhes restou, se afastarem. No caso do rico que Lhe perguntou como fazer para alcançar o reino dos céus, Ele disse. "Vende tudo que tem e segue-me". O homem abaixou a cabeça e foi embora. Ora, não é pecado ser rico, Jesus só quis testar a avareza dele. Na passagem em que os soldados procurando um motivo de prendê-lo como subversivo, perguntando se é justo pagar impostos, mais uma vez a sabedoria. Mostrou uma moeda e perguntou. "De quem é o rosto da moeda? ". "De César", responderam. E Ele completou. "Então dê a César o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus". Quando O acusaram de transgredir leis de Moisés, Ele respondeu. "Não vim para mudar as coisas, vim fazer cumprir as profecias". Não dá para citar todos os exemplos aqui, o texto ficaria extenso demais, sem contar as parábolas inteligentíssimas e contundentes. Foi (e É) o Rei e jamais se portou como tal. Lavou os pés dos discípulos para dar exemplo de humildade. Apanhou no rosto, foi cuspido e xingado e em nenhum momento blasfemou. Questionado... "se És o Filho de Deus, porque não salva a si mesmo?". "Quisesse eu agora, meu Pai mandaria uma legião de anjos em meu socorro, mas esse não é o propósito". Ressuscitado, mostrando as mãos perfuradas, Disse a um Tomé desconfiado. "Crestes porque vistes. Feliz é aquele que não vê, mas crê". Eu diria: Que vergonha, Tomé! Você esteve com o Homem, conviveu com Ele e ainda desconfia? Cada frase ou resposta pronunciada por Jesus tinha e tem sempre um toque para despertar a gente, sempre um puxão de orelhas. Portanto cuidemos para não sermos novos Judas, nem Pilatos, nem Tomé. E lembremos o que ele frisou muito entre os Dez mandamentos: "Amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo".
"VINDE A MIM AS CRIANCINHAS. O QUE FIZERES A UM DESSES PEQUENINOS É A MIM QUE ESTARÁS FAZENDO"

quarta-feira, 20 de abril de 2011

SEMANA DA LIBERDADE- ASAS DE UM POETA


( música VOA LIBERDADE- JESSÉ )

ASAS DE UM POETA
Quando alço voo,
quando meu canto entoo,
eu sou o que quero ser.
Abro as asas da liberdade
sem medo de o sol derreter.
Os temores somem
nenhum susto me afeta
Sou passarinho, sou menino, sou homem.
É lindo o voo de um poeta.
Sou Peter Pan,
sou Ícaro, sou Don Juan.
Sou amante, sou amado, sou príncipe encantado
Sou sol, sou céu, sou mel, sou hortelã.
Sobrevoo arco-íris e montanhas
não corro perigo
o tesouro eu quero ver
a sorte me acompanha
até o sol é meu amigo
ele não vai me derreter.
Sou o que quero, o que penso,
mas às vezes sou puxado por alguém
que me lembra que mutuamente sou Carlos
e que vivo na terra também.
Volto para casa, recolho minhas asas, sujeito-me à cidade
até que um novo dia resplandeça em poesia
ensaiando um novo voo nas asas da liberdade.

terça-feira, 19 de abril de 2011

SEMANA DA LIBERDADE- TERCEIRO MUNDO ( ZÉ GERALDO )


Vai ficar para trás na primeira curva
um saco de sonhos e ilusões trazidas
do tempo distante, do olhar confiante,
barreiras vencidas.
A nossa certeza nas frases sonhadas saídas do peito.
Mas como é cego e profundo este terceiro mundo
que deixa sem força, sem corda e sem jeito
Como é cego e profundo este terceiro mundo
que deixa sem força, sem corda e sem jeito
Eu precisava ouvir agora da minha janela
O som da cidade na flauta mais doce sonata mais bela.
Eu só não contava com as cartas marcadas
os planos desfeitos.
Minhas asas cortadas, a mente cansada
o corpo sem força, sem corda e sem jeito.
Minhas asas cortadas, a mente cansada
o corpo sem força, sem corda e sem jeito
Vai ficar a distância marcando o silêncio
retalhos de todas as noites vividas
sorriso forjado, encanto quebrado
em cada partida.
O caminho da volta trilhado nos versos
compondo a História.
Mas que mistério profundo este terceiro mundo
Tão frio e incerto, metade da glória
Que mistério profundo este terceiro mundo
Tão frio e incerto, metade da glória
Eu precisava ouvir agora da minha janela
o som da cidade na flauta mais doce sonata mais bela.
Eu só não contava com as luzes deixadas
no palco desfeito.
Minhas asas cortadas, a mente cansada
o corpo sem força, sem corda e sem jeito
Minhas asas cortadas, a mente cansada
O corpo sem força, sem corda e sem jeito

ZÉ GERALDO. O CARA É BOM!!!
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A estrada é longa, mas ficar parado é que não dá. O importante é quando você tiver a sensação de que chegou ao fim dela ou próximo disso, possa olhar para trás e ver que semeou coisas boas.Senão a caminhada não terá valido a pena. Mesmo que o terceiro mundo seja cego, cruel e profundo.