ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

SEMANA DA LIBERDADE- "VAI PASSAR" ( CHICO BUARQUE


Vai passar
Nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo da velha cidade
Essa noite vai se arrepiar
Ao lembrar
Que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais

Num tempo
Página infeliz da nossa história
Passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia
A nossa pátria mãe tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações

Seus filhos
Erravam cegos pelo continente
Levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal
Tinham direito a uma
alegria fugaz
Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval
O carnaval, o carnaval
(Vai passar)

Palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos
E os pigmeus do bulevar
Meu Deus, vem olhar
Vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade
Até o dia clarear

Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório
geral vai passar
Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório
geral
Vai passar

1986 © - Marola Edições Musicais Ltda.

http://www.vagalume.com.br/chico-buarque/vai-passar.html#ixzz1Juliux2S
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Chico Buarque pôs muita gente pra pensar nesse país

domingo, 17 de abril de 2011

SEMANA DA LIBERDADE- PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES ( VANDRÉ )



Já que entramos na SEMANA DE TIRADENTES, nada melhor que falar de liberdade do que através da música, principalmente dos anos 60, 70. Acho que foram os anos mais produtivos de nossa música. Essa sim, uma juventude que fez as coisas acontecerem. Geraldo Vandré, foi preso no camarim do teatro, após a apresentação dessa música num festival. Era bem criança, mas me lembro de algumas coisas, além de gostar de pesquisar. Vandré não mais falou de música, mesmo anistiado depois, talvez por desgosto. Foi bloqueado e se bloqueou. Como disse Gandhi: " A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência". Essa música foi a mais forte, mas Vandré tem outras belas composições, como "Aroeira" e "Disparada", que foi uma das campeãs de festival. Ironicamente, uns quinze anos depois, a música virou hino das DIRETAS JÁ, mas o grande autor já estava exilado em si mesmo. E muita gente ganhou dinheiro com ela. Espero que ele tenha pelo menos recebido direitos autorais, já que o direito de falar e cantar, lhe foi negado. Gosto muito de arte, de qualquer tipo de arte. Poesia, música, teatro, dança, pintura, desenho, grafite, charge, mímica, palhaço, etc etc etc. A arte é expressão da alma, a arte é a forma mais bonita de alguém se expressar e a maior liberdade que temos é o pensamento. Sempre digo a alguém mais jovem. "Não se prive do seu pensamento. É a única coisa que ninguém pode lhe tirar". Talvez seja uma pequena frustração minha: não ter um microfone para dizer algumas coisas. Coisas diferentes. De maneira que pudesse abrir o coração e a mente das pessoas. Vou fazendo o que posso com a minha poesia.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Paulo Diniz - I Want to Go Back to Bahia.wmv


I don't want to stay here
I want to go back to Bahia :||

Eu tenho andado tão só
Quem me olha nem vê
Silêncio em meu violão
Nem eu mesmo sei porquê

De repente ficou frio
Eu não vim aqui para ser feliz
Cadê o meu sol dourado?
Cadê as coisas do meu país?

I don't want to stay here
I wanna to go back to Bahia

Via Intelsat eu mando
Notícias minhas para "O Pasquim"
Beijos pra minha amada
Que tem saudades e pensa em mim

I don't want to stay here
I wanna to go back to Bahia

http://www.vagalume.com.br/paulo-diniz/quero-voltar-pra-bahia.html#ixzz1JVUBNxDV
GRANDE PAULO DINIZ
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VOLTANDO PRA BAHIA. DOMINGO ESTAREI LÁ.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

AVISO AOS BLOGONAVEGANTES

Olá, amigos. Depois de tudo que o Brasil passou (sim, foi uma dor a nível de Brasil), infelizmente ou felizmente, a gente tem que usar o velho jargão popular: A VIDA SEGUE. Não os estou visitando porque estou cuidando de algumas coisas muito importantes que não podem ser adiadas, e o tempo anda curto. Amanhã mesmo preciso ir ao RJ, para outra coisa importante, que é exame médico trabalhista de rotina. Logo, logo estarei visitando meus bons amigos do blog, este blog que também é muito importante para mim, mas sei que os amigos sabem esperar. Saudades de todos. Volto logo. Beijos e abraços

sábado, 9 de abril de 2011

"EU VOS DEIXO A PAZ... EU VOS DOU A MINHA PAZ".


