Olá, amigos (as). Viajo hoje. O destino é Porto seguro ( vida ruim, hein?). Como disse antes, ainda é temporário, volto em uns 12 dias, mas já bem adiantado para ir definitivo. Muito trabalho me espera, mas vou fortalecido pelas manifestações de apoio que recebi. Agradeço a todos que deixaram comentários. Os que não puderam ou não tiveram tempo ou meios de se manifestar, entendo. Ninguém é menos amigo por isso. Mas preciso fazer justiça aos que puderam vir. Então, muito obrigado:
Felina... Chica... Priscila... Valéria... Wanderley... Sandra Freitas... Sandra Botelho... Mara... Chris... Edna Lima ( conterrânea lá do meu Iapu)... Maria ( Cantinho Poético)... Fátima... Everson Russo... Rose... Eduardo Medeiros... Irlene... Xanele... Talita... Carla Fabiane... Caio (Um homem apaixonado).
Dificilmente vou conseguir postar algo de lá. Enquanto isso recordo um poema antigo que tem muito a ver com o momento. O poema é antigo, mas as emoções se renovam. A diferença é que desta vez, mesmo com um pequeno aperto no coração, fui eu quem escolhi partir, enquanto nas vezes passadas, fui obrigado. Portanto, parto feliz.
CONTEMPLANDO HORIZONTES
Mostre-me o horizonte,
mas não me impeça de voar.
Pra quê um céu tão lindo se for só para olhar?
Mostre-me a estrada,
mas não queira me dizer onde termina ou começa.
Se a estrada é comprida e estreita, eu tenho pressa,
é o que me resta.
Se a viagem não for perfeita
ainda assim farei dela uma festa.
Só cale minha boca se for com um beijo...
porque tudo em mim é desejo.
Dê-me dois desenhos do mundo
um colorido e outro por colorir
que eu ficarei com o segundo
para pintar conforme meu juízo.
Dê-me lápis e papel que lhe mostrarei o meu céu.
Borracha não preciso,
não tenho nada que deseje apagar.
Se escrevi linhas tortas foi assim que cheguei
como um rio sinuoso que busca o mar.
Não me cobre exatidão... porque tudo em mim é emoção.
Minha poesia não é uma ciência,
é resistência,
escudo contra os dragões desse mundo de terror
é meu jeito de ir para a guerra,
é meu jeito de falar de amor.