Senhor, Pai do Amor e da Sabedoria.
Nesse momento difícil...
Dá-nos...
Discernimento para compreender
Humildade para não dizermos heresias nessa hora
Forças para renascer e amar a vida
Compreensão para com o próximo
Tolerância e paciência se houverem conflitos
Justiça, igualdade, fraternidade.
Conforto às mães do Rio de Janeiro.
Perdão para o infeliz que provocou tanta dor,
pois, só ti, Senhor, tem o verdadeiro dom do perdão.
Coloca em nós, Senhor, o dom divino de perdoar.
Seca minhas lágrimas, Senhor.
apascenta Tuas ovelhas,Senhor.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

LUGAR DE CRIANÇA É NA ESCOLA

Certíssimo. Na escola, na igreja e no esporte. Acostumado a postar casos de meu tempo de escola, ia postar mais um hoje bem alegre, mas diante do que vi na tv ontem, é impossível. Tentei fazer esse texto há umas semanas, mas ele não saía coeso. Hoje saiu, ainda não coeso, mas duvido que depois de ontem, alguém diga algo coeso, todos estão perdidos, sem saber o que dizer. Vou tentar. A própria sociedade não é coesa, a sociedade é uma colcha de retalhos, não há um sentimento de vida coletivo, e sim, individual, onde todo mundo tem que ser o primeiro, correndo nas raias da loucura. Não existem vários tipos de violência, a violência é uma só, apenas muda de roupa. No meu tempo de menino, o máximo que a gente tinha era revólver de espoleta, e aqueles que não podiam comprar, como no meu caso, faziam seu próprio de madeira. UM dia as autoridades entenderam que armas de brinquedo levavam â violência e proibiram seu comércio. Concordo, claro. Mas ao mesmo tempo, outras armas foram colocadas nas mãos das crianças, em forma de games violentos e também em forma de culto ao Diabo, e elas passam horas e horas na frente dos computadores. Os pais e mães por sua vez não têm tempo, precisam trabalhar, pois o capitalismo selvagem não espera, e assim os filhos ficam com as babás eletrônicas, vulgo pcs e tvs. No meu tempo as crianças eram mais fortes, mais felizes, tinham mais amigos, pois viviam na natureza, viviam jogando bola e pique esconde. Eu mesmo vivia com dedão do pé e joelhos esfolados. Uma senhora do posto de saúde aonde eu ia quase toda semana fazer curativo, dizia. "Você de novo, menino?". As crianças de hoje são frágeis, porque não são preparadas para as adversidades, para a derrota, e sim para a vitória a qualquer custo, como diz uma música dos Mamonas: "O importante é competir, mas te mato de porrada se você não ganhar". Uma das causas da tragédia de ontem, pode ter sido o bullying, como se isso fosse prática só de hoje. No meu tempo tinha e muito. Quem mais sofria eram os meninos negros e gordos. Evandro me disse. "Você é o único que não implica com minha gordura". Eu respondi. "Fique perto daqueles idiotas não. Têm inveja porque você passa de ano com facilidade. Fique perto de quem gosta de você. Ele disse. "Então vou ficar perto só de você". Não tenho contato com Evandro mais, mas sei que se tornou um grande dentista.
Os pais e professores precisam instruir esses meninos de hoje a lidar com essas coisas, parar de blindar demais, isso só causa fragilidade. Não se trata de achar um culpado nisso tudo, mas penso que o que houve ontem é um problema de toda a sociedade. Gosto muito de comerciais, mas está passando toda hora, um comercial
de mil e uma futilidades, onde a mulher aparece chamando o homem de porco, sujo, folgado, babão. É uma grande empresa, mas não foi feliz nesse comercial. Esse tipo de coisa causa afastamentos, separações, uma disputa idiota homem versus mulher, sendo que um precisa do outro. E mais, a propaganda é mentirosa, o homem está cada vez mais vaidoso. Nas novelas, o pai lê jornal na sala enquanto a filha transa no quarto. Se o pai hoje der uma palmada no filho, vai preso. Uma de minhas professoras dizia que a família é a célula ovo da sociedade. Mas não tem mais família. Então também não tem mais sociedade, tem um monte de gente correndo um pra cada lugar, só que o buraco final é um só. O que me preocupa é que estamos nos acostumando à dor, essas coisas vão ficando normais.Nos realitys violência verbal. Há poucos meses, um universitário de BH, matou o professor porque este o reprovou. O motorista mata o outro porque esbarrou no seu retrovisor.Na Bahia, poucos dias atrás, um menino de doze anos matou o coleguinha por causa de um brinquedo e o enterrou no quintal do sítio.Junte tudo isso e bata num liquidificador, leve ao forno e terá um grande bolo: o bolo da violência. A vida não está valendo nada. As diferenças do que houve ontem para o que vemos no dia a dia, são só duas: choca mais pela quantidade de pessoas mortas de uma só vez... e claro, porque são crianças. Honestamente eu ainda não parei de chorar.

sábado, 2 de abril de 2011

TARDES DE ABRIL


Eu sabia
que eu não estava morto, nem vazio, nem frio.
Que dentro de mim habitava um querer, um ser
com um sentimento a brotar.
Que em minhas veias corria um rio caudaloso
intenso, generoso, ansioso por regar.
Eu tinha certeza que ainda havia o romantismo
escondido nas gavetas do meu peito
que andou mesmo meio sem jeito
por não ter a quem entregar.
Ah... eu sabia
que o ocaso não é um acaso;
Precisamos passar para resplandecer em aurora
como me sinto plenamente agora.
Eu sabia que o amor não havia acabado.
Estava só guardado, estancado
como numa represa que você abriu
naquelas tardes de abril.
O rio dentro de mim encontrou o mar.
Abrace-me porque agora eu vou deixar jorrar.
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